domingo, 13 de março de 2011
sábado, 31 de julho de 2010
Mário Ruivo

Mais fotos aqui.
Mário Ruivo esteve em Febres num jantar com apoiantes à sua candidatura à Federação de Coimbra do Partido Socialista dia 22 de julho de 2010. Deste jantar ficamos a conhecer que:
Maria do Céu: Mandatária para as mulheres socialistas;
Pedro Dias: Mandatário da Juventude;
Lusitano Espinhal: Mandatário da Lista;
Jorge Martins: Presidente da comissão de honra.
Página da candidatura: Mário Ruivo
Maria do Céu: Mandatária para as mulheres socialistas;
Pedro Dias: Mandatário da Juventude;
Lusitano Espinhal: Mandatário da Lista;
Jorge Martins: Presidente da comissão de honra.
Página da candidatura: Mário Ruivo
“Não queremos discutir pessoas. Queremos dignificar a política com o nosso comportamento”, afirmou Mário Ruivo no âmbito da campanha para a presidência da Comissão Política da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, Mário Ruivo foi recebido por mais de três dezenas de militantes do concelho de Cantanhede, num jantar/debate que decorreu na passada quinta-feira. Na primeira intervenção, Mário Ruivo apresentou alguns responsáveis da sua candidatura, pertencentes a Cantanhede: - Jorge Martins: Comissão de Honra; - Lusitano Espinhal: Mandatário Concelhio;- Maria do Céu: Mandatária das Mulheres;- Pedro Dias: Mandatário da Juventude.Pedro Dias, mandatário da Juventude, foi o primeiro a intervir, para dizer que “há todas as razões para apoiar Mário Ruivo”. Entre outras qualidades, “é competente e com valor”. Por isso, “a Juventude Socialista de Cantanhede tem todo o prazer de trabalhar e apoiar Mário Ruivo”. Jorge Martins, membro da Comissão de Honra, foi o seguinte interveniente da noite, começando por afirmar: “Estamos aqui porque somos militantes do PS, porque acreditamos que é possível construir uma sociedade mais fraterna, mais solidária e onde os valores colectivos se sobreponham aos interesses individuais”. Defendeu que “ser militante do Partido Socialista é estar por princípios, causas e convicções”. Fez questão de mostrar a diferença, pediu para o deixarem ser “politicamente incorrecto”, para dizer que estava “contra”. Assim, referiu que estava: “Contra aqueles que em cargos de responsabilidade não dignificam nem honram aqueles que o elegeram”; “Contra aqueles para quem a política é espuma negra e suja que flutua nos rios”; “Contra aqueles para quem a política é o trampolim para satisfação de poderes pessoais”; “Contra aqueles para quem na política vale tudo” e finalmente, “Contra aqueles que elegem camaradas seus como inimigos principais, quando os verdadeiros adversários deveriam estar lá fora”. Referiu também as muitas ilusões que alguns camaradas lhe deram, dizendo que neste momento estava “de novo iludido”, mas “desta vez com o camarada Mário Ruivo”, a quem dava todo o apoio. “Estarei sempre ao lado daqueles que a minha consciência ditar, ao lado daqueles que tem por bandeira os grandes ideais do PS”. Referindo-se à apresentação pública de Mário Ruivo, disse: “Ouvi-lo defender um partido renovado, insatisfeito, reflectivo e colocando a tónica nos valores, nas ideias e na ética”, convenceu-o, tal como disse que se sentiu seduzido pelo discurso de Ricardo Castanheira, proferido na mesma altura. Maria do Céu, Mandatária das Mulheres, recordou que se inscreveu no PS há 20 anos e afastou-se porque “via as pessoas a afastarem-se dos valores e princípios que me trouxeram à política”. Reconheceu que “foi Ruivo, há dois anos, que me fez voltar a acreditar na política. Acredito no Mário Ruivo e na sua capacidade de mudar a Federação”. Afirmou que “é tempo de Coimbra respeitar Cantanhede”, lamentando que a actual Federação, nas últimas autárquicas, “não deu qualquer apoio ao nosso candidato à Câmara Municipal”. Acredita em Mário Ruivo “para termos um partido que já tivemos em Coimbra” e que a política precisa de algumas das suas características: “simples e honesto”.Lusitano Espinhal, Mandatário Concelhio, começou por dizer: “Isto para mim também é um regresso à política”. Considerou que “Cantanhede regrediu aos anos de 1976”, pelo que “é preciso que os militantes se unam”. Afirmou que “o partido deixou de ter o debate das ideias em defesa da resolução dos problemas das pessoas”. Defendeu o regresso no “prazer que havia em ir ao partido discutir as novas ideias”, recordando uma frase tanta vez referida: “ou és por mim ou és contra mim, tem que acabar no partido”, afirmando que o partido têm-se degradado, o que tem afastado muitos camaradas da vida do próprio partido.Mário Ruivo, na sua última intervenção e depois de ouvir as várias intervenções onde ressaltou a “desilusão”, afirmou: “Estabeleço o compromisso de não os defraudar” e criar todas as condições e empenhar-se pessoalmente para “defender e promover a liberdade para se poder discutir política no partido, no distrito, nas concelhias e nas secções”. Afirmou, duma forma clara: “Não queremos discutir pessoas. Queremos dignificar a política com o nosso comportamento”.Como em encontros anteriores, fez uma análise da situação partidária de todos os concelhos do distrito, o que o leva a concluir que a vitória está ao seu alcance, convicção assente em muitos novos apoios que estão a chegar à candidatura, o que tem sido um forte incentivo para esta campanha, a qual está mais preocupada em