quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aborto é crime


Dois anos após o referendo que legalizou o aborto até às 10 semanas, tem aumentado o número de casos de mulheres, em Portugal, que utilizam a interrupção voluntária da gravidez como se se tratasse de um método contraceptivo e continuam a existir situações de aborto clandestino.
Dois anos após o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, os números oficiais revelam a ocorrência de quase 18 mil abortos - no último ano - e 22 mil desde 2007, quando foi aprovada a lei.
E neste dia em que se cumprem 2 anos sobre o referendo de 11 de Fevereiro de 2007.
Passados dois as falácias dos defensores do sim começa a cair por terra, não só não se diminui o numero de abortos, como também não se acabou com o aborto clandestino. Na realidade podemos mesmo contactar que as abortadeiras profissionais gozam agora do pleno direito de fazer abortos por atacado.
O aborto é hoje intitulado de outras formas, como Redução Terapêutica, Redução de Danos para a Paciente ou Interrupção da Gravidez, que buscam amenizar o efeito da palavra aborto. É prática comum em alguns países e proibida com veemência em outros. É, acima de tudo, um dilema social, humano, jurídico, religioso e um risco para a saúde das mulheres, que deixa sequelas psicológicas para toda vida, excluindo deste particular aquelas criaturas, sem consciência que praticam o aborto como quem toma um café.
Cada vez mais é preciso informar a população sobre o risco do aborto e mais, sobre a importância da vida. Isso não significa deixar a paciente desamparada, mas orientá-la e instruí-la sobre as consequências do acto para que, futuramente, isso não comprometa a sua saúde mental e também física.
Cada vez mais é preciso criar politicas de apoio à maternidade, para que o recurso ao aborto por motivos económicos desapareça.
Afinal, se estamos aqui hoje, debatendo esse tema, é porque alguém permitiu que tivéssemos o nosso primeiro direito, o direito à vida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Façamos de conta.....


Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
JN

Entrega dos objectivos individuais.


Ainda não passa de mais do que da pré-publicação de um excerto do parecer, especificamente das páginas 48 a 51, que podem vir a ser objecto de ligeiras alterações e/ou aditamentos. O objectivo é facultar, desde já, elementos para os docentes se sentirem mais seguros nas atitudes que tomaram ou vierem a tomar nesta matéria.
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Da inexistência de qualquer obrigação legal válida de apresentação, pelos docentes, dos seus “objectivos individuais”
Especificamente quanto à “magna questão” da (não) entrega, pelos professores, dos objectivos individuais, há desde logo que ter presente o seguinte:
1º Não existe de todo qualquer normativo com natureza de acto legislativo que estabeleça o dever da entrega, pelo professor, dos seus principais objectivos individuais, sendo certo que a única obrigação legalmente estabelecida é, nos termos do artº 44º, nº 1, al. c) do ECD, a do preenchimento e, pressupõe-se, a entrega da chamada “ficha de auto-avaliação” sobre os objectivos alcançados na sua prática profissional, nada se estipulando no sentido de que os ditos objectivos tenham de ser propostos ou até fixados pelo próprio professor.
2º Como já atrás se demonstrou, onde a lei claramente não estatui não é lícito ao decreto-regulamentar pretender estatuir “ex novo”, pelo que qualquer divergência ou acrescento àquele regime legal que resulte de um dos diplomas com a referida natureza de decreto-regulamentar se terá de ter por manifestamente ilegal e, logo, não podendo vigorar na Ordem Jurídica, nem legitimar ordens ou exigências administrativas na base dessas mesmas “novas estatuições”.
3º Em qualquer caso, e sem conceder quanto ao que antecede, o que o artigo 9º do Decreto-Regulamentar nº 2/2008 dispõe - e já aí dispõe “a mais” do que a lei - é que os ditos “objectivos individuais são fixados, por acordo entre o avaliado e os avaliadores, através da apresentação de uma proposta do avaliado no início do período de avaliação (…)” (nº 1) e que “na falta de acordo quanto aos objectivos a fixar prevalece a posição dos avaliadores” (nº 4)- sic, com sublinhados nossos.
Ora, relativamente a tal normativo - que, repete-se, se reputa de ilegal, tem desde logo de se reconhecer que os pressupostos de facto da sua aplicação não estão no presente processo de avaliação de todo verificados (a apresentação da proposta dos objectivos individuais, até para poder estar conforme à “ratio” de todo o sistema de avaliação, deve naturalmente ocorrer no início do período de avaliação , e não a 5 meses do seu termo, e se os ditos objectivos individuais se destinam “a aferir o contributo do docente para a concretização dos objectivos constantes da alínea a) do artigo anterior, ou seja, para a concretização dos objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades e tal contributo não pode ser aferido de forma minimamente rigorosa se os objectivos individuais são apenas definidos quando os objectivos mais gerais já vão a mais de meio do período da sua da sua execução).
Mas, para além do que se vem de referir, o certo é que se o analisado artigo 9º estabelece que, em caso de desacordo entre avaliado e avaliador quanto à definição dos ditos objectivos individuais, prevalece sempre a posição dos avaliadores, então - e porque a ausência de fixação de objectivos individuais deve e tem que ser logicamente equiparada à fixação de tal modo redutora ou reduzida que os avaliadores dela discordem e logo imponham, por eles, outra definição dos mesmos - tal só poderá significar que, nesse caso, a ausência de apresentação de uma proposta de objectivos individuais por parte do avaliado não impossibilita o decurso do processo de avaliação, antes determinaria - não fosse a já apontada ilegalidade deste artigo 9º que o impede de vigorar na Ordem Jurídica - que o mesmo prossiga a partir de objectivos fixados pelos avaliadores, e nada mais do que isso !
E o artigo 10º do mesmo Decreto Regulamentar nº 2/2008 - que vem estabelecer que “em todos os parâmetros de avaliação em que haja lugar à fixação de objectivos individuais nos termos do artigo anterior” (sendo certo que dos oito parâmetros fixados no artigo 9º há dois que se não aplicam neste ciclo de avaliação e diversos outros que dependem de factores em absoluto estranhos ao professor - nota nossa), é o grau de cumprimento daqueles objectivos - e não do cumprimento da pretensa obrigação burocrática de definição dos mesmos - que constituirá referência essencial da classificação atribuída.
Tudo isto, para além de que o próprio artigo 15º do citado Decreto Regulamentar nº 2/2008 relativo às “fases do processo de avaliação” não contêm qualquer referência à apresentação dos objectivos individuais pelo docente.
Mais ainda ! O Decreto Regulamentar nº 1-A/2009 - que padece de igual vício de ilegalidade nos termos já anteriormente explanados - do mesmo passo que procura impôr aos Presidentes dos Conselhos Executivos uma calendarização apertada do processo, com a fixação de datas-limite para as diversas formas sequenciais, também em lugar algum estatui a obrigação de apresentação pelo docente dos referidos objectivos individuais.
Contém, todavia, uma curiosa modificação relativamente ao Decreto Regulamentar nº 2/2008 (onde sempre se referiam os “avaliadores” .- cfr. artº 9º, nº 1 e 4) ao vir estatuir agora no respectivo artigo 5º, nº 2, que afinal a proposta dos objectivos individuais agora já não é dirigida aos ditos avaliadores mas sim “é exclusivamente dirigida ao Presidente do Conselho Executivo em quem aquela competência tenha sido delegada” numa tão curiosa quanto significativa preocupação “centralista” do sistema.
(…)
Em suma: nenhuma obrigação existe fixada por norma legalmente válida, de apresentação pelos docentes dos respectivos objectivos individuais. E, consequentemente, entendemos que, por tal razão, rigorosamente nenhuma consequência, seja ela de natureza disciplinar (e inexistindo qualquer pretensa infracção disciplinar pois que, em Estado de direito, não é devida obediência aos actos ou regulamentos da Administração que contrariem a Lei) ou de outra (v.g. de uma pretensa “suspensão” da respectiva contagem do tempo de serviço.
Fonte: A Educação do meu Umbigo

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Rock Of Can­ta­nhe­de mar­ca­do

