terça-feira, 17 de novembro de 2009

VIAGEM À RODA DA PARVÓNIA - Guerra Junqueiro e Guilherme de Azevedo

ACTO I

QUADRO I


A cena representa uma arcada do Terreiro do Paço. – Vários grupos conversam. – De quando em quando rapazes atravessam apregoando cautelas. – Vendilhões de água fresca gabam a excelência do líquido.

CENA I

UM SUJEITO

(Declamando a passear, olhando para a porta da Secretaria da Marinha.)

Oh, noites de Lisboa, oh, noites de poesia!

Auras cheias de som, noites cheias d'aromas!

GAROTO

(Passando a correr.) Amanhã anda a roda, quem quer a taluda! é do Fonseca!...

(Dois sujeitos conversando.)

1º SUJEITO

Homem, então aqui os ministérios já caem por causa dum dente?

2º SUJEITO

Se lhe parece! Na política todos os dentes são necessários menos o do siso. Os caninos, esses então são indispensáveis. Olhe, daqui a pouco os lugares de ministros hão-de ser postos a concurso, dando-se a resolver os seguintes problemas, pouco mais ou menos: 1º Levantar com os dentes, à altura de quatro palmos, a burra do tesouro...

1º SUJEITO

(Interrompendo.) Agora não havia de custar muito a levantar.

2º SUJEITO

(Continuando,) Roer cm sete anos, 70 000 contos de réis. incluindo o caroço...

1º SUJEITO

Bem sei, o caroço é a penitenciária.

2º SUJEITO

Suspender o registo civil em cima dum trapézio.

1º SUJEITO

A Leona Daré fazia isso nos Recreios, mas não era com o registo civil; era com um palhaço quase tão estropiado como ele.

2º SUJEITO

Tem razão. No fim de contas não há prova possível para a dentadura humana. Tanto pode mastigar um orçamento como uma pedreira. (Retiram-se.)

(Dois banqueiros conversando.)

1º BANQUEIRO

Então as inscrições sobem ou descem?

2º BANQUEIRO

Vão subindo à proporção que a moralidade vai descendo. (1) (Dirigem-se para o fundo.)

(Dois jornalistas em fraternal colóquio, furando a parede das secretárias com as respectivas bengalas.)

1º JORNALISTA

Leste o belo artigo do Tibúrcio atacando a nomeação dos cónegos?

2º JORNALISTA

Li.

1º JORNALISTA

E o que te parece?

2º JORNALISTA

Parece-me que o Tibúrcio pretende uma conezia no Tribunal de Contas.

(Dois bacharéis dândis, ambiciosos de conservatórias e delegacias.)

1º BACHAREL

Olé! então pela capital? O que é feito dessa bizarria? há séculos que te não vejo! Venha de lá esse abraço! Então também vens aos concursos?

2º BACHAREL

Que remédio! É preciso agenciar a vida.

1º BACHAREL

E tens bons empenhos, hem? (2º Bacharel diz-lhe ao ouvido um segredo.) Seu maganão! sim senhor! deu-lhe no vinte. Podes ter a certeza que és despachado. (2)

2º BACHAREL

(Intencionalmente com o dedo indicador.) Pai Paulino tem olho. (Separam-se tossindo.)

(Dois gatunos.)

1º GATUNO

Então já tomaste medida à fechadura?

2º GATUNO

Não foi preciso: a polícia deu-me a chave. (Fogem olhando para todos os lados.)

1º JORNALISTA

Olé! quem será aquele que chega?

2º JORNALISTA

Eu já vi aquela cara não sei aonde. (Olham todos para o lado de onde deve vir o personagem, fazendo comentários.)

CENA II

OS MESMOS, JUDEU ERRANTE, depois o CICERONE.

JUDEU

(Aparece montado num burro, traja varino grosseiro, galochas de borracha, na cabeça um carapuço de lã. com borla; vem coberto de pó dos séculos – ou, não podendo ser de pó dos séculos, de qualquer outro. A tiracolo um frasco de genebra e um binóculo. Apeia-se ficando com o burro preso pela rédea.) Tenho corrido Seca e Meca, faltava-me correr os Olivais de Santarém! Condenado pelo destino a caminhar constantemente, andarilho eterno, um verdadeiro almocreve dos tempos, depois de ter visto as pirâmides do Egipto, o Pólo Norte, Roma, Cartago, Babilónia; depois de ter assistido à queda dos impérios, ao dilúvio, à revolução de 1820, (suspende-se) perdão! (Olhando para a plateia.) Aquele senhor de óculos azuis que ali está no fundo da plateia, muito espantado a olhar para mim, quer talvez saber quem eu sou, de onde venho e para onde vou? Eu lhe digo. Quem sou? Sou o Judeu Errante Júnior. Tenho de idade 7 000 anos e três dias, (mostra um papel) aqui está a certidão. – Nascido na freguesia do Éden, filho do Judeu Errante Sénior, solteiro, isento do recrutamento, bacharel em quatro faculdades e vacinado. – Ando há sete mil anos à busca da Parvónia e só hoje a pude encontrar. Tenho-me farto de perguntar a toda a gente aonde fica este país, e diz-me um: olhe, é ali abaixo, à direita, com um ramo de louro à porta; – caminho, caminho, caminho e vou dar à ilha de Chipre! Torno a perguntar, e respondem-me: olhe, vá o senhor andando por aí abaixo, e em sentindo no nariz um cheiro pouco parlamentar, (3) pode ter a certeza de que nesse instante pousou a planta fatigada na cidade de Ulisses, outrora Ulissipo e em nossos dias Parvónia. Finalmente, cheguei, não há dúvida. (Levando o lenço ao nariz.) Fique entretanto entendido, ó Lusos, que se cheguei devo-o unicamente a este raro quadrúpede originário de Sintra, que um príncipe excêntrico daqui levou há dois anos, e que há poucos dias mandou vender em leilão. (4) Foi ele que, movido pela nostalgia da pátria, me conduziu à terra que lhe foi berço e aonde recebeu a sua primeira educação. (Prende o burro.) Descansa, dedicado companheiro, descansa que bem o precisas!

1º SUJEITO

(Perguntando ao outro.) Quem será este sujeito, quem será?

2º SUJEITO

Espera, vamos ver; o Diário de Notícias há-de dizer alguma coisa. (Puxa dum órgão da opinião, que traz muito bem dobrado na algibeira furtada, e lê:) «Espera-se hoje nesta cidade, depois duma digressão pela Europa, o Judeu Errante Júnior, cavalheiro de estimáveis qualidades, muito conhecido dos nossos leitores, abastado proprietário e capitalista, condecorado com várias ordens nacionais e estrangeiras, entre as quais a do camelo branco de Portugal e a de S. Tiago da Arábia. S. Sª viaja incógnito e tenciona demorar-se pouco tempo entre nós. Fazemos votos para que o ínclito viajor encontre no país do canoro épico Luís de Camões toda a acolhida lisonjeira a que tem jus.» (5)

1º SUJEITO

Cá está o homem que me convém. (Aproxima-se.) Meu caro senhor. (Curva-se numa profunda vénia.) Tenho a honra de o cumprimentar. Há muito tempo que o conhecia de nome.

JUDEU

Oh! meu caro amigo, penhora-me.

