terça-feira, 21 de julho de 2009

Docentes rejeitam novo simplex


Sem surpresa, Governo e sindicatos de professores não chegaram ontem a acordo sobre o modelo de avaliação de desempenho para o próximo ciclo avaliativo de dois anos escolares, até 2011. O Ministério da Educação (ME) propôs na quinta-feira a continuidade do simplex aplicado este ano, mostrando-se aberto a alterações a sugerir pelos sindicatos. Mas estes rejeitaram liminarmente o regime simplificado e dizem esperar pelo próximo Governo para rever o modelo de avaliação.
"Este modelo assenta em pressupostos errados, provocou problemas gravíssimos. O próximo Governo terá como prioridade resolver o mal--estar causado", explicou João Dias da Silva, líder da FNE.
O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, disse que as reuniões fracassaram porque os sindicatos não apresentaram "propostas para enriquecer o regime transitório proposto".
A Federação Nacional de Professores só hoje se irá reunir no ME, mas Mário Nogueira, secretário-geral, já fez saber que não irá apresentar qualquer proposta de alteração e vai rejeitar o simplex.
Com o regime proposto, as escolas têm até 30 de Outubro para definir o calendário da avaliação. Mário Nogueira acusa o ME de estar a "condicionar o próximo Governo" que será "confrontado com uma situação de facto".
Fonte: Correio da Manhã

O primeiro homem na lua: faz 40 anos







Foi sem dúvida a maior aventura da espécie humana, a mais ousada, a mais perigosa e a mais difícil de concretizar. Faz hoje precisamente quarenta anos que seres humanos se atreveram a caminhar noutro solo que não o do seu planeta-mãe, a mais de 300 000 Km de distância. Transportada pelo fantástico Saturno V, a nave espacial Apollo 11 levou a bordo os astronautas Michael Collins, Edwin Aldrin e Neil Armstrong, que foram a face visível de uma equipa de milhares de pessoas que permitiu a concretização desta grandiosa epopeia. Recordar a viagem da Apollo 11 é recordar um dos pontos mais altos da história da Humanidade; é recordar um pouco de nós próprios. Felizmente há imagens.Apesar da viagem ter demorado oito dias e a permanência na lua apenas 21 horas, toda a preparação da missão demorou uma década. Não esquecemos as imagens dos foguetões a erguerem-se no ar, das tentativas tragicamente fracassadas, dos astronautas a flutuar no espaço, da árida paisagem lunar, do nosso pequeno planeta visto do espaço, do centro de controle de Houston, do resgate da cápsula espacial no meio do oceano ou do desfile triunfal dos conquistadores da lua pelas ruas de Nova Iorque. Para nosso contentamento, o jornal The Boston Globe reuniu um grupo significativo destas imagens, dispersas por vários arquivos, no seu site. Fiquemos com algumas delas e comemoremos esta data recordando a extraordinária odisseia da Apollo 11.



Fonte: Obvius

O Ministério da Educação mentiu!

SINDICATO DOS PROFESSORES DA REGIÃO CENTRO DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS PROFESSORES: O M.E. MENTIU! AFINAL NÃO ALTERA O MODELO DE AVALIAÇÃO! POR ESSA RAZÃO, A LUTA MANTER-SE-Á ACESA, PODENDO COMPROMETER A TRANQUILIDADE NO INÍCIO DO PRÓXIMO ANO LECTIVO!
Abril/2008: O ME comprometeu-se a, durante os meses de Junho e Julho, negociar alterações ao modelo de avaliação;Dezembro/2008: A Ministra da Educação assumiu, na Comissão de Educação da Assembleia da República, rever o modelo de avaliação, no final do ano lectivo, podendo chegar à sua substituição;5/Janeiro/2009: Em reunião com a Plataforma Sindical, estabeleceram-se a metodologia e calendário negociais para a revisão do ECD. A avaliação de desempenho seria o terceiro aspecto a negociar, logo após “o ingresso na carreira” e a “estrutura da carreira”. Ficou inscrito em acta, assinada também pelo ME, que:- Os Sindicatos de Professores apresentariam, até 20 de Fevereiro, as propostas de alteração ao modelo de avaliação;- O ME apresentaria as suas contrapropostas até 27 de Fevereiro;- A negociação iniciar-se-ia em 4 e 5 de Março; 22/Janeiro/2009: A FENPROF apresentou publicamente, em Conferência de Imprensa, o seu modelo de avaliação de desempenho, articulando-o com a sua proposta de estrutura da carreira. 28/Janeiro/2009: Teve início o processo de revisão do ECD, tal como se encontrava previsto;20/Fevereiro/2009: A FENPROF, como se encontrava previsto no calendário negocial, entregou no ME a sua proposta de modelo de avaliação de desempenho;27/Fevereiro/2009: Contrariamente ao que tinha sido acordado, o ME não deu a conhecer as suas propostas para rever o modelo de avaliação;3/Março/2009: Realizou-se a primeira reunião com vista a rever o modelo de avaliação. O ME, na própria reunião, apenas apresentou um documento genérico, contendo princípios e objectivos gerais sobre avaliação de desempenho, de onde se infere que, no essencial, não se distancia do actual modelo. A ausência de propostas concretas, mereceu uma forte crítica da FENPROF. O Ministério, negando o que acordara em 5 de Janeiro, garantiu que só em Junho e Julho de 2009 seria revisto o modelo de avaliação;18/Março/2009: Face à ausência de propostas do ME, a Plataforma Sindical dos Professores reuniu e exigiu que este as apresentasse, designadamente em relação à avaliação de desempenho;7/Abril/2009: O ME apresentou um documento com pequenas propostas sobre o ECD, que visavam, no essencial, consolidar as soluções mais negativas da própria carreira, designadamente a sua divisão em categorias. Contudo, continuou sem apresentar qualquer proposta para alterar a avaliação de desempenho;16/Abril/2009: O ME apresentou novo documento à FENPROF em que a avaliação de desempenho continuava ausente, argumentando que apenas em Junho e Julho poderiam ser propostas alterações ao modelo, pois aguardava o resultado de diversos estudos que, em torno da matéria, se estariam a realizar, designadamente pelo Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) e por equipa de peritos da OCDE;5/Maio/2009: Face ao impasse negocial e à ausência de propostas concretas do ME, a FENPROF entregou no Ministério, de novo, em reunião realizada neste dia, as suas propostas, sobre avaliação de desempenho, estrutura da carreira, horários de trabalho e prova de ingresso, entre outras matérias. O ME reafirmou que a revisão da avaliação de desempenho iria ter lugar, apenas, em Junho e Julho;12/Junho/2009: Em reunião realizada no ME, a FENPROF protestou por, em meados de Junho, não se ter iniciado a revisão do modelo de avaliação e nem se sequer serem conhecidas, ainda, as propostas do ME. Este informou, então, que, dado o atraso existente com o relatório da OCDE, possivelmente a revisão do modelo de avaliação não poderia ter em conta as suas recomendações, mas apenas as do CCAP;19/Junho/2009: O CCAP, finalmente, entregou o seu relatório e recomendações ao Ministério da Educação formulando críticas em relação a diversos aspectos;15/Julho/2009: Foi tornado público o relatório da OCDE, bem como as suas recomendações de alteração do modelo de avaliação em vigor. O modelo em vigor é considerado um ponto de partida, mas nunca um ponto de chegada ou solução. Daí as muitas recomendações apresentadas;16/Julho/2009: O Ministério da Educação reuniu com os Sindicatos, sem que tivesse entregado qualquer proposta de revisão do ECD. Alguns minutos depois, os Sindicatos de Professores tinham conhecimento, por mail, de uma proposta com apenas 3 artigos O primeiro contém a decisão política: o “simplex” é prorrogado até à revisão do regime de avaliação de desempenho que, afinal, já não é agora revisto! Os outros dois são instrumentais e apenas estabelecem prazos para a entrada em vigor (1 de Setembro) e para a calendarização pelas escolas (30 de Outubro).Portanto, o Ministério da Educação mentiu aos professores e educadores, aos seus Sindicatos, aos deputados da Assembleia da República, ao país!O ME mantém em vigor a avaliação que a quase totalidade dos docentes contestou na rua, a que todas as organizações sindicais de docentes se opuseram, que toda a oposição parlamentar e alguns deputados do PS pretenderam suspender, que mais de duas centenas de conselhos executivos exigiu que fosse suspensa, que o conselho das escolas aprovou que se suspendesse, que o Primeiro-Ministro, em recente entrevista televisiva, reconheceu ter sido um erro do governo.Mais uma vez, contra tudo e contra todos, o ME decidiu impor a sua vontade e deixar tudo na mesma!
O M.E. NÃO TEM QUALQUER PROPOSTA PARA REVER O MODELO DE AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES!APÓS TANTOS RELATÓRIOS, TANTA CONTESTAÇÃO, TANTAS PROMESSAS, TANTA CONFUSÃO QUE LANÇOU NAS ESCOLAS, O M.E. É UM DESERTO DE IDEIAS!INCAPACIDADE?! INCOMPETÊNCIA?! FALTA DE VONTADE POLÍTICA?! UM POUCO DE TUDO A LEVAR O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO A PINTAR DE CORES AINDA MAIS NEGRAS O PANORAMA DA EDUCAÇÃO EM PORTUGAL E O SEU FUTURO, DESDE LOGO O INÍCIO DO PRÓXIMO ANO LECTIVO EM QUE VOLTARÃO A ESTAR, NO CENTRO DA POLÉMICA E DO CONFLITO, OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS DE AVALIAÇÃO (OI).COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, O PRÓXIMO ANO LECTIVO INICIAR-SE-Á COM PROTESTO E LUTA!
O Secretariado Nacional