mostrar os aspectos positivos desta candidatura e do seu líder, do que perder tempo a trazer à discussão os aspectos negativos das outras candidaturas. Não queremos ir por aí. Também aqui queremos ser diferentes, mostrar outra atitude e outra forma de fazer política, mas Mário Ruivo fez questão de recordar que estamos numa campanha eleitoral e lembrou: “Ou ganhamos agora, ou ficamos na mesma durante mais um mandato”.Afirmando ser “um republicano convicto”, disse estar “desapegado ao poder”, como já deu provas anteriormente. Acredita que, com a sua equipa, pode ser uma mais-valia para a Nova Federação, refrescando o próprio Secretariado com “quadros que o partido tem”, mas que por qualquer razão não são chamados a participar na vida do partido. Tudo isto reforçado com a “criação dum Conselho Estratégico”, de modo a pôr “os nossos especialistas a falarem das suas áreas, em vez de haver um ou outro que fala sobre tudo”.Considerou que o trabalho político mais difícil “está entregue às secções”, as quais estão maioritariamente abandonadas, tal como os autarcas eleitos. Assim, o líder da candidatura “MUDAR PARA VENCER”, defendeu que a Nova Federação irá criar um “Gabinete de Apoio a Autarcas”, de modo a que todos os autarcas eleitos pelo Partido Socialista, tenham um suporte de apoio às suas importantes actividades.
Neste jantar/debate, Mário Ruivo foi acompanhado por: António Amaro, Carlos Pinto, Guilherme Tralhão, Nuno Cunha, Joel Vasconcelos, Paulo Valério e José Soares.Subscrevemo-nos com as mais elevadas saudações socialistas.
Coimbra, 24 de Julho de 2010
Pel’A Comissão Coordenadora da Candidatura de Mário Ruivo
O Director da Comunicação,José Soares
sábado, 10 de julho de 2010
Folk Cantanhede
Fruto do seu trabalho de duas décadas e meia, o Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede, conquistou um importante espaço no panorama da cultura tradicional portuguesa, que começa a extravasar e se afirma cada vez mais no plano internacional.
O FOLK Cantanhede - Semana Internacional de Folclore é uma iniciativa que foi lançada pelo Cancioneiro de Cantanhede, no ano de 2006, assente em valores primordiais da vida, como é a "Paz" e a "Alegria" entre os povos, num ambiente fraterno que não destingue raças, ideologias e religiões.
Projectar a cidade de Cantanhede no país e no mundo, foi outro dos objectivos pretendidos pela Comissão Executiva do FOLK Cantanhede, ao apresentar, logo à nascença, a sua candidatura ao CIOFF. Neste contexto, após duas edições, os propósitos foram conseguidos, de acordo com a Comissão Técnica do CIOFF Portugal. Após realizar a sua terceira edição com igual sucesso, recebe em 11 de Novembro de 2008 na Turquia, das mãos do Presidente Internacional o Certificado de FESTIVAL CIOFF. Assim em 2009 a bandeira do CIOFF foi pela primeira vez, hasteada na Cidade de Cantanhede.
Fonte: Cancioneiro de Cantanhede
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Gestores municipais não revelaram património
Os gestores públicos são obrigados por lei a comunicar à Inspecção-Geral de Finanças participações e interesses patrimoniais.
No ano passado houve 216 gestores públicos, que iniciaram funções em 61 empresas municipais, que não cumpriram o dever de comunicar à Inspecção-Geral de Finanças as participações e interesses patrimoniais.
A conclusão consta do Relatório de Actividades da Inspecção Geral de Finanças relativo a 2009. Este foi um dos projectos desenvolvidos pelo organismo, com o objectivo de controlar os interesses patrimoniais dos gestores públicos locais que detenham, directa ou indirectamente, funções na empresa ou em qualquer outra, para identificar possíveis conflitos de interesses. Para isso, a IGF colocou no ‘site' um questionário à disposição dos gestores públicos para que possam comunicar, antes do início de funções, todas as participações e interesses patrimoniais que detenham. Os gestores públicos locais estão obrigados por lei a fazê-lo, de acordo com o Estatuto do Gestor Público, no entanto, 261 dos cerca de dois mil administradores falharam este dever. Quem não cumpre esta obrigação está sujeito a uma penalização disciplinar ou à sanção de responsabilidade civil aplicadas pela câmara.
Fonte:Economico/Paula Cravina de Sousa
No ano passado houve 216 gestores públicos, que iniciaram funções em 61 empresas municipais, que não cumpriram o dever de comunicar à Inspecção-Geral de Finanças as participações e interesses patrimoniais.
A conclusão consta do Relatório de Actividades da Inspecção Geral de Finanças relativo a 2009. Este foi um dos projectos desenvolvidos pelo organismo, com o objectivo de controlar os interesses patrimoniais dos gestores públicos locais que detenham, directa ou indirectamente, funções na empresa ou em qualquer outra, para identificar possíveis conflitos de interesses. Para isso, a IGF colocou no ‘site' um questionário à disposição dos gestores públicos para que possam comunicar, antes do início de funções, todas as participações e interesses patrimoniais que detenham. Os gestores públicos locais estão obrigados por lei a fazê-lo, de acordo com o Estatuto do Gestor Público, no entanto, 261 dos cerca de dois mil administradores falharam este dever. Quem não cumpre esta obrigação está sujeito a uma penalização disciplinar ou à sanção de responsabilidade civil aplicadas pela câmara.
