terça-feira, 26 de maio de 2009

As políticas educativas de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues Parte 2

Manuela Moura Guedes Vs Marinho Pinto (o melhor)

As políticas educativas de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues - Parte 1

António Barreto

ANTÓNIO BARRETO
Domingo, 24 de Maio de 2009
Aplicadores
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A PUBLICAÇÃO, pelo Ministério da Educação, do “Manual de Aplicadores” não passou despercebida. Vários comentadores se referiram já a essa tão insigne peça de gestão escolar e de fino sentido pedagógico. Trata-se de um compêndio de regras que os professores devem aplicar nas salas onde se desenrolam as provas de aferição de Português e Matemática. Mais preciso e pormenorizado do que o manual de instruções de uma máquina de lavar a roupa. Mais rígidos do que o regimento de disciplina militar, estes manuais não são novidade. Podem consultar-se os dos últimos quatro anos. São essencialmente iguais e revelam a mesma paranóia controladora: a pretensão de regulamentar minuciosamente o que se diz e faz na sala durante as provas.
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ALGUNS exemplos denotam a qualidade deste manual: “Não procure decorar as instruções ou interpretá-las, mas antes lê-las exactamente como lhe são apresentadas ao longo deste Manual”. “Continue a leitura em voz alta: Passo agora a ler os cuidados a terem ao longo da prova. (...) Estou a ser claro(a)? Querem fazer alguma pergunta?”. “Leia em voz alta: Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo, até que eu diga que as voltem”. “Leia em voz alta: A primeira parte da prova termina quando encontrarem uma página a dizer PÁRA AQUI! Quando chegarem a esta página, não podem voltar a folha; durante a segunda parte, não podem responder a perguntas a que não responderam na primeira parte. Querem perguntar alguma coisa? Fui claro(a)?”. Além destas preciosas recomendações, há dezenas de observações repetidas sobre os apara-lápis, as canetas, o papel de rascunho, as janelas e as portas da sala. Tal como um GPS (“Saia na saída”), o Manual do Aplicador não esquece de recomendar ao professor que leia em voz alta: “Escrevam o vosso nome no espaço dedicado ao nome”. Finalmente: “Mande sair os alunos, lendo em voz alta: Podem sair. Obrigado(a) pela vossa colaboração”!
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A LEITURA destes manuais não deixa espaço para muitas conclusões. Talvez só duas. A primeira: os professores são atrasados mentais e incompetentes. Por isso deve o esclarecido ministério prever todos os passos, escrever o guião do que se diz, reduzir a zero quaisquer iniciativas dos professores, normalizar os procedimentos e evitar que profissionais tão incapazes tenham ideias. A segunda: a linha geral do ministério, a sua política e a sua estratégia estão inteiras e explícitas nestes manuais. Trata os professores como se fossem imaturos e aldrabões. Pretende reduzi-los a agentes automáticos. Não admite a autonomia. Abomina a iniciativa e a responsabilidade. Cria um clima de suspeição. Obriga os professores a comportarem-se como “robots”.
A ser verdadeira a primeira hipótese, não se percebe por que razão aquelas pessoas são professores. Deveriam exercer outras profissões. Mesmo com cinco, dez ou vinte anos de experiência, estes professores são pessoas de baixa moral, de reduzidas capacidades intelectuais e de nula aptidão profissional. O ministério, que os contratou, é responsável por uma selecção desastrada. Não tem desculpa.
Se a segunda for verdade, o ministério revela a sua real natureza. Tem uma concepção centralizadora e dirigista da educação e da sociedade. Entende sem hesitação gerir directamente milhares de escolas. Considera os professores imbecis e simulados. Pretende que os professores sejam funcionários obedientes e destituídos de personalidade. Está disposto a tudo para estabelecer uma norma burocrática, mais ou menos “taylorista”, mais ou menos militarizada, que dite os comportamentos dos docentes.
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O ANO lectivo chega ao fim. Ouvem gritos e suspiros. Do lado, do ministério, festeja-se a “vitória”. Parece que, segundo Walter Lemos, 75 por cento dos professores cumpriram as directivas sobre a avaliação. Outras fontes oficiais dizem que foram 57. Ainda pelas bandas da 5 de Outubro, comemora-se o grande “êxito”: as notas em Matemática e Português nunca foram tão boas. Do lado dos professores, celebra-se também a “vitória”. Nunca se viram manifestações tão grandes. Nunca a mobilização dos professores foi tão impressionante como este ano. Cá fora, na vida e na sociedade, perguntamo-nos: “vitória” de quem? Sobre quê? Contra quem? Esta ideia de que a educação está em guerra e há lugar para vitórias entristece e desmoraliza. Chegou-se a um ponto em que já quase não interessa saber quem tem razão. Todos têm uma parte e todos têm falta de alguma. A situação criada é a de um desastre ecológico. Serão precisos anos ou décadas para reparar os estragos. Só uma nova geração poderá sentir-se em paz consigo, com os outros e com as escolas.
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OLHEMOS para as imagens na televisão e nos jornais. Visitemos algumas escolas. Ouçamos os professores. Conversemos com os pais. Falemos com os estudantes. Toda a gente está cansada. A ministra e os dirigentes do ministério também. Os responsáveis governamentais já só têm uma ideia em mente: persistir, mesmo que seja no erro, e esperar sofridamente pelas eleições. Os professores procuram soluções para a desmoralização. Uns pedem a reforma ou tentam mudar de profissão. Outros solicitam transferência para novas escolas, na esperança de que uma mudança qualquer engane a angústia. Há muitos professores para quem o início de um dia de aulas é um momento de pura ansiedade. Foram milhares de horas perdidas em reuniões. Quilómetros de caminho para as manifestações. Dias passados a preencher formulários absurdos. Foram semanas ocupadas a ler directivas e despachos redigidos por déspotas loucos. Pais inquietos, mas sem meios de intervenção, lêem todos os dias notícias sobre as escolas transformadas em terrenos de batalha. Há alunos que ameaçam ou agridem os professores. E há docentes que batem em alunos. Como existem estudantes que gravam ou fotografam as aulas para poderem denunciar o que lá se passa. O ministério fez tudo o que podia para virar a opinião pública contra os professores. Os administradores regionais de educação não distinguem as suas funções das dos informadores. As autarquias deixaram de se preocupar com as escolas dos seus munícipes porque são impotentes: não sabem e não têm meios. Todos estão exaustos.
Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano.
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«Retrato da Semana» - «Público» de 24 de Maio de 2009
PUBLICADA POR ANTÓNIO BARRETO EM DOMINGO, MAIO 24, 2009