1º SUJEITO

Por enquanto não, sossegue. Eu quando tenho notícia da chegada dum forasteiro ilustre, acudo sempre a prestar-lhe a minha homenagem e a proporcionar-lhe ensejo de mais uma vez patentear o seu coração filantrópico em prol duma instituição de beneficência, que é a primeira de entre todas as que florescem no sagrado rochedo das pátrias liberdades, de onde há 44 anos vieram os 7 500, que, depois de tantas batalhas e de tantas privações, estão hoje reduzidos a pouco mais de 15 000!

IUDEU

Bem sei de que me falais. Falais-me dessa instituição simpática cognominada modernamente o albergue da Ilha das Galinhas?

1º SUJEITO

Acertaste, viajeiro.

JUDEU

(Descalçando as galochas de borracha c entregando-lhas.) Aqui tendes as galochas de Aasvero: galochas ilustres que deram a volta ao globo, e que tu, ó benfeitor da humanidade, poderás vender ao governo para o museu do Carmo, colocando nessas palhetas legendárias a seguinte inscrição:

Pisaram do Sinai as sarças inflamadas,
Calcaram do deserto o areal imenso,
Com umas solas só, galochas tão danadas
Quem as pode fazer? Deus ou o Manuel Lourenço.


(Assinado) Possidónio.

1º SUJEITO

(Calçando as galochas.) Graças, viajor, cá vão para o museu. (Retira-se humildemente.)

UM POETA

(Saindo apressado do portão duma secretaria.) Li o seu nome nos jornais e creio que o meu não lhe será também desconhecido. Chamo-me Artur. Sou um poeta célebre, sócio da sociedade filarmónica Os Sobrinhos de Minerva e preparo-me para fazer o meu exame de instrução primária. (Tira um rolo de papel do bolso.) É um volume de versos. Passei metade da minha vida a escrevê-lo e outra metade a procurar um editor.

JUDEU

Infeliz! (Tira dinheiro do bolso, recebendo o manuscrito.) Não tenho mais trocado, queira desculpar dar-lhe só um pataco.

POETA

(Recebendo.) Obrigado! Já vejo que sabeis dar protecção ao génio. (Aparte.) Vamos beber um copinho de Holanda.

JUDEU

Já sei que neste país o costume mais arreigado é o de pedir. O que vale é que se contentam com pouco.

POLÍTICO

(Aproximando-se.) A folha deu-me conta da sua chegada. Permita-me que o venha felicitar em nome do grupo político de que faço parte.

JUDEU

Oh! meu caro, penhora-me imenso, e visto ser penhorado todo o que vem a este país, pedia-lhe o extremo obséquio de dizer o que pretende de mim.

1º POLÍTICO

Tomo a liberdade de lhe pedir o seu voto.

JUDEU

Mas, não estou aqui recenseado!

1º POLITICO

Não tem dúvida: vota em Belém.

JUDEU

Mas sou um estrangeiro...

1º POLÍTICO

Que tem isso? Vota como morto.

JUDEU

Mas o meu voto nestas condições o que pode valer?

1º POLÍTICO

(Ao ouvido.) Vale uma libra. (Dá-1he uma libra e retira-se.)

JUDEU

(Guardando o dinheiro, cheio de nobre isenção eleitoral.) Extraordinário país! Cheguei há meia hora e eis-me já sem consciência e sem galochas! Palavra de honra! do que tenho mais pena é das galochas!

ACCIONISTA DUMA COMPANHIA

(Aproximando-se do Judeu.) Felicito-me com o meu país pela chegada dum cavalheiro de tantos créditos. Ora aqui está quem me vai ficar com estas cinquenta acções da companhia do gás.

JUDEU

Pois não, meu caro senhor. Com todo o gosto. Quanto quer?

ACCIONISTA

Bem sabe que com a vinda das noites grandes as acções tornaram a subir imenso.

JUDEU

Bem sei. Olhe, para evitar questões tome lá por elas esta caixa de fósforos, mas mande-me pôr em casa o gasómetro; desta maneira ficamos ambos habilitados, o amigo para acender um charuto, eu para o apagar.

ACCIONISTA

Contrato feito. Vou ajustar dois galegos e pode contar que ainda hoje lhe fica colocado na cozinha. (Sai apressadamente.)

2º POLITICO

Eu não tenho o gosto de o conhecer, mas é o mesmo. Não o incomodarei muito. O gabinete está em crise, as inscrições descem: o país, desde Maçãs de D. Maria até Cabeceiras de Basto, levanta-se como um só homem e batendo um murro patriótico no altar da pátria exclama: salta Messias para um! Há três meses que pomos este anúncio no Diário de Notícias: (lê) «Precisa-se de um Marquês de Pombal por um semestre. – Dá-se fiador e paga-se aos meses. Exigem-se as seguintes habilitações: Bigode e pêra. A pêra pelo menos é indispensável. Calva a que for possível: antes de mais que de menos. Peso, as arrobas necessárias para um conselheiro, desde 12 a 24, não incluindo a cabeça. Estômago de avestruz; dentadura em bom estado; ler, escrever, contar, as quatro operações, principalmente a subtracção; estado qualquer, incluindo o de demência. Idade certa, moralidade incerta; profissão vadio. Sabendo recitar ao piano prefere-se. (6) Carta à Rua dos Vinagres, nº 69, sobreloja.» (Declamando.) Ora como ainda não apareceu concorrente que satisfaça, lembrei-me de o consultar a tal respeito, visto ser um cavalheiro de tal guisa e de tamanho estofo.

JUDEU

Peço desculpa, mas declaro-me incompetente. Neste país estão tantas pessoas à mesa do orçamento, que acho muito melhor ir para os Irmãos Unidos,

POLÍTICO

Então queira perdoar. (Retirando-se.) Para a outra vez será.

JUDEU

Não tem de quê, meu caro senhor, não tem de quê.

1º BANQUE1RO

Ora aqui está o cavalheiro que eu procuro há tanto tempo. Meu caro senhor: sou um dos primeiros banqueiros da Parvónia. Não tenho nada de meu e devo quatrocentos contos de réis: é o que se chama entre nós uma fortuna sólida.

JUDEU

Quantas vezes quebrou?

1º BANQUEIRO

Apenas quatro! É muito pouco, bem sei, mas dêmos tempo ao tempo. A minha questão é esta: pretendo fundar um banco que se deve intitular: – Sociedade de Agricultura do Pinhal da Azambuja, – destinado a fomentar a pobreza do país, a ruína dos accionistas e a prosperidade dos directores. O nosso programa é simples: levantar o mais que puder e pagar o menos que for possível: ao cabo de ano e meio fugimos e os accionistas são metidos na cadeia.

JUDEU

(Com entusiasmo.) Com mil demónios! Você é um homem de génio. Dou-lhe um abraço, e sabe a razão por que não aceito o seu convite? É porque ainda não tive tempo de comprar um apito.

1º BANQUEIRO

Então muito obrigado. Virei noutro dia em que tenha fundos disponíveis. (Retira-se e assalta outro sujeito que passa, agarrando-o pelo botão do casaco.)

JUDEU

(Reparando num indivíduo que se dirige a ele com ar sinistro.) Outro! o que quererá este? Deus do Céu, é um país único esta Parvónia!

