quinta-feira, 16 de julho de 2009

Relatório da OCDE sobre Educação

A Educação de Soslaio Desdiz uma Ministra Generosa Posted by Paulo Guinote under A Bolsa , Informação , Números [3] Comments Por indicação do Nuno Sousa encontro o volume para 2007 do Education at a Glance da OCDE. Começo pelo sumário executivo e lá encontro a tabela comparativa dos salários, em que o valor médio, calculado para 15 anos de experiência, nos dá o 21º lugar em 30 países, isto com as ponderações do costume e tudo o mais. Claro que é exactamente por aí que o ME decidiu apertar o garrote da progressão. Entretanto também são torpedeadas e afundadas as declarações que o leque salarial dos docentes portugueses é caracterizado por ser muito baixo á entrada e muito alto no topo. Em qualquer das situações os valores ponderados colocam-nos fora dos tops reclamados pela ministra. Não estamos nos cinco melhor pagos à saída, mas ficamos nos cinco-seis piores à entrada, para além de que estes dados são de 2005, pelo que o congelamento nas progressões ainda deve ter desvalorizado mais, em termos relativos, os ganhos no topo.


Mas provavelmente o ME considerará que estes valores estão mal ponderados e que o mais certo é a OCDE se querer promover à custa da Educação em Portugal, apenas esperando pelo comunicado equivalente ao lançado contra a DECO que é também é uma organização com quatro letras na sigla. Aguarda-se, do mesmo modo, que leitura será feita do relatório pela imprensa, caso opte por fazê-la sem ser com base no digest fornecido pelo Gabinete de Comunicação do ME. http://educar.wordpress.com/

Relatório anual analisa sistemas educativos de países membros e parceiros da OCDE

«EDUCATION AT A GLANCE 2006»

São 449 páginas de notas e estatísticas sobre variados aspectos ligados à educação de mais de 27 países dos cinco continentes. A PÁGINA da Educação leu o relatório e destaca alguns dados para análise. Quanto gastam os governos na educação de um aluno por ano, do pré-escolar ao ensino superior? Quem são os alunos que passam mais tempo na escola? Que percentagem de alunos abandona a escola após a conclusão do ensino básico? Em início de carreira e após 15 anos de serviço, qual o salário de um professores? E quantos alunos tem um professor por turma? Estas são algumas das questões para as quais procuramos resposta no “Education at a Glance 2006” [Panorama Educativo 2006]. A versão integral do relatório está disponível para consulta no site www.oecd.org da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Na escola após o ensino obrigatório
Muitos factores influenciam a decisão de continuar a estudar para além do ensino obrigatório. A falta de qualificações é apontada como uma das causas do desemprego e da exclusão social dos jovens. Apesar da importância da qualificação a verdade é que, nos últimos anos, o abandono do ensino secundário tem vindo a crescer em muitos países, segundo os dados fornecidos pelo relatório da OCDE.A idade em que termina a frequência obrigatória do ensino varia entre os 14 anos, na Coreia do Sul, Turquia e em países parceiros da OCDE como o Brasil e Chile, e os 18 anos na Bélgica, Alemanha e Holanda. Os restantes países posicionam-se entre estes dois extremos, com os alunos a poderem deixar a escola aos 15 ou 16 anos. Apesar da taxa de permanência na escola tender a ser alta até ao fim do ensino obrigatório entre os países da OCDE, na Alemanha, México, Holanda, Nova Zelândia, Turquia, Estados Unidos e Federação Russa [parceiro da OCDE] mais de 10 por cento dos alunos abandona a escola antes de atingirem a idade legal para o poderem fazer. Este abandono pode provocar mais ou menos preocupações em função da escolaridade obrigatória de cada pais. Sendo sempre preocupante, é mais preocupante nos países em que a idade legal é mais baixa do que naqueles em que é mais alta. Assim, é de ter em conta que a idade legal de abandono é de 18 anos para os alunos alemães e holandeses e de 17 [em média] para os americanos. Na verdade, segundo os dados do relatório da OCDE, a maior taxa de abandono do sistema educativo não ocorre no fim do ensino obrigatório [em geral], mas sim no do ensino secundário. Com 16 anos, 91 por cento dos alunos ainda permanece no sistema de ensino. Depois dessa idade as taxas de permanência começam a descer: alunos com 17 anos (82%), com 18 anos (53%) e 19 anos (28%). Países como a Bélgica, República Checa, Finlândia, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Noruega, Polónia e Suécia, são menos afectados pelo fenómeno do abandono escolar mais precoce.
Frequência do ensino superior
Tal como acontece em relação ao ensino secundário, a empregabilidade aparece, no relatório da OCDE, associada à participação dos alunos no ensino superior. Mas o acesso a este nível de ensino continua a ser, na maioria dos países bastante condicionado pelo número de vagas disponíveis. Por outro lado, as taxas de abandono e insucesso no ensino superior parecem estar, muitas vezes, relacionadas com a duração dos cursos.No que diz respeito ao abandono, o relatório “Education at a Glance”, revela que em Portugal, onde a duração dos cursos continua a oscilar entre os quatro a cinco anos, apenas 68 por cento dos alunos que ingressam no ensino superior o concluem. Um valor situado abaixo da média dos países da OCDE, que é de 70 por cento.Na Austrália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Islândia, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Espanha, Suécia e Estados Unidos, os estudos superiores têm a duração média de três anos ou mais. Pelo contrário, no México, Eslováquia e Turquia os cursos normalmente duram menos de dois anos.Entre os países que mais alunos tiveram a ingressar no ensino superior em 2004 contam-se: Nova Zelândia (90%), Suécia e Islândia (80%), Finlândia (75%) e Polónia (70%). Países como a Alemanha, Áustria e Suíça apresentam percentagens que não alcançam os 40 por cento. De modo geral, comparativamente à percentagem de alunos que ingressou no ensino superior em 2000, todos os 27 países membros da OCDE sofreram um aumento do número de admissões, à excepção da Espanha que viu essa percentagem descer cerca de 3 por cento. No que toca a Portugal, o relatório não dispõe de dados sobre este parâmetro.Assumindo que as actuais taxas de ingresso permanecem as mesmas, o relatório “Education at Glance”, prevê que no futuro 53 por cento dos jovens dos países da OCDE (52% na Europa dos 19) possam vir a frequentar o ensino universitário durante as suas vidas, 16 por cento frequentará o ensino politécnico.
fONTE: A PÁGINA

