segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Espionagem política

O ministro da Economia , Vieira da Silva, criticou as eventuais escutas de conversas do primeiro-ministro, José Sócrates, com Armando Vara, registadas no âmbito do processo Face Oculta, no qual este último foi constituído arguido."O que motiva essas forças e as pessoas que estão por trás do que me parece ser uma ilegalidade não é qualquer averiguação relativamente a qualquer processo de corrupção, é pura espionagem política, porque estar a ouvir um dirigente de um partido que também é primeiro-ministro sobre temas políticos e depois colocá-los nos jornais através de escutas cuja legalidade é mais do que duvidosa, considero isso algo de extremamente preocupante", declarou Vieira da Silva.
Os nossos dirigentes, a meu ver estão a ultrapassar os limites da razoabilidade democrática ao fazerem declarações como esta que não se percebe qual a intenção. Primeiro ninguém andou a escutar o primeiro ministro, mas sim Armando Vara, que por acaso telefonou ao senhor primeiro ministro. Depois onde está o respeito pela separação de poderes? Onde está a autonomia do Ministério Publico? Porque foram anuladas as escutas que levaram o juiz de Aveiro a concluir estar perante matéria passível de incidência criminal? Não queremos todos que a justiça se cumpra?

Na minha ingenuidade, e se fosse eu primeiro ministro, para que se acabasse de vez com todas as dúvidas (estas e outras), mandava que se publicasse o conteúdo das conversas, apagando é claro, aquilo que fosse de âmbito íntimo.

Porque se não há nada a esconder , então tem de se fazer justiça e prenda-se quem tenta denegrir, lançar dúvidas sobre o nosso primeiro ministro. É que, façam jus à vossa memória, nestes processos ninguém vai preso, ninguém é acusado, nem os que se sentem ofendidos, nem os que ofendem. Parece um teatro do absurdo.

Google Latitude

O mundo não pára , nem as invenções... Estas podem sempre ser positivas, não fosse a cabeçinha destorcida do ser humano, e ajudariam numa infinidade de situações. Vejamos a nova ferramenta do Google, A Latitude. O novo BIG BROTHER.

A Google acaba de anunciar duas novas funcionalidades no Latitude , uma aplicação para telemóveis que permite partilhar a localização de qualquer utilizador num mapa digital, em tempo real, junto da sua rede de contactos.
A partir de agora o Latitude já pode registar de forma exaustiva todos os locais por onde passou qualquer utilizador, sendo possível arquivar esta lista e consultá-la mais tarde. Para já, apenas é possível aceder ao seu próprio histórico e remover algum registo, mas o acesso aos dados dos elementos da rede de contactos está interdita, o que a acontecer constituiria uma clara violação da privacidade.
Sempre que está em execução, o Latitude poderá ainda alertar o utilizador sempre que um contacto está nas proximidades. Para tanto, qualquer utilizador terá de, previamente, tornar pública a sua localização junto dos membros da rede de contactos.
Para evitar alertas constantes sempre que chega ao local de trabalho ou regressa a casa, o sistema foi programado para fazê-lo apenas em locais onde não se desloca regularmente. Assim sendo, para poder receber um alerta terá de manter activado o histórico da localizações.

Fonte: Expresso

sábado, 14 de novembro de 2009

Clube de Azeiteiros do Bar

“Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus, pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira mar, divertindo-me com o facto de encontrar de vez em quando, um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente.” – Isaac Newton

Informamos todos os bloguistas que recentemente foi criado mais um espaço de conversa e diversão neste meio onde nos encontramos, com a preciosa ajuda do José Vieira.
Um Grande Bem-haja a este Grande Amigo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resultados autárquicas 2009 em Cantanhede