GEÓGRAFO

(Solene.) Preclaro viajante. Sabemos que a sua excursão tem sido das mais aventurosas e das mais profícuas para a ciência. Sabemos que V. Ex  descobriu as nascentes do Alviela; que fez a viagem à roda do Terreiro do Paço em três anos – e de gatas; que subiu intrepidamente a Calçada da Estrela numa corrida à hora, e a pé; sabemos que, se não descobriu o Brasil, foi porque já estava descoberto; sabemos que está isento do recrutamento; sabemos que é maior; sabemos que é vacinado e portanto, quer queira quer não, está nomeado sócio emérito das mil c duas sociedades de geografia que existem na Parvónia, com a condição. expressa de fazer uma prelecção em que demonstre: 1º, que o Alviela é um rio; 2º, que o Tejo é de cristal; 3º, que os caminhos-de-ferro portugueses, antes de explorarem os accionistas, já tinham sido explorados pelo governo.

JUDEU

Oh, meu caro senhor. Na verdade sou inábil para tão grande cometimento! No meu testamento tenho determinado que se me grave na campa fria o seguinte epitáfio: – Foi bom pai, bom esposo, bom irmão, bom amigo; e, não obstante, parece impossível! não foi sócio da Sociedade de Geografia. – Já vê que me é impossível aceitar.

GEÓGRAFO

Paciência: não fiquemos mal por isso; até outro dia.

VIÚVA

Meu caro benfeitor: uma esmolinha pelo amor de Deus; sou uma pobre viúva com 37 anos e 44 filhos todos tísicos: um deles é corcunda e tem quatro braços. Tenho um cirro no estômago e deito sangue pelo nariz; demais a mais ardeu-me ontem a casa!!... (Chora.)

JUDEU

Infeliz! só lhe falta ter caído de um andaime! Tome lá um pataco para mandar levantar a casa e a espinhela dos seus meninos. (Dá-lhe dinheiro: a viúva sai agradecendo.)

CICERONE

(Chegando apressado: grande toilette de belfurinheiro em exercício.) Ora onde eu o venho encontrar! Maganão, há tanto tempo que o não via!

JUDEU

(Absorto.) Nem eu, meu caro senhor. Nunca o vi mais gordo! O que deseja?...

CICERONE

(Falando apressadamente, e tirando vários objectos das algibeiras e da mala que traz a tiracolo.) Então a amigo já tem hospedaria? Precisa escovas para o cabelo? Quer a pasta da Justiça? Quer que lhe leve as malas ou quer a carta do Conselho? Olhe, ali na Rua do Arsenal há cigarrilhas espanholas magníficas, mas se quer ó hábito de S. Tiago também se lhe arranja: isto aqui é pedir por boca. Não tem senão escolher: ou vai para a Rua dos Vinagres ou então, se lhe faz mais arranjo, pode meter-se no Tribunal de Contas. No Conselho de Estado não há agora vaga. Prefere ser guarda-nocturno? visconde não é mau, mas guarda a cavalo é melhor. Escolha; deseja empenhar a consciência, deseja empenhar o relógio? Pretende ser deputado? Pelo governo custa-lhe 300 libras, pela oposição 200. Quer casar, quer ser da irmandade dos Terceiros? quer elogios nos jornais? Ou antes pelo contrário não quer nada disto e deseja apenas ser um brasileiro rico e bem conceituado na sua freguesia? Porque não me fica com este décimo da lotaria de Espanha e com esta comenda de Isabel a Católica? São ambas do Fonseca! Vamos, decida-se: o senhor precisa por força de alguma coisa. Aqui tem uma pomada para fazer cair o cabelo e os ministérios; aqui tem cartas de conselho, tftu1ºs de dívida infundada, baralhos de cartas, fluidos transmutativos, microscópios para ver pulgas e grandes homens; títulos para deitar nódoas e sabonetes para as tirar; enfim, aqui tem nesta drogaria diabólica tudo quanto é preciso para levar um homem desde a imortalidade até à polícia correccional!

JUDEU

(Entusiasmado.) Heureca! achei o meu homem! O Cicerone que eu procurava há tanto tempo! (Dando-lhe o braço.) Vamos dar um passeio pela Parvónia.

CICERONE

A primeira coisa que há a fazer, para obter tudo o que quiser, eu lha digo já, – entretanto será sempre bom disfarçar o nome e a cara. Agora, para abrir caminho e conseguir tudo, absolutamente tudo, deve propor-se deputado. As eleições estão à porta.

JUDEU

Deputado! Mas se eu não souber ler nem escrever?

CICERONE

Melhor! pode já contar com a eleição; não há tempo a perder, vamos à igreja.

JUDEU

(Detendo-se.) Mas o demónio é o burro! aonde é que havemos de guardar este jumento?

CICERONE

Não tem dúvida. (Chamando um garoto.) Olé! vai-me meter este burro no Tribunal de Contas. (7) (Saem de braço dado.)

Alvin Toffler on Education

DEBUSSY

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Clube de Azeiteiros do Bar

Relativamente a este clube, que ainda se encontra em construção, aqui fica a referência do mesmo.
http://www.clubedeazeiteirosdobar.blogspot.com/
Até breve

Parabéns José Saramago


A 16 de Novembro de 1922, nasce, em Azinhaga (Ribatejo), José de Sousa Saramago, escritor português galardoado, em 1998, com o Nobel da Literatura.

Espionagem política

O ministro da Economia , Vieira da Silva, criticou as eventuais escutas de conversas do primeiro-ministro, José Sócrates, com Armando Vara, registadas no âmbito do processo Face Oculta, no qual este último foi constituído arguido."O que motiva essas forças e as pessoas que estão por trás do que me parece ser uma ilegalidade não é qualquer averiguação relativamente a qualquer processo de corrupção, é pura espionagem política, porque estar a ouvir um dirigente de um partido que também é primeiro-ministro sobre temas políticos e depois colocá-los nos jornais através de escutas cuja legalidade é mais do que duvidosa, considero isso algo de extremamente preocupante", declarou Vieira da Silva.
Os nossos dirigentes, a meu ver estão a ultrapassar os limites da razoabilidade democrática ao fazerem declarações como esta que não se percebe qual a intenção. Primeiro ninguém andou a escutar o primeiro ministro, mas sim Armando Vara, que por acaso telefonou ao senhor primeiro ministro. Depois onde está o respeito pela separação de poderes? Onde está a autonomia do Ministério Publico? Porque foram anuladas as escutas que levaram o juiz de Aveiro a concluir estar perante matéria passível de incidência criminal? Não queremos todos que a justiça se cumpra?

Na minha ingenuidade, e se fosse eu primeiro ministro, para que se acabasse de vez com todas as dúvidas (estas e outras), mandava que se publicasse o conteúdo das conversas, apagando é claro, aquilo que fosse de âmbito íntimo.

Porque se não há nada a esconder , então tem de se fazer justiça e prenda-se quem tenta denegrir, lançar dúvidas sobre o nosso primeiro ministro. É que, façam jus à vossa memória, nestes processos ninguém vai preso, ninguém é acusado, nem os que se sentem ofendidos, nem os que ofendem. Parece um teatro do absurdo.