Relatório da OCDE sobre Educação.

Relatório da OCDE sobre Educação.Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE.
"Se consultar a página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses!-No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!-Na página 32, poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno."-O documento está lá e a identidade que o produziu é idónea. A leitura é simples e a conclusão óbvia.
"Roubado" de IN-PROVÁVEL

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A minha escola não é esta



Há demasiadas crianças e adolescentes que fazem da escola um problema para si e para os outros: pais, família, professores, sociedade em geral. São rapazes e raparigas que, mesmo possuindo capacidades cognitivas suficientes para progredirem mais e melhor, não conseguem aprender, e expressam o seu mal-estar interior em múltiplos problemas de comportamento, desde a hiperactividade à agressividade, ao desinteresse e ao abandono escolar.Em Portugal, os números falam por si, numa área muito importante como esta, os resultados em língua portuguesa e matemática são maus, todos os anos abandonam a escola um número muito significativo de alunos, as denúncias de agressões multiplicam-se, os consumos de substâncias aditivas preocupam, a desmotivação dos professores sente-se, os Serviços de Psicologia e Orientação, as Equipas de Pedopsiquiatria e as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo são constantemente solicitadas a intervir em situações de dificuldades de aprendizagem e comportamento em meio escolar.Este livro de Pedro Strecht, com prefácio de John Diamond, CEO da Mulberry Bush School, Oxford, fornece uma visão psicodinâmica destas dificuldades, através de uma abordagem teórica sistematicamente ilustrada por múltiplos exemplos práticos e organiza-se como uma ajuda a todos aqueles que se interessam por temas da infância e adolescência e suas problemáticas escolares, como pais, educadores, professores, psicólogos, assistentes sociais ou médicos.

