terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Petição à Ministra da Educação organizada por Pais e Encarregados de Educação


A situação a que chegámos é talvez o culminar da "tomada de assalto" das escolas pela burocracia e pelas elites que fomos criando em muitos anos de políticas educativas atípicas para a própria condição humana. Ela reflecte bem o estado geral da educação em Portugal, e não augura nada de bom se não ponderarmos o rumo em que estamos lançados. Várias ameaças pairam sobre a educação nacional neste momento, sobre as quais tecemos as seguintes considerações:


a) Avaliação dos professores
Afirmamos a necessidade de um sistema de avaliação de desempenho, tanto para os professores como para as escolas enquanto instituições colectivas. A avaliação não é uma questão laboral mas sim uma questão educativa de fundo e uma indispensável ferramenta estratégica para a melhoria de competências e práticas pedagógicas e científicas, e para garantia da qualidade das aprendizagens.
Em consciência, não podemos concordar com sistemas de avaliação "fast-food", criados à luz de critérios economicistas, sem quadros independentes, formados e especializados na problemática educativa, e sem critérios e objectivos de longo prazo devidamente estabelecidos. É imperativo saber o que queremos da escola moderna e dos novos professores para saber o que vamos avaliar.
Consideramos prejudicial aos interesses dos nossos filhos e do futuro do país, um sistema de avaliação que visa pressionar o professor a facilitar a avaliação dos alunos. Os nossos filhos merecem uma preparação efectiva e não meramente estatística.As estatísticas de sucesso podem servir para abrilhantar relatórios, mas não servem os interesses dos nossos filhos nem o futuro do país.


b) O estatuto do aluno - em particular o novo regime de faltas

Não podemos concordar com o abandono de valores culturais essenciais para a formação do carácter individual e colectivo de uma sociedade de sucesso. Rigor, esforço, dedicação, dever, responsabilidade e disciplina estão cada vez mais longe da escola.
Consideramos uma grave subversão dos valores que a escola transmite quando se trata por igual situações que são antagónicas, premiando a irresponsabilidade e prejudicando o empenho. Não há sensação de justiça quando se equipara uma falta por doença ou motivo justificativo a uma simples "balda" ou "gazeta".
Acreditamos numa escola humanista, tolerante e geradora de solidariedade que seja capaz de dar todas as oportunidades a todos os alunos. Mas a escola nunca o será verdadeiramente se não for capaz de premiar a competência, reconhecer o esforço, e censurar o desleixo.
Apelando à serenidade e a meios de expressão em que prevaleça o respeito pela ordem pública e pela diferença de opinião, prestamos a nossa homenagem, admiração e solidariedade ao movimento estudantil e às associações de estudantes onde, afinal, o espírito crítico ainda sobrevive. É para nós um desejo que as novas gerações possam ser mais pró-activas (e menos passivas) no uso e reivindicação do seus direitos, liberdades e garantias, numa cultura de intervenção cívica própria das sociedades mais desenvolvidas.
Lamentamos profundamente e recusamos quaisquer atestados de menoridade ou de incapacidade crítica, implícitos nas insinuações de que os nossos filhos estão a ser manipulados. Aos que as fazem, lembramos as palavras de Epicleto: "Não devemos acreditar na maioria que diz que apenas as pessoas livres podem ser educadas, mas sim acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres".


c) Apelamos a um debate nacional, e a uma reflexão profunda

Em tempo de mudança, de uma Sociedade da Informação que se quer transformar em Sociedade do Conhecimento, da velha pessoa "reactiva" para a nova pessoa "pró-activa", que seja um verdadeiro agente de transformação, capaz de construir conhecimento, que aluno é que queremos?
Em tempo de mudança, dos velhos sistemas analógicos para a era digital, em que jovens teclam tão rápido num telemóvel ou num computador e em que nos habituámos a ver o mundo em mudança rápida e permanente até ficar bem diferente poucos anos depois de se ter iniciado o percurso escolar; que professor é que queremos?
Em tempo de mudança, o que é mais importante: traçar um perfil novo para o professor, o educando e as aprendizagens e acompanhar com uma avaliação honesta, sensata e rigorosa, ou avaliar sem se saber o que se está a avaliar porque não se sabe o que se quer? Que escola é que queremos?
Queremos a escola que Kant nos descreve, quando afirma "É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias"?
Ou acreditamos em Tucídides, quando afirma "Não pensem que um ser humano possa ser muito diferente de outro. A verdade é que fica com vantagem quem tiver sido formado na escola mais rude"?

d) Afinal, o que é que queremos construir?! Afinal, o que é que queremos avaliar?! Resignamo-nos à mediocridade, à falta de meios, à falta de ambição?

A maior derrota é perder a capacidade de reflectir. Perder a oportunidade de parar para pensar, para dialogar. Essa perda afecta o homem e a sociedade no seu último elo: a sociabilidade.
Ao longo dos últimos anos temos vindo a assistir ao desaparecimento das ciências sociais e humanas dos currículos educativos. À luz daquilo em que se transformou a política - discursos e estatísticas - esta acabou por transformar a educação em Português e Matemática.
Como afirmou o reconhecido académico António Damásio, "(...) o ensino das Artes e das Humanidades é tão necessário quanto o ensino da Matemática e das Ciências,(...) Ciência e Matemática, por si, são insuficientes para formar cidadãos".
Não admira pois que alguns titulares de órgãos de soberania tenham "fracos índices de cultura social". São já fruto de políticas educativas avessas à própria condição de cidadania. Não mudemos nada, e imaginem como serão aqueles que nos governarão amanhã.
Resta-nos a esperança de que com o novo modelo de gestão, as escolas passem a responder perante a comunidade e não perante o sistema. Resta-nos a convicção de que com o reforço do peso dos pais e outros elementos da comunidade na gestão das escolas possamos, em conjunto com os professores e os nossos filhos, mudar um destino fatal.
Assim, e pelo exposto, os Pais e Encarregados de Educação abaixo assinado, requerem a Sua Ex.a a Ministra da Educação:
1. A suspensão do Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, que regulamenta o regime de avaliação de desempenho do pessoal docente do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário;
2. A urgente abertura de um processo negocial, que promova um amplo debate nacional e uma reflexão séria sobre os objectivos nacionais a atingir através das políticas educativas;
3. A abertura de um processo de revisão da lei 3/2008 de 18 de janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, de forma a consagrar princípios de justiça e uma cultura de empenho, rigor, esforço e exigência na vida escolar dos nossos filhos e futuros pais, líderes e garantes deste país.

Subscreva esta petição aqui

Nada de alarmante como diz o Sr. Comandante


Pela terceira vez, a Associação Progresso e Desenvolvimento de Marvão (PRODEMA), na freguesia de Covões, foi assaltada. A última no passado fim-de-semana, na madrugada de sábado, onde os larápios, depois de arrombarem a porta principal com um pé-de-cabra e se infiltrarem no interior das instalações, levaram uma máquina de tabaco carregada dois ou três dias antes com maços de cigarros no valor de 1.500 euros e outras máquinas de brindes e snack´s, cujos prejuízos, incluindo o valor das máquinas e os estragos na porta, rondam os 5.000 euros. Prejuízos que poderiam ser maiores, não fora o alarme ter soado e afugentado os ladrões.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Greve pela dignidade docente


Comunicado dos Educadores e Professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede



Aos Encarregados de Educação dos nossos Alunos
À Comunidade


Queremos que saibam que se fazemos greve, isso acontece por razões muito fortes, que não se prendem, como vos quer fazer crer o governo, com manipulações políticas e sindicais e muito menos por recusa a sermos avaliados.