O Club Uni­ão Vila­no­ven­se orga­ni­za pelo oita­vo ano con­se­cu­ti­vo o fes­ti­val Rock of Can­ta­nhe­de – Mos­tra de Músi­ca Mo­der­na, este ano mar­ca­do para os dias 3 e 4 de Abril. As ban­das naci­o­nais que quei­ram estar pre­sen­tes no even­to têm até ao pró­xi­mo dia 27 de Feve­rei­ro para se ins­cre­ver, poden­do fazê-lo de vári­as manei­ras. Ou por car­ta, para o clu­be orga­ni­za­dor, com o ende­re­ço Lar­go do Club, n.o 1, Vila Nova, Outil, 3060 Can­ta­nhe­de ou atra­vés de cor­reio elec­tró­ni­co com os ende­re­ços cuv@sapo.pt
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Podem par­ti­ci­par gru­pos musi­cais de todo o país com ou sem regis­to dis­co­grá­fi­co edi­ta­do, e os inte­res­sa­dos em par­ti­ci­par nes­ta já tra­di­cio­nal mos­tra de músi­ca moder­na de Can­ta­nhe­de, têm de envi­ar à orga­ni­za­ção uma des­cri­ção da ban­da, acom­pa­nha­da com três músi­cas em mp3 ou nou­tro for­ma­to com­pa­tí­vel, e devem indi­car o tipo de músi­ca em que se inse­rem e núme­ro de ele­men­tos.De acor­do com o regu­la­men­to do even­to, duas das ban­das par­ti­ci­pan­tes têm de ter um ele­men­to com resi­dên­cia fixa no con­ce­lho de Can­ta­nhe­de e ou­tras duas ban­das tenham um ele­men­to com resi­dên­cia fixa no dis­tri­to de Coim­bra. Os músi­cos das res­tan­tes ban­das que par­ti­ci­pam nes­ta mos­tra de músi­ca moder­na podem ter resi­dên­cia em qual­quer par­te do país e/ou regi­ões autó­no­mas.À seme­lhan­ça das ante­rio­res edi­ções, o Rock of Can­ta­nhe­de vai con­tar com a par­ti­ci­pa­ção de oito ban­das e vários DJ’s. Nas duas noi­tes do even­to, as ban­das vão ter direi­to a um tem­po máxi­mo de 45 minu­tos de actu­a­ção, sen­do que os temas podem ser inter­pre­ta­dos em qual­quer idi­o­ma des­de que can­ta­dos “ao vivo”. Além de pro­por­ci­o­nar mo­men­tos de lazer e con­ví­vio entre os par­ti­ci­pan­tes e os milha­res de espec­ta­do­res que assis­tem a esta mos­tra musi­cal, a orga­ni­za­ção pre­ten­de, com o even­to, dar a conhe­cer os tra­ba­lhos rea­li­za­dos pelas ban­das de músi­ca moder­na do con­ce­lho de Can­ta­nhe­de.O Rock of Can­ta­nhe­de, recor­de-se, tem vin­do ano após ano a afir­mar-se como uma refe­rên­cia no pla­no musi­cal, e pelo pal­co de Vila Nova (Outil) já pas­sa­ram nomes como os Wray Gunn, D30, You Should Go Ahe­ad, Born a Lion, Wefig­ga, Sla­mo, Bal­búr­dia, Alma a Nú, One Fake Pro­ject, Fita Cola, Urban Tales, The Loyd, Sean Riley & The Slowri­ders. Na pri­mei­ra edi­ção do even­to, em 2001, só par­ti­ci­pa­ram nes­ta mos­tra de músi­ca moder­na ban­das ori­gi­ná­rias do con­ce­lho de Can­ta­nhe­de, nome­a­da­men­te os Sque­e­ze The­e­ze Ple­e­ze, actu­al­men­te uma ban­da bas­tan­te conhe­ci­da e de gran­de suces­so.

Valter Lemos foi despedido por incompetência

Valter Lemos esteve em Macau em 1984 e 1985. Era governador o Almirante Almeida e Costa, sendo o Secretário-Adjunto da Educação o Dr.Jorge Rangel. Valter Lemos era do CDS , sim, CDS! Fazia parte de uma equipa de assessores que fizeram um trabalho muito mau na Escola do Magistério Primário de Macau. Em resultado disso foi despedido por incompetência!!! E esta, hein !?
In " A educação do meu Umbigo"

Entregar os objectivos individuais significa morrer na praia.

ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…
Dada a quantidade de mensagens de professores angustiados com as pressões dos Conselhos Executivos e hesitantes quanto ao que devem fazer, e porque o tempo urge, envio estas considerações, que são, por enquanto, da minha exclusiva responsabilidade, agradecendo, desde já, a sua massiva divulgação.
ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…· Significa aceitar que, no próximo ano lectivo, o modelo de avaliação imposto pelo ME se aplicará na sua versão integral.
· Significa conformar-se com a existência de titulares e de quotas.
· Significa colaborar na degradação da escola e da profissão docente.
· Significa desperdiçar toda a força acumulada nas grandiosas manifestações de 8 de Março e 8 de Novembro e nas extraordinárias greves de 3 de Dezembro e 19 de Janeiro.Rejeitar o Modelo de Avaliação do ME e continuar a contestação passa por:NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS.
Mesmo correndo riscos, eles serão sempre insignificantes se comparados aos prejuízos provocados pela aplicação deste modelo, sobretudo tendo em conta que, neste caso, o risco será sempre muito limitado, porque:
· A entrega dos objectivos não tem carácter obrigatório, portanto, não dá lugar a qualquer sanção disciplinar.
· A não entrega dos objectivos não impede a continuação do processo de avaliação, já que a auto-avaliação é a primeira fase do processo, realizar-se-á no fim do presente ano lectivo e, apesar de ser meramente consultiva, é considerada um dever, tenha ou não se tenha apresentado objectivos.
· Os parâmetros da ficha do Presidente podem ser pontuados com ou sem objectivos definidos.· A avaliação não terá qualquer efeito nos concursos para o próximo ano lectivo.· As classificações inferiores a Bom, obtidas este ano, poderão ser corrigidas por uma avaliação extraordinária a realizar no ano seguinte.
Mesmo que assim não fosse, as consequências do não cumprimento da lei são sempre inversamente proporcionais ao número dos que não a cumprem.
140 mil processos disciplinares parariam o país mais rapidamente que o terramoto de 1755…
Por isso, a questão central, neste momento, é a seguinte:
VAMOS BAIXAR A CABEÇA E DEIXAR RUIR O QUE CONSTRUÍMOS, TÃO DURAMENTE?Não, Obrigado!
Os professores com P grande e titulares em matéria de ética profissional vão mostrar a este governo intransigente e obstipado que a dignidade não tem preço.Nota final:
Nas escolas onde não for possível aprovar esta posição, isso não impede os colegas em minoria de afixar na sala de professores uma Declaração de não entrega de objectivos.·A contabilidade da não participação neste modelo injusto far-se-á, não só pelo número de escolas, mas também pelo número de professores de todo o país.
Fonte:SPN

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O trágico em Graciliano Ramos e Carlos de Oliveira




Sócrates faz parte do clube Bilderberg


O SEMANÁRIO publica, hoje, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos. Na reunião que teve lugar de 3 a 6 de Junho, em Stresa, em Milão, Santana Lopes e José Sócrates estiveram presentes, juntamente com Pinto Balsemão. Curiosamente, Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo. Outros três intervenientes na crise política de 2004, o Presidente da República, Jorge Sampaio, Durão Barroso, então primeiro-ministro, e Ferro Rodrigues, então líder do PS, também estiveram em reuniões de Bilderberg. Sampaio esteve presente em 1999, na reunião de Sintra. Durão é um velho conhecido de Bilderberg, tendo estado presente em 1994, 2003 e já este ano, na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão Europeia. Já Ferro esteve presente na reunião de 2003. Fonte: Semanário, 7/2/09
ComentárioO Clube Bilderburg é uma associação secreta que reúne todos os anos, contando com a presença de políticos em ascensão e grandes empresários ligados à banca e aos media e que partilham a defesa do capitalismo financeiro globalista, a precariedade dos trabalhadores, criação de um governo mundial, a destruição do estado-nação e o neoliberalismo à escala global. O Clube Bilderberg tem sido acusado de ter uma agenda secreta com vista a forçar os sistemas educativos do Ocidente à estupidificação dos alunos oriundos dos meios mais desfavorecidos, de forma a criar as condições para uma mão-de-obra barata, ignorante e dócil. Não será isso que o Governo de Sócrates esta a fazer no nosso país? Alguns portugueses que participam nas reuniões do Clube Bilderburg: José Sócrates, Pinto Balsemão, Roberto Carneiro, Durão Barroso e Vítor Constâncio. Para saber mais sobre o Clube Bilderberg, veja em Daniel Estulin , autor que tem estudado as actividades clandestinas do referido clube. O livro de Daniel Estulin (O Clube Bilderberg) foi publicado em Portugal, mas a edição foi confiscada e desapareceu das livrarias. Para saber mais sobre Daniel Estulin, veja a biografia do autor . Para ter acesso ao livro Clube Bilderberg (edição espanhola), veja aqui. Tenciono voltar a este assunto mais tarde. Com o objectivo de aprofundar o conhecimento da agenda secreta do Clube Bilderberg, colocarei ao dispor dos colegas mais links e fontes informativas.