Manuel Ruivo é o candidato do PS Cantanhede


O nosso candidato do PS


Foi com grande entusiasmo que vi no jantar do Folk Cantanhede o camarada Ruivo assumindo-se como o futuro Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede. É em redor do nosso candidato que deveremos (todos os socialistas) lutar e apoiar para que possamos ter de novo um executivo socialista que tenha como objectivo único a resolução dos problemas dos cidadãos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ainda há esperança



A procuradora do MP, de uma forma curta «seca, sintética», pediu condenações efectivas «nunca inferiores a sete anos» para o marroquino Ahmed Salaoui; seis anos para A. P.; cinco anos para H. N.; e quatro anos e três meses para M. C. e A. S., estes com pena suspensa. MP do Tribunal de Cantanhede considerou “mais que provado” que os cinco acusados de tráfico de
droga “praticaram os factos da acusação” e pediu condenação de todos
Apesar de pensarmos que o trafico de estupefacientes devia ter penas bem mais pesadas e caso cometido por estrangeiros a pena devia prever a expulsão imediata do nosso país, congratulamo-nos com o facto de uma procuradora remar contra a corrente e ter a coragem de tentar fazer justiça o que convenhamos vai sendo raro n este país.
A escumalha que se dedica ao tráfico de droga deve sentir a mão pesada da justiça, pois é uma das formas de combater o flagelo da toxicodependência.
Neste particular a imigração descontrolada, a ausência de controlo nas fronteiras veio facilitar a vida aos traficantes, é mais uma prenda envenenada desta Europa de federastas, que por esta e outras razões não nos serve.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Eles andam aí

Milhares de euros de prejuízo são o resultado do assalto ao posto de abastecimento de combustíveis da Alves Bandeira, na EN 234, em Cantanhede. PJ está a investigar
No espaço de poucos dias a criminalidade voltou a fazer das suas no Concelho de Cantanhede.

O clima de impunidade que o sistema pouco a pouco foi patrocinando, fazem com que o insegurança o medo a criminalidade alastrem como uma onda por todo o país.
Os grande senhores do templo, que vivem em condomínios de luxo e bem protegidos pelas forças policiais, estão a transformar um país onde a segurança era um dado adquirido, onde se podia viver em paz, num estado altamente perigoso, qual cidade violenta da América do sul.
A melhoria da Segurança, em todos os seus aspectos, não passa apenas pelo aumento do número dos agentes em serviço nas Forças Policiais, passa, antes de mais, pelas condições que lhes sejam dadas para o exercício das suas missões e por uma adequação das penas à gravidade dos crimes. Ou seja, o Código Penal, no seu todo, terá de ser uma força dissuasora da criminalidade.
Contrariamente ao que muitos propalam, por inconfessados interesses, a acção das Polícias é altamente positiva, mesmo lutando com múltiplas dificuldades.
Mas essa acção não é apoiada pelos Tribunais, não por culpa dos juízes mas por força da Lei que os limita. Impõe-se uma revisão realista do Código Penal que, sem desrespeitar os Direitos do Homem, respeite os direitos fundamentais dos cidadãos pacíficos e cumpridores.
Estes têm que se sobrepor forçosamente a qualquer tipo de direitos dos criminosos, dada a vaga crescente de crimes de grande violência, sobretudo nas zonas urbanas.

sábado, 27 de junho de 2009

Que tempos estes... Para refletir


"e porque não quero ser contaminado por essa espuma negra e suja que flutua neste PS, porque não quero conviver com este lixo tóxico, porque não quero fazer parte deste eucaliptal, que tudo pretende secar á sua volta, que aqui quis dizer isto e dizer-vos que por estas razões, e já o disse ao Presidente da Concelhia, que não contem comigo para fazer parte de nada onde essas pessoas estiverem ."


Retirado do blog Terra da Pedra

... parece que secam tudo à nossa volta!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cantanhede - Assalto “cirúrgico” no Modelo para “limpar” loja Worten


O mais recente hipermercado de Cantanhede foi assaltado. Ladrões foram ao Modelo, “rasgaram” uma parede metálica e atacaram o alvo: a loja Worten.
As pequenas cidades, porque muito menos policiadas e com menos movimento durante a noite são atractivas para a criminalidade.
Se acrescentarmos a clima de impunidade de que gozam os criminosos e a fraca aposta na segurança e prevenção, chegamos à conclusão que com este sistema o crime compensa e quando ajudado com parcerias internacionais é muita atractivo.
Só quando o legislador abandonar os complexos da esquerda burguesa e quando for restaurada a autoridade e capacidade de actuação às nossas forças policias é possível viver em segurança e por consequência em liberdade.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Conferência de imprensa sobre a co-incineração