Fazê-mo-lo sim, porque acreditamos e defendemos uma escola púbica de qualidade ao serviço de todos.

A principal preocupação deste governo não é criar condições que contribuam para a melhoria da escola pública, mas antes resolver problemas financeiros à custa dos professores. Por isso dividiu a carreira docente entre professores titulares e professores, com um único objectivo: impedir o acesso ao topo da carreira da esmagadora maioria dos professores. Não existe mais nenhum país na Europa que tenha esta divisão. O que fazem os professores titulares é o mesmo que todos os professores sempre fizeram e o que os professores em qualquer parte do mundo fazem: ensinar, ajudando os vossos filhos a crescer, a enriquecerem-se em saberes e competências e a serem felizes.

O êxito que eles alcançam é o nosso êxito. O seu sucesso é o nosso sucesso e a razão de ser do nosso trabalho. Não precisamos de processos de avaliação burocráticos que privilegiam o preenchimento de papéis e mais papéis, que nos roubam tempo e energias necessárias, desviando o nosso trabalho e preocupações daquilo que é realmente importante: o trabalho com e para os nossos alunos dentro e fora da sala de aula.

120 mil professores na rua manifestando-se, mais de 90% fazendo greve: não podem estar todos errados e a ministra certa! A esmagadora maioria dos educadores e professores deste país não pode aceitar passivamente continuar a ser maltratada, humilhada e responsabilizada pelas sucessivas asneiras que ministérios atrás de ministérios fazem e desfazem, reformas nunca avaliadas e que, muitas das vezes, apenas trazem às escolas instabilidade, desorientação, acrescentando problemas aos problemas já existentes.

Governos vão e governos vêm. Todos querem deixar a sua marca no sistema educativo! Mas os professores ficam. São eles que asseguram, apesar de tudo, o funcionamento das escolas e os projectos de animação cultural e pedagógica. São eles que acompanham os alunos, que os apoiam nos seus problemas, que os incentivam a ir mais longe.

Professores e famílias, são os principais interessados em que a escola pública, universal, gratuita e democrática ofereça um ensino de qualidade e promova a integração e o sucesso de todos.

É por isso que hoje lutamos e sempre continuaremos a lutar!
Assim, pedimos a vossa compreensão e o vosso apoio.


Os docentes do Agrupamento de Escolas de Cantanhede

sábado, 17 de janeiro de 2009

Miguel Torga


17 de Janeiro de 1995, faleceu, em Coimbra, o escritor Miguel Torga, nome literário do médico Adolfo Correia da Rocha. Proposto várias vezes para o Prémio Nobel da Literatura, a sua vasta obra abrange a poesia, o romance, o teatro, o conto, as crónicas de viagem e as memórias. Entre os seus textos mais conhecidos estão Os Bichos (1940), Odes (1946) e os 16 volumes do seu Diário, abrangendo o período entre 1941 e 1993. Ganhou o Prémio Internacional de Poesia (1977), o Prémio Montaigne (1981) e o prémio Luís de Camões (1989). Biografia de Miguel Torga


Fonte: Leme
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Aos Poetas

Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...
Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.
Por isso a vós,
Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!
E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestreis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
e todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!
Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!

Opsss!!


A Jordânia é a Palestina


Um belo dia e copiando os amigos americanos o governo israelita pensou que seria uma táctica astuciosa empurrar os islamitas do Hamas contra a OLP.

Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como outros movimentos palestinianos foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.

Como Israel não cumpriu os acordos de paz, nem soube negociar com a OLP, o Hamas foi crescendo enquanto organização, acabando por vencer as eleições no seu país.

Nesta altura já o Hamas tina passado de amigo a inimigo de Israel e foi preciso mudar de politica.
Então os pensadores israelitas, resolvem apoiar a armar a OLP e fomentar a guerra civil. Daqui resulta a mapa político dos nossos dias, o Hamas governa a Faixa de Gaza e a OLP o restante território.

Israel continua a não respeitar as determinações das Nações Unidas, bem como faz tábua rasa dos acordos de paz, principalmente no que diz respeito aos territórios ocupados.

Entretanto Israel transforma a Faixa de Gaza num campo de concentração, este sim verdadeiro e sujeita os habitantes à fome e à doença, segundo informam as organizações humanitárias a operar no terreno.

Colocado contra a parede o Hamas começa a lançar roquetes sobre Israel, não se registando nos últimos tempos mais que danos materiais. Nos últimos anos foram lançados sobre cerca de 3ooo engenhos de que resultaram 14 vítimas.

Israel responde aos ataques “terroristas” com um autêntico genocídio do povo da Faixa de Gaza a que não escapam mulheres e crianças nem funcionários das nações Unidas.
Para um observador menos atento, pode parecer que todos estes acontecimentos se foram desenrolando ao sabor do acaso ou do facto de violência gerar ainda mais violência.
Mas tal não é verdade porque assistimos agora aos últimos episódios de umaoperação conhecida por "Plano Dagan", de Meir Dagan, que chefia actualmente o Mossad, a organização de serviços secretos de Israel.

O general na reserva Meir Dagan foi conselheiro de segurança nacional de Sharon durante a campanha eleitoral de 2000. Segundo parece, o plano foi formulado antes da eleição de Sharon para primeiro-ministro em Fevereiro de 2001. "Segundo o artigo de Alex Fishman no Yediot Aharonot, o Plano Dagan consistia em destruir a autoridade palestina e em pôr Yaser Arafat 'fora de jogo'."
"Conforme noticiado no Foreign Report e revelado localmente por Maariv, o plano de invasão de Israel - alegadamente baptizado de Vingança Justificada, “seria desencadeado imediatamente a seguir às próximas explosões bombistas suicidas que provoquem elevadas baixas, durará cerca de um mês e provavelmente provocará a morte de centenas de israelitas e de milhares de palestinianos”.
O plano Dagan também previa a chamada "cantonização" dos territórios palestinianos, que a Margem Ocidental e Gaza ficarão completamente separadas uma da outra, com "governos" independentes em cada um dos territórios. Neste cenário, já estudado em 2001, Israel: "negociará em separado com as forças palestinianas dominantes em cada território palestiniano, com as forças responsáveis pela segurança, pelas informações, e até mesmo com o Tanzim (Fatah)". O plano é pois parecido com a ideia da "cantonização" dos territórios palestinos, adiantado por uma série de ministérios".
O Plano Dagan manteve-se em vigor, apesar das mudanças de governo na sequência das eleições de 2000. Meir Dagan foi encarregado de um papel fundamental. "Tornou-se o intermediário de Sharon em questões de segurança junto dos enviados especiais do presidente Bush, Zinni e Mitchell". Subsequentemente foi nomeado director do Mossad pelo primeiro-ministro Ariel Sharon em Agosto de 2002. Manteve-se chefe do Mossad e foi reconfirmado no seu cargo como director dos Serviços Secretos Israelitas pelo primeiro-ministro Ehud Olmert em Junho de 2008.