Educação: Fenprof estima que entre "50 a 60 mil" professores não vão entregar objectivos individuais


Fonte: JN
Lisboa, 06 Fev (Lusa) - A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou hoje que entre "50 a 60 mil" docentes não entregarão os objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho, e afirmou que os que entregaram fizeram-no num contexto de "chantagem, pressão e medo".
"Calculamos que entre 50 a 60 mil professores não vão entregar os seus objectivos individuais", afirmou o secretário-geral da Fenprof, em conferência de imprensa, sublinhando que o prazo para o cumprimento daquele procedimento só se esgotou em "pouco mais de um terço das escolas".
Mário Nogueira acrescentou que nos estabelecimentos de ensino onde o prazo já terminou, "40 a 50 por cento" dos docentes não entregaram os objectivos individuais. Em relação aos que o fizeram, justifica com um "contexto de ameaça, chantagem, pressão e dificuldade".
"Neste momento, o Ministério da Educação assenta no medo o levar por diante a sua avaliação. O medo é hoje a razão principal pela qual muitos professores estão a entregar os objectivos individuais", criticou o sindicalista, depois de "saudar os que resistiram".
O Ministério da Educação estimou esta semana que "a maioria" dos docentes cumpriu este procedimento, uma das primeiras etapas do processo de avaliação de desempenho.
"O clima de terror e medo para atingir fins políticos não é próprio de um regime democrático", acrescentou Mário Nogueira.
Para o dirigente sindical, o facto de 50 a 60 mil professores não entregarem os objectivos mostra que "o modelo de avaliação do Governo está desacreditado e não é nada".
MLS.
Lusa/Fim

Eu digo não


A batalha do lóbi gay tem vindo a dar passos consistentes e inteligentes. Quer a nível jurídico, quer político, quer social. Passo a passo, de forma concertada, alcançam os seus objectivos anti-naturais e anti-sociais.
No início proclamavam incansavelmente o “direito à diferença”, reconhecendo, ao menos, que há diferença…
Posteriormente e a par com a alteração do artigo 13º da Constituição, sentiram-se em condições para avançar com a grande campanha do “direito à indiferença” (aliás apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, ao tempo do então Presidente João Soares), pretendendo com ele, impor à sociedade a aceitação dos diversos comportamentos como sendo iguais e por isso… indiferentes.
Por outro lado, começaram a campanha maciça, mais subtil mas intensa, da lavagem ao cérebro, sobretudo das camadas jovens, através da introdução dessa “indiferença” em programas televisivos, telenovelas, filmes e também nos currículos escolares.
Recentemente, com a alteração do Código Penal de 2007, consolidados nos avanços já então consolidados e encorajados pelas directivas da asfixiante União Europeia, conseguiram através do artigo 280, “criminalizar” o pensamento e a acção de quem ouse combater os seus intentos.
Pessoalmente nunca aceitarei a homossexualidade como natural e combaterei sempre a sua promoção.
Infelizmente muita gente porque politicamente correcto acha por bem colaborar com lóbi gay. Hoje como faço muitas vezes dirigi-me ao Intermarché de
Cantanhede, para fazer umas compras. Logo á entrada um cartaz com dois homens a beijarem-se depois no interior um placar para anúncios amorosos onde gays e lésbicas eram contemplados. Na altura mostrei logo a minha indignação por mais esta promoção descarada ao que é anti natural. Não volto a fazer compras nem a entrar naquele espaço comercial. Faça você o mesmo é tempo de mostrar a estes burgueses rosas que o povo está atento. Aqui podemos ver direita e esquerda de mãos dadas. Os mesmos que exploram desmedidamente os seus empregados, aliados com os progressivas da esquerda chique e choque.

Se digo que esta ou aquela coisa não me agrada, estou protestando. Se me ocupo, ao mesmo tempo atentar que algo que não gosto não volte a ocorrer, estou resistindo. Protesto quando digo que não continuo a colaborar. Resisto quando me ocupo de que também os demais não colaborem.

Bombeiro de ouro


No nosso país o desperdício de talentos e competências é constante. Porque é velho substitui-se por novo sem ligar à experiência e ao saber acumulado, porque é competente substitui-se por um boy do partido.
São muitos os casos e toda a gente sabe pelo menos de um, onde alguém louvado pelo seu trabalho é substituído em pouco tempo com argumentos sem nexo. Diminui a eficiência do serviço, mas pouco importa a quem o ordena, afinal o dinheiro dos contribuintes estará lá para depois colmatar as asneiras.
Muitos dos afastados nada fazem, calam e consentem, muitas vezes “reconfortados” com a frase que o sistema nos impingiu “Não se pode fazer nada”. Outros não se calam e fazem valer os seus direitos, até porque a realidade acaba por lhes dar razão. Eduardo Martins Gaspar, antigo Segundo comandante dos Bombeiros de Cantanhede, faz parte do grupo destes últimos. Considerado crachá de ouro num ano, foi despedido da corporação no outro, por falta de profissionalismo. Incomodado com o afastamento, doente com a desfeita, não se calou recorreu aos tribunais e pouco a pouco tem visto pelo menos o seu bom-nome ser reabilitado bem como os direitos que tinha enquanto funcionário da instituição.
Uma das ultimas etapas do sua luta vai ter lugar dentro em breve como nos informa o Diário de Coimbra, fazemos votos que mais uma vez o Bombeiro de Ouro saia vitorioso, como saiu no combate a muitos fogos.
Respeitamos e muito a instituição aqui referenciada. Os Bombeiros de Portugal são um exemplo de coragem de entrega e de abnegação para todos nós. No entanto os Bombeiros de Cantanhede têm sido noticia pelas piores razões, com algumas viaturas penhoradas por não terem cumprido uma determinação judicial, com um processo de investigação em curso por irregularidades nos subsídios de transportes de doentes, precisam de mão firme e de não desperdiçar talentos para que a sua missão não seja posta em causa.
Fazemos votos para que todos estes problemas tenham um desfecho que não ponha em causa a operacionalidade dos nossos soldados da paz , mas que ao mesmo tempo reabilite o bom nome de alguém que todos sabemos ser um profissional competente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Terminou em Janeiro, com a realização em Piacenza do Campeonato do Mundo, a temporada ornitológica de 2008/2009. O nosso conterrâneo Nuno Monteiro (Cadima) destacou-se, uma vez mais, com a obtenção de quatro medalhas (duas de ouro, uma de prata e outra de bronze) em canários de cor. Nesta competição, os criadores italianos, aproveitando o “factor casa”, dominaram as classificações, cimentando a sua primazia, seguindo-se países como Bélgica, Espanha, França e Portugal.Em Dezembro ocorreu o Campeonato Nacional em Paços de Ferreira, onde Nuno Monteiro foi o criador mais galardoado em canários de cor. Nesta exposição, também em canários de cor, marcaram igualmente presença Carlos Alexandre Cruz (Tocha) que obteve dois primeiros e um segundo lugar e o estreante Vítor Carvalho (Portunhos) que, apesar da não obtenção de prémios, teve uma participação muito meritória.Estes criadores que a expensas suas subsidiam o seu hobby, sem qualquer tipo de apoio, público ou privado, colocaram uma vez mais e a exemplo da temporada passada, Cantanhede no mapa.Durante a temporada ocorreram diversas exposições perto de Cantanhede, a saber em Coimbra (organizado pela Associação Ornitológica de Coimbra), Figueira da Foz (Clube Ornitológico da Figueira da Foz) e Oliveira do Bairro (Clube Ornitológico da Beira Litoral). A criação de aves de companhia é uma actividade que conta em Portugal com cerca de onze mil criadores federados. Em Janeiro de 2010 Portugal organizará o Campeonato do Mundo que terá lugar em Santa Maria da Feira.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Bombeiros investigados


A PJ de Coimbra está a investigar uma denúncia de alegadas irregularidades nos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, relacionadas com o transporte de doentes. A investigação foi desencadeada por uma queixa anónima, que dava conta de verbas do Estado que terão sido recebidas indevidamente pela corporação.
Segundo a denúncia, os Bombeiros cobravam à Segurança Social o pagamento de várias deslocações com doentes para hospitais da região – como se fosse só um doente na ambulância – quando, na verdade, transportavam mais do que um por viagem.
Em causa estaria, por exemplo, o transporte de dois pacientes aos Hospitais da Universidade de Coimbra numa viatura, no entanto a corporação declarava duas deslocações. Estas falsas viagens, justificadas com documentos forjados, terão começado em 2006. Em alguns casos as viaturas referidas nos documentos entregues à Segurança Social já nem estavam em circulação.
Todo o dinheiro que terá sido recebido de forma indevida revertia para a própria corporação. Nesta fase das investigações não foram constituídos arguidos.
O CM contactou o presidente da Associação de Bombeiros Voluntários de Cantanhede, Idalécio Oliveira, que não quis prestar declarações sobre o assunto.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Inscrições abertas para a Expofacic, em Cantanhede