Sensivelmente um mês após a realização das eleições autárquicas é hora de fazer o balanço dos resultados obtidos no nosso Concelho. A esmagadora vitória do PSD na Câmara Municipal, Assembleia Municipal e em dezasseis das dezanove Freguesias, traduzem de forma cabal o trabalho efectuado pelo Partido Social Democrata, quer em campanha, quer, principalmente, no trabalho que tem desenvolvido no Concelho. Obviamente, que, histórica e ideologicamente, o Concelho é maioritariamente social-democrata, mas isso, por si só, não chega para explicar os resultados obtidos (66,89% para o executivo de João Moura contra os 27,23 obtidos pelo principal adversário Manuel Ruivo do Partido Socialista).
Vivemos, felizmente, num estado de direito democrático e o resultado das eleições não pode ser contestado, sendo revelador da vontade dos Munícipes em premiar o trabalho desenvolvido pelo PSD no Concelho e na própria campanha eleitoral que, como se sabe, tem alguma influência, se bem que não aquela que muitos lhe querem dar para justificar frustrações eleitorais.
Estas eleições revelaram que os Munícipes não se revêem no Partido Socialista, não vêem neste uma alternativa credível e este é o ponto de partida para os militantes do partido prepararem os próximos actos eleitorais. A mensagem não passa e os candidatos, nos quais me incluo, por ventura, não serão os ideais. Não se podem esquecer que as eleições não se ganham no ano das mesmas, há que demonstrar trabalho, intervenção e acção durante os quatro anos, não podendo ignorar mais de um quarto dos Munícipes que representam. O Partido Socialista nunca conseguirá ganhar as eleições autárquicas enquanto não demonstrar ser uma alternativa capaz, uma oposição sólida com um projecto definido e concreto para o Concelho. Os meus votos, a bem da pluralidade democrática, é que a Comissão Politica Socialista e todos os candidatos eleitos desempenhem o seu mandato condignamente, lançando as bases para uma futura vitória ou, pelo menos, para o encurtar de distâncias.
O que todos queremos é um Concelho mais forte e desenvolvido e isso só se obtém com uma boa liderança e com uma oposição capaz de interagir com a liderança, aprovando o que entende aprovar e apresentar alternativas em vez da pura abstenção ou voto contrário. Dizer não só para chatear é um principio que deve ser erradicado do nosso panorama politico.

Professor do ano


Professor do ano foi aquele que, com depressão profunda, persistiu em ensinar o melhor que sabia e conseguia os seus 80 alunos.

Professor do ano foi aquela que tinha cancro e deu as suas aulas até morrer.


Professor do ano foi aquela que leccionou a 200 km de casa e só viu os filhos e o marido ao fim de semana.


Professor do ano foi aquela que abandonou o marido e foi com a menina de 3 anos para um quarto alugado. Como tinha aulas à noite, a menina esperava dormindo nos sofás da sala dos professores.


Professor do ano foi aquele que comprou o material do seu bolso porque as crianças não podiam e a escola não dava.


Professor do ano foi aquele que, em cima de todo o seu trabalho, preparou acções de formação e se expôs partilhando o seu saber e os seus materiais.


Professor do ano foi aquela que teve 5 turmas e 3 níveis diferentes.


Professor do ano foi aquele que pagou para trabalhar só para que lhe contassem mais uns dias de serviço.


Professor do ano foi aquele que fez mestrado suportando todos os custos e sacrificando todos os fins-de-semana com a família.


Professor do ano foi aquele que foi agredido e voltou no dia seguinte.


Professor do ano foi aquele que sacrificou os intervalos e as horas de refeição para tirar mais umas dúvidas.


Professor do ano foi aquele que organizou uma visita de estudo mesmo sabendo que Jorge Pedreira considerava que ele estava a faltar.


Professor do ano foi aquele que continuou a motivar os alunos depois de ser indignamente tratado pelos seus superiores do ME.


Professor do ano foi aquele que se manifestou ao sábado sacrificando um direito para preservar os seus alunos.


Professor do ano foi aquele presidente de executivo que viveu o ano entre o dever absurdo, a pressão e a escola a que quer bem, os colegas que estima.


Professor do ano... tanto professor do ano.