Meir Dagan, em coordenação com os seus homólogos americanos, tem sido o responsável pelas diversas operações militares e dos serviços secretos, incluindo o assassinato de Yaser Arafat em 2004. Vale a pena assinalar que Meir Dagan, quando era um jovem coronel, trabalhou estreitamente com o Ministro da Defesa Ariel Sharon nos ataques a colonatos palestinos em Beirute em 1982. Os ataques de 2008-2009 em Gaza, em muitos aspectos, têm uma grande semelhança com as operações militares de 1982.



É importante focar uma série de acontecimentos chave que conduziram à matança em Gaza, com a " Plano Dagan ".

1. O assassinato em Novembro de 2004 de Yaser Arafat.
Este assassinato esteve sempre em cima da mesa desde 1996, com a "Operação Campos de Espinhos". Segundo um documento de Outubro de 2000, "preparado pelos serviços de segurança, a pedido do então primeiro-ministro Ehud Barak, afirmava-se que 'Arafat, em pessoa, é uma séria ameaça para a segurança do estado de Israel e o prejuízo que resultar do seu desaparecimento é menor do que o prejuízo causado pela sua existência.

O assassinato de Arafat foi decidido em 2003 pelo ministério israelita. Foi aprovado pelos EU que vetaram uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a decisão de 2003 do ministério israelita. Em resposta ao crescendo dos ataques palestinianos, em Agosto de 2003, o ministro da Defesa israelita, Shaul Mofaz declarou "guerra total" aos palestinianos sobre quem disse que estavam “marcados para a morte".
Em meados de Setembro, o governo de Israel aprovou uma lei para se ver livre de Arafat, o ministério dos Assuntos de Segurança Política de Israel declarou que era "uma decisão para afastar Arafat, um obstáculo para a paz". Mofaz ameaçou: "iremos escolher o caminho certo e a altura certa para matar Arafat". O ministro palestiniano Saeb Erekat disse à CNN que pensava que Arafat seria o alvo seguinte. A CNN perguntou ao porta-voz de Sharon, Ra'anan Gissan, se o voto significava a expulsão de Arafat. Gissan esclareceu, "Não é nada disso. O ministério resolveu hoje afastar este obstáculo. A altura, o método, a forma como isso acontecerá será decidido em separado, e os serviços de segurança vão acompanhar a situação e fazer as recomendações sobre a acção apropriada).
O assassinato de Arafat fazia parte do Plano Dagan. Com toda a probabilidade, foi efectuado pelos serviços secretos israelitas. Destinava-se a destruir a Autoridade Palestina, fomentar divisões no seio do Fatah e entre o Fatah e o Hamas. Mahmoud Abbas é anticorpo alojado no governo palestiniano. Ele foi colocado como dirigente do Fatah, com a aprovação de Israel e dos EUA, os quais financiam os paramilitares e as forças de segurança da Autoridade Palestina.

2. A retirada em 2005, sob as ordens do primeiro-ministro Ariel Sharon, de todos os colonatos judaicos em Gaza.
"'É minha intenção [Sharon] levar a efeito uma evacuação – perdão, um realojamento – de colonatos que nos estão a causar problemas e de locais que não iremos manter como colonato final, tal como os colonatos de Gaza… Estou a trabalhar na presunção de que no futuro não venha a haver judeus em Gaza'", disse Sharon").
A questão dos colonatos em Gaza foi apresentado como fazendo parte da "via para a paz" de Washington. Festejado pelos palestinianos como uma "vitória", esta medida não foi dirigida contra os colonos judeus. Bem pelo contrário: Fez parte duma operação secreta geral, que consistiu em transformar Gaza num campo de concentração. Enquanto houvesse colonos judeus a viver dentro de Gaza, não era possível concretizar o objectivo de manter um grande território barricado como uma prisão. A implementação da "Operação Chumbo Fundido" exigia que "não houvesse judeus em Gaza".

3. A construção do vergonhoso Muro Apartheid foi decidida logo no início do governo de Sharon.

4. A fase seguinte foi a vitória do Hamas nas eleições de Janeiro de 2006 .
Sem Arafat, os arquitectos dos serviços secretos israelitas sabiam que o Fatah com Mahmoud Abbas iria perder as eleições. Com o Hamas à frente da Autoridade Palestiniana, e com o pretexto de que o Hamas é uma organização terrorista, Israel poderia levar a efeito o processo de cantonização conforme formulado segundo o Plano Dagan.

ATAQUE TERRESTRE

Em 3 de Janeiro, os carros de combate e a infantaria israelita entraram em Gaza numa grande ofensiva terrestre:
"A operação terrestre foi precedida por várias horas de fogo de artilharia pesada após o escurecer, incendiando os alvos com chamas que irromperam no céu da noite. Ouvia-se o matraquear das metralhadoras enquanto as brilhantes esferas relampejavam através da escuridão e o explodir de centenas de bombas projectava riscos de fogo.
Fontes israelitas apontaram para uma operação militar prolongada. "Não vai ser fácil e não vai ser rápido", disse o Ministro da Defesa Ehud Barak num comunicado na TV.

Israel não está a tentar obrigar o Hamas "a cooperar". O que estamos a observar é a implementação do "Plano Dagan" conforme inicialmente formulado em 2001, que requeria: "uma invasão do território controlado pelos palestinianos, por cerca de 30 mil soldados israelitas , com a missão claramente definida de destruir a infra-estrutura da direcção palestiniana e de confiscar o armamento actualmente na posse das diversas forças palestinianas, e de expulsar ou matar os seus dirigentes militares.
A questão mais lata é se Israel, em conivência com Washington, pretende desencadear uma guerra mais alargada.
Poderá ocorrer uma expulsão em massa em qualquer fase posterior da invasão terrestre, se os israelitas vierem a abrir as fronteiras de Gaza para permitir o êxodo da população. A expulsão foi referida por Ariel Sharon como "uma solução ao estilo de 1948". Para Sharon, "é apenas necessário encontrar outro estado para os palestinianos. – 'A Jordânia é a Palestina' – foi a frase que Sharon criou".

Gaza - Sem comentários

Grito e choro por Gaza e por Israel


Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.
O que está a
acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas.

Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:
- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento “terrorista” Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..
Ler mais aqui.

Autor: Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É Doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi assistente, e especialista em Cirurgia Geral e Urologia.


Tomada de posição sobre a Avaliação do Desempenho Docente dos Educadores e Professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede