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Imigração arma do capital




Ao longo dos tempos o capital tem encontrado formas de aumentar as suas mais valias. Quer recorrendo à organização do trabalho ou à inovação tecnológica. No entanto é no recurso à mão-de-obra barata e nas formas de a perpetuar que o sistema mais esforços tem feito ou onde pelo menos mais expedientes tem sido utilizados.
A imigração é talvez o mecanismo mais utilizado pelo capital, no intuito de aumentar a oferta de mão e consequentemente fazer baixar os salários. Ao longo dos tempos a “importação” massiva de mão-de-obra tem sido a melhor arma contra as justas reivindicações dos trabalhadores. Foi assim durante a construção dos caminhos-de-ferro americanos quando o capital combateu as lutas operárias, com vagas e vagas de trabalhadores chineses e mexicanos e só assim se compreende que nos nossos tempos conquistas como a idade de reforma, ou os horários de trabalho, estejam a ser postas em causa somente porque a burguesia reinante possui nos bancos de suplentes mais uma grande quantidade de jogadores que não hesitará em por a jogar caso a oposição às reformas assim o justifique.
Em quase toda estas manobras sujas do capital, foi muitas vezes confundido o inimigo, é certo que a politica de portas escancaradas trás aos países muita gente que longe de procurar uma vida melhor, apenas imigra porque os “os programas de novas oportunidades” dos países de acolhimento lhes vão facilitar a continuação da actividade criminosa. No entanto a esmagadora maioria dos imigrantes saem dos seus países de origem no intuito de procurar uma vida melhor e aqui começa mais uma ajuda ao grande capital apátrida. Assim é certo que para sair de um país é necessário algum poder económico e também uma certa dose de informação, sendo por isto que a vaga de imigrantes é normalmente constituía por classes um pouco mais favorecidas, sendo que estes estratos sociais são peças importantes no desenvolvimento dos seus países. Ficando para traz aqueles mais desfavorecidos e meia dúzia de déspotas que o neocolonialismo faz questão em sustentar. Sem o sangue necessário para fazer progredir o aparelho produtivo pode o grande capital continuar a sugar as matérias-primas em troca de bens essenciais que estes países nunca produzirão. Fora do baralho ficam aquelas regiões que não possuem moeda de troca, para essas está reservada a caridadezinha as guerras a miséria e a fome.
Confundir a luta contra a imigração descontrolada, com racismo e xenofobia tem sido a nova arma do sistema para calar aqueles que se atrevem a falar, Infelizmente alguns mentecaptos tem dado uma boa ajuda ao sistema quando, através de actos impensados lhes fornecem munições para confundir a opinião publica, sabemos bem como os media utilizam na suas campanhas de desinformação todos os actos de descriminação, não tendo em relação ao infractor a mesma compreensão e condescendência que tem em relação a outro tipo de crimes. Subitamente como por magia a teoria de que a sociedade está na origem das acções criminosas e outros justificativos já não são contabilizados, sendo o alegado racista queimado imediatamente na fogueira dos hereges.
Um dia a historia classificará a imigração como a escravatura dos tempos modernos, entretanto temos de continuar a denunciar sem discriminar, temos de esclarecer sem comprometer.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O candidato do PS

Folk Cantanhede

Relatórios





Panorama da Educação Portugal país da OCDE onde a população passou menos anos a estudar Portugal é o país da OCDE onde a população adulta passou menos tempo no sistema de ensino: apenas oito anos e meio, menos 3,4 do que a média dos países da organização. O relatório "Panorama da Educação de 2006", hoje divulgado, conclui também que as escolas portuguesas são também as que menos horas dedicam à Matemática. O documento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) coloca Portugal no fim da lista quanto ao tempo que a população entre os 25 e os 64 anos passou em estabelecimentos de ensino. No topo surge a Noruega, onde a população permanece em média quase 14 anos no sistema educativo, seguida da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, todos acima dos 13 anos. Por outro lado, o número de pessoas entre os 25 e os 34 anos que concluíram o ensino secundário tem vindo a aumentar. A média da OCDE é de 77 por cento e em Portugal esta percentagem situa-se nos 40 por cento - é o quarto valor mais baixo, depois do México (25), Turquia (33) e Brasil (38). Portugal desce mais ainda quando se analisa a população entre os 25 e os 64 que tem o 12º ano: é o penúltimo, com 25 por cento, apenas à frente do México, com 23 por cento. Quanto ao Ensino Superior, o relatório indica que, em Portugal, cerca de 20 por cento das pessoas entre os 25 e os 34 anos possuem um diploma universitário, mas o valor cai para 10 por cento na faixa etária entre os 45 e os 54 anos. Menos tempo para a Matemática e língua materna O mesmo estudo da OCDE mostra que Portugal é o segundo país da organização que menos tempo dedica à Matemática, no 2º Ciclo do Ensino Básico (entre os 9 e os 11 anos): apenas 12 por cento do currículo passa por aquela disciplina, menos quatro por cento do que a média dos países analisados. Só a Austrália dedica menos tempo à Matemática (nove por cento), enquanto que o México surge no topo tabela (25 por cento). Da mesma forma, Portugal é penúltimo no tempo dedicado às competências ligadas à língua materna, como a leitura e a escrita: apenas 15 por cento do currículo, menos nove por cento do que a média. Uma vez mais, a Austrália ocupa o último lugar, com 13 por cento. França, Holanda e México (com 30 por cento) são, por contraste, os países que mais aulas consagram à língua. Só no tempo dedicado às línguas estrangeiras Portugal ultrapassa a média, com 11 por cento do currículo (média de oito por cento), uma superioridade alcançada também na área das tecnologias, que absorve 12 por cento do currículo dos alunos portugueses e apenas dois por cento na média. Menos aulas, mas mais tempo na escola Apesar de terem menos tempo de aulas na maioria das áreas, os alunos portugueses acabam por passar mais horas na escola do que a média dos países da OCDE. De acordo com esta pesquisa, os alunos portugueses do 2º Ciclo passam cerca de 874 horas por ano no estabelecimento de ensino (mais 66 do que a média), enquanto os do 3º Ciclo, entre os 12 e os 14 anos, despendem na escola 937 horas, (mais 43 do que o geral). Em termos gerais, a OCDE considera que o nível educativo aumentou nos seus Estados-membros, mas pede sistemas pedagógicos mais ambiciosos e uma aposta no ensino universitário para enfrentar os novos desafios sociais. Com Lusa Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20060912+Panorama+da+Educacao.htm

Relatório da OCDE sobre Educação

A Educação de Soslaio Desdiz uma Ministra Generosa Posted by Paulo Guinote under A Bolsa , Informação , Números [3] Comments Por indicação do Nuno Sousa encontro o volume para 2007 do Education at a Glance da OCDE. Começo pelo sumário executivo e lá encontro a tabela comparativa dos salários, em que o valor médio, calculado para 15 anos de experiência, nos dá o 21º lugar em 30 países, isto com as ponderações do costume e tudo o mais. Claro que é exactamente por aí que o ME decidiu apertar o garrote da progressão. Entretanto também são torpedeadas e afundadas as declarações que o leque salarial dos docentes portugueses é caracterizado por ser muito baixo á entrada e muito alto no topo. Em qualquer das situações os valores ponderados colocam-nos fora dos tops reclamados pela ministra. Não estamos nos cinco melhor pagos à saída, mas ficamos nos cinco-seis piores à entrada, para além de que estes dados são de 2005, pelo que o congelamento nas progressões ainda deve ter desvalorizado mais, em termos relativos, os ganhos no topo.