As empresas ou pessoas singulares que pretendam participar pela primeira vez como expositores na Expofacic – Exposição/Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede podem desde já, e até ao próximo dia 16 de Fevereiro, formalizar o seu pedido à Comissão Executiva. Para isso, os interessados deverão apresentar a sua pré-inscrição nos serviços administrativos da INOVA-EM, durante o horário de expediente, através de um formulário que pode ser solicitado pelo e-mail geral@inova-em.pt ou retirado aqui e aqui (no sítio da Expofacic), onde está também disponível para consulta o regulamento de participação.
A XIX Expofacic irá decorrer de 24 de Julho a 2 de Agosto no Parque Expo-Desportivo de S. Mateus, prevendo-se que venha a contar com um ligeiro aumento do número de expositores relativamente aos quinhenetos registados o ano transacto, em função de algumas alterações na organização dos espaços que a organização já está a estudar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cavalos Puro Sangue Lusitano? É com o Cadima


O maior criador do país acima do Ribatejo dos tão apreciados e vistosos cavalos Puro Sangue Lusitano (PSL) tem o nome da freguesia onde vive – Cadima (Cantanhede) – e possui terrenos e cavalariças em Tentúgal (Montemor-o-Velho), no Baixo Mondego. Para além do número o importante é a qualidade e, esta, tem sido reconhecida pela categoria da linhagem e por ter animais com as cores mais procuradas.

Ler tudo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Atentados democráticos

José Sócrates criticou alguns elementos da bancada parlamentar socialista (Manuel Alegre incluído) por terem votado contra as linhas orientadoras do partido, entenda-se do Governo e, mais concretamente, do Primeiro-Ministro. Esta atitude, idêntica à tomada de posição do Professor Marcelo Rebelo de Sousa aquando da votação sobre o propalado “totonegócio”, revela a falta de espírito democrático que norteia os partidos políticos e os políticos em si.
Quando um eleitor exerce o seu direito de voto elege os seus representantes e não o Primeiro-ministro ou o líder partidário que, como se sabe, não é sequer sufragado. Estas tomadas de posição são um verdadeiro atentado à Constituição e à essência do voto.
Os nossos políticos vão retratando o pior da nossa democracia. Se pudessem ou soubessem Chavez seria um menino de coro ao pé deles!

Gato escondido ......


Este governo é perito em atirar areia para os olhos aos portugueses. Para além das comissões de estudo que não são mais que funcionários ao serviço do PS e que tanto mal tem feito à saúde, segurança e educação dos portugueses, o PS entrou em desvario total na tentativa de tornar a ter uma maioria absoluta.
Na semana passada as páginas dos Jornais encheram-se com a notícia que a OCDE tinha elogiado a politica deste governo relativamente ás “reformas” implementadas no primeiro ciclo do ensino básico. O primeiro-ministro tão dado a folclores mediáticos e a festivais de corta fitas, fez um elogio público à ministra da tutela, largamente difundido pelos media.
Agora veio a publico que o “estudo” tinha sido encomendado a peritos internacionais independentes, liderada pelo Prof. Peter Matthews. A avaliação que realizaram em Portugal segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros ao longo dos anos."
As fontes documentais são quase todas dos organismos do ME. Os 4 peritos portugueses consultados são todos próximos ou militantes do PS. O Relatório baseou-se num relatório prévio feito pelo Ministério da Educação. E os 7 municípios ouvidos são todos do PS menos um que é do Major Valentim Loureiro, um independente que gosta de elogiar a ministra da educação e que tem em comum com José Sócrates a mania de oferecer eletrodomesticos. Ora digam lá: por maior que sejam os curricula vitae dos autores do Relatório e por maior consideração que tenhamos (e eu tenho) para com o percurso académico dos 4 peritos nacionais consultados (João Formosinho, Isabel Alçada, Rosa Martins e Lucília Salgado), que credibilidade é que este Relatório pode merecer?
Nota: os municípios ouvidos foram: Guimarães (PS); Santo Tirso (PS); Amadora (PS); Ourique (PS); Lisboa (PS); Portimão (PS); Gondomar (Independente). Podemos afirmar, sem estarmos enganados, que Valentim Loureiro é o mais socialista de todos os independentes. Não deixa passar uma oportunidade para elogiar José Sócrates e a Ministra da educação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Arte política portuguesa... e gandareza!


Ler aqui: Blog do manel

A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)


Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar .



Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.


Cinco mil postos de trabalho em risco no sector das confecções


Quarenta empresários reuniram ontem em Oliveira do Hospital e pedem medidas de apoio a uma indústria que, segundo dizem, continua a ser a «maior do país». Representante das confecções garante que uma das saídas para esta crise é comprar “português”.
São ainda os principais empregadores da região e reuniram ontem de «emergência» em Oliveira do Hospital para consertar estratégias, face à quebra de encomendas que está a atingir o sector das confecções. Ao todo representam cinco mil postos de trabalho, sendo que só o concelho de Oliveira tem cerca de dois mil trabalhadores dependentes desta indústria. Confrontados com uma quebra acentuada das encomendas para os próximos meses, estes empresários solicitaram uma reunião com a associação representativa do sector – a ANIVEC Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecções – com o objectivo de fazerem sentir ao Governo a crise que atinge, segundo os próprios industriais, de forma grave, o sector do vestuário e confecções, e exigirem algumas medidas de apoio.
Da reunião de ontem saiu um conjunto de reivindicações que os empresários reputam de justas para um sector que continua a ser responsável por uma parte significativa das exportações e que emprega em todo o país mais de 150 mil pessoas. «Portugal é conhecido por fazer confecções e por fazer as melhores confecções do mundo, não é conhecido por fazer automóveis», considera o presidente da ANIVEC, Orlando Lopes da Cunha, que ontem acusou directamente a Comissão Europeia de ter uma grande quota de responsabilidade nesta crise ao ceder ao «lobbie poderosíssimo» das «grandes marcas internacionais», deixando que a livre circulação de mercadorias se faça «sem regras». Orlando Cunha garante que os empresários portugueses não têm medo da competição, nem dos chine-ses, desde que essa competição se faça com as mesmas regras para todos. «A Europa está transformada num imenso ringue de boxe em que uns lutam com luvas de boxe e outros podem jogar com os pés, com as mãos, em que vale tudo», comparou o representante dos industriais, que prefere ser rotulado de «proteccionista» do que ser «coveiro» de todo um sector, que no seu entender, é um dos pilares da economia real do país.

“Pacote” de medidas
Apreensivos relativamente ao futuro, os empresários pedem assim ao Governo que crie também medidas excepcionais de apoio a esta actividade, tais como a redução das contribuições para a Segurança Social. «Isto está-se a passar em todo o mundo, ainda que por um período limitado de tempo, é preferível ter as pessoas razoavelmente empregadas, do que no desemprego, é uma questão de bom senso», afiançou, defendendo ainda um conjunto mais alargado de apoios, que vão desde a alteração do critério de pagamento do IVA às empresas, à revisão do conceito de PME – com o objectivo destas empresas poderem ter também acesso às linhas de financiamento disponibilizadas para as micro e pequenas empresas – à questão do lay off sem custos para as empresas, isto é, as fábricas poderem flexibilizar o tempo de trabalho de acordo com as encomendas, uma vez que algumas estão em risco de não ter trabalho e de ter de assumir os encargos com os trabalhadores.
Os empresários pedem ao Governo que apoie com formação esse «excedente» de horas para os trabalhadores, assim como pedem também que os despedimentos por mútuo acordo possam ser feitos de forma ao trabalhador poder ter acesso ao fundo de desemprego. “Mão menos pesada” das Finanças e da Segurança Social na cobrança das dívidas é o que estes industriais apelam também à tutela, numa altura em que o cerco se aperta sobretudo para os gerentes, que não compreendem que no fim ainda possam ter processos crime.
«Alguma coisa está mal para ninguém querer ser empresário, os nossos filhos não querem dar continuidade a isto, nós andamos a educá-los para depois irem para Lisboa para um emprego do Estado, isto não pode acontecer», lamenta o dirigente da Associação que apontou entretanto algumas medidas de fundo para combater esta crise. Primeiro, consciencializar o povo de que tem de consumir português. «É importante comprar português para a sobrevivência do tecido empresarial nacional», referiu considerando igualmente imperioso o combate a uma globalização «criminosa» e «apressada» que esteve na origem de todos estes problemas e que está a levar não só esta indústria, mas este sector em particular, ao «desespero».