Os educadores e professores do Agrupamento de Escolas de Cantanhede reunidos em Assembleia Geral no dia 15 de Janeiro de 2009, no respeito pelo cumprimento dos seus deveres profissionais, consagrados nos diversos dispositivos legais que se lhes aplicam, nomeadamente os que constam do ECD e da Lei n.º 58/2008 de 9 de Setembro e conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral entendem, por coerência e dever de consciência, reiterar as posições assumidas em idêntica Assembleia realizada no passado dia 13 de Novembro e subscritas pela esmagadora maioria dos docentes, em que decidiram suspender a sua participação no processo de avaliação do seu desempenho, recusando a definição e entrega dos seus objectivos individuais previstos no art.º 9.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008 de 10 de Janeiro.
Reafirmam a sua inteira disponibilidade para virem a ser avaliados no seu desempenho docente por um novo modelo de avaliação negociado e não imposto, que privilegie a dimensão formativa, numa perspectiva contínua e assente no trabalho cooperativo, que relacione de forma dialéctica as responsabilidades individuais de cada docente com as responsabilidades colectivas e organizacionais, tendo em vista uma efectiva melhoria dos seus desempenhos profissionais e a promoção do mérito pela competência científico-pedagógica recusando, contudo, a diferenciação de natureza administrativa artificial e verdadeiramente injusta.
Consideram que:
1. As recentes alterações introduzidas no processo de avaliação do desempenho docente pelo Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009 de 5 de Janeiro, tendo em vista a sua simplificação, mantêm intocável o essencial do modelo de avaliação imposto, na sua concepção e princípios, nomeadamente a manutenção das quotas para Muito Bom e Excelente e o seu carácter de seriação e hierarquização dos docentes para efeitos de gestão de carreira profissional, em detrimento de uma perspectiva formativa e de reforço do trabalho cooperativo, verdadeiras chaves para a melhoria das práticas pedagógicas e o desempenho profissional docente.
2. As sucessivas simplificações levadas a cabo pelo ME mais não são do que a assumpção da falência e da irrazoabilidade de um modelo, que desde o início denunciámos, não só como errado nos seus princípios e pressupostos balizadores, como também injusto, impraticável e iníquo, no que aos objectivos de melhoria dos indicadores da educação diz respeito. Saliente-se ainda, que estas simplificações apenas terão efeito no presente ano lectivo, não havendo qualquer garantia da sua remodelação ou substituição.
3. A persistência na imposição deste modelo de avaliação, além de não contribuir para a resolução dos graves problemas com que se debate o sistema educativo, nem tão pouco para a melhoria do desempenho profissional e a qualidade da escola pública, mantém o clima de tensão e instabilidade, que hoje atravessa as escolas e prejudica a tranquilidade imprescindível ao desenvolvimento do trabalho docente e às aprendizagens dos alunos.
Tendo em consideração os argumentos acima expostos os docentes do Agrupamento de Escolas de Cantanhede, abaixo-assinados apelam ao ME para que:
i) Suspenda o actual modelo de avaliação do desempenho docente, condição sine qua non para ultrapassar o clima de tensão e instabilidade que se vive nas escolas e ameaça a tranquilidade dos processos educativos.
ii) Aceite proceder à revisão do actual ECD eliminando os factores que constituem a verdadeira origem dos problemas da avaliação da carreira docente, nomeadamente o regime de quotas e a injustificável e artificial divisão da carreira entre “professores” e “professores titulares” que em mais nenhuma parte do mundo se verifica.
iii) Inverta o sentido autoritário, prepotente e chantagista que lamentavelmente tem vindo a caracterizar as suas posições, aceitando sentar-se à mesa das negociações de forma democrática, construtiva e sem pré-conceitos, para que seja possível, com os educadores, professores e seus representantes associativos e sindicais, e não contra estes, encontrar os melhores caminhos e soluções para a melhoria da qualidade da resposta educativa da escola pública.

Pela dignidade da carreira docente!


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Será que nem contar sabem?


Guilherme Silva, vice-presidente da Assembleia da República, defende que a proposta do CDS para a suspensão da avaliação dos professores, votada na famosa sessão parlamentar de dia 5, foi aprovada na primeira votação.
O anúncio da rejeição, feito por Gama, "enferma de lapso", pois não levou em conta os votos divergentes de sete deputados do PS, diz o 'vice' da AR.

A restante oposição concorda.

Nós aconselhamos a frequência de um curso Novas oportunidades.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nada de alarmes


Um homem encapuçado e empunhando uma pistola assaltou ontem a dependência de Vilamar do Crédito Agrícola.
Ainda a noticia aqui de baixo estava fresca e a escumalha voltava a fazer das suas no concelho de Cantanhede.
Nada de alarmes, nada de preocupante. São casos pontuais.

BASTA DE CRIMINALIDADE


Criminalidade violenta, crimes de baixa densidade (simples) e sinistralidade rodoviária dispararam em 2008 na área geográfica do Destacamento da GNR de Cantanhede, que abarca Ançã, Praia de Mira, Tocha, Mira e Cantanhede. Os dados estatísticos foram ontem fornecidos ao Diário de Coimbra pelo comandante do Destacamento, Tenente Sandro Oliveira, que, mesmo assim, releva os números para uma aparente normalidade, atendendo a várias circunstâncias.
Relativamente à criminalidade, o balanço é positivo, pois este oficial considera que o que fez disparar os números «ligeiramente» para cima foi o pequeno roubo/furto de rua. Nesta vertente, o comandante do Destacamento de Cantanhede recorda que no Verão os postos da GNR receberam inúmeras queixas de furto de cobre, «sobretudo por parte da EDP» e, nos últimos meses de 2008, também houve um “pico” de furto de automóveis, «que fez aumentar as estatísticas».
“Nada de alarmante”
Quanto aos crimes violentos, aqueles que são praticados com armas de fogo e armas brancas, homicídios, roubos a bancos e postos de combustíveis, ofensas graves, etc., tiveram uma variante de (mais) três em relativamente a 2007, o que não é considerado muito significativo nem alarmante. «As áreas territoriais da nossa jurisdição (concelhos de Cantanhede, Mira e uma parte de Coimbra – S. João do Campo, Antuzede, Geria, através do posto de Ançã) não são muito assoladas pela criminalidade e a que ocorre é combatida eficazmente», garante Sandro Oliveira, sublinhando que os militares que comanda estão totalmente empenhados e motivados para transmitir às populações o sentimento de segurança de pessoas e bens. «Há crimes em todo o lado e estes nunca deixarão de ocorrer. No entanto o nosso papel é combater todo o tipo de criminalidade», observa o oficial. “Combate” que, aliás, tem sido eficaz, atendendo ao número de detenções efectuadas no último ano, quer pelas patrulhas, quer pela equipa do Núcleo de Investigação Criminal, que ascenderam a mais de uma centena.
Sabemos, não duvidamos do empenhamento dos militares da Guarda no combate à criminalidade; empenhamento muitas vezes frustrado, quando pouco tempo depois vêm os criminosos serem postos em liberdade. Alarmantes e preocupantes são as declarações do seu comandante, porque tenda desvalorizar o aumento da criminalidade, criando um sentimento de falsa segurança nas populações.
A cassete é sempre a mesma, são casos pontuais. Porreiro pá!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Partir Pedra


Usando o nome do blogue permitam que hoje faça algumas divagações sobre o concelho.
Congratulo-me como o facto do Sr. Presidente da Câmara já ter vindo a terreiro, pronunciar-se sobre o estranho encerramento provisório da linha de comboio que nos serve. Mas não pasta uma simples declarações para depois se lavar as mão como Pilatos, é necessário que um movimento cívico nasça, de preferência com a participação e colaboração dos edis das zonas servidas pela linha, para que a pressão se faça sentir nos órgãos competentes. As recentes declarações dos responsáveis da CP, sobre os motivos do encerramento para além de caricatas, mostram claramente o motivo desta empresa dar prejuízo. Sabemos que vem de longe a pretensão de substituir o comboio por autocarros. Mais uma estratégia errada de quem nos governa. O comboio é muito menos poluente e muitos mais barato, basta este argumento para rebater qualquer ideia peregrina. Mas como isto tudo cheira a Republica das bananas, provavelmente vamos mesmo ter que no futuro viajar nos autocarros que os outros já não usam, assim a atirar para o terceiro mundo
Também tem levantado alguma polémica, o terminus da construção da estrada que liga Cantanhede à 109. Apesar de previamente alguns cidadãos terem avisado e mesmo feito seguir para o Governo Civil um alerta, os planeadores de serviço insistirão em cortar a meio as povoações de Barrins de Baixo e Escoural. Lamento que os nossos políticos não tenham a coragem de admitir uma falha e que depois façam declarações que facilmente são rebatidas. Impõe-se a construção de uma passagem subterrânea, em nome do bem-estar das populações ou então que se ministre um curso técnico, assim tipo novas oportunidades de como saltar vedações.
Circula nas conversas de café, ouve-se nalguns círculos de amigos, que o campo de golfe ainda não está ser utilizado, porque alguém se esqueceu que tinham de ser construídas estruturas de apoio.
Num lado faltam as passagens e ninguém se lembrava dos avisos dos habitantes, noutro faltam as estruturas e convenhamos que as declarações sobre a linha de caminho de ferro pecaram por tardias. Depois da gripe será que anda por ai um surto de amnésia politica?