O Supremo Tribunal Administrativo reconheceu a existência de manifesto lapso no seu Acórdão de 7.05.2009 quanto à afirmação de que «não houve contra-alegações da nossa parte», mas não considerou, por tal motivo, nulo o supra-referido Acórdão .
Os Juízes que assinaram esse Acórdão não leram o processo na íntegra, pois a existência das 30 páginas que comportam as nossas contra-alegações em que defendíamos, para além doutras teses, também a da inadmissibilidade dos recursos interpostos pelo Ministério do Ambiente e pela Cimpor. Mais do que manifesto lapso houve negligência por parte dos 3 Juízes que assinaram esse Acórdão, pois não leram o processo na íntegra. Se o tivessem feito ter-se-iam apercebido das 30 páginas.
Agora o processo vai ser distribuído a outros 3 Juízes ( um dos quais será o Relator ) que irão julgar os 2 recursos .
Mantém-se suspensa a co-incineração de resíduos perigosos em Souselas, visto que os recursos não têm efeito suspensivo da decisão recorrida.
Irá ser promovida uma Conferência de Imprensa no Hotel D. Luís em Coimbra amanhã 4ª feira 17.06.2009 às 11 horas para dar conhecimento do recente Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo relativo à co-incineração de resíduos perigosos em Souselas / Coimbra .
Serão dados alguns esclarecimentos técnico-jurídicos sobre a decisão ora tomada e os seus efeitos práticos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ani Choying Drolma - "A Minha Voz Pela Liberdade"


Lançamento de livro

Organizador: União Budista Portuguesa e Grupo de Apoio ao Tibete


Data: Sexta, 19 de junho de 2009
Hora: 18:30 - 20:30
Localização: Anfiteatro III - Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa
Endereço: Alameda da Universidade
Cidade: Lisboa, Portugal

E-mail: grupodeapoioaotibete

segunda-feira, 8 de junho de 2009

“Entre les murs” - “Entre os muros da escola”


Jovens com seus telefones celulares, aparelhos de som, distraídos, conversando entre si, arrogantes, divertidos, ingênuos e mordazes ao mesmo tempo. Eventualmente fazem algumas anotações, eventualmente olham com curiosa atenção para quem está ali à frente; o foco é um professor, talvez também algum desespero.
Um dos exemplos mais contundentes do estilo Documentário Ficcional, “Entre os muros da escola” (Entre les Murs”) nos leva para o micromundo de uma escola nos subúrbios franceses, apresentando a tênue relação orquestrada quando o choque de gerações e o cultural passam a integrar o mesmo metro quadrado.
Ganhador da Palma Dor e indicado ao Oscar desse ano, o filme de Laurence Cantet conta um pouco do cotidiano de uma sala de aula e seus arredores durante todo um ano letivo. Há a apresentação dos novos professores, alguns conselhos dos que estão em vias de se aposentarem, a coordenação docente, as reuniões, as leituras... Mas trata-se de uma escola especial: formada por filhos de imigrantes e franceses pobres, a classe de “Entre les murs” é colorida, multiétnica e multilíngüe, com africanos, asiáticos, europeus e latinos vindos das mais diversas partes de sua região (os meninos africanos, por exemplo, nada têm de brothers). Tudo acontece ao mesmo tempo e é capturado por uma incômoda câmera que nos coloca por ali, onipresente.
“Entre les murs” é o mundo de François Bégaudeau, professor de Literatura e romancista quem escreveu protagoniza o filme. Certamente o maior mérito da história está na abertura de Bégaudeau, que e propõe a expor suas visões da sala de aula e suas reações diante dela de um modo terrivelmente humano, cheio de falhas e desnudado de hipocrisias. Mas o escopo é maior do que as observações recolhidas por ele. O filme traz, para além da pedagogia, questões relativas à imigração as dificuldades enfrentadas pelo país na tentativa de conter os choques inevitáveis.
Aliás, é nesse ângulo que Entre os Muros se torna universal. Se a França sofre para digerir comunidades tão diferentes, em diferentes níveis, esse é um problema que assola escolas de todo o mundo, mesmo as abastadas. As diversas identidades e comunidades contemporâneas, inevitavelmente, se reproduzem nas escolas e os conflitos que nascem daí são os mesmos no Brasil, nos Estados Unidos, Canadá ou Itália. Alunos e professores de todo mundo se aproximam pela sala de aula do professor François Marins.
O resultado é um filme sensível e incômodo que nada se parece com seus semelhantes de vinte anos atrás, aqueles onde impera a fórmula do professor inspirado que salva seus alunos rebeldes. Seguindo as atuais reflexões do cinema, Entre les Murs escancara a falta de perspectivas e esperanças, ou, ao menos, de soluções imediatas para problemas que parecem nos ultrapassar. Seu gosto final está mais para No Country for old Man do que para “Dangerous Minds”. Mas o amargor vale a pena.
Fonte: obvious