FONTE

Nada de alarmante


Um militar a prestar serviço nos Pupilos do Exército e um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), foram esfaqueados na madrugada de domingo num café situado na EN 109, na Tocha, após uma zaragata alegadamente provocada por um indivíduo de etnia cigana. Ontem à tarde, os feridos ainda estavam internados no hospital distrital da Figueira da Foz, sendo um deles submetido a uma operação devido aos golpes de navalha que sofreu nas axilas e caixa torácica.

Segundo o nosso Jornal apurou, o militar António José Ferreira Lopes, de 26 anos, residente em Pelicanos, Arazede, e o agente da PSP Bruno Jorge Lourenço Cruz, de 27 anos, residente em Inácio, Tocha, estavam no Café Ponto de Encontro, na Tocha, quando, às 05h00 da madrugada, se gerou uma discussão que envolveu um cidadão da Ucrânia e outro de etnia cigana. Tudo porque as vítimas pediram uma bebida e o ucraniano disse que estava primeiro. O indivíduo de etnia cigana meteu-se na conversa, “palavra puxa palavra”, e daí a uma enorme cena de pancadaria foi “um fósforo”.
No rescaldo da zaragata alguém puxa de uma faca e golpeia o militar e o agente da PSP na zona abdominal, tórax e axilas, e ainda outras duas pessoas que tentaram apaziguar os ânimos, embora estes mais superficialmente.
A GNR da Tocha, a poucos metros do café, foi chamada ao local, mas os agressores já tinham fugido em direcção à Figueira da Foz, onde residem, um em Alhadas outro em Tavarede. Ao local foi também chamada uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Figueira da Foz, apoiada por uma ambulância da secção da Tocha dos Bombeiros de Cantanhede, que transportaram as vítimas ao hospital da Figueira, onde ontem ainda se encontravam.
Os dois alegados agressores também foram ao hospital para tratar pequenos cortes nas mãos, e a Polícia da Figueira, alertada pela GNR da Tocha, foi àquela unidade de saúde identificar os indivíduos . A GNR da Tocha vai, agora, elaborar um relatório da ocorrência que enviará para o Ministério Público do Tribunal de Cantanhede, a quem compete a condução do competente inquérito de investigação.


FONTE

sábado, 24 de janeiro de 2009


Militares da GNR ainda dispararam dois tiros para o ar, mas os fugitivos não se intimidaram e escaparam às autoridades

Menos de 24 horas depois de ter sido presente a um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra, o indivíduo que protagonizou uma fuga com perseguição policial em Ançã esta quarta-feira, provocando um acidente que feriu uma condutora e que redundou na sua detenção na EN 111, volta a ser o principal protagonista de cena idêntica. Desta vez em ruas de Cantanhede e aldeias limítrofes, sempre em alta velocidade, bem à maneira “dos “triller´s de Hollywood”. Ontem, bem cedo, ainda não eram 07h30 da manhã, uma patrulha da GNR detecta um veículo de marca Honda estacionado no Largo Pedro Teixeira, no centro da cidade, com dois homens no seu interior, que levantaram suspeitas.
Na abordagem policial, o indivíduo que estava ao volante nem deu tempo ao agente de articular qualquer palavra. Põe o motor do carro a trabalhar e arranca a grande velocidade em direcção à Rua 5 de Outubro. O militar da GNR não teve dúvidas: o condutor era o mesmo da perseguição policial dois dias antes, em Ançã. O outro indivíduo, alegadamente, é um suspeito com residência em Ançã que faz parte do “gang”, que inclui uma rapariga de Cantanhede, referenciado pelas autoridades pela autoria de vários crimes e ao consumo de drogas.
Perante a fuga, os dois agentes da GNR, que usavam na sua missão de patrulhamento rotineiro um jipe Mitsubishi caracterizado não hesitaram. Encetam uma perseguição aos suspeitos que seguem em direcção ao bairro de S. João, várias ruas do centro da cidade, em direcção à rotunda da Jovimota, de acesso à EN 234-1.
O motor do Honda, roubado no dia 18 deste mês em Leiria, “roncava” e chamava a atenção de automobilistas e camionistas que se cruzavam com os fugitivos. O jipe da GNR (novo) acompanhava a pouca distância a “marcha infernal” dos suspeitos.
As tentativas dos agentes em convencer os suspeitos a parar não resultaram. Na EN 234, no sentido Cantanhede-Mira, a velocidade aumentou. Os agentes, via rádio, solicitaram apoio de outra patrulha que estava no exterior. Precisamente na zona para onde os fugitivos se dirigiam (em direcção a Mira).

Condução suicida
Na tentativa de “trocar as voltas” aos perseguidores, saem da EN 234 e entram na aldeia de Varziela, de ruas estreitas e em labirinto, com vários cruzamentos, continuando a praticar uma condução «suicida». Daqui seguem para outra localidade vizinha (Franciscas). Foi então que os agentes decidiram disparar dois tiros para o ar, intimidando os fugitivos, mas nem isso os fez parar. A perseguição continuou, agora novamente na EN 234. A segunda patrulha cruzou com o carro fugitivo, mas devido ao trânsito que já se notava nesta estrada, não pôde interceptar o veículo. Trânsito que acabou por dificultar a marcha do Mitsubishi dos agentes, cujo condutor não quis arriscar uma condução idêntica à dos fugitivos. Por isso estes lograram escapar (para já) às malhas da autoridade, que lhes perdeu o rasto na zona de Febres.
Cabe, agora, aos investigadores do NIC da GNR de Cantanhede localizar o arrojado “condutor” fugitivo, que como o DC noticiou anteontem, não tem carta de condução; provocou um acidente em fuga semelhante num carro roubado que fez um ferido; é suspeito de vários roubos e furtos; tem processos judiciais pendentes; e que deveria, desde ontem e todos os dias, apresentar-se no posto da GNR de Mira por ordem do Tribunal de Coimbra.

Autoridades policiais
“presas” pela lei

O Diário de Coimbra sabe que, quer um dos agentes que participou na perseguição quer um investigador dos NIC da GNR de Cantanhede, foram a Mira, onde reside o suspeito, pouco depois de lhe perderem o rasto, na zona de Febres. Passava pouco das 09h00 quando lhe bateram à porta. Ninguém atendeu. A ausência do suspeito na sua residência não deixa dúvidas ao agente que o abordou em Cantanhede ao volante do Honda. É o mesmo da perseguição em Ançã. O espanto destes elementos da GNR surgiu por volta das 10h00, quando o suspeito entra no posto da GNR de Mira para se apresentar às autoridades, conforme a ordem do tribunal. Confrontado com os factos vividos horas antes, o suspeito negou qualquer envolvimento na situação descrita, afiançando que àquela hora estava em casa. O certo é que o indivíduo “assinou o ponto” no posto da Guarda, bebeu um café e foi à sua vida, face à impotência das autoridades que, “manietadas” pela lei, não puderam deter o suspeito por não haver flagrante delito. Na presente situação, A GNR de Cantanhede vai entregar no Tribunal de Cantanhede o auto de notícia da ocorrência, que poderá decidir (ou não) chamar o suspeito para interrogatório e, eventualmente, alterar a medida de coação aplicada quinta-feira passada.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Nada de alarmante


Um cofre furtado e diverso material destruído foi o resultado de um assalto às instalações da CampiTocha. Na mesma noite uma carrinha foi furtada da Cooperativa da Tocha.

Uma patrulha da GNR de Ançã viu-se ontem de manhã envolvida numa perigosa perseguição a um automóvel no qual seguia um casal de delinquentes, já referenciado pelas autoridades pela prática de furtos e roubos.

Nos últimos dias o concelho de Cantanhede foi noticia pela vaga de criminalidade que o varreu. Fechar os olhos, banalizar só ajudam ao aumento da criminalidade.
Tínhamos razão quando comentando crimes em Lisboa dizíamos que amanhã num lugar perto de si. Hoje os “benefícios” da criminalidade estão “democraticamente” espalhados por todo o país.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Treino de Avançados


O treino de avançados da associação KarateDo Shotokan Gândara Bairrada (AKSGB) deste mês vai ter lugar no Ginásio Rigor, Bunhosa, Arazede.
Este treino destina-se a praticantes com graduação igual ou superior a 5º Kyu.
O treino terá o seu início às 10 do dia 31 de Janeiro e terminus por volta das 12.30.