Google Latitude

O mundo não pára , nem as invenções... Estas podem sempre ser positivas, não fosse a cabeçinha destorcida do ser humano, e ajudariam numa infinidade de situações. Vejamos a nova ferramenta do Google, A Latitude. O novo BIG BROTHER.

A Google acaba de anunciar duas novas funcionalidades no Latitude , uma aplicação para telemóveis que permite partilhar a localização de qualquer utilizador num mapa digital, em tempo real, junto da sua rede de contactos.
A partir de agora o Latitude já pode registar de forma exaustiva todos os locais por onde passou qualquer utilizador, sendo possível arquivar esta lista e consultá-la mais tarde. Para já, apenas é possível aceder ao seu próprio histórico e remover algum registo, mas o acesso aos dados dos elementos da rede de contactos está interdita, o que a acontecer constituiria uma clara violação da privacidade.
Sempre que está em execução, o Latitude poderá ainda alertar o utilizador sempre que um contacto está nas proximidades. Para tanto, qualquer utilizador terá de, previamente, tornar pública a sua localização junto dos membros da rede de contactos.
Para evitar alertas constantes sempre que chega ao local de trabalho ou regressa a casa, o sistema foi programado para fazê-lo apenas em locais onde não se desloca regularmente. Assim sendo, para poder receber um alerta terá de manter activado o histórico da localizações.

Fonte: Expresso

sábado, 14 de novembro de 2009

Clube de Azeiteiros do Bar

“Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus, pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira mar, divertindo-me com o facto de encontrar de vez em quando, um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente.” – Isaac Newton

Informamos todos os bloguistas que recentemente foi criado mais um espaço de conversa e diversão neste meio onde nos encontramos, com a preciosa ajuda do José Vieira.
Um Grande Bem-haja a este Grande Amigo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resultados autárquicas 2009 em Cantanhede

Sensivelmente um mês após a realização das eleições autárquicas é hora de fazer o balanço dos resultados obtidos no nosso Concelho. A esmagadora vitória do PSD na Câmara Municipal, Assembleia Municipal e em dezasseis das dezanove Freguesias, traduzem de forma cabal o trabalho efectuado pelo Partido Social Democrata, quer em campanha, quer, principalmente, no trabalho que tem desenvolvido no Concelho. Obviamente, que, histórica e ideologicamente, o Concelho é maioritariamente social-democrata, mas isso, por si só, não chega para explicar os resultados obtidos (66,89% para o executivo de João Moura contra os 27,23 obtidos pelo principal adversário Manuel Ruivo do Partido Socialista).
Vivemos, felizmente, num estado de direito democrático e o resultado das eleições não pode ser contestado, sendo revelador da vontade dos Munícipes em premiar o trabalho desenvolvido pelo PSD no Concelho e na própria campanha eleitoral que, como se sabe, tem alguma influência, se bem que não aquela que muitos lhe querem dar para justificar frustrações eleitorais.
Estas eleições revelaram que os Munícipes não se revêem no Partido Socialista, não vêem neste uma alternativa credível e este é o ponto de partida para os militantes do partido prepararem os próximos actos eleitorais. A mensagem não passa e os candidatos, nos quais me incluo, por ventura, não serão os ideais. Não se podem esquecer que as eleições não se ganham no ano das mesmas, há que demonstrar trabalho, intervenção e acção durante os quatro anos, não podendo ignorar mais de um quarto dos Munícipes que representam. O Partido Socialista nunca conseguirá ganhar as eleições autárquicas enquanto não demonstrar ser uma alternativa capaz, uma oposição sólida com um projecto definido e concreto para o Concelho. Os meus votos, a bem da pluralidade democrática, é que a Comissão Politica Socialista e todos os candidatos eleitos desempenhem o seu mandato condignamente, lançando as bases para uma futura vitória ou, pelo menos, para o encurtar de distâncias.
O que todos queremos é um Concelho mais forte e desenvolvido e isso só se obtém com uma boa liderança e com uma oposição capaz de interagir com a liderança, aprovando o que entende aprovar e apresentar alternativas em vez da pura abstenção ou voto contrário. Dizer não só para chatear é um principio que deve ser erradicado do nosso panorama politico.

Professor do ano


Professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.

Professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.


Professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido ao fim de semana.


Professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. Como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.


Professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.


Professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho, preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.


Professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.


Professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.


Professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos os custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.


Professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte.


Professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.


Professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que Jorge Pedreira considerava que ele estava a faltar.


Professor do ano foi aquele que continuou a motivar os alunos depois de ser indignamente tratado pelos seus superiores do ME.


Professor do ano foi aquele que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.


Professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.


Professor do ano... tanto professor do ano.


Professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim III







A 9 de Novembro de 1989, a abertura total das fronteiras da RDA leva à queda do Muro de Berlim e ao fim da Guerra Fria.
Era bom que os nossos muros também caissem...
FACES LIMPAS!

domingo, 8 de novembro de 2009

COMO ELIMINAR PROFESSORES CRÍTICOS E "INCONVENIENTES"? Há um método infalível!



ELIMINATING PROFESSORSA Guide to the Dismissal ProcessKenneth Westhues
Por que razão se escreve um livro de instruções sobre como podem os dirigentes académicos eliminar um professor? O título é um truque de retórica. O que o autor faz é descrever-nos como isso realmente se faz, tendo por base muitos estudos de caso. E o modo como isso se faz é muito assustador, sendo um processo em que a verdade conta muito pouco. O objectivo fundamental é expulsar o professor-alvo, e a informação é usada e distorcida para alcançar esse objectivo. (…) Este livro presta um grande serviço pela forma como demonstra com inegável rigor o modo como os dirigentes podem usar de forma corrupta determinada informação para demitir professores que não merecem esse destino. Para os que acreditam que estes processos são de um modo geral justos nas universidades, este livro é especialmente recomendável. A sua leitura ajuda a abrir os olhos.

Ainda a propósito de Saramago

Venho convidar-vos a dar uma vista de olhos, para sorrirem e tornarem a vossa vidinha mais alegre, nas palavras de um amigo meu:








Daniel Luís (Dissidencias)


ENTREVISTA A DEUS – parte 1

Nos últimos dias têm sido mais que muitas as entrevistas dadas pelas mais diversas e proeminentes figuras ligadas ao Catolicismo Romano e também por figuras ligadas ao Saramaguismo Marxista. Mas, curiosamente, no meio de todo este aceso debate suscitado pela publicação de “Caim”, ainda não vi nenhum órgão de comunicação social dar a palavra a Deus, principal protagonista de toda esta guerra de acusações e contra-acusações entre os que Nele acreditam e os que nele não acreditam, entre os que Nele crêem e os que nele não crêem, entre os que escrevem o Seu nome a maiúsculas e os que escrevem o seu nome a minúsculas, entre os que O amam e os que o odeiam.
Na tentativa de colmatar esta grave falha dos órgãos de comunicação social, que não tiveram ainda a preocupação de esmiuçar cabalmente toda a polémica em torno do livro “Caim”, de Saramago, nomeadamente com a auscultação do que pensa o próprio Deus sobre esta matéria que envolve o seu nome, decidi por minha conta e risco fazer eu mesmo uma entrevista ao Divino, mais concretamente ao Deus-Pai, uma vez que Deus-Filho e o Espírito Santo se encontram ausentes do Palácio Celestial, porque foram ambos para o Palácio da Ajuda, assistir à tomada de posse do XVIIIº Governo Constitucional de Portugal, para abençoar e ajudar a nova equipa governativa liderada por José Sócrates, na tentativa de convencer o novo governo a colocar o casamento gay na parte de trás da agenda política.
Tenho para mim que Jesus Cristo e o Espírito Santo decidiram esperar pela tomada de posse dos Secretário de Estado, a realizar no próximo sábado, pois aos olhos de Deus, todos são iguais… continua aqui

