quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aborto é crime


Dois anos após o referendo que legalizou o aborto até às 10 semanas, tem aumentado o número de casos de mulheres, em Portugal, que utilizam a interrupção voluntária da gravidez como se se tratasse de um método contraceptivo e continuam a existir situações de aborto clandestino.
Dois anos após o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, os números oficiais revelam a ocorrência de quase 18 mil abortos - no último ano - e 22 mil desde 2007, quando foi aprovada a lei.
E neste dia em que se cumprem 2 anos sobre o referendo de 11 de Fevereiro de 2007.
Passados dois as falácias dos defensores do sim começa a cair por terra, não só não se diminui o numero de abortos, como também não se acabou com o aborto clandestino. Na realidade podemos mesmo contactar que as abortadeiras profissionais gozam agora do pleno direito de fazer abortos por atacado.
O aborto é hoje intitulado de outras formas, como Redução Terapêutica, Redução de Danos para a Paciente ou Interrupção da Gravidez, que buscam amenizar o efeito da palavra aborto. É prática comum em alguns países e proibida com veemência em outros. É, acima de tudo, um dilema social, humano, jurídico, religioso e um risco para a saúde das mulheres, que deixa sequelas psicológicas para toda vida, excluindo deste particular aquelas criaturas, sem consciência que praticam o aborto como quem toma um café.
Cada vez mais é preciso informar a população sobre o risco do aborto e mais, sobre a importância da vida. Isso não significa deixar a paciente desamparada, mas orientá-la e instruí-la sobre as consequências do acto para que, futuramente, isso não comprometa a sua saúde mental e também física.
Cada vez mais é preciso criar politicas de apoio à maternidade, para que o recurso ao aborto por motivos económicos desapareça.
Afinal, se estamos aqui hoje, debatendo esse tema, é porque alguém permitiu que tivéssemos o nosso primeiro direito, o direito à vida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Façamos de conta.....


Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
JN

Entrega dos objectivos individuais.