Mas provavelmente o ME considerará que estes valores estão mal ponderados e que o mais certo é a OCDE se querer promover à custa da Educação em Portugal, apenas esperando pelo comunicado equivalente ao lançado contra a DECO que é também é uma organização com quatro letras na sigla. Aguarda-se, do mesmo modo, que leitura será feita do relatório pela imprensa, caso opte por fazê-la sem ser com base no digest fornecido pelo Gabinete de Comunicação do ME. http://educar.wordpress.com/

Relatório anual analisa sistemas educativos de países membros e parceiros da OCDE

«EDUCATION AT A GLANCE 2006»

São 449 páginas de notas e estatísticas sobre variados aspectos ligados à educação de mais de 27 países dos cinco continentes. A PÁGINA da Educação leu o relatório e destaca alguns dados para análise. Quanto gastam os governos na educação de um aluno por ano, do pré-escolar ao ensino superior? Quem são os alunos que passam mais tempo na escola? Que percentagem de alunos abandona a escola após a conclusão do ensino básico? Em início de carreira e após 15 anos de serviço, qual o salário de um professores? E quantos alunos tem um professor por turma? Estas são algumas das questões para as quais procuramos resposta no “Education at a Glance 2006” [Panorama Educativo 2006]. A versão integral do relatório está disponível para consulta no site www.oecd.org da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Na escola após o ensino obrigatório
Muitos factores influenciam a decisão de continuar a estudar para além do ensino obrigatório. A falta de qualificações é apontada como uma das causas do desemprego e da exclusão social dos jovens. Apesar da importância da qualificação a verdade é que, nos últimos anos, o abandono do ensino secundário tem vindo a crescer em muitos países, segundo os dados fornecidos pelo relatório da OCDE.A idade em que termina a frequência obrigatória do ensino varia entre os 14 anos, na Coreia do Sul, Turquia e em países parceiros da OCDE como o Brasil e Chile, e os 18 anos na Bélgica, Alemanha e Holanda. Os restantes países posicionam-se entre estes dois extremos, com os alunos a poderem deixar a escola aos 15 ou 16 anos. Apesar da taxa de permanência na escola tender a ser alta até ao fim do ensino obrigatório entre os países da OCDE, na Alemanha, México, Holanda, Nova Zelândia, Turquia, Estados Unidos e Federação Russa [parceiro da OCDE] mais de 10 por cento dos alunos abandona a escola antes de atingirem a idade legal para o poderem fazer. Este abandono pode provocar mais ou menos preocupações em função da escolaridade obrigatória de cada pais. Sendo sempre preocupante, é mais preocupante nos países em que a idade legal é mais baixa do que naqueles em que é mais alta. Assim, é de ter em conta que a idade legal de abandono é de 18 anos para os alunos alemães e holandeses e de 17 [em média] para os americanos. Na verdade, segundo os dados do relatório da OCDE, a maior taxa de abandono do sistema educativo não ocorre no fim do ensino obrigatório [em geral], mas sim no do ensino secundário. Com 16 anos, 91 por cento dos alunos ainda permanece no sistema de ensino. Depois dessa idade as taxas de permanência começam a descer: alunos com 17 anos (82%), com 18 anos (53%) e 19 anos (28%). Países como a Bélgica, República Checa, Finlândia, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Noruega, Polónia e Suécia, são menos afectados pelo fenómeno do abandono escolar mais precoce.
Frequência do ensino superior
Tal como acontece em relação ao ensino secundário, a empregabilidade aparece, no relatório da OCDE, associada à participação dos alunos no ensino superior. Mas o acesso a este nível de ensino continua a ser, na maioria dos países bastante condicionado pelo número de vagas disponíveis. Por outro lado, as taxas de abandono e insucesso no ensino superior parecem estar, muitas vezes, relacionadas com a duração dos cursos.No que diz respeito ao abandono, o relatório “Education at a Glance”, revela que em Portugal, onde a duração dos cursos continua a oscilar entre os quatro a cinco anos, apenas 68 por cento dos alunos que ingressam no ensino superior o concluem. Um valor situado abaixo da média dos países da OCDE, que é de 70 por cento.Na Austrália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Islândia, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Espanha, Suécia e Estados Unidos, os estudos superiores têm a duração média de três anos ou mais. Pelo contrário, no México, Eslováquia e Turquia os cursos normalmente duram menos de dois anos.Entre os países que mais alunos tiveram a ingressar no ensino superior em 2004 contam-se: Nova Zelândia (90%), Suécia e Islândia (80%), Finlândia (75%) e Polónia (70%). Países como a Alemanha, Áustria e Suíça apresentam percentagens que não alcançam os 40 por cento. De modo geral, comparativamente à percentagem de alunos que ingressou no ensino superior em 2000, todos os 27 países membros da OCDE sofreram um aumento do número de admissões, à excepção da Espanha que viu essa percentagem descer cerca de 3 por cento. No que toca a Portugal, o relatório não dispõe de dados sobre este parâmetro.Assumindo que as actuais taxas de ingresso permanecem as mesmas, o relatório “Education at Glance”, prevê que no futuro 53 por cento dos jovens dos países da OCDE (52% na Europa dos 19) possam vir a frequentar o ensino universitário durante as suas vidas, 16 por cento frequentará o ensino politécnico.
fONTE: A PÁGINA

Relatório da OCDE sobre Educação.

Relatório da OCDE sobre Educação.Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE.
"Se consultar a página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses!-No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!-Na página 32, poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno."-O documento está lá e a identidade que o produziu é idónea. A leitura é simples e a conclusão óbvia.
"Roubado" de IN-PROVÁVEL

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A minha escola não é esta



Há demasiadas crianças e adolescentes que fazem da escola um problema para si e para os outros: pais, família, professores, sociedade em geral. São rapazes e raparigas que, mesmo possuindo capacidades cognitivas suficientes para progredirem mais e melhor, não conseguem aprender, e expressam o seu mal-estar interior em múltiplos problemas de comportamento, desde a hiperactividade à agressividade, ao desinteresse e ao abandono escolar.Em Portugal, os números falam por si, numa área muito importante como esta, os resultados em língua portuguesa e matemática são maus, todos os anos abandonam a escola um número muito significativo de alunos, as denúncias de agressões multiplicam-se, os consumos de substâncias aditivas preocupam, a desmotivação dos professores sente-se, os Serviços de Psicologia e Orientação, as Equipas de Pedopsiquiatria e as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo são constantemente solicitadas a intervir em situações de dificuldades de aprendizagem e comportamento em meio escolar.Este livro de Pedro Strecht, com prefácio de John Diamond, CEO da Mulberry Bush School, Oxford, fornece uma visão psicodinâmica destas dificuldades, através de uma abordagem teórica sistematicamente ilustrada por múltiplos exemplos práticos e organiza-se como uma ajuda a todos aqueles que se interessam por temas da infância e adolescência e suas problemáticas escolares, como pais, educadores, professores, psicólogos, assistentes sociais ou médicos.

Manuel Ruivo é o candidato do PS Cantanhede


O nosso candidato do PS


Foi com grande entusiasmo que vi no jantar do Folk Cantanhede o camarada Ruivo assumindo-se como o futuro Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede. É em redor do nosso candidato que deveremos (todos os socialistas) lutar e apoiar para que possamos ter de novo um executivo socialista que tenha como objectivo único a resolução dos problemas dos cidadãos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ainda há esperança



A procuradora do MP, de uma forma curta «seca, sintética», pediu condenações efectivas «nunca inferiores a sete anos» para o marroquino Ahmed Salaoui; seis anos para A. P.; cinco anos para H. N.; e quatro anos e três meses para M. C. e A. S., estes com pena suspensa. MP do Tribunal de Cantanhede considerou “mais que provado” que os cinco acusados de tráfico de
droga “praticaram os factos da acusação” e pediu condenação de todos
Apesar de pensarmos que o trafico de estupefacientes devia ter penas bem mais pesadas e caso cometido por estrangeiros a pena devia prever a expulsão imediata do nosso país, congratulamo-nos com o facto de uma procuradora remar contra a corrente e ter a coragem de tentar fazer justiça o que convenhamos vai sendo raro n este país.
A escumalha que se dedica ao tráfico de droga deve sentir a mão pesada da justiça, pois é uma das formas de combater o flagelo da toxicodependência.
Neste particular a imigração descontrolada, a ausência de controlo nas fronteiras veio facilitar a vida aos traficantes, é mais uma prenda envenenada desta Europa de federastas, que por esta e outras razões não nos serve.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Eles andam aí

Milhares de euros de prejuízo são o resultado do assalto ao posto de abastecimento de combustíveis da Alves Bandeira, na EN 234, em Cantanhede. PJ está a investigar
No espaço de poucos dias a criminalidade voltou a fazer das suas no Concelho de Cantanhede.

O clima de impunidade que o sistema pouco a pouco foi patrocinando, fazem com que o insegurança o medo a criminalidade alastrem como uma onda por todo o país.
Os grande senhores do templo, que vivem em condomínios de luxo e bem protegidos pelas forças policiais, estão a transformar um país onde a segurança era um dado adquirido, onde se podia viver em paz, num estado altamente perigoso, qual cidade violenta da América do sul.
A melhoria da Segurança, em todos os seus aspectos, não passa apenas pelo aumento do número dos agentes em serviço nas Forças Policiais, passa, antes de mais, pelas condições que lhes sejam dadas para o exercício das suas missões e por uma adequação das penas à gravidade dos crimes. Ou seja, o Código Penal, no seu todo, terá de ser uma força dissuasora da criminalidade.
Contrariamente ao que muitos propalam, por inconfessados interesses, a acção das Polícias é altamente positiva, mesmo lutando com múltiplas dificuldades.
Mas essa acção não é apoiada pelos Tribunais, não por culpa dos juízes mas por força da Lei que os limita. Impõe-se uma revisão realista do Código Penal que, sem desrespeitar os Direitos do Homem, respeite os direitos fundamentais dos cidadãos pacíficos e cumpridores.
Estes têm que se sobrepor forçosamente a qualquer tipo de direitos dos criminosos, dada a vaga crescente de crimes de grande violência, sobretudo nas zonas urbanas.

sábado, 27 de junho de 2009

Que tempos estes... Para refletir


"e porque não quero ser contaminado por essa espuma negra e suja que flutua neste PS, porque não quero conviver com este lixo tóxico, porque não quero fazer parte deste eucaliptal, que tudo pretende secar á sua volta, que aqui quis dizer isto e dizer-vos que por estas razões, e já o disse ao Presidente da Concelhia, que não contem comigo para fazer parte de nada onde essas pessoas estiverem ."