ENTREVISTA A DEUS – parte 2



Uma semana depois de ter publicado, em absoluto exclusivo a primeira parte da entrevista que fiz a Deus-Pai (Deus este que também é todo poderoso e, por vezes, um bocadinho vaidoso, principalmente desde que (e)ditou um livro de bricolage, com conselhos práticos sobre como fazer um planeta e uma mulher, a partir de uma costela do homem, a que se dá o nome de Bíblia Sagrada… um bestseller mundial que já vendeu muitos milhões de exemplares), eis que lhe apresento, estimado leitor, a segunda parte desta divina entrevista, que se centra em torno da polémica obra de Saramago, de seu nome “Caim”. DEUS: C’um caneco! Mas a porcaria da entrevista ainda não acabou? Despacha-te, meu filho, que Eu já estou atrasado para o ginásio. DL: Não se preocupe Senhor, que esta parte vai ser rapidinha, pois também tenho que ir buscar o meu filho à escola. DEUS: E onde é essa escola, meu filho? DL: Em Braga, meu Deus. DEUS: Então não te preocupes meu filho, que eu meto-te na cidade dos arcebispos enquanto o diabo esfrega um olho, através da via rápida espiritual que vai ter à Sé de Braga. Mas diz lá o que queres saber mais de mim…[Nisto apareceu, não sei vindo de onde, Lúcifer - adiante designado genericamente por DIABO, com os seus cornos vermelhos a fazer lembrar um toiro da ganadaria de Brito Pais] Continua aqui

Muro de Berlim II

Muro de Berlim

sábado, 7 de novembro de 2009

Nascimento de um elefante.


Vejam este video que é simplesmente fantástico. Clic aqui.

Face Oculta




Os intocáveis


00h30m


O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa. Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça. O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport. Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.




IRRRA, que isto não tem fim. Já devemos estar à frente da Itália. (em corrupção, claro)

FANATURE


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alda Merini


A tutte le donne

Fragile, opulenta donna, matrice del paradiso
sei un granello di colpa
anche agli occhi di Dio
malgrado le tue sante guerre
per l'emancipazione.
Spaccarono la tua bellezza
e rimane uno scheletro d'amore
che però grida ancora vendetta
e soltanto tu riesci
ancora a piangere,
poi ti volgi e vedi ancora i tuoi figli,
poi ti volti e non sai ancora dire
e taci meravigliata
e allora diventi grande come la terra
e innalzi il tuo canto d'amore.



A poetisa italiana Alda Merini, de 78 anos, considerada a última grande expoente deste género em Itália, faleceu no domingo no hospital São Paulo de Milão após doença prolongada, informaram os “media” italianos.
Fonte: PUBLICO

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tocha - Unidade Imagiológica já funciona no Centro Medicina Rovisco Pais

Entrou em funcionamento no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, na Tocha, uma nova unidade de Imagiologia cuja capacidade, disse ao Diário de Coimbra o presidente do conselho
de administração do CMRRC, abrange a radiologia convencional em geral e a ecografia dos vários tipos de estruturas», incluindo «a ecografia endocavitária e estudo doppler venoso e arterial».
Manuel Teixeira Veríssimo diz que este equipamento, «de elevada qualidade» irá responder não só às necessidades do próprio Centro de Medicina do Rovisco Pais, mas também às necessidades das populações da regiões vizinhas, «que aqui poderá recorrer» na sequência de acordos já firmados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e outros subsistemas de saúde.
Neste momento este novo serviço está a funcionar com um médico e um técnico, porém, adianta Teixeira Veríssimo, a equipa será reforçada gradualmente com o fluxo de utentes, já que, assegura este responsável, «vamos servir milhares de utentes de toda a região» (Cantanhede, Mira, Tocha, Montemor-o-Velho, Arazede…) que, agora, já não precisam de se deslocar aos grandes centros de Coimbra, Aveiro ou Figueira da Foz, para realizarem exames do sector de Imagiologia.
Todo o equipamento da nova unidade, segundo Teixeira Veríssimo, custou ao Centro de Medicina «cerca de 600 mil euros», subsidiados «em parte», pelo PIDDAC – Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central e do Programa Operacional Saúde XXI.

FONTE

sábado, 31 de outubro de 2009

CANTANHEDE - Tribunal condenou dois jovens por roubo em Ançã

Apesar do longo cadastro e reincidências no mundo do crime, quer de P. Gonçalves, 24 anos como de H. Filipe, de 20 anos, o colectivo do Tribunal de Cantanhede aplicou a ambos penas relativamente leves pelo crime que ambos praticaram em co-autoria em 13 de Novembro de 2008, em Ançã, que consistiu no roubo de dois telemóveis e uma carteira com dinheiro a Pedro Miguel, com uso de violência.
Este tipo de penas que o Código “Casa Pia “ possibilita, longe de combaterem a criminalidade, só a incentivam e contribuem para aumentar o clima de insegurança.
Para os criminosos, a sistema tenta encontrar toda a espécie de desculpas de segundas oportunidades, para as vitimas o sistema enfia a cabeça na areia.
A Justiça constitui, porventura, a mais nobre função do Estado. Seria impensável imaginar há alguns anos a situação extrema de degradação a que chegou a Justiça em Portugal. O diagnóstico que fazemos diz-nos que estamos hoje perante uma moderna forma de totalitarismo, que vai avançando em surdina, e que tem construído a Justiça sob o desígnio de interesses obscuros e contrários ao interesse Nacional. A Justiça é hoje responsável, em grande parte, pelo atraso económico do país. Os processos não avançam, os julgamentos demoram anos, e muitos casos, quase sempre relacionados com políticos, nem chegam a sair da gaveta. Entendemos necessária uma reforma no sector da Justiça. Não tanto orgânica, como tem sido discutido pelos tecnocratas, mas sobretudo a nível de transparência, agilização de processos, e na "limpeza" que é urgente e necessária efectuar em vários sectores da sociedade, a começar pela própria Justiça.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Opinião: Sobre Caim, por Pilar del Río


A jornalista Pilar del Río, casada com José Saramago, escreve hoje (29/10/2009) no DN sobre o novo livro do Nobel da Literatura português que tem causado polémica na sociedade portuguesa.