Fonte:Economico/Paula Cravina de Sousa
Carros de luxo à prova de recessão

A Europa ainda pode temer pelos PIIGS e os EUA estarem a recuperar a um ritmo lento, mas as vendas de carros de luxo dispararam.
As vendas de BMW's aumentaram 13% nos primeiros seis meses do ano, em todo o mundo, face ao mesmo período do ano passado
E, no mesmo sentido, as vendas de Mercedes-Benz e de Audi aceleraram 15 e 20%, respectivamente no primeiro semestre, segundo a CNN.
Ian Robertson, responsável pelo departamento de vendas e marketing da BMW diz que "em alguns casos, os mercados automóveis estão a recuperar mais depressa do que esperávamos. Queremos continuar esta tendência positiva no segundo semestre", acrescentou.
Também a Mercedes-Benz está optimista.
"Tencionamos continuar o sucesso da Mercedes-Benz com um aumento substancial no terceiro trimestre", disse o responsável pelas vendas e marketing da empresa, Joachim Schmidt.
Fonte: Económico/ Eudora Ribeiro
As vendas de BMW's aumentaram 13% nos primeiros seis meses do ano, em todo o mundo, face ao mesmo período do ano passado
E, no mesmo sentido, as vendas de Mercedes-Benz e de Audi aceleraram 15 e 20%, respectivamente no primeiro semestre, segundo a CNN.
Ian Robertson, responsável pelo departamento de vendas e marketing da BMW diz que "em alguns casos, os mercados automóveis estão a recuperar mais depressa do que esperávamos. Queremos continuar esta tendência positiva no segundo semestre", acrescentou.
Também a Mercedes-Benz está optimista.
"Tencionamos continuar o sucesso da Mercedes-Benz com um aumento substancial no terceiro trimestre", disse o responsável pelas vendas e marketing da empresa, Joachim Schmidt.
Fonte: Económico/ Eudora Ribeiro
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
"O Gadgetismo. A crónica de Santana Castilho no Público"

A dúvida assalta-me a cada nova acometida: a sucessão das etapas desagregadoras da educação nacional foi planeada à distância? Olho para os protagonistas e logo rejeito. Mesmo para urdir estrategicamente a maldade mais odiosa é necessária uma inteligência que não possuem. Actuam à bolina e move-os um só desígnio: embaratecer o custo do trabalho honesto de muitos para enriquecer uns tantos, protegidos pela “burka” da legalidade podre que corrói o país. Anima-os uma cultura: o “gadgetismo” bacoco. Suporta-os o sonambulismo cívico da nação.
Aos Magalhães, aos quadros interactivos e a toda a corte de “gadgets” electrónicos, enganosos salvadores da ignorância que floresce, acrescentam-se agora os “gadgets” pedagógicos e organizacionais do momento: a “learning street” e os megas – agrupamentos de escolas.
Sob os auspícios da Parque Oculta, dizem-me que José Trocado executa o comando de José Trocas-Te: um mega agrupamento de escolas por concelho. Exagero ou não, tanto faz. Facto é que as direcções regionais iniciaram a fusão dos agrupamentos existentes. Trata-se de arrebanhar crianças de tenra idade, retirá-las do seio familiar contra a vontade dos progenitores e abandoná-las numa comunidade de milhares de alunos com idades que vão até aos 18 anos (apontam os 3.000 como limite, mas com a credibilidade que lhe conhecemos, só eles sabem onde a loucura os pode deter). Perfilam-se surreais ligações administrativas e pedagógicas de escolas separadas por dezenas de quilómetros, com projectos educativos tão idênticos como a velocidade e o toucinho. Adivinham-se os inerentes megas agrupamentos de docentes e a mega mobilidade dos ditos, com o primeiro tempo da tarde a quilómetros do local onde leccionaram de manhã. Tudo caucionado pela crise económica, pela grilheta limitativa do calendário das presidenciais e pelo jogo dos pequenos interesses dum bloco central envergonhado. Com esta desumana fórmula de gerir escolas, a decantada qualidade do ensino deteriorar-se-á ainda mais. Desaparecerá a gestão de proximidade que o acto educativo não pode dispensar. O que restava da pedagogia cederá passo ao centralismo administrativo que, sendo já mau, agora fica gigantescamente deplorável. O caciquismo vai refinar-se, a burocracia expandir-se e a indisciplina aumentar. Não esperem que se aprenda mais ou que o abandono e o insucesso escolar diminuam. Só florescerá a aldrabice das estatísticas e a crista dos galos que permanecerem nos poleiros.