Retirado do blog Terra da Pedra

... parece que secam tudo à nossa volta!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cantanhede - Assalto “cirúrgico” no Modelo para “limpar” loja Worten


O mais recente hipermercado de Cantanhede foi assaltado. Ladrões foram ao Modelo, “rasgaram” uma parede metálica e atacaram o alvo: a loja Worten.
As pequenas cidades, porque muito menos policiadas e com menos movimento durante a noite são atractivas para a criminalidade.
Se acrescentarmos a clima de impunidade de que gozam os criminosos e a fraca aposta na segurança e prevenção, chegamos à conclusão que com este sistema o crime compensa e quando ajudado com parcerias internacionais é muita atractivo.
Só quando o legislador abandonar os complexos da esquerda burguesa e quando for restaurada a autoridade e capacidade de actuação às nossas forças policias é possível viver em segurança e por consequência em liberdade.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Conferência de imprensa sobre a co-incineração


O Supremo Tribunal Administrativo reconheceu a existência de manifesto lapso no seu Acórdão de 7.05.2009 quanto à afirmação de que «não houve contra-alegações da nossa parte», mas não considerou, por tal motivo, nulo o supra-referido Acórdão .
Os Juízes que assinaram esse Acórdão não leram o processo na íntegra, pois a existência das 30 páginas que comportam as nossas contra-alegações em que defendíamos, para além doutras teses, também a da inadmissibilidade dos recursos interpostos pelo Ministério do Ambiente e pela Cimpor. Mais do que manifesto lapso houve negligência por parte dos 3 Juízes que assinaram esse Acórdão, pois não leram o processo na íntegra. Se o tivessem feito ter-se-iam apercebido das 30 páginas.
Agora o processo vai ser distribuído a outros 3 Juízes ( um dos quais será o Relator ) que irão julgar os 2 recursos .
Mantém-se suspensa a co-incineração de resíduos perigosos em Souselas, visto que os recursos não têm efeito suspensivo da decisão recorrida.
Irá ser promovida uma Conferência de Imprensa no Hotel D. Luís em Coimbra amanhã 4ª feira 17.06.2009 às 11 horas para dar conhecimento do recente Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo relativo à co-incineração de resíduos perigosos em Souselas / Coimbra .
Serão dados alguns esclarecimentos técnico-jurídicos sobre a decisão ora tomada e os seus efeitos práticos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ani Choying Drolma - "A Minha Voz Pela Liberdade"


Lançamento de livro

Organizador: União Budista Portuguesa e Grupo de Apoio ao Tibete


Data: Sexta, 19 de junho de 2009
Hora: 18:30 - 20:30
Localização: Anfiteatro III - Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa
Endereço: Alameda da Universidade
Cidade: Lisboa, Portugal

E-mail: grupodeapoioaotibete

segunda-feira, 8 de junho de 2009

“Entre les murs” - “Entre os muros da escola”


Jovens com seus telefones celulares, aparelhos de som, distraídos, conversando entre si, arrogantes, divertidos, ingênuos e mordazes ao mesmo tempo. Eventualmente fazem algumas anotações, eventualmente olham com curiosa atenção para quem está ali à frente; o foco é um professor, talvez também algum desespero.
Um dos exemplos mais contundentes do estilo Documentário Ficcional, “Entre os muros da escola” (Entre les Murs”) nos leva para o micromundo de uma escola nos subúrbios franceses, apresentando a tênue relação orquestrada quando o choque de gerações e o cultural passam a integrar o mesmo metro quadrado.
Ganhador da Palma Dor e indicado ao Oscar desse ano, o filme de Laurence Cantet conta um pouco do cotidiano de uma sala de aula e seus arredores durante todo um ano letivo. Há a apresentação dos novos professores, alguns conselhos dos que estão em vias de se aposentarem, a coordenação docente, as reuniões, as leituras... Mas trata-se de uma escola especial: formada por filhos de imigrantes e franceses pobres, a classe de “Entre les murs” é colorida, multiétnica e multilíngüe, com africanos, asiáticos, europeus e latinos vindos das mais diversas partes de sua região (os meninos africanos, por exemplo, nada têm de brothers). Tudo acontece ao mesmo tempo e é capturado por uma incômoda câmera que nos coloca por ali, onipresente.
“Entre les murs” é o mundo de François Bégaudeau, professor de Literatura e romancista quem escreveu protagoniza o filme. Certamente o maior mérito da história está na abertura de Bégaudeau, que e propõe a expor suas visões da sala de aula e suas reações diante dela de um modo terrivelmente humano, cheio de falhas e desnudado de hipocrisias. Mas o escopo é maior do que as observações recolhidas por ele. O filme traz, para além da pedagogia, questões relativas à imigração as dificuldades enfrentadas pelo país na tentativa de conter os choques inevitáveis.
Aliás, é nesse ângulo que Entre os Muros se torna universal. Se a França sofre para digerir comunidades tão diferentes, em diferentes níveis, esse é um problema que assola escolas de todo o mundo, mesmo as abastadas. As diversas identidades e comunidades contemporâneas, inevitavelmente, se reproduzem nas escolas e os conflitos que nascem daí são os mesmos no Brasil, nos Estados Unidos, Canadá ou Itália. Alunos e professores de todo mundo se aproximam pela sala de aula do professor François Marins.
O resultado é um filme sensível e incômodo que nada se parece com seus semelhantes de vinte anos atrás, aqueles onde impera a fórmula do professor inspirado que salva seus alunos rebeldes. Seguindo as atuais reflexões do cinema, Entre les Murs escancara a falta de perspectivas e esperanças, ou, ao menos, de soluções imediatas para problemas que parecem nos ultrapassar. Seu gosto final está mais para No Country for old Man do que para “Dangerous Minds”. Mas o amargor vale a pena.
Fonte: obvious

PS perdeu 10.670 votos


PSD ganhou em 11 dos 17 concelhos, afirmando-se como o partido vencedor das europeias
Apurados os resultados nas 31 freguesias, também Coimbra seguiu a tendência nacional de penalizar o PS, dando preferência ao PSD. Em comparação com os resultados de 2004 no concelho, o PS desce de 48,93% para 26,84%. O PSD, que este ano concorreu sozinho, conquistou 28,22%, contra os 27,86% de 2004, mas, sublinhe-se, então numa coligação com o CDS-PP. Ou seja, considerando que o CDS-PP conseguiu nestas eleições 6,87%, se se tivesse repetido a coligação, e numa análise puramente matemática, o PS ficaria quase 10% de distância do partido vencedor. De destacar também a alteração no “ranking”: o BE passa de quarta força para terceira (de 7,12 para 14,76%), trocando com o PCP, apesar de este também ter subido (de 8,67% em 2004 para 11,1% em 2009). Ou seja, houve redistribuição de votos do PS - que tinha alcançado 24.359 em 2004 e agora apenas 13.689 - pelos outros partidos políticos, com tendência clara para o PSD e para o BE, que em 2004 garantiu 3.547 votos e este ano alcançou 7.529.Em quatro freguesias houve mudança de liderança do PS para o PSD: Santa Cruz, S. Bartolomeu, Santa Clara e Santo António dos Olivais (só nesta última o PS perdeu 2.908 votos). Destaque ainda para os votos em branco, que este ano chegaram aos 2.916, contra os 1.498 de 2004. Também ao nível distrital, o PS foi o grande derrotado das eleições de ontem no distrito de Coimbra, perdendo 25.854 votos a favor do PSD e apenas conseguindo manter a supremacia em seis concelhos, a sa-ber: Montemor (32.46 contra 28.22% do PSD), Condeixa (31.62 contra 25,21 do PSD), Miranda do Corvo (33,73 contra 31.03 do PSD), Góis (37,08 contra 36,37 do PSD – o que representa, em termos de votos reais, uma diferença de 12 votos), Soure (37,5 contra 24,69 do PSD) e Lousã (32,38 contra 28,09 para o PSD).Relativamente a 2004, a ascensão social-democrata é notória, uma vez que de uma vitória limitada a quatro concelhos (Cantanhede, Mira, Penela e Pampilhosa da Serra), o PSD se guindou agora a um patamar vitorioso, que contabiliza uma posição ganhadora em 11 dos 17 concelhos do Círculo Eleitoral de Coimbra. Para além disso, mesmo a fasquia vitoriosa dos socialistas desceu significativamente, uma vez que de situações em que a vitória ia além dos 50 por cento, os resultados apresentaram-se agora bem mais modestos, não ultrapassando os 37,5 por cento obtidos em Soure, que representam claramente o melhor score obtido pelos socialistas no distrito.Em 2004, no Círculo Eleitoral de Coimbra votaram 137.485 eleitores dos 376.238 inscritos, o que representa uma abstenção de 63,46 por centro. Ontem, os cadernos eleitorais indicavam 398.989 inscritos e regis-taram-se 143.522 votantes, o que representa uma taxa de abstenção de 64,12 por cento, ou seja, ligeiramente superior à verificada há cinco anos.O PSD somou 46.668 votos (32.52 por cento dos votos expressos), contra os 44.592 obtidos em 2004, então em coligação com o CDS-PP (que representou 32,43 por cento). Em 2004 o PS venceu no distrito, com 66.622 votos (48,46 por cento dos votos expressos) e ontem somou 40.814 votos, o que representa 28,44.Destaque ainda para a subida notória do Bloco de Esquerda, com 16.683 votos (11.62 por cento), contra os 6.768 (4,92 por cento) de 2004. Resultados que colocam o BE como terceira força polícia no distrito, ultrapassando o PCP-PEV, que em 2004 somou 8239 votos (5,99 por cento) e ontem reuniu 11.605 votos, o que representa 8,09 por cento.