Educação: Docentes vão pedir dissolução da AR a Cavaco Silva


O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento, como forma de derrotar as «políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal».
Segundo a edição desta quarta-feira do Diário de Notícias, o pedido deverá ser apresentado no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém.
«Penso que o Presidente não só não fez nada, como o seu silêncio é demasiado tácito, corroborando todas as medidas do Governo», afirmou ao DN Ilídio Trindade, porta-voz do MUP, sublinhando que esta hipótese ainda não foi colocada aos outros movimentos independentes, nem tão pouco aos sindicatos.
O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas.
«O problema é demasiado grave e não tem a ver apenas com os professores. O que está em causa é o ensino em Portugal e a Assembleia da República já foi dissolvida por menos», acrescenta o líder do MUP, afirmando que, entre professores, já circulam expressões do tipo: «vota à direita ou à esquerda, mas não votes PS».

FONTE

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Petição à Ministra da Educação organizada por Pais e Encarregados de Educação


A situação a que chegámos é talvez o culminar da "tomada de assalto" das escolas pela burocracia e pelas elites que fomos criando em muitos anos de políticas educativas atípicas para a própria condição humana. Ela reflecte bem o estado geral da educação em Portugal, e não augura nada de bom se não ponderarmos o rumo em que estamos lançados. Várias ameaças pairam sobre a educação nacional neste momento, sobre as quais tecemos as seguintes considerações:


a) Avaliação dos professores
Afirmamos a necessidade de um sistema de avaliação de desempenho, tanto para os professores como para as escolas enquanto instituições colectivas. A avaliação não é uma questão laboral mas sim uma questão educativa de fundo e uma indispensável ferramenta estratégica para a melhoria de competências e práticas pedagógicas e científicas, e para garantia da qualidade das aprendizagens.
Em consciência, não podemos concordar com sistemas de avaliação "fast-food", criados à luz de critérios economicistas, sem quadros independentes, formados e especializados na problemática educativa, e sem critérios e objectivos de longo prazo devidamente estabelecidos. É imperativo saber o que queremos da escola moderna e dos novos professores para saber o que vamos avaliar.
Consideramos prejudicial aos interesses dos nossos filhos e do futuro do país, um sistema de avaliação que visa pressionar o professor a facilitar a avaliação dos alunos. Os nossos filhos merecem uma preparação efectiva e não meramente estatística.As estatísticas de sucesso podem servir para abrilhantar relatórios, mas não servem os interesses dos nossos filhos nem o futuro do país.


b) O estatuto do aluno - em particular o novo regime de faltas

Não podemos concordar com o abandono de valores culturais essenciais para a formação do carácter individual e colectivo de uma sociedade de sucesso. Rigor, esforço, dedicação, dever, responsabilidade e disciplina estão cada vez mais longe da escola.
Consideramos uma grave subversão dos valores que a escola transmite quando se trata por igual situações que são antagónicas, premiando a irresponsabilidade e prejudicando o empenho. Não há sensação de justiça quando se equipara uma falta por doença ou motivo justificativo a uma simples "balda" ou "gazeta".
Acreditamos numa escola humanista, tolerante e geradora de solidariedade que seja capaz de dar todas as oportunidades a todos os alunos. Mas a escola nunca o será verdadeiramente se não for capaz de premiar a competência, reconhecer o esforço, e censurar o desleixo.
Apelando à serenidade e a meios de expressão em que prevaleça o respeito pela ordem pública e pela diferença de opinião, prestamos a nossa homenagem, admiração e solidariedade ao movimento estudantil e às associações de estudantes onde, afinal, o espírito crítico ainda sobrevive. É para nós um desejo que as novas gerações possam ser mais pró-activas (e menos passivas) no uso e reivindicação do seus direitos, liberdades e garantias, numa cultura de intervenção cívica própria das sociedades mais desenvolvidas.
Lamentamos profundamente e recusamos quaisquer atestados de menoridade ou de incapacidade crítica, implícitos nas insinuações de que os nossos filhos estão a ser manipulados. Aos que as fazem, lembramos as palavras de Epicleto: "Não devemos acreditar na maioria que diz que apenas as pessoas livres podem ser educadas, mas sim acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres".


c) Apelamos a um debate nacional, e a uma reflexão profunda

Em tempo de mudança, de uma Sociedade da Informação que se quer transformar em Sociedade do Conhecimento, da velha pessoa "reactiva" para a nova pessoa "pró-activa", que seja um verdadeiro agente de transformação, capaz de construir conhecimento, que aluno é que queremos?
Em tempo de mudança, dos velhos sistemas analógicos para a era digital, em que jovens teclam tão rápido num telemóvel ou num computador e em que nos habituámos a ver o mundo em mudança rápida e permanente até ficar bem diferente poucos anos depois de se ter iniciado o percurso escolar; que professor é que queremos?
Em tempo de mudança, o que é mais importante: traçar um perfil novo para o professor, o educando e as aprendizagens e acompanhar com uma avaliação honesta, sensata e rigorosa, ou avaliar sem se saber o que se está a avaliar porque não se sabe o que se quer? Que escola é que queremos?
Queremos a escola que Kant nos descreve, quando afirma "É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias"?
Ou acreditamos em Tucídides, quando afirma "Não pensem que um ser humano possa ser muito diferente de outro. A verdade é que fica com vantagem quem tiver sido formado na escola mais rude"?

d) Afinal, o que é que queremos construir?! Afinal, o que é que queremos avaliar?! Resignamo-nos à mediocridade, à falta de meios, à falta de ambição?

A maior derrota é perder a capacidade de reflectir. Perder a oportunidade de parar para pensar, para dialogar. Essa perda afecta o homem e a sociedade no seu último elo: a sociabilidade.
Ao longo dos últimos anos temos vindo a assistir ao desaparecimento das ciências sociais e humanas dos currículos educativos. À luz daquilo em que se transformou a política - discursos e estatísticas - esta acabou por transformar a educação em Português e Matemática.
Como afirmou o reconhecido académico António Damásio, "(...) o ensino das Artes e das Humanidades é tão necessário quanto o ensino da Matemática e das Ciências,(...) Ciência e Matemática, por si, são insuficientes para formar cidadãos".
Não admira pois que alguns titulares de órgãos de soberania tenham "fracos índices de cultura social". São já fruto de políticas educativas avessas à própria condição de cidadania. Não mudemos nada, e imaginem como serão aqueles que nos governarão amanhã.
Resta-nos a esperança de que com o novo modelo de gestão, as escolas passem a responder perante a comunidade e não perante o sistema. Resta-nos a convicção de que com o reforço do peso dos pais e outros elementos da comunidade na gestão das escolas possamos, em conjunto com os professores e os nossos filhos, mudar um destino fatal.
Assim, e pelo exposto, os Pais e Encarregados de Educação abaixo assinado, requerem a Sua Ex.a a Ministra da Educação:
1. A suspensão do Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, que regulamenta o regime de avaliação de desempenho do pessoal docente do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário;
2. A urgente abertura de um processo negocial, que promova um amplo debate nacional e uma reflexão séria sobre os objectivos nacionais a atingir através das políticas educativas;
3. A abertura de um processo de revisão da lei 3/2008 de 18 de janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, de forma a consagrar princípios de justiça e uma cultura de empenho, rigor, esforço e exigência na vida escolar dos nossos filhos e futuros pais, líderes e garantes deste país.

Subscreva esta petição aqui

Nada de alarmante como diz o Sr. Comandante


Pela terceira vez, a Associação Progresso e Desenvolvimento de Marvão (PRODEMA), na freguesia de Covões, foi assaltada. A última no passado fim-de-semana, na madrugada de sábado, onde os larápios, depois de arrombarem a porta principal com um pé-de-cabra e se infiltrarem no interior das instalações, levaram uma máquina de tabaco carregada dois ou três dias antes com maços de cigarros no valor de 1.500 euros e outras máquinas de brindes e snack´s, cujos prejuízos, incluindo o valor das máquinas e os estragos na porta, rondam os 5.000 euros. Prejuízos que poderiam ser maiores, não fora o alarme ter soado e afugentado os ladrões.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Greve pela dignidade docente


Comunicado dos Educadores e Professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede



Aos Encarregados de Educação dos nossos Alunos
À Comunidade


Queremos que saibam que se fazemos greve, isso acontece por razões muito fortes, que não se prendem, como vos quer fazer crer o governo, com manipulações políticas e sindicais e muito menos por recusa a sermos avaliados.

Fazê-mo-lo sim, porque acreditamos e defendemos uma escola púbica de qualidade ao serviço de todos.

A principal preocupação deste governo não é criar condições que contribuam para a melhoria da escola pública, mas antes resolver problemas financeiros à custa dos professores. Por isso dividiu a carreira docente entre professores titulares e professores, com um único objectivo: impedir o acesso ao topo da carreira da esmagadora maioria dos professores. Não existe mais nenhum país na Europa que tenha esta divisão. O que fazem os professores titulares é o mesmo que todos os professores sempre fizeram e o que os professores em qualquer parte do mundo fazem: ensinar, ajudando os vossos filhos a crescer, a enriquecerem-se em saberes e competências e a serem felizes.