Professores do ano, todo o ano, fomos todos nós, professores, que o continuamos a ser mesmo após uma divisão absurda.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim III







A 9 de Novembro de 1989, a abertura total das fronteiras da RDA leva à queda do Muro de Berlim e ao fim da Guerra Fria.
Era bom que os nossos muros também caissem...
FACES LIMPAS!

domingo, 8 de novembro de 2009

COMO ELIMINAR PROFESSORES CRÍTICOS E "INCONVENIENTES"? Há um método infalível!



ELIMINATING PROFESSORSA Guide to the Dismissal ProcessKenneth Westhues
Por que razão se escreve um livro de instruções sobre como podem os dirigentes académicos eliminar um professor? O título é um truque de retórica. O que o autor faz é descrever-nos como isso realmente se faz, tendo por base muitos estudos de caso. E o modo como isso se faz é muito assustador, sendo um processo em que a verdade conta muito pouco. O objectivo fundamental é expulsar o professor-alvo, e a informação é usada e distorcida para alcançar esse objectivo. (…) Este livro presta um grande serviço pela forma como demonstra com inegável rigor o modo como os dirigentes podem usar de forma corrupta determinada informação para demitir professores que não merecem esse destino. Para os que acreditam que estes processos são de um modo geral justos nas universidades, este livro é especialmente recomendável. A sua leitura ajuda a abrir os olhos.

Ainda a propósito de Saramago

Venho convidar-vos a dar uma vista de olhos, para sorrirem e tornarem a vossa vidinha mais alegre, nas palavras de um amigo meu:








Daniel Luís (Dissidencias)


ENTREVISTA A DEUS – parte 1

Nos últimos dias têm sido mais que muitas as entrevistas dadas pelas mais diversas e proeminentes figuras ligadas ao Catolicismo Romano e também por figuras ligadas ao Saramaguismo Marxista. Mas, curiosamente, no meio de todo este aceso debate suscitado pela publicação de “Caim”, ainda não vi nenhum órgão de comunicação social dar a palavra a Deus, principal protagonista de toda esta guerra de acusações e contra-acusações entre os que Nele acreditam e os que nele não acreditam, entre os que Nele crêem e os que nele não crêem, entre os que escrevem o Seu nome a maiúsculas e os que escrevem o seu nome a minúsculas, entre os que O amam e os que o odeiam.
Na tentativa de colmatar esta grave falha dos órgãos de comunicação social, que não tiveram ainda a preocupação de esmiuçar cabalmente toda a polémica em torno do livro “Caim”, de Saramago, nomeadamente com a auscultação do que pensa o próprio Deus sobre esta matéria que envolve o seu nome, decidi por minha conta e risco fazer eu mesmo uma entrevista ao Divino, mais concretamente ao Deus-Pai, uma vez que Deus-Filho e o Espírito Santo se encontram ausentes do Palácio Celestial, porque foram ambos para o Palácio da Ajuda, assistir à tomada de posse do XVIIIº Governo Constitucional de Portugal, para abençoar e ajudar a nova equipa governativa liderada por José Sócrates, na tentativa de convencer o novo governo a colocar o casamento gay na parte de trás da agenda política.
Tenho para mim que Jesus Cristo e o Espírito Santo decidiram esperar pela tomada de posse dos Secretário de Estado, a realizar no próximo sábado, pois aos olhos de Deus, todos são iguais… continua aqui