Victor Baptista, presidente da Federação do PS de Coimbra
PS e o Governo “têm de reflectir e explicar as medidas” Para o presidente da Federação Distrital do PS de Coimbra os resultados «indiciam que o eleitorado não está contente», mas sublinha a conjuntura de crise internacional e o facto de, a nível europeu, «haver uma penalização do partido no Governo». Victor Baptista sublinha, todavia, a necessidade de não se fazerem «leituras simplistas e precipitadas» dos resultados eleitorais de ontem, inferindo daí ilações ao nível das legislativas, e alerta para o papel relevante da abstenção. Lembra que «Cavaco Silva perdeu as Europeias e a seguir teve uma maioria absoluta».Relativamente aos resultados de Coimbra, o líder da federação considera que o «PS está acima da média nacional» e enfatiza a vitória em «sete concelhos», enquanto «no concelho de Coimbra ganhámos em 26 freguesias, perdendo nas cinco urbanas, o que demonstra claramente algum descontentamento».Confessando que o resultado ficou «aquém das expectativas», Victor Baptista justifica-o «com algum desencanto» do eleitorado e defende que «o PS e o Governo têm de reflectir» e, sobretudo, uma vez que entende que o eleitorado penalizou o PS pelas medidas que o Governo tem vindo a tomar, «têm de explicar a necessidade de algumas medidas tomadas - que a meu ver são as medidas correctas - mas que têm de ser melhor explicadas ao eleitorado». Mas, por outro lado, o líder da Federação Distrital do PS defende que o PS e o Governo têm, também, de «explicar e desmontar as medidas demagógi-cas que o Bloco de Esquerda tem vindo a apresentar e que só podem ser feitas por quem não tem responsabilidades de governação». Medidas que, em seu entender, «atraíram» os eleitores e penalizaram o PS.


Pedro Machado, presidente da Distrital social-democrata“PSD ganhou em Coimbra ao fim de 22 anos” Satisfação e orgulho. Esta a reacção de Pedro Machado aos resultados eleitorais de ontem. «O PSD reconquistou, ao fim de 22 anos, a maioria dos votos no distrito e, como presidente da Distrital isso representa um enorme orgulho». Resultados que, para o líder social-democrata, significam que «o PSD é um partido de referência, um partido de esperança num novo programa político de credibilidade e estabilidade política e os conimbricenses reconheceram isso».Pedro Machado faz questão de dirigir uma palavra de elogio ao trabalho de Paulo Rangel, considerando-o «a melhor escolha, o melhor candidato», um «profundo conhecedor do dis-trito de Coimbra» , onde esteve quatro dias e venceu, «apesar do candidato do PS ser Vital Moreira e do próprio secretário-geral do PS ter estado num comício em Coimbra». Paulo Rangel, diz ainda o líder distrital social-democrata, «conhece profundamente o distrito e os seus problemas. É um grande vencedor e merece amplamente esta vitória».Uma palavra ainda para Ma-nuela Ferreira Leite, uma vez que «Paulo Rangel foi uma escolha e uma aposta sua e os resultados provam que tinha razão, na necessidade de mudar a atitude em política, apostando em novos valores, nos jovens».Pedro Machado sublinha ainda o facto de, cada vez mais, o PSD se afirmar como um partido vencedor no distrito, uma vez que venceu as autárquicas em 2005, venceu as presidenciais em 2006 e acaba de vencer as europeias. «O PSD é o grande vencedor destas eleições, ga-nhou no distrito de Coimbra 22 anos depois», sublinha, apontando a diferença de 26 mil votos relativamente ao PS e agradecendo aos eleitores «o voto de confiança no PSD».
Manuel Oliveira (psd)
“Um claro crescimento do PSD” «Faço um balanço positivo dos resultados, que mostraram um claro crescimento do PPD/PSD.A nossa preocupação foi olharmos para nós próprios, independentemente das outras forças partidárias, com a convicção de que as nossas ideias e convicções são as que mais interessam ao país neste momento. A nossa líder fez uma boa escolha e o nosso candidato realizou uma campanha positiva».
henrique fernandes (ps)“Ainda não fiz a análise dos números” O Diário de Coimbra procurou ouvir o presidente da Concelhia do PS, mas este preferiu não fazer comentários. «Estive até agora a trabalhar a nível do distrito, no âmbito do processo eleitoral e na qualidade de governador civil. Sei que o PS perdeu para o PSD e que o BE subiu, mas ainda não fiz uma análise dos números», justificou Henrique Fernandes.
Fonte: Diário de Coimbra

Dixieland Cantanhede






Para nos descontrairmos


Os prazos médios de pagamento da Câmara Municipal.


domingo, 7 de junho de 2009

Portugal volta a registar taxa de abstenção superior à média da UE


07.06.2009 - 22h43 Lusa
Portugal voltou a registar nas eleições europeias de hoje uma taxa de participação (cerca de 36,5 por cento) inferior à média comunitária (43,4 por cento), mesmo perante um novo recorde de abstenção na União Europeia, segundo dados provisórios.Nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu realizadas a 27, os dados avançados pelos serviços da assembleia apontam para a mais elevada taxa de abstenção de sempre em eleições europeias (cerca de 56,6 por cento), já que, num universo de aproximadamente 375 milhões de eleitores, apenas 161 milhões terão participado nas eleições de hoje.Mesmo neste cenário, Portugal volta a registar uma taxa de participação ainda menor que a média da UE, "confirmando" uma tendência que se verifica desde 1989, data das primeiras eleições europeias realizadas em Portugal em simultâneo com os restantes Estados-membros.Segundo as estimativas avançadas pelos serviços do Parlamento Europeu, Portugal regista a nona taxa de participação mais baixa entre os 27 Estados-membros, e a segunda pior desde a sua adesão à UE (apenas superior aos 35,5 por cento de 1994), não contando com as eleições realizadas em 1987, apenas em Portugal e Espanha, quando a afluência às urnas atingiu os 72,42 por cento.


Fonte: Público

Sócrates admite resultado “decepcionante” mas diz que Governo vai manter rumo



O secretário-geral do PS, José Sócrates, considerou hoje "decepcionantes" os resultados das eleições europeias, mas frisou que as legislativas serão diferentes e que o Governo vai manter a sua linha de rumo. José Sócrates falava após uma curta declaração do seu cabeça de lista às eleições europeias, Vital Moreira, que assumiu "pessoalmente a derrota".


E às 20h36 o PSD cantou vitória. José Luís Arnaut, ex-ministro e actual presidente do gabinete de Relações Internacionais, desceu as escadas para vir falar, pela primeira vez, numa “vitória clara” do partido. Uma declaração feita a partir das projecções que dão como possível que o PSD pode ganhar as europeias de hoje, mas foi a primeira vez, nesta noite eleitoral, que o partido falou tão claramente numa vitória.

Fonte: Público

sábado, 6 de junho de 2009

Aviso à navegação


Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.
Voltaire



Andam certos “democratas” preocupados com a linha deste blogue.
Sosseguem as hostes, acalmem-se os falsos tolerantes.
Este blogue pretende dar voz a todos independentemente da ideologia da religião ou do corte de cabelo.
Pretendemos criar um grande espaço de opinião onde todas as vozes são importantes desde que a legalidade e a educação estejam presentes.
Na caixa de comentários ou como colaboradores, temos lugar para todos e gostaríamos de ter mais e mais variada opinião. Assim se desejar, opinar sobre o nosso concelho, se tem opinião formada sobre alguns assuntos se pretende ver alguma questão retratada, se conhece algum facto ou situação que haja que deve ser tornado publico, não se acanhe, como colaborador, como comentador ou enviando-nos um texto, não deixaremos nunca de lhe dar a voz.
Esperamos aprender com todos, debater opiniões em suma melhorar como cidadãos e como pessoas.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um caso pontual ....


Mais um caso pontual, perfeitamente anotado e nada de preocupante, isto na boca do sistema e dos seus representantes. O que é um facto indesmentível e sentido por todos nós é que a criminalidade não para de aumentar, que o sentimento de insegurança é generalizado e consequentemente somos hoje reféns de num pequeno espaço, que mesmo esse corre diariamente o risco de ser violado. Sem segurança não existe liberdade.
Os políticos do sistema são incapazes de travar esta onda de criminalidade, leis que visam despenalizar o crime de colarinho branco, trouxeram de arrasto um clima de impunidade para os outros crimes.
Ideais de esquerda á muito falidos, juntos com a cobardia da burguesia, estão a transformar este país em termos de criminalidade e não só num país do Terceiro Mundo.
Queremos a policia na rua, mas não é para passar multas afim de encher os cofres do estado, queremos leis e a sua aplicação, de forma a que o crime seja dissuadido e sobretudo basta de hipocrisia e de tentar esconder o sol com a peneira. Grande parte do crime que hoje é importado e resulta da política de portas escancaradas, que na tentativa de arranjar mão-de-obra barata, confunde o trigo com o joio e muitas vezes beneficia o joio em detrimento do trigo.

sábado, 30 de maio de 2009

José Gil diz que o Ministério da Educação “virou todos contra todos”


29.05.2009 - 22h44 Clara Viana


PÚBLICO - No seu último livro apresenta o “homem avaliado” como sendo a “figura social do século XXI”. Trata-se de facto de uma alteração radical? Ser-se avaliado não é propriamente uma novidade destes tempos.
José Gil - Estamos a falar de uma situação generalizada na sociedade dita da modernização. Não é só em Portugal, é em toda a Europa. Não há duvida que não pode haver aprendizagem sem haver avaliação e que toda a aprendizagem, a mais arcaica que se conheça, a aprendizagem do discípulo que tinha um mestre na Renascença, na pintura, ou na Índia com um yogui que ensinava um discípulo. Em todas essas práticas há avaliação. Quer dizer a avaliação é inerente, necessária, à própria aprendizagem.