O êxito que eles alcançam é o nosso êxito. O seu sucesso é o nosso sucesso e a razão de ser do nosso trabalho. Não precisamos de processos de avaliação burocráticos que privilegiam o preenchimento de papéis e mais papéis, que nos roubam tempo e energias necessárias, desviando o nosso trabalho e preocupações daquilo que é realmente importante: o trabalho com e para os nossos alunos dentro e fora da sala de aula.

120 mil professores na rua manifestando-se, mais de 90% fazendo greve: não podem estar todos errados e a ministra certa! A esmagadora maioria dos educadores e professores deste país não pode aceitar passivamente continuar a ser maltratada, humilhada e responsabilizada pelas sucessivas asneiras que ministérios atrás de ministérios fazem e desfazem, reformas nunca avaliadas e que, muitas das vezes, apenas trazem às escolas instabilidade, desorientação, acrescentando problemas aos problemas já existentes.

Governos vão e governos vêm. Todos querem deixar a sua marca no sistema educativo! Mas os professores ficam. São eles que asseguram, apesar de tudo, o funcionamento das escolas e os projectos de animação cultural e pedagógica. São eles que acompanham os alunos, que os apoiam nos seus problemas, que os incentivam a ir mais longe.

Professores e famílias, são os principais interessados em que a escola pública, universal, gratuita e democrática ofereça um ensino de qualidade e promova a integração e o sucesso de todos.

É por isso que hoje lutamos e sempre continuaremos a lutar!
Assim, pedimos a vossa compreensão e o vosso apoio.


Os docentes do Agrupamento de Escolas de Cantanhede

sábado, 17 de janeiro de 2009

Miguel Torga


17 de Janeiro de 1995, faleceu, em Coimbra, o escritor Miguel Torga, nome literário do médico Adolfo Correia da Rocha. Proposto várias vezes para o Prémio Nobel da Literatura, a sua vasta obra abrange a poesia, o romance, o teatro, o conto, as crónicas de viagem e as memórias. Entre os seus textos mais conhecidos estão Os Bichos (1940), Odes (1946) e os 16 volumes do seu Diário, abrangendo o período entre 1941 e 1993. Ganhou o Prémio Internacional de Poesia (1977), o Prémio Montaigne (1981) e o prémio Luís de Camões (1989). Biografia de Miguel Torga


Fonte: Leme
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Aos Poetas

Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...
Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.
Por isso a vós,
Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!
E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestreis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
e todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!
Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!

Opsss!!


A Jordânia é a Palestina


Um belo dia e copiando os amigos americanos o governo israelita pensou que seria uma táctica astuciosa empurrar os islamitas do Hamas contra a OLP.

Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como outros movimentos palestinianos foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.

Como Israel não cumpriu os acordos de paz, nem soube negociar com a OLP, o Hamas foi crescendo enquanto organização, acabando por vencer as eleições no seu país.

Nesta altura já o Hamas tina passado de amigo a inimigo de Israel e foi preciso mudar de politica.
Então os pensadores israelitas, resolvem apoiar a armar a OLP e fomentar a guerra civil. Daqui resulta a mapa político dos nossos dias, o Hamas governa a Faixa de Gaza e a OLP o restante território.

Israel continua a não respeitar as determinações das Nações Unidas, bem como faz tábua rasa dos acordos de paz, principalmente no que diz respeito aos territórios ocupados.

Entretanto Israel transforma a Faixa de Gaza num campo de concentração, este sim verdadeiro e sujeita os habitantes à fome e à doença, segundo informam as organizações humanitárias a operar no terreno.

Colocado contra a parede o Hamas começa a lançar roquetes sobre Israel, não se registando nos últimos tempos mais que danos materiais. Nos últimos anos foram lançados sobre cerca de 3ooo engenhos de que resultaram 14 vítimas.

Israel responde aos ataques “terroristas” com um autêntico genocídio do povo da Faixa de Gaza a que não escapam mulheres e crianças nem funcionários das nações Unidas.
Para um observador menos atento, pode parecer que todos estes acontecimentos se foram desenrolando ao sabor do acaso ou do facto de violência gerar ainda mais violência.
Mas tal não é verdade porque assistimos agora aos últimos episódios de umaoperação conhecida por "Plano Dagan", de Meir Dagan, que chefia actualmente o Mossad, a organização de serviços secretos de Israel.

O general na reserva Meir Dagan foi conselheiro de segurança nacional de Sharon durante a campanha eleitoral de 2000. Segundo parece, o plano foi formulado antes da eleição de Sharon para primeiro-ministro em Fevereiro de 2001. "Segundo o artigo de Alex Fishman no Yediot Aharonot, o Plano Dagan consistia em destruir a autoridade palestina e em pôr Yaser Arafat 'fora de jogo'."
"Conforme noticiado no Foreign Report e revelado localmente por Maariv, o plano de invasão de Israel - alegadamente baptizado de Vingança Justificada, “seria desencadeado imediatamente a seguir às próximas explosões bombistas suicidas que provoquem elevadas baixas, durará cerca de um mês e provavelmente provocará a morte de centenas de israelitas e de milhares de palestinianos”.
O plano Dagan também previa a chamada "cantonização" dos territórios palestinianos, que a Margem Ocidental e Gaza ficarão completamente separadas uma da outra, com "governos" independentes em cada um dos territórios. Neste cenário, já estudado em 2001, Israel: "negociará em separado com as forças palestinianas dominantes em cada território palestiniano, com as forças responsáveis pela segurança, pelas informações, e até mesmo com o Tanzim (Fatah)". O plano é pois parecido com a ideia da "cantonização" dos territórios palestinos, adiantado por uma série de ministérios".
O Plano Dagan manteve-se em vigor, apesar das mudanças de governo na sequência das eleições de 2000. Meir Dagan foi encarregado de um papel fundamental. "Tornou-se o intermediário de Sharon em questões de segurança junto dos enviados especiais do presidente Bush, Zinni e Mitchell". Subsequentemente foi nomeado director do Mossad pelo primeiro-ministro Ariel Sharon em Agosto de 2002. Manteve-se chefe do Mossad e foi reconfirmado no seu cargo como director dos Serviços Secretos Israelitas pelo primeiro-ministro Ehud Olmert em Junho de 2008.

Meir Dagan, em coordenação com os seus homólogos americanos, tem sido o responsável pelas diversas operações militares e dos serviços secretos, incluindo o assassinato de Yaser Arafat em 2004. Vale a pena assinalar que Meir Dagan, quando era um jovem coronel, trabalhou estreitamente com o Ministro da Defesa Ariel Sharon nos ataques a colonatos palestinos em Beirute em 1982. Os ataques de 2008-2009 em Gaza, em muitos aspectos, têm uma grande semelhança com as operações militares de 1982.



É importante focar uma série de acontecimentos chave que conduziram à matança em Gaza, com a " Plano Dagan ".

1. O assassinato em Novembro de 2004 de Yaser Arafat.
Este assassinato esteve sempre em cima da mesa desde 1996, com a "Operação Campos de Espinhos". Segundo um documento de Outubro de 2000, "preparado pelos serviços de segurança, a pedido do então primeiro-ministro Ehud Barak, afirmava-se que 'Arafat, em pessoa, é uma séria ameaça para a segurança do estado de Israel e o prejuízo que resultar do seu desaparecimento é menor do que o prejuízo causado pela sua existência.

O assassinato de Arafat foi decidido em 2003 pelo ministério israelita. Foi aprovado pelos EU que vetaram uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a decisão de 2003 do ministério israelita. Em resposta ao crescendo dos ataques palestinianos, em Agosto de 2003, o ministro da Defesa israelita, Shaul Mofaz declarou "guerra total" aos palestinianos sobre quem disse que estavam “marcados para a morte".
Em meados de Setembro, o governo de Israel aprovou uma lei para se ver livre de Arafat, o ministério dos Assuntos de Segurança Política de Israel declarou que era "uma decisão para afastar Arafat, um obstáculo para a paz". Mofaz ameaçou: "iremos escolher o caminho certo e a altura certa para matar Arafat". O ministro palestiniano Saeb Erekat disse à CNN que pensava que Arafat seria o alvo seguinte. A CNN perguntou ao porta-voz de Sharon, Ra'anan Gissan, se o voto significava a expulsão de Arafat. Gissan esclareceu, "Não é nada disso. O ministério resolveu hoje afastar este obstáculo. A altura, o método, a forma como isso acontecerá será decidido em separado, e os serviços de segurança vão acompanhar a situação e fazer as recomendações sobre a acção apropriada).
O assassinato de Arafat fazia parte do Plano Dagan. Com toda a probabilidade, foi efectuado pelos serviços secretos israelitas. Destinava-se a destruir a Autoridade Palestina, fomentar divisões no seio do Fatah e entre o Fatah e o Hamas. Mahmoud Abbas é anticorpo alojado no governo palestiniano. Ele foi colocado como dirigente do Fatah, com a aprovação de Israel e dos EUA, os quais financiam os paramilitares e as forças de segurança da Autoridade Palestina.