Toda a lógica gestionária, entronada há apenas um ano como a (e sublinho o artigo definido) solução, já vai de arrasto, directores às urtigas, órgãos dos agrupamentos às malvas. Não é exequível qualquer projecto educativo com tais loucos ao leme. Não são criminosos no sentido penal do termo. Mas são hediondos criminosos pedagógicos. Não só escaqueiraram o que encontraram como deixam armadilhado o caminho dos que se seguirem, que outra alternativa não terão senão voltar a virar tudo do avesso, salvo se forem tão insanos como eles. O sistema educativo não aguenta tamanha instabilidade. Tudo o que possa ser sério e válido é visceralmente incompatível com este tumulto. Para fazer o que a nação reclama que seja feito, quem se seguir tem que se alicerçar num diálogo social e num pacto político que gere estabilidade à volta do que é estruturante. Doutra forma o sistema soçobra. Percebo bem que os portugueses se preocupem com a bancarrota. Não entendo que não reajam à “educaçãorrota”. Depois de lhes sacrificarem os filhos, ainda não se dispõem a defender os netos?
O ano-lectivo vai terminar de forma grotesca. De fanfarronada em fanfarronada, os sindicatos foram ao tapete: cederam na aberração da avaliação do desempenho; aguardam com a paciência dos desistentes um estatuto de carreira por promulgar que, em boa verdade, só muda as moscas; assistiram ao sacrifício dos contratados e ao adiamento de tudo o que libertasse os professores da escravidão em que caíram. Pactuaram quando tinham que ser firmes. Persistiram no erro quando puderam reconhecê-lo. E não contentes, espadeiraram contra os que estavam do seu lado, cegos pela ganância de não partilharem o protagonismo das negociações eternas. Cabe aos professores rejeitarem vigorosamente o papel de simples sujeitos – mercadoria que o “gadgetismo” irresponsável lhes reserva, impondo-lhes, como se desejo seu fosse, toda a sorte de porcaria perniciosa. Mas não cabe só aos professores. É tempo do novo responsável do PSD dizer ao que vem. Dizer claramente se sustenta a dissimulada mas escandalosa privatização do Ministério da Educação, que o polvo da Parque Escolar vai sorvendo; dizer, com urgência, se acompanha ou não a subalternização da sala de aula e a substituição do ensino pelo entretenimento atrevido e ignorante do eduquês pós – moderno de Teresa Heitor; dizer, sem dar espaço às habituais tergiversões do PSD, se, uma vez no Governo, porá fim à terraplanagem selvagem da identidade e da cultura das escolas portuguesas; mais que dizer, mostrar, numa palavra, ele que tanto se detém nos labirintos da economia e da globalização, que interiorizou as razões pelas quais as multinacionais do ocidente procuram os alunos da China, da Coreia do Sul e da Índia.
Aos Magalhães, aos quadros interactivos e a toda a corte de “gadgets” electrónicos, enganosos salvadores da ignorância que floresce, acrescentam-se agora os “gadgets” pedagógicos e organizacionais do momento: a “learning street” e os megas – agrupamentos de escolas.
Sob os auspícios da Parque Oculta, dizem-me que José Trocado executa o comando de José Trocas-Te: um mega agrupamento de escolas por concelho. Exagero ou não, tanto faz. Facto é que as direcções regionais iniciaram a fusão dos agrupamentos existentes. Trata-se de arrebanhar crianças de tenra idade, retirá-las do seio familiar contra a vontade dos progenitores e abandoná-las numa comunidade de milhares de alunos com idades que vão até aos 18 anos (apontam os 3.000 como limite, mas com a credibilidade que lhe conhecemos, só eles sabem onde a loucura os pode deter). Perfilam-se surreais ligações administrativas e pedagógicas de escolas separadas por dezenas de quilómetros, com projectos educativos tão idênticos como a velocidade e o toucinho. Adivinham-se os inerentes megas agrupamentos de docentes e a mega mobilidade dos ditos, com o primeiro tempo da tarde a quilómetros do local onde leccionaram de manhã. Tudo caucionado pela crise económica, pela grilheta limitativa do calendário das presidenciais e pelo jogo dos pequenos interesses dum bloco central envergonhado. Com esta desumana fórmula de gerir escolas, a decantada qualidade do ensino deteriorar-se-á ainda mais. Desaparecerá a gestão de proximidade que o acto educativo não pode dispensar. O que restava da pedagogia cederá passo ao centralismo administrativo que, sendo já mau, agora fica gigantescamente deplorável. O caciquismo vai refinar-se, a burocracia expandir-se e a indisciplina aumentar. Não esperem que se aprenda mais ou que o abandono e o insucesso escolar diminuam. Só florescerá a aldrabice das estatísticas e a crista dos galos que permanecerem nos poleiros.
Toda a lógica gestionária, entronada há apenas um ano como a (e sublinho o artigo definido) solução, já vai de arrasto, directores às urtigas, órgãos dos agrupamentos às malvas. Não é exequível qualquer projecto educativo com tais loucos ao leme. Não são criminosos no sentido penal do termo. Mas são hediondos criminosos pedagógicos. Não só escaqueiraram o que encontraram como deixam armadilhado o caminho dos que se seguirem, que outra alternativa não terão senão voltar a virar tudo do avesso, salvo se forem tão insanos como eles. O sistema educativo não aguenta tamanha instabilidade. Tudo o que possa ser sério e válido é visceralmente incompatível com este tumulto. Para fazer o que a nação reclama que seja feito, quem se seguir tem que se alicerçar num diálogo social e num pacto político que gere estabilidade à volta do que é estruturante. Doutra forma o sistema soçobra. Percebo bem que os portugueses se preocupem com a bancarrota. Não entendo que não reajam à “educaçãorrota”. Depois de lhes sacrificarem os filhos, ainda não se dispõem a defender os netos?