O que é que, se é que, se transformou nesta tal sociedade da modernização? O que é que se fez, modificou na ordem de relação entre aprendizagem e avaliação para que se possa falar agora de um homem avaliado para o século XXI? Tenho a impressão que há vários factores. Primeiro há um factor que acho fundamental. É que a avaliação arcaica era uma avaliação não quantitativa. Era uma avaliação mais qualitativa ou intensiva. Depois a avaliação tende a tornar-se funcional e se possível, quando possível, quantificada, desenvolvendo parâmetros.

E incluindo nesses parâmetros o próprio terreno de aprendizagem que não é quantificado. Há sempre na aprendizagem aquilo que se chamava antigamente na filosofia, e hoje também, a intuição. A intuição é fundamental porque se aprende à sua maneira. Não é um dado formal, universal, que se possa definir da mesma maneira para todos.

P - Não se pode comparar, quantificar?

JG - Não. O que se põe agora nos parâmetros e critérios de avaliação, que se multiplicaram, é uma espécie de factores analisados, decompostos, daquilo que era o terreno da intuição. Por exemplo, mede-se a criatividade. Ora a criatividade o que é? O que é a produção do novo? Como é que se inventa? Quais são os processos de invenção?

Como sabemos, na ciência, a invenção está muitas vezes fora da escolaridade, do ensino, das regras. São as pessoas um bocado desviantes que fazem as maiores descobertas e depois tornam-se Nóbeis, etc. Isto tudo é abolido pelo controlo da avaliação. Quer dizer vai-se abolir a singularidade, a capacidade de inovação, porque se integra este terreno da intuição numa aferição da performance, do desempenho, que é quantificável.

Ameaça à criatividade

P - O que é que propicia essa mudança? É a globalização? O modo de produção?

JG - Acho que é absolutamente o modo de produção. O economicismo não é só português, é por toda a Europa. O que significa que os critérios de avaliação que vão transformar essa intuição, essas capacidades, esse acaso que há em nós, e que pode provocar cruzamentos que, de repente, fazem nascer qualquer coisa, vão ser formatados, vão ser avaliados. E como não se pode avaliar isso, as pessoas que vão ser submetidas a essa avaliação vão ser homogeneizadas, o que conduz à morte da singularidade. E isto é muito importante.

O que aconteceu foi, portanto, uma inversão a ordem de subordinação aprendizagem/conteúdos, por um lado, e, por outro lado, a avaliação .Quer dizer que a avaliação multiplicou os seus parâmetros e absorveu o terreno da aprendizagem, de tal maneira que passou a ser o critério que vai definir a aquisição de conhecimentos, os resultados da aprendizagem, etc. Antigamente era o contrário. A avaliação, por um lado, já estava integrada e subordinada à formação do indivíduo e à aquisição de conhecimentos e integrada num, terreno em que se mexia também toda uma série de factores de que nós não podemos ter, felizmente, o controlo. Que são os factores da criação.

P - As utopias políticas do século passado anunciaram um “homem novo”. A avaliação, como a descreve, aponta para um homem com uma postura de subordinação. Qual é o objectivo que está subjacente?

JG - A formação de uma subjectividade adequada às exigências da economia da globalização, da economia que vem aí, cujo eixo principal é o capitalismo, de que nós talvez ainda nem conhecemos as formas. Mas isso parece-me evidente. E o que é mais paradoxal é que nunca se falou tanto em criatividade, em inovação como agora, quando se estão a impor os meios de um controlo para que a inovação, criatividade, desapareçam.

P - Institui-se a avaliação como meio de controlo, como relação de poder?

JG - É uma questão de controlo e uma questão de poder. Isto não vai fazer desaparecer a inovação, não vai fazer desaparecer as grandes descobertas científicas. O que vai fazer é criar um hiato, uma separação cada vez maior. Vai haver uma elite hipercientífica, filosófica não sabe, hiperespecializada, e essa sim poderá inovar.

Para os outros estamos a multiplicar os parâmetros de avaliação, absorvendo essa margem de indeterminação num espaço de controlo cada vez maior. E com isso estamos a acabar precisamente com a experimentação interior, o erro possível, a liberdade interior que é possível e necessária à criação.

Há uma multiplicação extraordinária da extensão da avaliação. Hoje todos somos avaliados. Em tudo. Avalia-se as performances sexuais, as performances desportivas, psíquicas

P- Parentais

JG - Parentais, cognitivas. E tudo para um fim que é predeterminado, a produtividade. Estamos a querer cobrir toda a margem da actividade pelo conhecimento É por isso que se diz que é uma sociedade de conhecimento. Quer dizer não estamos, estamos a fazer como se devesse reduzir ao máximo, e imediatamente e rapidamente, o campo da ignorância. Ora o conhecimento vem da ignorância. É preciso que haja não conhecimento, que haja ignorância, que haja qualquer coisa que não está imediatamente lá. E isto porquê? Porque o conhecimento é relativo. Ora a julgar que estamos a esgotar todo o campo da actividade de criação, quando não é isso, é qualquer coisa que nós não sabemos o que é, e que talvez seja necessários que não saibamos para que haja criação.

Relação afectiva foi destruída

P- Pode-se dizer que o modelo de avaliação aprovado para os professores do ensino básico e secundário constitui uma exponencialização do fenómeno que descreveu?

JG – Absolutamente, porque, para empregar a sua palavra, houve uma exponencialização dos parâmetros. É incrível o número de parâmetros, das grelhas de avaliação, das propostas. Sem se saber como é possível. Em Portugal passou-se uma coisa muito má. Tudo aquilo, a avaliação que o Ministério propõe, com que não estou de acordo, pressupõe uma relação entre professor e aluno que foi destruída.

Quando se vai aferir numa grelha de avaliação a relação afectiva entre professor e aluno, porque somos muito espertos e sabe-se que a afectividade

tem uma importância enorme na cognição, na aprendizagem cognitiva. Mas a relação afectiva foi destruída.

P - Não estava já a sê-lo antes?

JG - Tem vindo a ser destruída, mas actualmente a sua destruição foi precipitada pró esta reforma. E pelo tratamento a que os professores foram submetidos. É preciso que o professor tenha uma autoridade espontânea. E idealmente não tenha que a exercer. A relação antiga do mestre e discípulo na Renascença, por exemplo, é essa. Não é uma relação de poder.

P - É uma relação de reconhecimento?

JG - Em que o discípulo vai aprendendo para chegar ao ponto em que ele vai estar no máximo das suas possibilidades. Não é uma comparação entre mestre e discípulo. Ele já não precisa do mestre e é o mestre a dizer-lhe: ‘Vai-te embora’. Isso já não existe agora, mas é um modelo de que nós precisamos, de certa maneira.

Nas crianças, na escola primária, a relação afectiva com a professora é fundamental para as aprendizagens Se se corta esse laço aquilo dá imediatamente impossibilidades. É um obstáculo.

Posso dizer, toda a gente pode dizer, que um dos efeitos da politica do Ministério da Educação foi virar todos contra todos. Virou-se os alunos contra os professores. Como é que é possível dar uma aula nas condições que me contam os meus alunos, que são hoje professores?

P- É uma característica que também já vem de trás, que não é apenas responsabilidade deste Ministério. É também da comunidade, das famílias?

JG – Sim, mas o que se fez foi precipitar uma tendência que deveria ter sido estancada. Denegriu-se ainda mais, com aspectos que nós conhecemos, que são denunciados, e que são verdadeiramente insuportáveis. Não é só a arrogância de que se fala, é o desprezo. Depois ser desprezado pelos alunos. O desprezo leva ao desprezo que os alunos podem ter e podem exprimir. Quem és tu? diz o aluno para o professor. Como é que quer que haja grelhas de aferição da aprendizagem ou que haja aprendizagem que funcione neste esquema?

P- Parece ser a vertente esquecida, quando é fundamental da escola, a aprendizagem

JG- A aferição, a avaliação, tem de dedorrer dos conteúdos e não o contrário. E isto foi feito com multiplicação amadorística, nada profissional, era quase para cobrir uma falta de pensamento sobre o que ensino, sobre o que é ensinar, sobre o que a formação. Não estou falar em velhas ideias humanista de formação. Sei que é preciso outras coisas novas. Mas disso tem que se falar. O que é que se ensina, como se ensina? Como desenvolver uma curiosidade que preexiste na criança? Hoje ninguém mostra curiosidade. Não há curiosidade. Porquê? Depois aparecem as arrogâncias da ignorância, que é o pior que há.