2. A retirada em 2005, sob as ordens do primeiro-ministro Ariel Sharon, de todos os colonatos judaicos em Gaza.
"'É minha intenção [Sharon] levar a efeito uma evacuação – perdão, um realojamento – de colonatos que nos estão a causar problemas e de locais que não iremos manter como colonato final, tal como os colonatos de Gaza… Estou a trabalhar na presunção de que no futuro não venha a haver judeus em Gaza'", disse Sharon").
A questão dos colonatos em Gaza foi apresentado como fazendo parte da "via para a paz" de Washington. Festejado pelos palestinianos como uma "vitória", esta medida não foi dirigida contra os colonos judeus. Bem pelo contrário: Fez parte duma operação secreta geral, que consistiu em transformar Gaza num campo de concentração. Enquanto houvesse colonos judeus a viver dentro de Gaza, não era possível concretizar o objectivo de manter um grande território barricado como uma prisão. A implementação da "Operação Chumbo Fundido" exigia que "não houvesse judeus em Gaza".

3. A construção do vergonhoso Muro Apartheid foi decidida logo no início do governo de Sharon.

4. A fase seguinte foi a vitória do Hamas nas eleições de Janeiro de 2006 .
Sem Arafat, os arquitectos dos serviços secretos israelitas sabiam que o Fatah com Mahmoud Abbas iria perder as eleições. Com o Hamas à frente da Autoridade Palestiniana, e com o pretexto de que o Hamas é uma organização terrorista, Israel poderia levar a efeito o processo de cantonização conforme formulado segundo o Plano Dagan.

ATAQUE TERRESTRE

Em 3 de Janeiro, os carros de combate e a infantaria israelita entraram em Gaza numa grande ofensiva terrestre:
"A operação terrestre foi precedida por várias horas de fogo de artilharia pesada após o escurecer, incendiando os alvos com chamas que irromperam no céu da noite. Ouvia-se o matraquear das metralhadoras enquanto as brilhantes esferas relampejavam através da escuridão e o explodir de centenas de bombas projectava riscos de fogo.
Fontes israelitas apontaram para uma operação militar prolongada. "Não vai ser fácil e não vai ser rápido", disse o Ministro da Defesa Ehud Barak num comunicado na TV.

Israel não está a tentar obrigar o Hamas "a cooperar". O que estamos a observar é a implementação do "Plano Dagan" conforme inicialmente formulado em 2001, que requeria: "uma invasão do território controlado pelos palestinianos, por cerca de 30 mil soldados israelitas , com a missão claramente definida de destruir a infra-estrutura da direcção palestiniana e de confiscar o armamento actualmente na posse das diversas forças palestinianas, e de expulsar ou matar os seus dirigentes militares.
A questão mais lata é se Israel, em conivência com Washington, pretende desencadear uma guerra mais alargada.
Poderá ocorrer uma expulsão em massa em qualquer fase posterior da invasão terrestre, se os israelitas vierem a abrir as fronteiras de Gaza para permitir o êxodo da população. A expulsão foi referida por Ariel Sharon como "uma solução ao estilo de 1948". Para Sharon, "é apenas necessário encontrar outro estado para os palestinianos. – 'A Jordânia é a Palestina' – foi a frase que Sharon criou".

Gaza - Sem comentários

Grito e choro por Gaza e por Israel


Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.
O que está a
acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas.

Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:
- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento “terrorista” Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..
Ler mais aqui.

Autor: Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi assistente, e especialista em Cirurgia Geral e Urologia.


Tomada de posição sobre a Avaliação do Desempenho Docente dos Educadores e Professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede

Os educadores e professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede reunidos em Assembleia Geral no dia 15 de Janeiro de 2009, no respeito pelo cumprimento dos seus deveres profissionais, consagrados nos diversos dispositivos legais que se lhes aplicam, nomeadamente os que constam do ECD e da Lei n.º 58/2008 de 9 de Setembro e conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral entendem, por coerência e dever de consciência, reiterar as posições assumidas em idêntica Assembleia realizada no passado dia 13 de Novembro e subscritas pela esmagadora maioria dos docentes, em que decidiram suspender a sua participação no processo de avaliação do seu desempenho, recusando a definição e entrega dos seus objectivos individuais previstos no art.º 9.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008 de 10 de Janeiro.
Reafirmam a sua inteira disponibilidade para virem a ser avaliados no seu desempenho docente por um novo modelo de avaliação negociado e não imposto, que privilegie a dimensão formativa, numa perspectiva contínua e assente no trabalho cooperativo, que relacione de forma dialéctica as responsabilidades individuais de cada docente com as responsabilidades colectivas e organizacionais, tendo em vista uma efectiva melhoria dos seus desempenhos profissionais e a promoção do mérito pela competência científico-pedagógica recusando, contudo, a diferenciação de natureza administrativa artificial e verdadeiramente injusta.
Consideram que:
1. As recentes alterações introduzidas no processo de avaliação do desempenho docente pelo Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009 de 5 de Janeiro, tendo em vista a sua simplificação, mantêm intocável o essencial do modelo de avaliação imposto, na sua concepção e princípios, nomeadamente a manutenção das quotas para Muito Bom e Excelente e o seu carácter de seriação e hierarquização dos docentes para efeitos de gestão de carreira profissional, em detrimento de uma perspectiva formativa e de reforço do trabalho cooperativo, verdadeiras chaves para a melhoria das práticas pedagógicas e o desempenho profissional docente.
2. As sucessivas simplificações levadas a cabo pelo ME mais não são do que a assumpção da falência e da irrazoabilidade de um modelo, que desde o início denunciámos, não só como errado nos seus princípios e pressupostos balizadores, como também injusto, impraticável e iníquo, no que aos objectivos de melhoria dos indicadores da educação diz respeito. Saliente-se ainda, que estas simplificações apenas terão efeito no presente ano lectivo, não havendo qualquer garantia da sua remodelação ou substituição.
3. A persistência na imposição deste modelo de avaliação, além de não contribuir para a resolução dos graves problemas com que se debate o sistema educativo, nem tão pouco para a melhoria do desempenho profissional e a qualidade da escola pública, mantém o clima de tensão e instabilidade, que hoje atravessa as escolas e prejudica a tranquilidade imprescindível ao desenvolvimento do trabalho docente e às aprendizagens dos alunos.
Tendo em consideração os argumentos acima expostos os docentes do Agrupamento de Escolas de Cantanhede, abaixo-assinados apelam ao ME para que:
i) Suspenda o actual modelo de avaliação do desempenho docente, condição sine qua non para ultrapassar o clima de tensão e instabilidade que se vive nas escolas e ameaça a tranquilidade dos processos educativos.
ii) Aceite proceder à revisão do actual ECD eliminando os factores que constituem a verdadeira origem dos problemas da avaliação da carreira docente, nomeadamente o regime de quotas e a injustificável e artificial divisão da carreira entre “professores” e “professores titulares” que em mais nenhuma parte do mundo se verifica.
iii) Inverta o sentido autoritário, prepotente e chantagista que lamentavelmente tem vindo a caracterizar as suas posições, aceitando sentar-se à mesa das negociações de forma democrática, construtiva e sem pré-conceitos, para que seja possível, com os educadores, professores e seus representantes associativos e sindicais, e não contra estes, encontrar os melhores caminhos e soluções para a melhoria da qualidade da resposta educativa da escola pública.

Pela dignidade da carreira docente!


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Será que nem contar sabem?


Guilherme Silva, vice-presidente da Assembleia da República, defende que a proposta do CDS para a suspensão da avaliação dos professores, votada na famosa sessão parlamentar de dia 5, foi aprovada na primeira votação.
O anúncio da rejeição, feito por Gama, "enferma de lapso", pois não levou em conta os votos divergentes de sete deputados do PS, diz o 'vice' da AR.

A restante oposição concorda.

Nós aconselhamos a frequência de um curso Novas oportunidades.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nada de alarmes


Um homem encapuçado e empunhando uma pistola assaltou ontem a dependência de Vilamar do Crédito Agrícola.
Ainda a noticia aqui de baixo estava fresca e a escumalha voltava a fazer das suas no concelho de Cantanhede.
Nada de alarmes, nada de preocupante. São casos pontuais.