ENTREVISTA A DEUS – parte 2



Uma semana depois de ter publicado, em absoluto exclusivo a primeira parte da entrevista que fiz a Deus-Pai (Deus este que também é todo poderoso e, por vezes, um bocadinho vaidoso, principalmente desde que (e)ditou um livro de bricolage, com conselhos práticos sobre como fazer um planeta e uma mulher, a partir de uma costela do homem, a que se dá o nome de Bíblia Sagrada… um bestseller mundial que já vendeu muitos milhões de exemplares), eis que lhe apresento, estimado leitor, a segunda parte desta divina entrevista, que se centra em torno da polémica obra de Saramago, de seu nome “Caim”. DEUS: C’um caneco! Mas a porcaria da entrevista ainda não acabou? Despacha-te, meu filho, que Eu já estou atrasado para o ginásio. DL: Não se preocupe Senhor, que esta parte vai ser rapidinha, pois também tenho que ir buscar o meu filho à escola. DEUS: E onde é essa escola, meu filho? DL: Em Braga, meu Deus. DEUS: Então não te preocupes meu filho, que eu meto-te na cidade dos arcebispos enquanto o diabo esfrega um olho, através da via rápida espiritual que vai ter à Sé de Braga. Mas diz lá o que queres saber mais de mim…[Nisto apareceu, não sei vindo de onde, Lúcifer - adiante designado genericamente por DIABO, com os seus cornos vermelhos a fazer lembrar um toiro da ganadaria de Brito Pais] Continua aqui

Muro de Berlim II

Muro de Berlim

sábado, 7 de novembro de 2009

Nascimento de um elefante.


Vejam este video que é simplesmente fantástico. Clic aqui.

Face Oculta




Os intocáveis


00h30m


O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa. Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça. O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport. Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.




IRRRA, que isto não tem fim. Já devemos estar à frente da Itália. (em corrupção, claro)

FANATURE


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alda Merini


A tutte le donne

Fragile, opulenta donna, matrice del paradiso
sei un granello di colpa
anche agli occhi di Dio
malgrado le tue sante guerre
per l'emancipazione.
Spaccarono la tua bellezza
e rimane uno scheletro d'amore
che però grida ancora vendetta
e soltanto tu riesci
ancora a piangere,
poi ti volgi e vedi ancora i tuoi figli,
poi ti volti e non sai ancora dire
e taci meravigliata
e allora diventi grande come la terra
e innalzi il tuo canto d'amore.



A poetisa italiana Alda Merini, de 78 anos, considerada a última grande expoente deste género em Itália, faleceu no domingo no hospital São Paulo de Milão após doença prolongada, informaram os “media” italianos.
Fonte: PUBLICO

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tocha - Unidade Imagiológica já funciona no Centro Medicina Rovisco Pais

Entrou em funcionamento no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, na Tocha, uma nova unidade de Imagiologia cuja capacidade, disse ao Diário de Coimbra o presidente do conselho
de administração do CMRRC, abrange a radiologia convencional em geral e a ecografia dos vários tipos de estruturas», incluindo «a ecografia endocavitária e estudo doppler venoso e arterial».
Manuel Teixeira Veríssimo diz que este equipamento, «de elevada qualidade» irá responder não só às necessidades do próprio Centro de Medicina do Rovisco Pais, mas também às necessidades das populações da regiões vizinhas, «que aqui poderá recorrer» na sequência de acordos já firmados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e outros subsistemas de saúde.
Neste momento este novo serviço está a funcionar com um médico e um técnico, porém, adianta Teixeira Veríssimo, a equipa será reforçada gradualmente com o fluxo de utentes, já que, assegura este responsável, «vamos servir milhares de utentes de toda a região» (Cantanhede, Mira, Tocha, Montemor-o-Velho, Arazede…) que, agora, já não precisam de se deslocar aos grandes centros de Coimbra, Aveiro ou Figueira da Foz, para realizarem exames do sector de Imagiologia.
Todo o equipamento da nova unidade, segundo Teixeira Veríssimo, custou ao Centro de Medicina «cerca de 600 mil euros», subsidiados «em parte», pelo PIDDAC – Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central e do Programa Operacional Saúde XXI.