PS perdeu 10.670 votos


PSD ganhou em 11 dos 17 concelhos, afirmando-se como o partido vencedor das europeias
Apurados os resultados nas 31 freguesias, também Coimbra seguiu a tendência nacional de penalizar o PS, dando preferência ao PSD. Em comparação com os resultados de 2004 no concelho, o PS desce de 48,93% para 26,84%. O PSD, que este ano concorreu sozinho, conquistou 28,22%, contra os 27,86% de 2004, mas, sublinhe-se, então numa coligação com o CDS-PP. Ou seja, considerando que o CDS-PP conseguiu nestas eleições 6,87%, se se tivesse repetido a coligação, e numa análise puramente matemática, o PS ficaria quase 10% de distância do partido vencedor. De destacar também a alteração no “ranking”: o BE passa de quarta força para terceira (de 7,12 para 14,76%), trocando com o PCP, apesar de este também ter subido (de 8,67% em 2004 para 11,1% em 2009). Ou seja, houve redistribuição de votos do PS - que tinha alcançado 24.359 em 2004 e agora apenas 13.689 - pelos outros partidos políticos, com tendência clara para o PSD e para o BE, que em 2004 garantiu 3.547 votos e este ano alcançou 7.529.Em quatro freguesias houve mudança de liderança do PS para o PSD: Santa Cruz, S. Bartolomeu, Santa Clara e Santo António dos Olivais (só nesta última o PS perdeu 2.908 votos). Destaque ainda para os votos em branco, que este ano chegaram aos 2.916, contra os 1.498 de 2004. Também ao nível distrital, o PS foi o grande derrotado das eleições de ontem no distrito de Coimbra, perdendo 25.854 votos a favor do PSD e apenas conseguindo manter a supremacia em seis concelhos, a sa-ber: Montemor (32.46 contra 28.22% do PSD), Condeixa (31.62 contra 25,21 do PSD), Miranda do Corvo (33,73 contra 31.03 do PSD), Góis (37,08 contra 36,37 do PSD – o que representa, em termos de votos reais, uma diferença de 12 votos), Soure (37,5 contra 24,69 do PSD) e Lousã (32,38 contra 28,09 para o PSD).Relativamente a 2004, a ascensão social-democrata é notória, uma vez que de uma vitória limitada a quatro concelhos (Cantanhede, Mira, Penela e Pampilhosa da Serra), o PSD se guindou agora a um patamar vitorioso, que contabiliza uma posição ganhadora em 11 dos 17 concelhos do Círculo Eleitoral de Coimbra. Para além disso, mesmo a fasquia vitoriosa dos socialistas desceu significativamente, uma vez que de situações em que a vitória ia além dos 50 por cento, os resultados apresentaram-se agora bem mais modestos, não ultrapassando os 37,5 por cento obtidos em Soure, que representam claramente o melhor score obtido pelos socialistas no distrito.Em 2004, no Círculo Eleitoral de Coimbra votaram 137.485 eleitores dos 376.238 inscritos, o que representa uma abstenção de 63,46 por centro. Ontem, os cadernos eleitorais indicavam 398.989 inscritos e regis-taram-se 143.522 votantes, o que representa uma taxa de abstenção de 64,12 por cento, ou seja, ligeiramente superior à verificada há cinco anos.O PSD somou 46.668 votos (32.52 por cento dos votos expressos), contra os 44.592 obtidos em 2004, então em coligação com o CDS-PP (que representou 32,43 por cento). Em 2004 o PS venceu no distrito, com 66.622 votos (48,46 por cento dos votos expressos) e ontem somou 40.814 votos, o que representa 28,44.Destaque ainda para a subida notória do Bloco de Esquerda, com 16.683 votos (11.62 por cento), contra os 6.768 (4,92 por cento) de 2004. Resultados que colocam o BE como terceira força polícia no distrito, ultrapassando o PCP-PEV, que em 2004 somou 8239 votos (5,99 por cento) e ontem reuniu 11.605 votos, o que representa 8,09 por cento.