O ano-lectivo vai terminar de forma grotesca. De fanfarronada em fanfarronada, os sindicatos foram ao tapete: cederam na aberração da avaliação do desempenho; aguardam com a paciência dos desistentes um estatuto de carreira por promulgar que, em boa verdade, só muda as moscas; assistiram ao sacrifício dos contratados e ao adiamento de tudo o que libertasse os professores da escravidão em que caíram. Pactuaram quando tinham que ser firmes. Persistiram no erro quando puderam reconhecê-lo. E não contentes, espadeiraram contra os que estavam do seu lado, cegos pela ganância de não partilharem o protagonismo das negociações eternas. Cabe aos professores rejeitarem vigorosamente o papel de simples sujeitos – mercadoria que o “gadgetismo” irresponsável lhes reserva, impondo-lhes, como se desejo seu fosse, toda a sorte de porcaria perniciosa. Mas não cabe só aos professores. É tempo do novo responsável do PSD dizer ao que vem. Dizer claramente se sustenta a dissimulada mas escandalosa privatização do Ministério da Educação, que o polvo da Parque Escolar vai sorvendo; dizer, com urgência, se acompanha ou não a subalternização da sala de aula e a substituição do ensino pelo entretenimento atrevido e ignorante do eduquês pós – moderno de Teresa Heitor; dizer, sem dar espaço às habituais tergiversões do PSD, se, uma vez no Governo, porá fim à terraplanagem selvagem da identidade e da cultura das escolas portuguesas; mais que dizer, mostrar, numa palavra, ele que tanto se detém nos labirintos da economia e da globalização, que interiorizou as razões pelas quais as multinacionais do ocidente procuram os alunos da China, da Coreia do Sul e da Índia.
domingo, 20 de junho de 2010
O fim dos professores

Descobri um texto muito interessante que gostaria de partilhar com todos . É uma espécie de visão do futuro. Por isso clic aqui. no blog Da Casa da Maraquinhas.
sábado, 19 de junho de 2010
Comissão política do Partido Socialista
Novo Formato

Caros amigos, este blog foi concebido para que partilhassem (um grupo de amigos) as mais diversas correntes políticas que defendessem os interesses de Cantanhede. Tivemos muitos colaboradores mas que acabaram por não partilhar as suas ideias. Por essa razão decidi torná-lo singular e pessoal. Um abraço a todos os que partilharam este espaço. Irei versar assuntos que gosto.
domingo, 6 de junho de 2010
Casos pontuais em Cantanhede
Meliantes partiram a porta de vidro da empresa Lisete Simões – Serviços e Limpezas e “limparam”, do escritório, mais de dois mil euros e quatro telemóveis.
Os amigos do alheio voltaram à cidade de Cantanhede, e, desta vez, escolheram o Centro Comercial Rossio, na Praça Marquês de Marialva, e a empresa de serviços e limpezas de Lisete Simões, provavelmente por saberem que esta empresa será a única no centro comercial dotada de um escritório e susceptível de guardar dinheiro.
Se os larápios assim pensaram, acertaram “na mouche” e não terão demorado mais que escassos minutos até consumarem o assalto, que terá ocorrido entre a meia-noite e as 7h00 da madrugada de ontem.
Os mesmos meliantes que assaltaram a Lisete Simões – Serviços de Limpeza, depois de “limparem” o escritório desta empresa, desceram à garagem subterrânea do Centro Comercial Rossio com o fim de furtarem um veículo para uma fuga rápida.
A melhoria da Segurança, em todos os seus aspectos, não passa apenas pelo aumento do número dos agentes em serviço nas Forças Policiais, passa, antes de mais, pelas condições que lhes sejam dadas para o exercício das suas missões e por uma adequação das penas à gravidade dos crimes. Ou seja, o Código Penal, no seu todo, terá de ser uma força dissuasora da criminalidade.
Contrariamente ao que muitos propalam, por inconfessados interesses, a acção das Polícias é altamente positiva, mesmo lutando com múltiplas dificuldades.
Mas essa acção não é apoiada pelos Tribunais, não por culpa dos juízes mas por força da Lei que os limita. Impõe-se uma revisão realista do Código Penal que, sem desrespeitar os Direitos do Homem, respeite os direitos fundamentais dos cidadãos pacíficos e cumpridores.
Estes têm que se sobrepor forçosamente a qualquer tipo de direitos dos criminosos, dada a vaga crescente de crimes de grande violência, sobretudo nas zonas urbanas. A criminalidade associada a bandos juvenis é outro fenómeno em ascensão.
Portugal é um dos principais “entrepostos” da droga que entra na Europa. Quem o diz é o Gabinete para os Assuntos Internacionais da Droga e da Coacção Legal, órgão do Departamento de Estado norte-americano, no seu relatório anual.
Isto significa que, apesar dos esforços das nossas polícias, a droga continua a entrar. Acreditamos que, com os meios de que dispõem, as apreensões que têm vindo a ser feitas – que são vultosas – representam um esforço enorme, difícil de avaliar por quem está de fora. E esse esforço é significativamente maior quanto são poucos e fracos os meios de que dispõem para o combate.
Os fluxos migratórios desregrados, também têm contribuído em muito para o aumento da criminalidade, até mesmo da criminalidade organizada e de alto grau de violência.