FONTE

sábado, 31 de outubro de 2009

CANTANHEDE - Tribunal condenou dois jovens por roubo em Ançã

Apesar do longo cadastro e reincidências no mundo do crime, quer de P. Gonçalves, 24 anos como de H. Filipe, de 20 anos, o colectivo do Tribunal de Cantanhede aplicou a ambos penas relativamente leves pelo crime que ambos praticaram em co-autoria em 13 de Novembro de 2008, em Ançã, que consistiu no roubo de dois telemóveis e uma carteira com dinheiro a Pedro Miguel, com uso de violência.
Este tipo de penas que o Código “Casa Pia “ possibilita, longe de combaterem a criminalidade, só a incentivam e contribuem para aumentar o clima de insegurança.
Para os criminosos, a sistema tenta encontrar toda a espécie de desculpas de segundas oportunidades, para as vitimas o sistema enfia a cabeça na areia.
A Justiça constitui, porventura, a mais nobre função do Estado. Seria impensável imaginar há alguns anos a situação extrema de degradação a que chegou a Justiça em Portugal. O diagnóstico que fazemos diz-nos que estamos hoje perante uma moderna forma de totalitarismo, que vai avançando em surdina, e que tem construído a Justiça sob o desígnio de interesses obscuros e contrários ao interesse Nacional. A Justiça é hoje responsável, em grande parte, pelo atraso económico do país. Os processos não avançam, os julgamentos demoram anos, e muitos casos, quase sempre relacionados com políticos, nem chegam a sair da gaveta. Entendemos necessária uma reforma no sector da Justiça. Não tanto orgânica, como tem sido discutido pelos tecnocratas, mas sobretudo a nível de transparência, agilização de processos, e na "limpeza" que é urgente e necessária efectuar em vários sectores da sociedade, a começar pela própria Justiça.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Opinião: Sobre Caim, por Pilar del Río


A jornalista Pilar del Río, casada com José Saramago, escreve hoje (29/10/2009) no DN sobre o novo livro do Nobel da Literatura português que tem causado polémica na sociedade portuguesa.

Sobre Caim
Li várias vezes, traduzi-o inclusive para castelhano, o último romance de José Saramago, Caim, uma fábula humana, tão humana que pensei que iria provocar perguntas humanas. Para minha surpresa, tal não ocorreu. De imediato, uma parte da sociedade começou a falar de Deus e da Bíblia, corrente de ar fresco que se agradece se tivermos em conta o teor de outras polémicas, mas ninguém assinalou o que do meu ponto de vista é essencial neste livro: que o género humano não é de fiar. Ler mais aqui