Exposição de fotografia de Arnaldo Carvalho



O fotógrafo Arnaldo de Carvalho e o Presidente João Moura
Ver mais aqui: ARCA

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

As 10 frases mais polémicas de Marinho Pinto

Marinho Pinto foi eleito Bastonário da Ordem dos Advogados exactamente há um ano e, ao longo de 2008, disparou em todas as direcções. Lançou críticas aos políticos, atacou magistrados e lançou suspeitas sobre o funcionamento da Justiça. Recordamos 10 das declarações mais polémicas que o bastonário fez durante o primeiro ano de mandato.
"Há pessoas que ocupam cargos de relevo no Estado português que cometem crimes impunemente"DN, 27 Janeiro 2008
"Um dos locais onde se violam mais os direitos dos cidadãos em Portugal, é nos tribunais" SIC Notícias, 27 Junho 2008
"98% dos polícias à noite estão nas suas casa. É preciso haver polícias na rua à noite fardados"Público, 27 Junho 2008
"Há centenas ou milhares de pessoas presas [em Portugal] por terem sido mal defendidas" Público, 27 Junho 2008
"Vale tudo, seja quem for que lá esteja, desde magistrados a outros juristas, não se pode falar em justiça desportiva, mas em prevalência manifesta de interesses e de poderes"RTP, 08 Julho 2008
"Eu não discuto com sindicatos. Os sindicatos querem é mais dinheiro e menos trabalho"RTP, 10 Julho 2008
"Alguns magistrados pautam-se nos tribunais portugueses como os agentes da PIDE se comportavam nos últimos tempos do Estado Novo" RTP, 10 Julho 2008
"Estão-se a descobrir podres que eram inimagináveis há meia dúzia de meses. E não é por efeito da crise. É por efeito da lógica do próprio sistema. Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade"JN, 28 Dezembro 2008
"Uma senhora que furtou um pó de arroz num supermecado foi detida e julgada. Furtar ou desviar centenas de milhões de euros de um banco ainda se vai ver se é crime"JN, 28 Dezembro 2008
"Pelos vistos, nenhum banco pode ir à falência"
Público, 30 Dez 2008

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A incompetencia administrativa da CP

Agora veem dizer da degradação da via férrea, que foi votada ao abandono pelos próprios administradores da cp, uma vez que nos anos 80 não conseguiram fechá-la, mesmo com muita mafiosidade à volta, fazendo desaparecer abaixo assinados, para que não fechassem a linha, desde então colocaram horários que não serviam quem trabalhava em Coimbra ou na Figueira da Foz poi esses horários não colocavam nimguem às 8 horas nesses locais para trabalharem e a partir daí sucedeu-se a degradação com o fecho das estações de toda essa via, julgo exceptuando Cantanhede, todas as outras foram encerradas, abandonando o serviço de mercadorias e o abandono de muitos utentes que tiveram de comprar motorizadas, carros e outros meios de transporte, pois os mafiosos administradores, contribuiram para a perturbação de muitas familias utentes dessa linha . Não fora a contribuição do Gov. Civil de Coimbra, na altura o Bom Dr.Jaime Ramos, que travou os intentos desses mafiosos que queriam transformar a via em pista para autocarros de uma empresa da Figueira, pertencente a familiares dos mafiosos administradores, que se esqueceram de que essa mesma linha é um complemento da linha da beira alta, pois muitos seres como meu Pai duou terrenos para a passagem da via em cuja a escritura foi feita em nome dos Caminhos de Ferro da Beira Alta e não cp, não se esqueçam de que è em conjunto com a linha da B.A. atravessa Portugal do litoral a espanha. Agora Aos Ps.Gs.R. que não se esqueçam de por a PJ a averiguar a quem pertence a empresa de camionagem que vai fazer o serviço e se não haveria outras a fazerem o mesmo serviço mas mais barato. AO MENOS DEFENDAM O PATRIMÓNIO DE PORTUGAL e não os mafiosos.

Encerramento da linha Cantanhede Figueira da Foz
















A propósito desta notícia, venho mostrar a minha estranheza pelo Presidente do Município de Cantanhede, Dr João Moura, nada dizer para os órgãos de informação. Estará de acordo com o encerramento da linha dos caminhos de ferro? Está contra ? Assim assim? Que perspectiva tem para os transportes no concelho? Bem, é que Carlos de Encarnação veio logo em defesa desta linha e tem alternativas...

Mas também a minha estranheza pelo partido da oposição (PS) nada dizer. E as perguntas são as mesmas. Que pensam disto????


Lembro que em tempos houve uma comissão dos utentes da linha Coimbra Cantanhede Figueira da Foz que não contou com o apoio de nenhuma entidade concelhia. Fez um abaixo-assinado, fez distribuição de folhetos e prestou esclarecimentos aos utentes da linha.Foi até notícia na RTP1 e com direito a entrevista. Mas foi uma experiência rica. Por um lado ficamos a saber que os políticos do poder não mostraram qualquer interesse, e (que falta de civismo) os próprios utentes não se predispuseram à luta quando estavam em causa os seus interesses de vida, de trabalho, de estudo, etc, etc. E assim foi morrendo a tal comissão de utentes onde eu era o Presidente. Penso que seria boa altura para começar nova luta. Ficamos à espera que as pessoas se mobilizem...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Independente de Cantanhede


Já muitas vezes o escrevi e manifestei em público, que a imprensa regional ainda não embarcou na censura por omissão ou no politicamente correcto.
Alguns jornais regionais têm mesmo a coragem de publicar artigos das mais diversas tendências politicas, isto é fazer jornalismo sério e independente.
O Jornal Independente de Cantanhede, enquadra-se a meu ver neste grupo de jornais. Abriu desde o primeiro momento as portas ao que escrevo e na sua ultima edição fez o favor de publicar um artigo que escrevi, que neste particular poderia ter sido da autoria de qualquer cidadão. No entanto outros artigos corajosamente publicados por este órgão de informação, reflectem bem a minha tendência politica o que mais uma vez faz jus ao nome do jornal.
Os meus sinceros agradecimentos pela confiança manifestada na minha pessoa e os votos de que continuem a fazer jornalismo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Entrevista a José Sócrates

Autarca receia encerramento definitivo da linha Coimbra-Figueira da Foz

O autarca de Coimbra, Carlos Encarnação, receia que o encerramento por razões de segurança da linha entre a cidade e a Figueira da Foz acabe por ser definitivo. Entretanto, a REFER esclareceu que a interrupção é apenas no troço via Cantanhede.