Você não existe

P– No seu entender, qual é o objectivo deste modelo de avaliação?

JG - Em Portugal havia uma espada de Damocles sobre o Ministério, todos os Ministérios, que é o dinheiro. Por outro lado, há um problema real de que os sindicatos não falam.

A nossa escola não estava boa. Muitos professores, ou pelo menos uma parte deles, não têm qualificações. Com a avaliação, alegadamente, matavam-se dois coelhos: reduziam-se as despesas, reduzindo o pessoal, e punha-se fora os que não eram bons.

Mas o que é que aconteceu?. Muitos dos que eram bons é que saíram. sairam. Porquê? Não aguentam. E o que é que eles não aguentam? Não aguentam não poder ensinar, não aguentam não poder ter uma relação em que precisamente se construa um grupo em que o professor age, em aprende ensinando, em que os alunos querem.

Tem que haver avaliação. Não pode é haver a inversão da subordinação da avaliação porque agora se estuda para se ser avaliado. Veja as Novas Oportunidades, para que é que serve?

P- Para fornecer um diploma?

JG- É o chico-espertismo que entrou na escola. Vamos não trabalhar para obter um diploma.

P- No seu livro alega que há como que um objectivo maior. Conjugando as políticas e omodo como o Ministério reagiu à contestação dos professores, está-se perante uma estratégia de domesticação?

JG- Isso parece-me evidente. É um projecto maior, que talvez não seja muito consciente na cabeça dos nossos dirigentes e, em particular, na do primeiro-ministro José Sócrates.

A ideia intuitiva, ele ainda tem intuições, é a de que o autoritarismo é um método económico. Resolvem-se mil coisas. Há essa ideia: funciona ser autoritário. Uma vez vendo que funciona, vamos estender. Os portugueses querem um certo autoritarismo, nós tomos, que estamos desnorteados, perdidos. O autoritarismo é um meio de governo. Não é traço qualquer. E como não há quase resposta a este autoritarismo, ele rebate-se, plasma-se, na realidade.

P- Mas existe contestação. Por exemplo, precisamente por parte dos professores ao longo de todo este ano.

JG - E qual foi a resposta do Governo? Foi uma resposta autoritária extraordinária que foi dizer: você não existe. Faz-se como se 120 mil manifestantes não existissem e isso vai paralisar, vai desmoralizar. A primeira fase é a perplexidade, depois vem o desânimo, depois vem a depressão. Certamente que muitos que pediram a reforma antecipada estavam na manifestação.

P - Ficámos com uma escola pior?

JG- Arriscamo-nos a isso. A escola já não era boa. A escola precisa de reformas, é necessário pensar uma avaliação, mas para pensar uma avaliação temos primeiro que pensar em conteúdos. A primeira das coisas a fazer é revalorizar os professores, agora. A relação geral dos alunos relativamente ao saber é de rejeição. A ideia do professor como alguém que abre as portas para o mundo acabou ou está em vias de acabar. Isto tem de ser restaurado.

Depois tem que se parar com a avaliação multiplicada a todo o instante. Estamos sempre a comparar-nos. O mal desta avaliação é que ela compara e a competitividade, a rivalidade, que existem numa escola, que são necessárias para a aprendizagem, torna-se inveja.

O chico-espertismo

P - A avaliação entre pares, defendida neste modelo, pode acentuar ainda mais esse risco?

JG- Por mais voltas que dê, não vejo como isso possa ser feito no clima actual. É muito mais propícia que toda uma série de rivalidades não saudáveis comecem a aparecer, para que novamente a esperteza arranje canais para que a avaliação seja deturpada, mascarada. Para mim. é envenenar ainda mais. A avaliação tem de ser feito por um terceiro. Alguém de fora, mas da mesma disciplina. Não pode haver professores de Educação Física a avaliar um professor de Português.

P- O chico-espertismo de que fala é uma característica dos portugueses, que encontrou agora um campo mais propício?

JG - Foi o Marcelo Rebelo de Sousa que disse que Sócrates era um meio chico-esperto. Quando há uma característica pessoal de um chefe e este tem a possibilidade de a tornar real, transformando mecanismos psíquicos em comportamentos, isso provoca patologias colectivas. Mas patologias não só das pessoas, como patologias do funcionamento dos serviços. E o que parece estar a constituir-se é um chico-espertismo, uma palavra horrível.

P – O que é espera do próximo ano lectivo?

JG – Nada. Eu estou desolado. Estou desolado com o que está a acontecer, porque esperava muito da educação.

P- Nesta legislatura?

JG- Sim, no princípio. Mas foi muito rápido ver que a coisa não ia bem. É uma oportunidade perdida. Quando ouço os economistas dizerem que Portugal pode ficar entalado, há qualquer coisa no meu ser português que vibra mesmo. Porque podíamos ser outros. Temos terrenos de afectividade em escolas que já não existem noutros lados. Considero muito grave a quebra do laço entre alunos e professores. É tudo mal feito. Há que inflectir, revalorizar os profesores.


Fonte: Publico

terça-feira, 26 de maio de 2009

URGENTE - MENINO RAPTADO


Este menino foi raptado no Alentejo, por favor passem este e-mail a todos os que conhecem. Para informações contactar com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo. Pensem que se vos acontecesse algo de género, gostariam de ser ajudados.

Catarina Teixeira de Carvalho
Sociedade de Advogado s
Rua de Grijó, nº 26, salas 1 a 3
4150 - 384 Porto
Tel.: 225322966/7 - Fax: 226174003






'Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim'. Mahatma Gandhi

As políticas educativas de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues Parte 2

Manuela Moura Guedes Vs Marinho Pinto (o melhor)

As políticas educativas de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues - Parte 1

António Barreto

ANTÓNIO BARRETO
Domingo, 24 de Maio de 2009
Aplicadores
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A PUBLICAÇÃO, pelo Ministério da Educação, do “Manual de Aplicadores” não passou despercebida. Vários comentadores se referiram já a essa tão insigne peça de gestão escolar e de fino sentido pedagógico. Trata-se de um compêndio de regras que os professores devem aplicar nas salas onde se desenrolam as provas de aferição de Português e Matemática. Mais preciso e pormenorizado do que o manual de instruções de uma máquina de lavar a roupa. Mais rígidos do que o regimento de disciplina militar, estes manuais não são novidade. Podem consultar-se os dos últimos quatro anos. São essencialmente iguais e revelam a mesma paranóia controladora: a pretensão de regulamentar minuciosamente o que se diz e faz na sala durante as provas.
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ALGUNS exemplos denotam a qualidade deste manual: “Não procure decorar as instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe são apresentadas ao longo deste Manual”. “Continue a leitura em voz alta: Passo agora a ler os cuidados a terem ao longo da prova. (...) Estou a ser claro(a)? Querem fazer alguma pergunta?”. “Leia em voz alta: Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo, até que eu diga que as voltem”. “Leia em voz alta: A primeira parte da prova termina quando encontrarem uma página a dizer PÁRA AQUI! Quando chegarem a esta página, não podem voltar a folha; durante a segunda parte, não podem responder a perguntas a que não responderam na primeira parte. Querem perguntar alguma coisa? Fui claro(a)?”. Além destas preciosas recomendações, há dezenas de observações repetidas sobre os apara-lápis, as canetas, o papel de rascunho, as janelas e as portas da sala. Tal como um GPS (“Saia na saída”), o Manual do Aplicador não esquece de recomendar ao professor que leia em voz alta: “Escrevam o vosso nome no espaço dedicado ao nome”. Finalmente: “Mande sair os alunos, lendo em voz alta: Podem sair. Obrigado(a) pela vossa colaboração”!
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A LEITURA destes manuais não deixa espaço para muitas conclusões. Talvez só duas. A primeira: os professores são atrasados mentais e incompetentes. Por isso deve o esclarecido ministério prever todos os passos, escrever o guião do que se diz, reduzir a zero quaisquer iniciativas dos professores, normalizar os procedimentos e evitar que profissionais tão incapazes tenham ideias. A segunda: a linha geral do ministério, a sua política e a sua estratégia estão inteiras e explícitas nestes manuais. Trata os professores como se fossem imaturos e aldrabões. Pretende reduzi-los a agentes automáticos. Não admite a autonomia. Abomina a iniciativa e a responsabilidade. Cria um clima de suspeição. Obriga os professores a comportarem-se como “robots”.
A ser verdadeira a primeira hipótese, não se percebe por que razão aquelas pessoas são professores. Deveriam exercer outras profissões. Mesmo com cinco, dez ou vinte anos de experiência, estes professores são pessoas de baixa moral, de reduzidas capacidades intelectuais e de nula aptidão profissional. O ministério, que os contratou, é responsável por uma selecção desastrada. Não tem desculpa.
Se a segunda for verdade, o ministério revela a sua real natureza. Tem uma concepção centralizadora e dirigista da educação e da sociedade. Entende sem hesitação gerir directamente milhares de escolas. Considera os professores imbecis e simulados. Pretende que os professores sejam funcionários obedientes e destituídos de personalidade. Está disposto a tudo para estabelecer uma norma burocrática, mais ou menos “taylorista”, mais ou menos militarizada, que dite os comportamentos dos docentes.
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O ANO lectivo chega ao fim. Ouvem gritos e suspiros. Do lado, do ministério, festeja-se a “vitória”. Parece que, segundo Walter Lemos, 75 por cento dos professores cumpriram as directivas sobre a avaliação. Outras fontes oficiais dizem que foram 57. Ainda pelas bandas da 5 de Outubro, comemora-se o grande “êxito”: as notas em Matemática e Português nunca foram tão boas. Do lado dos professores, celebra-se também a “vitória”. Nunca se viram manifestações tão grandes. Nunca a mobilização dos professores foi tão impressionante como este ano. Cá fora, na vida e na sociedade, perguntamo-nos: “vitória” de quem? Sobre quê? Contra quem? Esta ideia de que a educação está em guerra e há lugar para vitórias entristece e desmoraliza. Chegou-se a um ponto em que já quase não interessa saber quem tem razão. Todos têm uma parte e todos têm falta de alguma. A situação criada é a de um desastre ecológico. Serão precisos anos ou décadas para reparar os estragos. Só uma nova geração poderá sentir-se em paz consigo, com os outros e com as escolas.
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OLHEMOS para as imagens na televisão e nos jornais. Visitemos algumas escolas. Ouçamos os professores. Conversemos com os pais. Falemos com os estudantes. Toda a gente está cansada. A ministra e os dirigentes do ministério também. Os responsáveis governamentais já só têm uma ideia em mente: persistir, mesmo que seja no erro, e esperar sofridamente pelas eleições. Os professores procuram soluções para a desmoralização. Uns pedem a reforma ou tentam mudar de profissão. Outros solicitam transferência para novas escolas, na esperança de que uma mudança qualquer engane a angústia. Há muitos professores para quem o início de um dia de aulas é um momento de pura ansiedade. Foram milhares de horas perdidas em reuniões. Quilómetros de caminho para as manifestações. Dias passados a preencher formulários absurdos. Foram semanas ocupadas a ler directivas e despachos redigidos por déspotas loucos. Pais inquietos, mas sem meios de intervenção, lêem todos os dias notícias sobre as escolas transformadas em terrenos de batalha. Há alunos que ameaçam ou agridem os professores. E há docentes que batem em alunos. Como existem estudantes que gravam ou fotografam as aulas para poderem denunciar o que lá se passa. O ministério fez tudo o que podia para virar a opinião pública contra os professores. Os administradores regionais de educação não distinguem as suas funções das dos informadores. As autarquias deixaram de se preocupar com as escolas dos seus munícipes porque são impotentes: não sabem e não têm meios. Todos estão exaustos.
Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano.
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«Retrato da Semana» - «Público» de 24 de Maio de 2009
PUBLICADA POR ANTÓNIO BARRETO EM DOMINGO, MAIO 24, 2009