Gripe nas escolas


Escolas com novas regras após 142 focos em apenas três dias

por RITA CARVALHO Diário de Notícias
Nos últimos três dias, foram registados 142 novos focos de gripe nas escolas portuguesas. A subida exponencial de casos entre crianças e jovens levou ontem a Direcção-geral de Saúde (DGS) a reforçar as recomendações de prevenção feitas às escolas, onde as verbas distribuídas pelo Ministério da Educação já foram reforçadas, pois tinham esgotado logo no início do ano lectivo.
Os focos de gripe pressupõem a existência de vários casos confirmados ou suspeitos. Como o de terça- feira que envolveu nove crianças numa escola em Leiria e obrigou ontem à suspensão da turma. Por isso, nestes três dias podem ter sido infectadas algumas centenas de crianças nestas escolas.
A partir de agora, os alunos que estiveram na mesma sala onde foram confirmados casos de H1N1 - e há suspeitas de transmissão a outras crianças - , deverão ficar em casa durante sete dias, mesmo que não tenham sintomas de gripe. O encerramento de salas e turmas só deve, contudo, ocorrer quando ainda houver poucos casos na escola. Numa fase de disseminação alargada da doença, o impacto do encerramento passa a ser diminuto.
Para ser tomada esta decisão, a DGS recomenda que sejam avaliados os impactos sociais e económicos negativos. A decisão deve, por isso, envolver as autoridades escolares, de saúde e os pais.
O dinheiro que chegou às escolas no Verão para a prevenção esgotou-se em dois meses. No final de Setembro, poucas semanas depois do início do ano lectivo, quatro das cinco direcções regionais de educação foram obrigadas a reforçar novamente o orçamento das escolas para a compra de toalhetes e desinfectantes para mãos e mesas. Na Região da Grande Lisboa, onde se regista o maior número de casos, no total, cada escola já recebeu entre 1650 e 2000 euros.
"As escolas receberam uma primeira dotação em Julho que depois foi reforçada. Esta verba é atribuída consoante o número de alunos. E houve ainda reforços pontuais para garantir que os consumíveis são repostos", afirmou ao DN José Joaquim Leitão, o director de Educação da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Numa primeira fase, o dinheiro foi aplicado na elaboração dos planos de contingência, na disponibilização de informação didáctica e na criação de salas de isolamento para os casos suspeitos. Poucas semanas depois das aulas começarem, foi necessário reforçar o dinheiro para o material desinfectante.
Na região do Alentejo, o orçamento inicial de Julho também só chegou para as primeiras semanas e foi reforçado antes de Outubro. Carlos Calhau, subdirector regional, explicou ao DN que a verba total para as 97 unidades escolares já chega aos 180 mil euros, uma média de dois mil euros por escola. "Acredito que esta verba permitirá cobrir o primeiro período escolar", acrescentou Carlos Calhau, salientando que na região foram sinalizadas ainda poucas dezenas de casos.
As escolas da região Norte também viram o seu orçamento reforçado pela segunda vez no início de Outubro, explicou ao DN Gonçalo Rocha, da DREN. Na primeira tranche, a verba foi, em média, de 750 euros para as escolas com contrato de associação com as autarquias e de dois mil euros para as que são tuteladas só pelo ME. O responsável da DREN explicou ainda que as unidades escolares que lidam com casos de autismo e multideficiência apresentam especificidades diferentes e receberam mais dinheiro.
Na zona centro, o plafond das escolas também foi reabastecido no início do ano lectivo. A única direcção regional do País que não necessitou de reforçar a verba foi a do Algarve. Olga Neves, da DREALG, diz que "está tudo a decorrer dentro da normalidade. E se isso acontecer, as câmaras deverão ser as primeiras a socorrer as escolas em falta".

Bullying nas escolas

As principais conclusões de uma tese de doutoramento, e que foi coordenada, entre outros, pela investigadora portuguesa Ana Maria Tomás Almeida, da Universidade do Minho refere que a maioria dos adolescentes acha que o bullying em contexto escolar "sempre existiu e continuará a existir" e encaram com "pessimismo e resignação" o fenómeno, o que torna difícil uma intervenção eficaz e deixa pouca esperança à sua erradicação. Os autores pensam que "As soluções poderão passar por uma maior supervisão dos espaços que, se acontece com relativa eficácia nos 1.º e 2.º ciclos, no 3º ciclo, que corresponde ao pico da ocorrência deste fenómeno, na generalidade, praticamente não existe, por outro lado há que apostar numa rígida regulamentação nas escolas, consciencializar os pais de que existe um regulamento disciplinar que deve ser respeitado e que deve ser transmitido aos alunos".
Ora, isto deve ser um alerta para os responsáveis do Ministério da Educação, que devem olhar para o défice de funcionários existentes nas escolas. Sem estes agentes que podem prevenir, evitar e denunciar muitos casos de bullying, pouco ou nada podem fazer os regulamentos das escolas. Consciencializar e penalizar os pais que têm na escola um depósito para os seus educandos também deve ser assunto de reflexão.

O estudo diz ainda que "O questionário aplicado aos jovens revela que as vítimas de bullying são descritos como pessoas passivas, socialmente incompetentes, ansiosas, depressivas e inseguras; por outro lado, os agressores, são vistos como fortes, extrovertidos e alegres, detentores de um poder e confiança que reforçam o seu carácter de liderança dentro do grupo."

Não posso discordar mais desta opinião, pois da experiência que tenho do ensino, o perfil do agressor é a de um aluno forte, mal educado que não sabe e não compreende as normas sociais, que tanto pode ser vítima em casa, como seguidor dos exemplos que observa.

É um problema grave que urge resolver e ter a atenção de todos os elementos da comunidade escolar pois as crianças que são vítimas sofrem e muito com esta situação.