Sobre Caim
Li várias vezes, traduzi-o inclusive para castelhano, o último romance de José Saramago, Caim, uma fábula humana, tão humana que pensei que iria provocar perguntas humanas. Para minha surpresa, tal não ocorreu. De imediato, uma parte da sociedade começou a falar de Deus e da Bíblia, corrente de ar fresco que se agradece se tivermos em conta o teor de outras polémicas, mas ninguém assinalou o que do meu ponto de vista é essencial neste livro: que o género humano não é de fiar. Ler mais aqui

Gripe nas escolas


Escolas com novas regras após 142 focos em apenas três dias

por RITA CARVALHO Diário de Notícias
Nos últimos três dias, foram registados 142 novos focos de gripe nas escolas portuguesas. A subida exponencial de casos entre crianças e jovens levou ontem a Direcção-geral de Saúde (DGS) a reforçar as recomendações de prevenção feitas às escolas, onde as verbas distribuídas pelo Ministério da Educação já foram reforçadas, pois tinham esgotado logo no início do ano lectivo.
Os focos de gripe pressupõem a existência de vários casos confirmados ou suspeitos. Como o de terça- feira que envolveu nove crianças numa escola em Leiria e obrigou ontem à suspensão da turma. Por isso, nestes três dias podem ter sido infectadas algumas centenas de crianças nestas escolas.
A partir de agora, os alunos que estiveram na mesma sala onde foram confirmados casos de H1N1 - e há suspeitas de transmissão a outras crianças - , deverão ficar em casa durante sete dias, mesmo que não tenham sintomas de gripe. O encerramento de salas e turmas só deve, contudo, ocorrer quando ainda houver poucos casos na escola. Numa fase de disseminação alargada da doença, o impacto do encerramento passa a ser diminuto.
Para ser tomada esta decisão, a DGS recomenda que sejam avaliados os impactos sociais e económicos negativos. A decisão deve, por isso, envolver as autoridades escolares, de saúde e os pais.
O dinheiro que chegou às escolas no Verão para a prevenção esgotou-se em dois meses. No final de Setembro, poucas semanas depois do início do ano lectivo, quatro das cinco direcções regionais de educação foram obrigadas a reforçar novamente o orçamento das escolas para a compra de toalhetes e desinfectantes para mãos e mesas. Na Região da Grande Lisboa, onde se regista o maior número de casos, no total, cada escola já recebeu entre 1650 e 2000 euros.
"As escolas receberam uma primeira dotação em Julho que depois foi reforçada. Esta verba é atribuída consoante o número de alunos. E houve ainda reforços pontuais para garantir que os consumíveis são repostos", afirmou ao DN José Joaquim Leitão, o director de Educação da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Numa primeira fase, o dinheiro foi aplicado na elaboração dos planos de contingência, na disponibilização de informação didáctica e na criação de salas de isolamento para os casos suspeitos. Poucas semanas depois das aulas começarem, foi necessário reforçar o dinheiro para o material desinfectante.
Na região do Alentejo, o orçamento inicial de Julho também só chegou para as primeiras semanas e foi reforçado antes de Outubro. Carlos Calhau, subdirector regional, explicou ao DN que a verba total para as 97 unidades escolares já chega aos 180 mil euros, uma média de dois mil euros por escola. "Acredito que esta verba permitirá cobrir o primeiro período escolar", acrescentou Carlos Calhau, salientando que na região foram sinalizadas ainda poucas dezenas de casos.
As escolas da região Norte também viram o seu orçamento reforçado pela segunda vez no início de Outubro, explicou ao DN Gonçalo Rocha, da DREN. Na primeira tranche, a verba foi, em média, de 750 euros para as escolas com contrato de associação com as autarquias e de dois mil euros para as que são tuteladas só pelo ME. O responsável da DREN explicou ainda que as unidades escolares que lidam com casos de autismo e multideficiência apresentam especificidades diferentes e receberam mais dinheiro.
Na zona centro, o plafond das escolas também foi reabastecido no início do ano lectivo. A única direcção regional do País que não necessitou de reforçar a verba foi a do Algarve. Olga Neves, da DREALG, diz que "está tudo a decorrer dentro da normalidade. E se isso acontecer, as câmaras deverão ser as primeiras a socorrer as escolas em falta".

Bullying nas escolas

As principais conclusões de uma tese de doutoramento, e que foi coordenada, entre outros, pela investigadora portuguesa Ana Maria Tomás Almeida, da Universidade do Minho refere que a maioria dos adolescentes acha que o bullying em contexto escolar "sempre existiu e continuará a existir" e encaram com "pessimismo e resignação" o fenómeno, o que torna difícil uma intervenção eficaz e deixa pouca esperança à sua erradicação. Os autores pensam que "As soluções poderão passar por uma maior supervisão dos espaços que, se acontece com relativa eficácia nos 1.º e 2.º ciclos, no 3º ciclo, que corresponde ao pico da ocorrência deste fenómeno, na generalidade, praticamente não existe, por outro lado há que apostar numa rígida regulamentação nas escolas, consciencializar os pais de que existe um regulamento disciplinar que deve ser respeitado e que deve ser transmitido aos alunos".
Ora, isto deve ser um alerta para os responsáveis do Ministério da Educação, que devem olhar para o défice de funcionários existentes nas escolas. Sem estes agentes que podem prevenir, evitar e denunciar muitos casos de bullying, pouco ou nada podem fazer os regulamentos das escolas. Consciencializar e penalizar os pais que têm na escola um depósito para os seus educandos também deve ser assunto de reflexão.

O estudo diz ainda que "O questionário aplicado aos jovens revela que as vítimas de bullying são descritos como pessoas passivas, socialmente incompetentes, ansiosas, depressivas e inseguras; por outro lado, os agressores, são vistos como fortes, extrovertidos e alegres, detentores de um poder e confiança que reforçam o seu carácter de liderança dentro do grupo."

Não posso discordar mais desta opinião, pois da experiência que tenho do ensino, o perfil do agressor é a de um aluno forte, mal educado que não sabe e não compreende as normas sociais, que tanto pode ser vítima em casa, como seguidor dos exemplos que observa.

É um problema grave que urge resolver e ter a atenção de todos os elementos da comunidade escolar pois as crianças que são vítimas sofrem e muito com esta situação.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cursos de Especialização Tecnológica

As candidaturas são formalizadas exclusivamente on-line e decorrem entre até 23 de Outubro. As aulas têm início a 16 de Novembro.A Universidade de Aveiro, através de três das suas escolas superiores - Escola Superior Aveiro Norte (ESAN), Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) e Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA), vai ministrar, este ano lectivo 2009/2010, em várias localidades do distrito de Aveiro, 25 Cursos de Especialização Tecnológica (CET), a maioria dos quais em regime pós-laboral. A criação de oportunidades de formação para públicos diversos, com necessidades específicas, tem sido, desde sempre, uma prioridade para a Universidade de Aveiro. Neste sentido, a oferta formativa desta instituição procura dar resposta aos desafios com que os indivíduos se deparam em termos profissionais, oferecendo alternativas válidas e reconhecidas internacionalmente.Os cursos de especialização tecnológica, regulamentados pelo Decreto-Lei nº 88/2006, de 23 de Maio de 2006, são cursos pós-secundários não superiores que visam a aquisição do nível 4 de formação profissional.Os planos de formação destes cursos estão direccionados para uma efectiva inserção profissional e para assegurar também o reconhecimento dessas aprendizagens para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior. Estes planos compreendem as componentes de formação geral e científica e de formação tecnológica, que perfazem cerca de 860 h (aproximadamente um ano) e complementada pela formação em contexto de trabalho (540h, entre três a seis meses) a ser realizada em várias empresas da região.Este ano lectivo, Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Cantanhede, Estarreja, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Sever do Vouga e Vagos são os concelhos onde vão decorrer estes cursos.
Fonte:Universia

A GRIPE H1N1

Depois de ver este video fiquei preocupado. Mas em que mundo vivemos? Quem fala verdade? Tirem as vossas conclusões depois de verem e ouvirem.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Estação dos comboios de Cantanhede

Para não esquecer!