Carlos Encarnação receia o encerramento da linha entre Coimbra e a Figueira da Foz

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra teme que a decisão da REFER de suspender a circulação entre a Figueira da Foz e Coimbra devido a razões de segurança seja o prenúncio do encerramento da linha.

Ouvido pela TSF, Carlos Encarnação lembrou que a secretária de Estado dos Transportes prometeu que o sistema de mobilidade do Mondego incluiria também esta ligação, que agora está fechada por tempo indeterminado.

«O que se perspectivava era um aumento da qualidade e frequência das ligações inter-regionais e intra-regionais e não propriamente o fim de uma linha», acrescentou um autarca, que diz que um eventual encerramento desta linha será mau para a região.

Contudo, Carlos Encarnação duvida que depois desta iniciativa ou declaração que estejam «criadas as condições para uma solução que não agrave Coimbra e a Figueira da Foz».

Entretanto, em comunicado, a REFER explicou que a interrupção de tráfego será apenas num troço via Cantanhede onde passam apenas três composições por dia.

Quanto à ligação entre Coimbra e a Figueira da Foz, ela continua a ser assegurada por uma outra linha onde circulam diariamente cerca de 23 composições.

Desde domingo, estão a ser utilizados por parte da CP autocarros para fazer a ligação entre Coimbra e a Figueira da Foz.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Junta de Freguesia da Tocha


Habitantes da aldeia contam com o apoio da autarquia na reivindicação de um túnel na Via Regional

Os moradores da localidade de Escoural, que se uniram contra a interrupção da estrada local que atravessa a aldeia provocada pela construção da Via Regional n.oº 335-1 que liga Cantanhede à Tocha, reuniram, sexta-feira passada à noite, com o executivo da Junta de Freguesia da Tocha. O objectivo era sensibilizar os autarcas para os transtornos que a população vai ter com o "corte" da principal estrada da aldeia que, segundo uma comissão de moradores constituída, obriga a população a fazer desvios de cerca de dois quilómetros para se deslocarem à sede da freguesia, entre outros inconvenientes (ler Diário de Coimbra de 31 de Dezembro).
Na referida reunião, onde estiveram cerca de 40 habitantes da aldeia de Escoural, o executivo da Junta de Freguesia, liderado pelo democrata-cristão Júlio Oliveira, mostrou-se do lado dos moradores e apoia-os na sua reivindicação, ou seja, que o projecto da Via Regional contemple, naquele local, um túnel com dois metros e meio de largura e três metros de altura, ou em alternativa, uns separadores no meio da nova via com Stop’s, por forma a que a localidade não fique dividida em duas, conforme disse ao nosso Jornal um dos elementos da comissão de moradores, responsável por um abaixo-assinado que reuniu mais de 160 assinaturas.
Há, no entanto, um senão, que a referida comissão tem de ter em conta. Mesmo com o apoio da Junta de Freguesia, que «afirma estar do nosso lado», a aceitação da reivindicação dos moradores não está dependente de Júlio Oliveira ou do seu executivo, pelo que este autarca só pôde prometer os moradores do Escoural que vai transmitir ao executivo da Câmara de Cantanhede no pressuposto de que, efectivamente, «a estrada da aldeia não pode ser interrompida».
Nesta perspectiva, confirma ao nosso Jornal o mesmo elemento da comissão, «foi-nos prometido que os técnicos camarários irão analisar a situação» e a decisão final quanto ao que fazer naquele troço da Via Regional caberá à Câmara Municipal, dona da obra.
«As coisas estão bem encaminhadas», salienta este morador, que obteve de Júlio Oliveira a promessa de uma resposta durante a semana que hoje começa.

Reunião hoje na Câmara
A verdade é que este autarca disse ao Diário de Coimbra que olha para a sua freguesia «como um todo» e não para este problema em particular, pelo que não quer afirmar que está ao lado e a apoiar esta comissão de moradores, mas sim a «compreender» as suas reivindicações. Júlio Oliveira, aliás, reconhece que a Via Regional «divide a aldeia». Por isso afirma que o problema não será resolvido «só se não for tecnicamente possível». Hoje mesmo, segunda-feira, o autarca da freguesia vai reunir com João Pais de Moura e os serviços técnicos camarários para tentar obter uma resposta que possa satisfazer as populações da aldeia.
Conforme o Diário de Coimbra noticiou no último dia do ano passado, o presidente da Câmara está sensível ao problema suscitado pelos moradores do Escoural através do abaixo-assinado, e revelou ao nosso Jornal que as questões apresentadas pela comissão «estão a merecer da minha parte a melhor atenção». João Moura disse ter o dossier em mãos e garantiu estar a estudá-lo detalhadamente, sendo certo – avançou - «que iremos apresentar uma solução técnica e financeiramente viável para serem ultrapassados os eventuais constrangimentos que, segundo os promotores do abaixo-assinado, estarão a afectar alguns moradores».

FONTE

sábado, 3 de janeiro de 2009

Definitivos e provisórios



Os mais velhos certamente se lembrarão de duas marcas de cigarros que salvo melhor opinião já não estão no mercado. Hoje não vos vou falar de fumaças, até porque nenhum colunável foi apanhado a fumar num avião ou num casino. Lembrei-me das marcas de cigarros, quando li esta noticia, porque temo que o tempo incerto de provisório se torne definitivo.
Todos sabemos sobretudo os que todos os dias os usam, que o concelho de Cantanhede é muito mal servido em termos de transportes públicos. às viaturas a pedir reforma, acrescentamos os comboios a passo de caracol e o facto de a partir das 20 horas sair de Cantanhede só em viatura própria.
Sabemos quantas vezes, os responsáveis pela CP sempre apoiados pelo governo em exercício têm sonhado fechar esta linha. As poucas circulações existentes são a prova do que aqui escrevemos. Agora a coberto de uma reivindicação de todos os que são servidos pela linha, tememos que um governo que fez da sua bandeira fechar a torto e a direito, dê o golpe de misericórdia no ramal.
Sabemos que na devida altura, um grupo de cidadãos criou uma associação de Defesa da Linha, é tempo de fazer uma reunião e exigir da tutela certezas e não respostas vagas, que só servem para nos fazer pensar que neste caso como noutros é preciso ler nas entrelinhas, porque muito se faz pela calada.

Ramal sem comboios por tempo incerto


00h30m
NELSON MORAIS
A partir de segunda-feira, os comboios vão deixar de circular no degradado ramal da Figueira da Foz, "por imperativas razões de segurança". Mas o Governo garante que o encerramento da linha é "temporário".

Apesar da garantia, nem a Secretaria de Estado dos Transportes (SET), nem a CP, nem a Refer adiantaram, ontem, qualquer prazo para a conclusão das obras que hão-de repor a segurança no ramal, que liga a Figueira da Foz à Pampilhosa (concelho da Mealhada), ao longo de 50 quilómetros, e faz parte da Linha da Beira Alta.

Em resposta ao pedido de esclarecimentos do JN, a SET adiantou só que "os trabalhos de reabilitação serão iniciados em breve. Tão cedo quanto a conclusão dos respectivos estudos e os procedimentos concursais o permitam".