Não à droga

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O PS continua tratar-nos da saúde


O serviço de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, é um modelo dentro deste hospital, e é uma referência no nosso país e no estrangeiro. Sem listas de espera, altamente profissional o modelo criado devia servir de exemplo para outros serviços para outros hospitais.
Infelizmente neste país e neste sistema, competência, dedicação e profissionalismo são qualidades a abater e como tal a administração socialista que governo os HUC quer nivelar por baixo um dos poucos departamentos de saúde que funciona neste país. Sabemos quão solícito a cumprir ordens do ministério é o administrador dos HUC, todos sentimos na pele a sua politica de terra queimada no que toca ao fecho de unidades de saúde, quando desempenhou funções na Administração Regional. Cumpriu bem as ordens de Lisboa, com um grande zelo e dedicação.
Tem razão o Dr.: Manuel Antunes em querer bater com a porta o que lhe estão a fazer é a paga pelo seu profissionalismo, competência e dedicação, ou então está a pagar pelo seu amor a Coimbra, nomeadamente no que em comum fazemos a luta contra o “negócio” da co-incineração.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? (parte 2/2)

Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? (parte 1/2)

Movimento invoca nulidade de acórdão



O movimento de cidadãos que contesta a co-incineração em Souselas, Coimbra, invocou a nulidade do acórdão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) que admitiu os recursos do Ministério do Ambiente e da Cimpor, alegando tratamento desigual.


Em causa está um acórdão do STA, do passado dia 7, que admite recursos apresentados pela cimenteira Cimpor e pelo Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional à decisão do Tribunal Central Administrativo (TCA) Norte de suspender a co-incineração de resíduos industriais perigosos (RIP) em Souselas.

Em declarações hoje à agência Lusa, o advogado Castanheira Barros disse que o STA, em acórdão datado de 07 de Maio, “afirma que não houve contra-alegações [do Grupo de Cidadãos de Coimbra] mas elas estão no processo, são 30 páginas”, argumentou.

O causídico justifica a invocação da nulidade do acórdão pela “contradição entre os fundamentos e a decisão”.

“Decidiu-se que não havia contra-alegações e os factos dizem o contrário. Não houve igualdade de tratamento”, criticou.

O movimento de cidadãos alega ainda ter existido “omissão de pronúncia” no acórdão.

“O Supremo Tribunal Administrativo não se pronunciou sobre as nossas alegações”, disse, manifestando-se convicto de que o acórdão “deverá ser declarado nulo”.

Explicou que a invocação de nulidade, entregue segunda-feira, impede que o processo seja redistribuído para ser julgado, sendo analisada pelos mesmos três juízes que proferiram o acórdão, que terão de elaborar um novo, caso o anterior seja declarado nulo.

Segundo Castanheira Barros, mesmo que o tribunal admita os dois recursos do Ministério do Ambiente e da Cimpor “não significa que os mesmos venham a ser julgados favoravelmente”.

“A co-incineração em Souselas continua suspensa até os recursos serem julgados”, sublinhou.