A nova Ministra da Educação

Isabel Alçada - Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar
Nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950
Escritora, autora de numerosos livros infanto-juvenis em parceria com Ana Maria Magalhães desde 1982
Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Mestre em Análise Social da Educação pela Universidade de Boston, Massachusetts, EUA
Administradora da Fundação de Serralves (2000-2004)
Professora Adjunta da Escola Superior de Educação de Lisboa
Comissária do Plano Nacional de Leitura (2006-2009)
Fontes: GPM e Editorial Caminho
Funções Governamentais Exercidas
Desde 2009-10-26Ministra da Educação do XVIII Governo Constitucional

DE RESTO II - Mide Plácido

domingo, 25 de outubro de 2009

Mide Plácido - exposição de pintura







Exposição fantástica de se ver, esta que está patente na Casa Municipal da Cultura em Cantanhede. Um conjunto de quarenta trabalhos criados a partir de vários suportes (restos) com resíduos e objectos velhos, formando um todo homogéneo, onde ressalta a cor castanha e ocre. Tenho acompanhado o trabalho de Mide e constato que está em plena vitalidade o seu processo de trabalho. Atrevo-me a dizer que se encontra ao melhor do que se faz em Portugal.

Manifesto de obama para os alunos

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Cantanhede


Cain

Mais um livro que figura na minha biblioteca. Esperava este livro há algum tempo e a polémica que se atravessou com a sua publicação fez-me comprá-lo e lê-lo rapidamente.E valeu a pena! É excelente como todos os livros de Saramago.
É a visão de Saramago sobre Cain na sua passagem pela bíblia. É mais uma leitura possível e literária sobre o assunto.Nem a vejo como uma crítica à existência de Deus, mas sim à forma como a igreja tem lidado com as interpretações únicas sobre a biblia. O livro de Saramago é um livro de reflexão, actual, irónico que desafia a imaginação de cada um de nós em plena liberdade.
Tanta polémica para nada. Saramago apenas trás a público o que tantos pensam.
Devemos sim questionar(e isso devia dar debates na TV) posições como a do senhor político que tem a atitude digna de um talibã, ao insinuar que Saramago deveria renunciar à cidadania Portuguesa. Esse senhor esquece-se que a liberdade de expressão é o valor mais "sagrado" que existe? E este assunto é que deveria dar polémica e não a liberdade literária, a liberdade da criação artística e a liberdade de expressão.

Frente-a-frente com José Saramago e o padre Carreira das Neves

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Apita o comboio

Quatro anos depois da apresentação das orientações estratégicas para o sector ferroviário, a Refer atingiu os mínimos em investimento na rede e mantém linhas sem automotoras.
As linhas do Tâmega, do Corgo e do Tua, e os troços Guarda-Covilhã e Figueira da Foz-Pampilhosa, estão fechados e não se sabe ao certo quando reabrirão. Isto porque, em alguns casos, nem sequer há projecto para avançar com as obras.
Se nas outras linhas ainda se vê algum “movimento” na Linha Figueira da Foz, Cantanhede, Pampilhosa, não se sabe quando o comboio voltará a apitar pese embora, que para substituir as automotoras na linha, a Refer paga 13.680 euros por mês a uma empresa rodoviária. O contrato termina em Março, mas deverá ser prorrogado, pois esta é a linha mais "esquecida" de todas, não havendo sequer projecto de modernização.
Perante este cenário, não vemos da parte dos autarcas das zonas servidas pela linha qualquer reacção. Quem cala consente, pelo que tememos que o encerramento da linha passe de provisório a definitivo.
Face a apatia daqueles que deviam em primeira instância, lutar pela reabertura e modernização da linha, cabe aos cidadãos tomar nas suas mãos a luta que eles não querem travar.
Os transportes públicos não são um negócio e como tal toda a região merece ter comboios modernos, com horários compatíveis e a preços económicos.
Da nossa parte toda a disponibilidade para integrar um grupo de cidadãos que tome na sua mão esta e outras lutas, que sejam mais valias para a região. juntos vamos conseguir que o comboio volte novamente a apitar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

GNR da Tocha detém quatro homens e uma mulher por roubo de gado

Uma patrulha da GNR da Tocha deparou-se, na madrugada de domingo, com uma “cena” verdadeiramente insólita. Pouco depois da 1h00, na EN 109, junto à localidade de Pedros, abordou quatro homens que empurravam um veículo Fiat Uno. Os agentes da autoridade pensaram que os indivíduos tinham uma avaria no carro e prontificaram-se a ajudar mas, logo repararam que «ali havia gato». No interior do veículo, além de uma mulher ao volante, estavam nada mais nada menos que… dois suínos de raça preta e uma ovelha. Questionados sobre a proveniência de tão estranhos passageiros, os indivíduos confessaram que tinham furtado os animais numa quinta em Maiorca, Figueira da Foz, sendo de imediato detidos e levados ao posto, onde foram identificados. Dois dos homens e a mulher são residente na Tocha, os outros dois residem em Buarcos e já têm antecedentes criminais relacionados com furtos. A viatura e os animais foram apreendidos, e os meliantes, por não haver flagrante delito, foram postos em liberdade, aguardando as conclusões do inquérito que as autoridades vão elaborar.
Talvez ainda hoje vão ser postos em liberdade o que incentivará a continuação da actividade criminosa, tudo isto graças á legislação que os partidos do sistema vão aprovando na Assembleia da Republica, sim o aumento da criminalidade só tem culpados, CDS, PSD, PS, CDU e BE.
Quando votou nesta gente deu um aval a que ontem tenha acontecido na localidade de Pedros, mas amanhã pode acontecer na sua casa.

FONTE

domingo, 4 de outubro de 2009

Phylarmonica Ançanense assinala 130 anos de vida


As comemorações do 130.o aniversário da Phylarmonica Ançanense arrancaram ontem com uma “Noite de Gala” na Quinta da Sobreira, onde se realizou um jantar comemorativo e um espectáculo musical com a Orquestra Smooth. Os festejos terminam hoje com uma tarde dedicada à música, a realizar também na Quinta da Sobreira, a partir das 16h00, altura em que actua o Quarteto de Clarinetes de Coimbra e, meia hora depois, sobe ao palco o Ensamble de Trompetes do Centro, terminando a festa com a actuação da banda aniversariante, a partir das 17h00.