Os amigos do alheio voltaram à cidade de Cantanhede, e, desta vez, escolheram o Centro Comercial Rossio, na Praça Marquês de Marialva, e a empresa de serviços e limpezas de Lisete Simões, provavelmente por saberem que esta empresa será a única no centro comercial dotada de um escritório e susceptível de guardar dinheiro.
Se os larápios assim pensaram, acertaram “na mouche” e não terão demorado mais que escassos minutos até consumarem o assalto, que terá ocorrido entre a meia-noite e as 7h00 da madrugada de ontem.
Os mesmos meliantes que assaltaram a Lisete Simões – Serviços de Limpeza, depois de “limparem” o escritório desta empresa, desceram à garagem subterrânea do Centro Comercial Rossio com o fim de furtarem um veículo para uma fuga rápida.
A melhoria da Segurança, em todos os seus aspectos, não passa apenas pelo aumento do número dos agentes em serviço nas Forças Policiais, passa, antes de mais, pelas condições que lhes sejam dadas para o exercício das suas missões e por uma adequação das penas à gravidade dos crimes. Ou seja, o Código Penal, no seu todo, terá de ser uma força dissuasora da criminalidade.
Contrariamente ao que muitos propalam, por inconfessados interesses, a acção das Polícias é altamente positiva, mesmo lutando com múltiplas dificuldades.
Mas essa acção não é apoiada pelos Tribunais, não por culpa dos juízes mas por força da Lei que os limita. Impõe-se uma revisão realista do Código Penal que, sem desrespeitar os Direitos do Homem, respeite os direitos fundamentais dos cidadãos pacíficos e cumpridores.
Estes têm que se sobrepor forçosamente a qualquer tipo de direitos dos criminosos, dada a vaga crescente de crimes de grande violência, sobretudo nas zonas urbanas. A criminalidade associada a bandos juvenis é outro fenómeno em ascensão.
Portugal é um dos principais “entrepostos” da droga que entra na Europa. Quem o diz é o Gabinete para os Assuntos Internacionais da Droga e da Coacção Legal, órgão do Departamento de Estado norte-americano, no seu relatório anual.
Isto significa que, apesar dos esforços das nossas polícias, a droga continua a entrar. Acreditamos que, com os meios de que dispõem, as apreensões que têm vindo a ser feitas – que são vultosas – representam um esforço enorme, difícil de avaliar por quem está de fora. E esse esforço é significativamente maior quanto são poucos e fracos os meios de que dispõem para o combate.
Os fluxos migratórios desregrados, também têm contribuído em muito para o aumento da criminalidade, até mesmo da criminalidade organizada e de alto grau de violência.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Bruna Real
Foto montagem de José GouveiaComeço a gostar da macacada deste país. Um país com os problemas que tem, e grandes, anda preocupado com a nudez de uma mulher que é por acaso professora.
Ninguém se rala com o facto de as revistas lá no sítio terem desaparecido das bancas, ninguém fala que estas revistas são para adultos e que os mais novinhos não devem ter acesso a elas, que nos kiosques, à vista de toda a gente e que toda a gente pode desfolhar, estão revistas bem mais ausadas e até pornográficas, que o acesso a este tipo de imagens está à distância do toque de um dedo com a conivência de todos?
É boa professora? Não interessa! Cumpria com competência as suas funções? Não interessa!
Passo a transcrever o seguinte texto do Statu quo
"Diz a Constituição da República Portuguesa, aprovada pela Assembleia Constituinte de Abril de 1976, que recomendo vivamente uma leitura, pelo menos na diagonal, a Maria Gentil Vaz, Vereadora do PSD com o Pelouro da Educação na Câmara Municipal de Mirandela e a José Pires Garcia, o director do Agrupamento de Escolas da Torre de Dona Chama, que “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária”. É o artigo primeiro, não deveria ser difícil, pelo menos, ter em conta o simples trinómio republicano “Liberdade, Justiça e Solidariedade”. Já o artigo 42.º fala-nos da “Liberdade de criação cultural”, que consagra o direito de Bruna Real em se expor numa reputada revista erótica, que não tive a felicidade de comprar mas que, pelos vistos, esgotou no mesmo concelho que a quer privar de dar aulas. Dita-nos a lei fundamental da nossa República, que a liberdade, direitos e garantias só podem ser suspensos em casos previstos constitucionalmente. Ora, não sou jurista, mas tenho o mínimo de bom senso para interpretar leis fundamentais e perceber que a cidadã Bruna Real, fora da sua actividade profissional de docente do Ensino Básico, tem o direito de livremente fazer o que lhe der na real gana, como diz o povo, dentro dos trâmites constitucionais, onde se enquadra a Liberdade de criação cultural e não me parece que os seus direitos possam ser privados por uma qualquer emissão de estado de sítio ou de emergência (artigo 18º, 19º e afins), por muitas qualidades físicas e intelectuais que esta possa ter.