O denominado Grupo de Cidadãos de Coimbra interpôs uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra para impedir a queima de resíduos industriais perigosos na cimenteira de Souselas, mas a decisão foi-lhe desfavorável.

Recorreu então para o Tribunal Central Administrativo - Norte, que atendeu às alegações apresentadas e suspendeu o processo.

Segundo Castanheira Barros, a interrupção do processo foi conseguida por via indirecta, pedindo a suspensão da eficácia das licenças ambiental, de instalação e de exploração.
notícias da mesma secção.

ESTA MENSAGEM VALE A PENA DIVULGAR!

ESTA VALE A PENA DIVULGAR!!! É uma verdadeira vergonha...
«...batendo as asas pela noite calada... vêm em bandos, com pés de veludo...» Os Vampiros do Século XXI:
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores – principescamente pagos – daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta.
Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal.É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 – que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.Como se compreende, casos como este – e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza – não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos.
É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade.
Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa.Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
Medita e divulga... Mas divulga mesmo por favor...
Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca-vergonha que nos atira para a miserabilidade social. Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios...
Porque será???
Eu já fiz a minha parte. Faz a tua.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nasceu o Blog do Partido socialista de Cantanhede


Nasceu este Blog socialista e saúdo como sempre este tipo de iniciativas. Mas claro que, como militante, não posso de deixar aqui o registo de Vituapen, o qual subescrevo e apoio com mágoa minha. Mas a iniciativa é bem vinda e espero que os dirigentes do partido socialista cá da terra tirem as suas conclusões.

virtuapen disse...
"Como é possível o PS em Cantanhede querer ser alternativa quando não consegue, dentro de portas, ser aquilo que apregoa aos sete ventos (partido pluralista e respeitador das diferentes opiniões de cada um)?Como pode o PS ser alternativa em Cantanhede, quando não consegue criar um grupo de pessoas, com capacidades intelectuais e fisicas para serem a imagem do partido?Como pode o PS ser alternativa em Cantanhede quando mantém uma postura de total distanciamento do eleitorado durante três anos e meio e só na fase de pré campanha se apresenta e se mostra à população?...Muitas outras questões se poderiam colocar relativamente ao PS de Cantanhede, provavelmente colocá-las-ei no futuro, noutros momentos, mas uma coisa para mim hoje é certa, não é com uma postura de arrogância, indiferença, distância e, diria mesmo, total desprezo por grande parte dos militantes da nossa concelhia que alguma vez se conseguirá "pintar o concelho com as nossas cores"... Sou militante do partido mas neste momento não me revejo em quase nada desta concelhia...Termino com a seguinte questão:Será que ainda não é tempo de alguns "donos" de algumas "cadeiras" concluirem que o seu tempo chegou ao fim?Para quem não saiba quem é o VirtuapenCarlos Sérgio Negrão"
"roubado de Terra da Pedra"

Caso Eurojust


Refere o Publico que "o primeiro-ministro disse hoje que compreende e respeita a posição de Vital Moreira, cabeça-de-lista pelo PS às eleições europeias, que admitiu que, se estivesse no lugar do procurador Lopes da Mota, alvo de um processo disciplinar por alegadas pressões sobre magistrados no caso Freeport, colocaria o seu lugar à frente do Eurojust à disposição. Mas José Sócrates reiterou que a sua "posição de primeiro-ministro" não lhe permite pronunciar-se sobre o caso antes de concluído o processo".
Parece-me coerente a posição de Vital Moreira. Não deveriam ter esta atitude todos os dirigentes deste País para dignificarem o Estado, a Democracia e para darem o exemplo? Como ter confiança num País em que o mote são estas situações diárias? Como ter confiança num País em que nunca há culpados, que tud0 são cabalas, que nínguém é responsável?

Carta à ministra da Educação


Fonte: Público

quarta-feira, 13 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

E os mandantes?


O presidente do Eurojust, Lopes da Mota poderá vir a ser alvo de um processo disciplinar no seguimento do inquérito às alegadas pressões sobre dois procuradores do caso Freeport, Vítor Magalhães e Pães Faria.
A provar-se todas estas pressões, impõe-se que se apure se toda esta trama nasceu simplesmente na cabeça de Lopes Mota ou se também ele recebeu pressões para assim agir.
Tenho cá para mim que já foi encontrado um bode expiatório e que os mandantes vão ficar de fora.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Anda tudo ao mesmo


O aumento da criminalidade levou as polícias as intensificarem fiscalizações rodoviárias e, com isso, o Estado já arrecadou mais 5,2 milhões de euros em multas de trânsito, referentes a Janeiro e Fevereiro, do que em igual período do ano passado. Feitas as contas aos 21,8 milhões dos primeiros dois meses do ano, os condutores desembolsaram em Portugal 363 mil euros por dia.
A criminalidade parece que está a servir vários fins. Anda tudo à cata do mesmo, de forma legal ou consentida alguém está enchendo os bolsos ´
à custa do Zé povinho.