Não à droga

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O PS continua tratar-nos da saúde


O serviço de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, é um modelo dentro deste hospital, e é uma referência no nosso país e no estrangeiro. Sem listas de espera, altamente profissional o modelo criado devia servir de exemplo para outros serviços para outros hospitais.
Infelizmente neste país e neste sistema, competência, dedicação e profissionalismo são qualidades a abater e como tal a administração socialista que governo os HUC quer nivelar por baixo um dos poucos departamentos de saúde que funciona neste país. Sabemos quão solícito a cumprir ordens do ministério é o administrador dos HUC, todos sentimos na pele a sua politica de terra queimada no que toca ao fecho de unidades de saúde, quando desempenhou funções na Administração Regional. Cumpriu bem as ordens de Lisboa, com um grande zelo e dedicação.
Tem razão o Dr.: Manuel Antunes em querer bater com a porta o que lhe estão a fazer é a paga pelo seu profissionalismo, competência e dedicação, ou então está a pagar pelo seu amor a Coimbra, nomeadamente no que em comum fazemos a luta contra o “negócio” da co-incineração.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? (parte 2/2)

Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? (parte 1/2)

Movimento invoca nulidade de acórdão



O movimento de cidadãos que contesta a co-incineração em Souselas, Coimbra, invocou a nulidade do acórdão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) que admitiu os recursos do Ministério do Ambiente e da Cimpor, alegando tratamento desigual.


Em causa está um acórdão do STA, do passado dia 7, que admite recursos apresentados pela cimenteira Cimpor e pelo Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional à decisão do Tribunal Central Administrativo (TCA) Norte de suspender a co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) em Souselas.

Em declarações hoje à agência Lusa, o advogado Castanheira Barros disse que o STA, em acórdão datado de 07 de Maio, “afirma que não houve contra-alegações [do Grupo de Cidadãos de Coimbra] mas elas estão no processo, são 30 páginas”, argumentou.

O causídico justifica a invocação da nulidade do acórdão pela “contradição entre os fundamentos e a decisão”.

“Decidiu-se que não havia contra-alegações e os factos dizem o contrário. Não houve igualdade de tratamento”, criticou.

O movimento de cidadãos alega ainda ter existido “omissão de pronúncia” no acórdão.

“O Supremo Tribunal Administrativo não se pronunciou sobre as nossas alegações”, disse, manifestando-se convicto de que o acórdão “deverá ser declarado nulo”.

Explicou que a invocação de nulidade, entregue segunda-feira, impede que o processo seja redistribuído para ser julgado, sendo analisada pelos mesmos três juízes que proferiram o acórdão, que terão de elaborar um novo, caso o anterior seja declarado nulo.

Segundo Castanheira Barros, mesmo que o tribunal admita os dois recursos do Ministério do Ambiente e da Cimpor “não significa que os mesmos venham a ser julgados favoravelmente”.

“A co-incineração em Souselas continua suspensa até os recursos serem julgados”, sublinhou.

O denominado Grupo de Cidadãos de Coimbra interpôs uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra para impedir a queima de resíduos industriais perigosos na cimenteira de Souselas, mas a decisão foi-lhe desfavorável.

Recorreu então para o Tribunal Central Administrativo - Norte, que atendeu às alegações apresentadas e suspendeu o processo.

Segundo Castanheira Barros, a interrupção do processo foi conseguida por via indirecta, pedindo a suspensão da eficácia das licenças ambiental, de instalação e de exploração.
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ESTA MENSAGEM VALE A PENA DIVULGAR!

ESTA VALE A PENA DIVULGAR!!! É uma verdadeira vergonha...
«...batendo as asas pela noite calada... vêm em bandos, com pés de veludo...» Os Vampiros do Século XXI:
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores – principescamente pagos – daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta.
Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal.É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 – que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.Como se compreende, casos como este – e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza – não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos.
É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade.
Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa.Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
Medita e divulga... Mas divulga mesmo por favor...
Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca-vergonha que nos atira para a miserabilidade social. Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios...
Porque será???
Eu já fiz a minha parte. Faz a tua.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nasceu o Blog do Partido socialista de Cantanhede


Nasceu este Blog socialista e saúdo como sempre este tipo de iniciativas. Mas claro que, como militante, não posso de deixar aqui o registo de Vituapen, o qual subescrevo e apoio com mágoa minha. Mas a iniciativa é bem vinda e espero que os dirigentes do partido socialista cá da terra tirem as suas conclusões.

virtuapen disse...
"Como é possível o PS em Cantanhede querer ser alternativa quando não consegue, dentro de portas, ser aquilo que apregoa aos sete ventos (partido pluralista e respeitador das diferentes opiniões de cada um)?Como pode o PS ser alternativa em Cantanhede, quando não consegue criar um grupo de pessoas, com capacidades intelectuais e fisicas para serem a imagem do partido?Como pode o PS ser alternativa em Cantanhede quando mantém uma postura de total distanciamento do eleitorado durante três anos e meio e só na fase de pré campanha se apresenta e se mostra à população?...Muitas outras questões se poderiam colocar relativamente ao PS de Cantanhede, provavelmente colocá-las-ei no futuro, noutros momentos, mas uma coisa para mim hoje é certa, não é com uma postura de arrogância, indiferença, distância e, diria mesmo, total desprezo por grande parte dos militantes da nossa concelhia que alguma vez se conseguirá "pintar o concelho com as nossas cores"... Sou militante do partido mas neste momento não me revejo em quase nada desta concelhia...Termino com a seguinte questão:Será que ainda não é tempo de alguns "donos" de algumas "cadeiras" concluirem que o seu tempo chegou ao fim?Para quem não saiba quem é o VirtuapenCarlos Sérgio Negrão"
"roubado de Terra da Pedra"

Caso Eurojust


Refere o Publico que "o primeiro-ministro disse hoje que compreende e respeita a posição de Vital Moreira, cabeça-de-lista pelo PS às eleições europeias, que admitiu que, se estivesse no lugar do procurador Lopes da Mota, alvo de um processo disciplinar por alegadas pressões sobre magistrados no caso Freeport, colocaria o seu lugar à frente do Eurojust à disposição. Mas José Sócrates reiterou que a sua "posição de primeiro-ministro" não lhe permite pronunciar-se sobre o caso antes de concluído o processo".
Parece-me coerente a posição de Vital Moreira. Não deveriam ter esta atitude todos os dirigentes deste País para dignificarem o Estado, a Democracia e para darem o exemplo? Como ter confiança num País em que o mote são estas situações diárias? Como ter confiança num País em que nunca há culpados, que tud0 são cabalas, que nínguém é responsável?