Há anos que as condições de circulação no ramal são más. Tão más que os comboios de hoje demoram-se mais entre a Figueira e a Pampilhosa (quase duas horas) do que demorou a viagem inaugural (65 minutos), em 1881, em que participou D. Carlos, lembrou ontem o presidente da Câmara da Mealhada, Carlos Cabral, que lamentou ter sido informado do fecho do ramal por via do comunicado enviado à imprensa, ontem à tarde, pela CP.

A 27 de Outubro de 2007, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, anunciou que a requalificação do ramal já constava do plano de investimentos da Refer de 2008. Porém, no ano passado, só ali houve "melhoria das condições de segurança em passagens de nível", reconheceu ontem a SET.

Através da assessora Carla Fernandes, a SET prometeu que é agora que a Refer vai repor a segurança no caminho-de-ferro. E, em simultâneo, vai "preparar uma requalificação mais profunda, que está dependente de definições da futura plataforma logística da Figueira da Foz, da responsabilidade de vários municípios".

"Esta requalificação constitui uma prioridade política fixada pela tutela e constante das orientações estratégicas para os sectores ferroviário, marítimo-portuário e logísticio", frisou a SET, tendo em vista a futura articulação do Porto da Figueira da Foz com este ramal, que, além de ser um troço da Linha da Beira Alta, entronca com a Linha do Norte e atravessa quatro concelhos (Figueira, Montemor, Cantanhede e Mealhada).

Enquanto os comboios não regressarem ao ramal, os utentes vão dispor, em alternativa e com a mesma frequência, de autocarros. Estes vão partir da Figueira da Foz, diariamente, às 6.12 horas, 12.15 e 19.02, e chegar à Pampilhosa, respectivamente, às 8 horas, 14.03 e 20.50. Em sentido inverso, as partidas vão ter lugar às 7.15 horas, 13.13 e 19.55, e as chegadas às 9.03 horas, 15.01 e 21.43.

Fonte: JN
Ver Também aqui

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cantanhede




Caminito




Pelo direito à saúde




Um ano depois do encerramento da «urgência» decretado pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, e dezenas de acções de protesto volvidas, o Hospital de Anadia está actualmente requalificado, sem protocolo assinado com a Câmara.
O presidente da autarquia, Litério Marques, que há um ano assumiu «por dever cívico» a contestação popular, afirma-se receptivo a «assinar um protocolo que defenda os interesses dos anadienses», sem explicitar o que isso seja.
José Paixão, que desde então deu rosto ao descontentamento das populações, organizado no denominado movimento «Unidos pela Saúde», está contra e garante que, se houver protocolo, pelo menos a sua voz se fará ouvir, em ano de eleições.
«Onde o protocolo foi assinado, como em Cantanhede e Estarreja, está por cumprir, enquanto os melhoramentos têm chegado ao Hospital de Anadia, sem protocolo nenhum», justifica.
O esforço na requalificação do Hospital José Luciano de Castro é reconhecido pelo líder do movimento, bem como a qualidade do serviço da consulta aberta, que substituiu a «urgência», o que contribui para que a contestação se vá esbatendo.
Se juntarmos a esta noticia os dados recentemente revelados e que nos dão contam que os portugueses continuam a recorrer muito aos serviços de urgência dos hospitais, mas os centros de saúde fazem cada vez menos atendimentos não programados. Em 2007, enquanto as urgências hospitalares voltaram a aumentar, ainda que a um ritmo moderado, o número de consultas em Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos centros de saúde diminuiu perto de 11 por cento em comparação com 2006. Ficamos plenamente convencidos que as medidas que o governo implementou e pensa implementar na área da saúde, para além de prejudicarem gravemente a população são um autêntico fiasco em termos de gestão.

Em Cantanhede a diminuição da qualidade em termos de saúde é notória apesar das tentativas dos responsáveis pela área. Correias de transmissão do partido, baralham os números de forma a tentar fazer crer que os serviços funcionam.

A negociata PS/ PSD para além de criar constantes confusões nos acessos aos serviços de saúde, não é uma verdadeira urgência, limitando-se os serviços a meras consultas e muito ou a totalidade do que antes era resolvido no Hospital de Cantanhede encaminhado para Coimbra.
As compensações que PSD e PS traziam na cartola para desmobilizar a revolta popular que se avizinhava, tardam em ser implementadas, pois este governo e os políticos do sistema, muito prometem mas pouco cumprem.

O surto de gripe que tivemos nos últimos dias veio provar as debilidades do serviço de saúde português. As horas de espera foram enormes, os serviços entupiram e só por passes de magica se podem fazer declarações como as proferidas pelo Director do Centro de Saúde Cantanhede, felizmente não estive no Centro nos últimos dias, mas azar o meu sempre que lá me dirijo o tempo de espera, nunca é de meia hora mas sim de uma hora ou mais, mas a febre que acompanhou o surto de gripe baralhou as contas e fez com que em declarações ao Diário de Coimbra, o director tenha dito que o serviço de consulta aberta ainda não «entupiu», mas o tempo de espera dos doentes chega a ser «entre 1h30 e 2h00», enquanto que em situações, ditas normais, é de meia hora por cada utente. Enfim, palavras para quê!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mensagem de Boas Novas


Olá pessoal!

Apenas aproveito a deixa de há pouco e também eu vos saúdo.

Penso que a imagem diz tudo...

Até breve!!!

Carson's

O espaço e o tempo


Bom Fim de Ano e melhor começo em 2009


Centro de Saúde de Cantanhede reforçado com um médico

A epidemia de gripe que atinge Portugal levou a que o Centro de Saúde de Cantanhede tivesse de reforçar o atendimento clínico com mais um médico, visto que o fluxo de utentes aumentou em mais de 30% nos últimos dias.

O director do Centro de Saúde de Cantanhede, Carlos Ordens, explicou que nos últimos dias registou-se um aumento de fluxo às consultas na ordem dos «30% a 40%».

Nesta época, o normal de atendimentos de doentes por gripe é de 150, mas desde a semana passada que o centro recebeu «cerca de 220 pacientes», frisou Carlos Ordens.

Por esta razão os responsáveis viram-se obrigados a reforçar a equipa médica com mais um clínico, situação que se deverá manter até dia 2 de Janeiro, dado que o surto de gripe coincide com férias e folgas de médicos.


Em declarações ao Diário de Coimbra, o director frisou ainda que o serviço de consulta aberta ainda não «entupiu», mas o tempo de espera dos doentes chega a ser «entre 1h30 e 2h00», enquanto que em situações, ditas normais, é de meia hora por cada utente.

Fonte: Regional

domingo, 28 de dezembro de 2008

Os assaltos a residências poderão ter crescido em 2008 entre 4 a 5% face ao ano transacto.


Os dados recolhidos pela PSP e pela GNR apontam para que o número de assaltos a residências regresse ao nível de 2006 (23.314 assaltos) depois de em 2007 ter recuado (menos 990 assaltos), com apenas 22.324 ocorrências. (...)


As forças de segurança não desresponsabilizam os proprietários das casas assaltas, já que muitas das vezes os assaltos são conseguidos devido a incúria ou descuido dos próprios proprietários.

"Grande parte destes crimes no interior das habitações [são] concretizados por descuido dos proprietários", diz o comissário Paulo Flor, acrescentando que "muitas das vezes começam no facto de os proprietários não trancarem as portas quando se ausentam por breves minutos ou, quando estão no seu interior, não terem o vício positivo de as trancar".