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sábado, 3 de outubro de 2009

CANTANHEDE - FEIRA DE REDUÇÕES - 2 a 5 de Outubro


Descrição:
Visite Cantanhede, 2 a 5 de Outubro!
Feira de Reduções
Feira de Velharias e Antiguidades
Animação local e Animação para crianças (dia 3,4 e 5)

Programa

Dia 2 de Outubro - Sexta Feira
19 horas - Abertura/Inauguração
22 horas - Orquestra Juvenil de Covões
23 horas - Encerramento


Dia 3 de Outubro - Sábado
10 horas - Abertura
22 horas - Rancho Regional "Os Esticadinhos" (Infantil e Adulto)
23 horas - Encerramento


Dia 4 de Outubro - Domingo
10 horas - Abertura
16 horas - Rancho Folclórico "Os Lavradores" de Cordinhã (Infantil e Adulto)
23 horas - Encerramento


Dia 5 de Outubro - Segunda - FERIADO
10 horas - Abertura
10 horas - FEIRA DE VELHARIAS E ANTIGUIDADES
16 horas - Gandareia
22 horas - Encerramento Feira de Reduções e Feira de Velharias e Antiguidades

A Feira de Reduções é uma iniciativa da A.E.C, feira tem por objectivo a venda de artigos/produtos a preços reduzidos, relativamente aos preços normalmente praticados, nos respectivos estabelecimentos comerciais, ou seja, escoar artigos de colecções anteriores a preços mais acessíveis

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O grande capital não tem Pátria


A Crioestaminal de Cantanhede não revela detalhes na nota de imprensa divulgada mas, segundo as edições online dos jornais económicos nacionais, a Riverside Company deverá tornar-se no principal accionista da empresa líder e pioneira em Portugal no isolamento e criopreservação de células estaminais.
O imperialismo sionista americano, coloca as suas garras em mais uma empresa nacional. Que rumo será agora tomado neste empresa? Sabemos bem do que os terroristas americanos são capazes. Será que a próxima gripe vai chamar-se portuguesa?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Os partidos do alterne


Os debates entre os líderes partidários não deverão realizar-se por falta de consenso entre o PS e o PSD sobre o modelo a adoptar. O director de Informação da RTP, José Alberto Carvalho, disse hoje ao PÚBLICO já não ter esperança nenhuma em que se realizem os frente-a-frente propostos pelas três estações de televisão.
Os partidos do alterne souberam entender-se no que toca à saúde par a privatizarem, souberam entender-se no que toca á criminalidade para a promoverem, no que toca à Europa para nos prejudicarem, mas relativamente aos debates televisivos, porque são partidos que descriminam, não chegaram a acordo.
Que se faça os debates sem esta gente, porque já estamos fartos das mesmas cassetes gastas. Que se dê iguais oportunidades a todos os partidos concorrentes como mandam as regras democráticas. Que se proíbam de aparecer nas televisões durante o período eleitoral, os comentadores com filiações partidárias ou que se chame aos debates gente de todos os partidos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

VIVER MOMENTOS ÚNICOS

LIBERTAÇÃO DE AVES 24 DE AGOSTO


ATENÇÃO:

CHOUPAL - COIMBRA

OUTIL - CANTANHEDE

FERMENTELOS - ÁGUEDA

MOITA - ANADIA

Em seguida copio informação recebida sobre uma actividade que pode ter muito interesse para quem gosta da conservação da natureza:

"---> Acções organizadas pelo CERVAS - Gouveia em colaboração com a Reserva Natural do Paúl da Arzila (RNPA)

24 de Agosto de 2009, 2ª feira

Libertação de uma Garça-vermelha (Ardea purpurea)
11h00, Mata Nacional do Choupal - Coimbra
Ponto de encontro: Sede da Reserva Natural do Paúl da Arzila (RNPA), Mata Nacional do Choupal

Esta ave foi recolhida no mês de Julho em Brasfemes - Coimbra por um Vigilante da Natureza da RNPA. Encontrava-se debilitada e desnutrida, tendo sido então encaminhada para o CERVAS. Aqui sofreu o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que adquirisse o peso adequado e treinos de voo.


Libertação de uma Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
12h30, Outil - Cantanhede
Ponto de encontro: Largo no centro de Outil

Esta ave foi recolhida em Outil no mês de Junho, pelo SEPNA de Cantanhede, após ter caído do ninho. Foi entregue na RNPA e encaminhada para o CERVAS. Aqui sofreu o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que crescesse e adquirisse o peso adequado, passagem pelo 1º processo de muda das penas, contacto com aves da mesma espécie para que adquirisse os comportamentos próprios e treinos de voo e caça.


Libertação de uma Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
14h30, Fermentelos - Águeda
Ponto de encontro: Pateira de Fermentelos, Águeda

Esta ave foi recolhida por um particular na Pateira de Fermentelos, em Julho, por se encontrar debilitada e desnutrida. Foi entregue na RNPA e encaminhada para o CERVAS. Aqui sofreu o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que adquirisse o peso adequado, contacto com aves da mesma espécie e treinos de voo e caça.


Libertação de um Milhafre-preto (Milvus migrans)
16h00, Moita - Anadia
Ponto de encontro: Moita Rugby Clube da Bairrada, Anadia

Esta ave juvenil foi apreendida pela equipa do SEPNA de Anadia em conjunto com outras 6 aves de rapina, na casa de um particular, onde terão permanecido durante cerca de um mês. De acordo com o mesmo, as aves terão caído dos respectivos ninhos durante o abate de um pinhal. As aves foram então entregues na RNPA e encaminhadas para o CERVAS. O processo de recuperação desta ave consistiu em alimentação para que aumentasse e mantivesse o peso, processo de muda das penas danificadas, contacto com aves da mesma espécie de modo a adquirir os comportamentos próprios e treinos de voo e caça

Para qualquer informação e/ou para confirmação de presença nestas acções, agradecemos contacto através do e-mail cervas.pnse@gmail.com, do telefone 962714492 (CERVAS) ou do telefone 910748281 (Vigilante da Natureza Pedro Ramalheira - RNPA). "

Se algum dos membros da Comunidade se decidir a participar, peço por favor que contem depois aqui como decorreram as libertações, se tirarem fotos tanto melhor!

FONTE

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Com os Nacionalistas Coimbra tem mais encanto


O Partido Nacional Renovador (PNR) entregou hoje no Tribunal de Coimbra a lista de candidatos à Assembleia da Republica pelo Circulo Eleitoral de Coimbra.
Para além do Programa Eleitoral do Partido, os candidatos do PNR por Coimbra, farão suas as seguintes bandeiras:

- Abertura imediata do Bloco de partos do Hospital da Figueira da Foz e abertura imediata das urgências do Hospital de Cantanhede, abertura imediata de todos os SAPs que este governo fechou unicamente por razões economicistas.
- Reabilitação e modernização da linha ferroviária da Lousã, bem como da linha que liga Coimbra à Figueira da Foz com passagem em Cantanhede.
- Fim imediato da co-incineração em Souselas.
- Estudo de um novo traçado para o IC2 de forma a preservar a Mata do Choupal

Ao contrário dos políticos do sistema não fazemos promessas que só servem para fins eleitoralistas.
Prometemos no entanto que nada fazer sem ouvir todas as partes intervenientes, recusando as medidas cozinhadas nos gabinetes de Lisboa, onde o ar condicionada e os bons cadeirões tão maus resultados têm trazido para o Distrito.
Prometemos fazer nossa a causa do povo e ser nos debates e no parlamente a sua voz viva, isto é dizermos bem alto o que o povo com medo diz em surdina.

PS:Já sei que o vermelho da imagem vai fazer investir alguns “democratas”, escusam de incomodar quem não devem, porque ao contrario das vossas cabeças pouco abertas este blogue é verdadeiramente democrático.