Bruna Real tem 3 azares: é uma jovem bonita, por ser professora podemos considerá-la relativamente inteligente, acima da mediania certamente, e vive num país medíocre, onde o conservadorismo pseudo-moralista ainda é reinante, bem ao estilo do julgamento público de uma Maria Madalena portuguesa do século XXI, onde todos “atiram a sua pedra” sem qualquer motivação plausível. Maria Gentil Vaz e José Pires Garcia devem retratar-se quanto antes e devemos todos, sem excepção, encetar uma profunda reflexão quanto aos limites de intromissão do Estado, demais órgãos e de terceiros na esfera das liberdades individuais de cada um de nós. Meus caros, há muito Abril para efectivar, o caminho é longo e sinuoso…"
Bruna Real tem 3 azares: é uma jovem bonita, por ser professora podemos considerá-la relativamente inteligente, acima da mediania certamente, e vive num país medíocre, onde o conservadorismo pseudo-moralista ainda é reinante, bem ao estilo do julgamento público de uma Maria Madalena portuguesa do século XXI, onde todos “atiram a sua pedra” sem qualquer motivação plausível. Maria Gentil Vaz e José Pires Garcia devem retratar-se quanto antes e devemos todos, sem excepção, encetar uma profunda reflexão quanto aos limites de intromissão do Estado, demais órgãos e de terceiros na esfera das liberdades individuais de cada um de nós. Meus caros, há muito Abril para efectivar, o caminho é longo e sinuoso…"
sexta-feira, 14 de maio de 2010
MOGAV – Mostra de Ouro, Gastronomia e Artesanato de Vilamar

Crise, insegurança e falta de apoio da Câmara de Cantanhede, fazem com que o certame não se realize este ano.
Os benefícios do sistema fazem sentir os seus efeitos perniciosos, tão-somente nos pequenos e médios empresários.
Para o grande capital a crise não existe e segurança e apoios não faltam.
Este sistema embora o negue a sete pés esta refém das grandes empresas.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
As opções deste país

Fonte:Diário de Coimbra
Escrito por José Carlos Silva
CANTANHEDE
Associação de Pais da EB2 demite-se em bloco após reunião na DREC
Já lá vão mais de dez anos que a Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da EB2 de Cantanhede anda a bater a todas as portas para evitar a degradação do complexo escolar. A falta de respostas às promessas da tutela (Ministério da Educação/Direcção Regional de Educação do Centro) levou, aliás, esta associação e os pais dos alunos a fazerem uma manifestação à porta da escola no passado dia 21 de Abril (ver reportagem do DC de 22 de Abril), na qual chamaram a atenção para o estado de degradação a que chegou aquela escola, que é frequentada por cerca de 800 alunos.Na ocasião, a direcção da APEE exigiu uma reunião com a directora da DREC (Direcção Regional de Educação do Centro), Helena Libório, que veio a ocorrer no passado dia 28 de Abril. A delegação da associação de pais foi recebida por Helena Libório, porém, da referida reunião «não se obteve qualquer resultado prático para a concretização das nossas preocupações», refere um comunicado da APEE enviado à nossa Redacção, assinado pela presidente Alda Cristina Leça, mas apenas a preocupação da directora da DREC, que se mostrou conhecedora da situação da EB2 de Cantanhede e preocupada na resolução do problema.«É manifesta a indefinição da tutela quanto ao futuro e enquadramento da EB2 de Cantanhede, continuando a não estar definido o tipo de intervenção e data para a realização de obras», refere a nota da APEE.Perante a indignação de todos os elementos da associação de pais, esta, em reunião, deliberou a demissão em bloco de todos os órgãos onde os pais se fazem representar nos 2.o e 3.o ciclos, designadamente o Conselho Geral, Conselho Pedagógico e Agrupamento de Escolas de Cantanhede.«Somos obrigados a tomar esta posição, bem como outras acções que se seguirão, perante a indiferença com que o Ministério da Educação tem tratado este assunto», lê-se no documento. Mesmo assim, os demissionários dizem ser seu dever «continuar a sensibilizar e a pressionar os órgãos da tutela pela ausência de soluções concretas para uma realidade em que vivem os nossos filhos». Por isso garantem continuar empenhados em manter um diálogo com a tutela e prosseguir com outros contactos «a fim de dar a conhecer esta realidade».A direcção da APEE, agora demissionária, pretende levar a cabo outras iniciativas dando especial ênfase a visitas à escola de todas as entidades que manifestem esse interesse – como foi o caso da recente visita efectuada por um grupo de deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo de Coimbra - «para verem a degradação da EB2 de Cantanhede e as condições paupérrimas a que são sujeitos alunos e professores».Imenso rol de queixasDepois de 10 anos de inúmeras diligências e reuniões a diferentes níveis, os responsáveis da APEE da EB2 de Cantanhede esperavam ouvir de Helena Libório a garantia de que seria, finalmente, edificada uma escola nova para os 2.o e 3.o ciclos de Cantanhede e fosse definida uma data. Nada!É tempo mais do que suficiente, sobretudo devido ao imenso rol de queixas não só da associação de pais mas de toda a comunidade escolar e docente daquele estabelecimento de ensino.A escola tem placas de amianto, «muitas delas degradadas, infringindo a lei»; o bloco do polivalente «tem infiltrações de água contínua» devido às fissuras no tecto; as salas de aula sem aquecimento «e com temperaturas iguais às do exterior»; o recurso a baldes «para aparar a água que cai do tecto»; as janelas danificadas «que permitem a entrada de água e vento em dias chuvosos»; o piso sem anti-derrapante «onde já ocorreram vários acidentes» este ano lectivo...O rol de queixas é imenso, e segundo Rogério Marques, presidente demissionário da Assembleia-Geral da APEE, a degradação da escola também advém do facto de o complexo escolar ter sido construído em cima de uma lixeira, o que obriga a efectuar várias desinfestações para pôr fim aos ratos existentes.«Neste campo estamos, também, perante uma situação grave de saúde pública, cuja comunidade escolar está exposta diariamente», adverte Rogério Marques.