Nós sabemos que o Sr. Comissário tem que ter o mesmo discurso que os sistema, caso contrário fica retido na carreira ou corre mesmo o risco de ser reformado compulsivamente, como aconteceu a um seu colega que teve a coragem de dizer que a imigração tinha contribuído para o aumento da criminalidade.
Mas nós contrariamente a muitos que se acomodaram ou que colaboram com sistema não temos medo de dizer a verdade porque só ela é verdadeiramente revolucionária.

A responsabilidade do aumento dos assaltos a residências deve-se unicamente ao sistema e ás suas politicas de combate e prevenção da criminalidade.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

3 Steps for 21st Century Learning

E educação, que educação???

Alvin Toffler na educação

Este País tem um problema... os Portugueses.


A comparação de estatísticas entre Portugal e Espanha que foi recentemente divulgada deixou-nos todos aqui na Escola um pouco perturbados. Tem coisas que não lembram ao Diabo.
A comparação de estatísticas entre Portugal e Espanha que foi recentemente divulgada deixou-nos todos aqui na Escola um pouco perturbados. Tem coisas que não lembram ao Diabo. Gastamos muito mais que os espanhóis em Protecção Social (25% do PIB, contra 20% deles), mas eles vivem mais do que nós - a esperança de vida à nascença é de 78 anos em Espanha, contra 75 cá, no caso dos homens, e 84 "versus" 81 e meio, respectivamente, nos caso das mulheres. Recuso-me a acreditar que vivemos menos por ir aos médicos e aos hospitais, portanto, a explicação lógica só pode ser nós sermos, à partida, mais fraquinhos e doentes que os espanhóis, e, portanto, termos que passar mais tempo nos médicos e ter que ter mais apoios na reforma. E mesmo assim não chega, pois não conseguimos durar tanto.Mas mais esquisito ainda, e, isso sim, totalmente impenetrável, são as diferenças na Educação.Por exemplo, a despesa pública em educação em Portugal tem sido, "per capita", superior à que se faz em Espanha: em 2005, por exemplo, atingiu 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) português, contra 4,2% em Espanha. No entanto, o nosso PIB cresceu menos que o espanhol. Até parece que gastar dinheiro em educação faz diminuir o PIB, e, portanto, que o melhor era gastarmos menos.Meus queridos leitores, antes que tentem encontrar quaisquer explicações para isto, deixem-me dizer-vos também que, em 2006, em Portugal, havia 61 indivíduos com mestrado ou doutoramento por 100 mil habitantes, enquanto em Espanha apenas havia 16 por cada 100 mil. Então como se consegue compreender que a produtividade em Espanha seja muito superior? E, já agora, se há tantos mestrados e doutoramentos feitos por tanta gente, e poucos em Espanha, como se compreende que a taxa de abandono escolar em Portugal seja de 35%, enquanto em Espanha se fica pelos 30%? E, ainda por cima, com tanta educação como é que é possível que haja 30% de empregadores com formação superior em Espanha e apenas 13% em Portugal? Isto, claro, quando no caso dos empregados as mesmas percentagens são de 34% em Espanha para 16% em Portugal? Onde é que andam todos esse indivíduos com formação superior?A primeira explicação que me veio à cabeça é que nós somos mais modestos, o que confirmará qualquer português que conheça algum número - não é necessário que seja grande - de espanhóis. E, como somos mesmo muito modestos - bons rapazes e um pouco tímidos até -, não gostamos de dizer quando nos perguntam (mesmo que seja o Instituto Nacional de Estatística) que temos um curso superior em Gestão de Restauração e Bebidas ou em Engenharia da Limpeza de Minerais Não Ferrosos, para não parecermos pretensiosos. Andamos na Universidade, mas não gostamos de falar muito nisso, à moda de Sir Peter Imbert, que um dia disse que "um curso universitário é como o adultério: podemos não nos querer envolver nisso, mas também não gostamos que os outros pensem que somos incapazes".Foi então que me dei conta de que este assunto já estava estudado, e que o especialista na matéria é o meu colega Jástás Nugouzu, da Universidade dos Camarões. No seu livro "Bonjour, Marcel, c'Est ton Ami Le Chômage", Nugouzu desenvolve as bases da TEE, a Teoria das Estatísticas Endógenas. Até aqui sempre se pensou que as Estatísticas eram a forma de conhecer a realidade - enquanto a medição fosse rigorosa, gerava conhecimento e permitia as políticas sociais, económicas, etc. Ora, a verdade é que, pelo simples facto de sabermos que vamos ser objectos estatísticos, mudamos o nosso comportamento de forma a aparecermos nas estatísticas com uma figura um pouco mais composta - como dizia Nugouzu, como a senhora que, antes do casamento da filha, ia ao cabeleireiro. À luz desta teoria, a verdade sobre as nossas estatísticas da Educação não se vê nas Escolas e nas Universidades, vê-se no mercado de trabalho e na casa das pessoas, observando os seus comportamentos.É desta forma que se consegue, de facto, começar a entender os números. Por exemplo, temos "per capita", em 2006, quatro vezes mais indivíduos com mestrado e doutoramento do que os espanhóis, 61 contra 16, pois enchemo-nos de brio e batemo-los no que é a ferramenta de competitividade hoje, a qualificação e o conhecimento. Mas temos menos produtividade. Porquê? Porque os restantes 99.939 são muito piores, uns autênticos burros. Pois é, como podem 61 fazer o que mais de 99.900 não fazem? E como é que se compreende a taxa de abandono? É na mesma linha: não gostamos de "chumbar", portanto, abandonamos a Escola logo antes do final do ano, mas voltamos no início do ano seguinte. É assim tipo resolução de Ano Novo, em que prometemos a nós próprios cada Primeiro de Janeiro que vamos ser melhores e prometemos que é desta, mas só dura até à Páscoa, quando aterramos na dura realidade, que isto de ser, por exemplo, engenheiro, não é para todos. E nas estatísticas temos assim o melhor dos mundos: poucos chumbos e todos os anos um número elevado de inscrição no ensino superior.Mas como é que há então uma percentagem maior de empregadores e empregados com curso superior em Espanha? É que, mais uma vez, o nosso comportamento ilustra bem o nosso pragmatismo: tiramos cá o curso, mas, quando podemos, vamos trabalhar para lá. E o pior não é isto, o pior é o vice--versa. Frederico Bastião é Professor de Teoria Económica das Crises na Escola de Altos Estudos das Penhas Douradas.

Quando perguntámos a Frederico o que acha que explica a alta taxa de abandono escolar em Portugal, Frederico respondeu: "É falta de Educação!"


Natal


Feliz Natal
Façam alguêm FELIZ.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Antes o Vôo da Ave


Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,

Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.

A ave passa e esquece, e assim deve ser.

O animal, onde já não está e por isso de nada serve,

Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

A recordação é uma traição à Natureza,

Porque a Natureza de ontem não é Natureza.

O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!


Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos

Poema XLIII" Heterónimo de Fernando Pessoa

O meu Natal não é deste reino!

Um abraço amigo e solidário a todos os que visitam este blog!

Aos colaboradores um obrigado pelo caminho.

Boas Festas


Desejo a todos os colaboradores e leitores deste blogue um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.

Boas Festas


Eu

desejo a todos os colaboradores e visitantes deste blog,

um Santo e Feliz Natal

e um ainda e espectacular 2009

que se aproxima.

Até uma próxima!!!

Cara ou coroa ???