Victor Baptista, presidente da Federação do PS de Coimbra
PS e o Governo “têm de reflectir e explicar as medidas” Para o presidente da Federação Distrital do PS de Coimbra os resultados «indiciam que o eleitorado não está contente», mas sublinha a conjuntura de crise internacional e o facto de, a nível europeu, «haver uma penalização do partido no Governo». Victor Baptista sublinha, todavia, a necessidade de não se fazerem «leituras simplistas e precipitadas» dos resultados eleitorais de ontem, inferindo daí ilações ao nível das legislativas, e alerta para o papel relevante da abstenção. Lembra que «Cavaco Silva perdeu as Europeias e a seguir teve uma maioria absoluta».Relativamente aos resultados de Coimbra, o líder da federação considera que o «PS está acima da média nacional» e enfatiza a vitória em «sete concelhos», enquanto «no concelho de Coimbra ganhámos em 26 freguesias, perdendo nas cinco urbanas, o que demonstra claramente algum descontentamento».Confessando que o resultado ficou «aquém das expectativas», Victor Baptista justifica-o «com algum desencanto» do eleitorado e defende que «o PS e o Governo têm de reflectir» e, sobretudo, uma vez que entende que o eleitorado penalizou o PS pelas medidas que o Governo tem vindo a tomar, «têm de explicar a necessidade de algumas medidas tomadas - que a meu ver são as medidas correctas - mas que têm de ser melhor explicadas ao eleitorado». Mas, por outro lado, o líder da Federação Distrital do PS defende que o PS e o Governo têm, também, de «explicar e desmontar as medidas demagógi-cas que o Bloco de Esquerda tem vindo a apresentar e que só podem ser feitas por quem não tem responsabilidades de governação». Medidas que, em seu entender, «atraíram» os eleitores e penalizaram o PS.


Pedro Machado, presidente da Distrital social-democrata“PSD ganhou em Coimbra ao fim de 22 anos” Satisfação e orgulho. Esta a reacção de Pedro Machado aos resultados eleitorais de ontem. «O PSD reconquistou, ao fim de 22 anos, a maioria dos votos no distrito e, como presidente da Distrital isso representa um enorme orgulho». Resultados que, para o líder social-democrata, significam que «o PSD é um partido de referência, um partido de esperança num novo programa político de credibilidade e estabilidade política e os conimbricenses reconheceram isso».Pedro Machado faz questão de dirigir uma palavra de elogio ao trabalho de Paulo Rangel, considerando-o «a melhor escolha, o melhor candidato», um «profundo conhecedor do dis-trito de Coimbra» , onde esteve quatro dias e venceu, «apesar do candidato do PS ser Vital Moreira e do próprio secretário-geral do PS ter estado num comício em Coimbra». Paulo Rangel, diz ainda o líder distrital social-democrata, «conhece profundamente o distrito e os seus problemas. É um grande vencedor e merece amplamente esta vitória».Uma palavra ainda para Ma-nuela Ferreira Leite, uma vez que «Paulo Rangel foi uma escolha e uma aposta sua e os resultados provam que tinha razão, na necessidade de mudar a atitude em política, apostando em novos valores, nos jovens».Pedro Machado sublinha ainda o facto de, cada vez mais, o PSD se afirmar como um partido vencedor no distrito, uma vez que venceu as autárquicas em 2005, venceu as presidenciais em 2006 e acaba de vencer as europeias. «O PSD é o grande vencedor destas eleições, ga-nhou no distrito de Coimbra 22 anos depois», sublinha, apontando a diferença de 26 mil votos relativamente ao PS e agradecendo aos eleitores «o voto de confiança no PSD».
Manuel Oliveira (psd)
“Um claro crescimento do PSD” «Faço um balanço positivo dos resultados, que mostraram um claro crescimento do PPD/PSD.A nossa preocupação foi olharmos para nós próprios, independentemente das outras forças partidárias, com a convicção de que as nossas ideias e convicções são as que mais interessam ao país neste momento. A nossa líder fez uma boa escolha e o nosso candidato realizou uma campanha positiva».
henrique fernandes (ps)“Ainda não fiz a análise dos números” O Diário de Coimbra procurou ouvir o presidente da Concelhia do PS, mas este preferiu não fazer comentários. «Estive até agora a trabalhar a nível do distrito, no âmbito do processo eleitoral e na qualidade de governador civil. Sei que o PS perdeu para o PSD e que o BE subiu, mas ainda não fiz uma análise dos números», justificou Henrique Fernandes.
Fonte: Diário de Coimbra

Dixieland Cantanhede






Para nos descontrairmos


Os prazos médios de pagamento da Câmara Municipal.