Escrito por José Carlos Silva
CANTANHEDE
Associação de Pais da EB2 demite-se em bloco após reunião na DREC
Já lá vão mais de dez anos que a Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da EB2 de Cantanhede anda a bater a todas as portas para evitar a degradação do complexo escolar. A falta de respostas às promessas da tutela (Ministério da Educação/Direcção Regional de Educação do Centro) levou, aliás, esta associação e os pais dos alunos a fazerem uma manifestação à porta da escola no passado dia 21 de Abril (ver reportagem do DC de 22 de Abril), na qual chamaram a atenção para o estado de degradação a que chegou aquela escola, que é frequentada por cerca de 800 alunos.Na ocasião, a direcção da APEE exigiu uma reunião com a directora da DREC (Direcção Regional de Educação do Centro), Helena Libório, que veio a ocorrer no passado dia 28 de Abril. A delegação da associação de pais foi recebida por Helena Libório, porém, da referida reunião «não se obteve qualquer resultado prático para a concretização das nossas preocupações», refere um comunicado da APEE enviado à nossa Redacção, assinado pela presidente Alda Cristina Leça, mas apenas a preocupação da directora da DREC, que se mostrou conhecedora da situação da EB2 de Cantanhede e preocupada na resolução do problema.«É manifesta a indefinição da tutela quanto ao futuro e enquadramento da EB2 de Cantanhede, continuando a não estar definido o tipo de intervenção e data para a realização de obras», refere a nota da APEE.Perante a indignação de todos os elementos da associação de pais, esta, em reunião, deliberou a demissão em bloco de todos os órgãos onde os pais se fazem representar nos 2.o e 3.o ciclos, designadamente o Conselho Geral, Conselho Pedagógico e Agrupamento de Escolas de Cantanhede.«Somos obrigados a tomar esta posição, bem como outras acções que se seguirão, perante a indiferença com que o Ministério da Educação tem tratado este assunto», lê-se no documento. Mesmo assim, os demissionários dizem ser seu dever «continuar a sensibilizar e a pressionar os órgãos da tutela pela ausência de soluções concretas para uma realidade em que vivem os nossos filhos». Por isso garantem continuar empenhados em manter um diálogo com a tutela e prosseguir com outros contactos «a fim de dar a conhecer esta realidade».A direcção da APEE, agora demissionária, pretende levar a cabo outras iniciativas dando especial ênfase a visitas à escola de todas as entidades que manifestem esse interesse – como foi o caso da recente visita efectuada por um grupo de deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo de Coimbra - «para verem a degradação da EB2 de Cantanhede e as condições paupérrimas a que são sujeitos alunos e professores».Imenso rol de queixasDepois de 10 anos de inúmeras diligências e reuniões a diferentes níveis, os responsáveis da APEE da EB2 de Cantanhede esperavam ouvir de Helena Libório a garantia de que seria, finalmente, edificada uma escola nova para os 2.o e 3.o ciclos de Cantanhede e fosse definida uma data. Nada!É tempo mais do que suficiente, sobretudo devido ao imenso rol de queixas não só da associação de pais mas de toda a comunidade escolar e docente daquele estabelecimento de ensino.A escola tem placas de amianto, «muitas delas degradadas, infringindo a lei»; o bloco do polivalente «tem infiltrações de água contínua» devido às fissuras no tecto; as salas de aula sem aquecimento «e com temperaturas iguais às do exterior»; o recurso a baldes «para aparar a água que cai do tecto»; as janelas danificadas «que permitem a entrada de água e vento em dias chuvosos»; o piso sem anti-derrapante «onde já ocorreram vários acidentes» este ano lectivo...O rol de queixas é imenso, e segundo Rogério Marques, presidente demissionário da Assembleia-Geral da APEE, a degradação da escola também advém do facto de o complexo escolar ter sido construído em cima de uma lixeira, o que obriga a efectuar várias desinfestações para pôr fim aos ratos existentes.«Neste campo estamos, também, perante uma situação grave de saúde pública, cuja comunidade escolar está exposta diariamente», adverte Rogério Marques.
AS ESCOLAS DO SISTEMA

Empenhado em mostrar trabalho, mais do que em dar condições para ensinar e pressionado pelo lobby do cimento, o sistema construi ao longo dos anos muitas escolas sem qualidade sem dignidade e inclusive onde abundavam os matérias perigosos para a saúde.
Exemplo desse desnorte é a Escola EB 23 de Cantanhede. O projecto é cópia fiel de uma escola nórdica, onde não faltam até locais para colocar os skis, mas onde falta a comodidade dessas mesmas escolas.
Bem têm lutado pais por uma solução há muito prometida, mas o sistema anda mais ocupado com os TGVs, que em nada vão beneficiar os portugueses, não tendo tempo para meia dúzia de jovens.
Para os portugueses o sistema o governo invoca a crise, para dizer ámen a Bruxelas e fazer um favor a Espanha esbanja dinheiro.
Endurecer a luta é a única solução para serem ouvidos, o sistema treme a cada sinal de descontentamento do povo, porque é sabe que esses sinais são o princípio do fim.
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