Ainda não passa de mais do que da pré-publicação de um excerto do parecer, especificamente das páginas 48 a 51, que podem vir a ser objecto de ligeiras alterações e/ou aditamentos. O objectivo é facultar, desde já, elementos para os docentes se sentirem mais seguros nas atitudes que tomaram ou vierem a tomar nesta matéria.
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Da inexistência de qualquer obrigação legal válida de apresentação, pelos docentes, dos seus “objectivos individuais”
Especificamente quanto à “magna questão” da (não) entrega, pelos professores, dos objectivos individuais, há desde logo que ter presente o seguinte:
1º Não existe de todo qualquer normativo com natureza de acto legislativo que estabeleça o dever da entrega, pelo professor, dos seus principais objectivos individuais, sendo certo que a única obrigação legalmente estabelecida é, nos termos do artº 44º, nº 1, al. c) do ECD, a do preenchimento e, pressupõe-se, a entrega da chamada “ficha de auto-avaliação” sobre os objectivos alcançados na sua prática profissional, nada se estipulando no sentido de que os ditos objectivos tenham de ser propostos ou até fixados pelo próprio professor.
2º Como já atrás se demonstrou, onde a lei claramente não estatui não é lícito ao decreto-regulamentar pretender estatuir “ex novo”, pelo que qualquer divergência ou acrescento àquele regime legal que resulte de um dos diplomas com a referida natureza de decreto-regulamentar se terá de ter por manifestamente ilegal e, logo, não podendo vigorar na Ordem Jurídica, nem legitimar ordens ou exigências administrativas na base dessas mesmas “novas estatuições”.
3º Em qualquer caso, e sem conceder quanto ao que antecede, o que o artigo 9º do Decreto-Regulamentar nº 2/2008 dispõe - e já aí dispõe “a mais” do que a lei - é que os ditos “objectivos individuais são fixados, por acordo entre o avaliado e os avaliadores, através da apresentação de uma proposta do avaliado no início do período de avaliação (…)” (nº 1) e que “na falta de acordo quanto aos objectivos a fixar prevalece a posição dos avaliadores” (nº 4)- sic, com sublinhados nossos.
Ora, relativamente a tal normativo - que, repete-se, se reputa de ilegal, tem desde logo de se reconhecer que os pressupostos de facto da sua aplicação não estão no presente processo de avaliação de todo verificados (a apresentação da proposta dos objectivos individuais, até para poder estar conforme à “ratio” de todo o sistema de avaliação, deve naturalmente ocorrer no início do período de avaliação , e não a 5 meses do seu termo, e se os ditos objectivos individuais se destinam “a aferir o contributo do docente para a concretização dos objectivos constantes da alínea a) do artigo anterior, ou seja, para a concretização dos objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades e tal contributo não pode ser aferido de forma minimamente rigorosa se os objectivos individuais são apenas definidos quando os objectivos mais gerais já vão a mais de meio do período da sua da sua execução).
Mas, para além do que se vem de referir, o certo é que se o analisado artigo 9º estabelece que, em caso de desacordo entre avaliado e avaliador quanto à definição dos ditos objectivos individuais, prevalece sempre a posição dos avaliadores, então - e porque a ausência de fixação de objectivos individuais deve e tem que ser logicamente equiparada à fixação de tal modo redutora ou reduzida que os avaliadores dela discordem e logo imponham, por eles, outra definição dos mesmos - tal só poderá significar que, nesse caso, a ausência de apresentação de uma proposta de objectivos individuais por parte do avaliado não impossibilita o decurso do processo de avaliação, antes determinaria - não fosse a já apontada ilegalidade deste artigo 9º que o impede de vigorar na Ordem Jurídica - que o mesmo prossiga a partir de objectivos fixados pelos avaliadores, e nada mais do que isso !
E o artigo 10º do mesmo Decreto Regulamentar nº 2/2008 - que vem estabelecer que “em todos os parâmetros de avaliação em que haja lugar à fixação de objectivos individuais nos termos do artigo anterior” (sendo certo que dos oito parâmetros fixados no artigo 9º há dois que se não aplicam neste ciclo de avaliação e diversos outros que dependem de factores em absoluto estranhos ao professor - nota nossa), é o grau de cumprimento daqueles objectivos - e não do cumprimento da pretensa obrigação burocrática de definição dos mesmos - que constituirá referência essencial da classificação atribuída.
Tudo isto, para além de que o próprio artigo 15º do citado Decreto Regulamentar nº 2/2008 relativo às “fases do processo de avaliação” não contêm qualquer referência à apresentação dos objectivos individuais pelo docente.
Mais ainda ! O Decreto Regulamentar nº 1-A/2009 - que padece de igual vício de ilegalidade nos termos já anteriormente explanados - do mesmo passo que procura impôr aos Presidentes dos Conselhos Executivos uma calendarização apertada do processo, com a fixação de datas-limite para as diversas formas sequenciais, também em lugar algum estatui a obrigação de apresentação pelo docente dos referidos objectivos individuais.
Contém, todavia, uma curiosa modificação relativamente ao Decreto Regulamentar nº 2/2008 (onde sempre se referiam os “avaliadores” .- cfr. artº 9º, nº 1 e 4) ao vir estatuir agora no respectivo artigo 5º, nº 2, que afinal a proposta dos objectivos individuais agora já não é dirigida aos ditos avaliadores mas sim “é exclusivamente dirigida ao Presidente do Conselho Executivo em quem aquela competência tenha sido delegada” numa tão curiosa quanto significativa preocupação “centralista” do sistema.
(…)
Em suma: nenhuma obrigação existe fixada por norma legalmente válida, de apresentação pelos docentes dos respectivos objectivos individuais. E, consequentemente, entendemos que, por tal razão, rigorosamente nenhuma consequência, seja ela de natureza disciplinar (e inexistindo qualquer pretensa infracção disciplinar pois que, em Estado de direito, não é devida obediência aos actos ou regulamentos da Administração que contrariem a Lei) ou de outra (v.g. de uma pretensa “suspensão” da respectiva contagem do tempo de serviço.
Fonte: A Educação do meu Umbigo

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Rock Of Can­ta­nhe­de mar­ca­do

O Club Uni­ão Vila­no­ven­se orga­ni­za pelo oita­vo ano con­se­cu­ti­vo o fes­ti­val Rock of Can­ta­nhe­de – Mos­tra de Músi­ca Mo­der­na, este ano mar­ca­do para os dias 3 e 4 de Abril. As ban­das naci­o­nais que quei­ram estar pre­sen­tes no even­to têm até ao pró­xi­mo dia 27 de Feve­rei­ro para se ins­cre­ver, poden­do fazê-lo de vári­as manei­ras. Ou por car­ta, para o clu­be orga­ni­za­dor, com o ende­re­ço Lar­go do Club, n.o 1, Vila Nova, Outil, 3060 Can­ta­nhe­de ou atra­vés de cor­reio elec­tró­ni­co com os ende­re­ços cuv@sapo.pt
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Podem par­ti­ci­par gru­pos musi­cais de todo o país com ou sem regis­to dis­co­grá­fi­co edi­ta­do, e os inte­res­sa­dos em par­ti­ci­par nes­ta já tra­di­cio­nal mos­tra de músi­ca moder­na de Can­ta­nhe­de, têm de envi­ar à orga­ni­za­ção uma des­cri­ção da ban­da, acom­pa­nha­da com três músi­cas em mp3 ou nou­tro for­ma­to com­pa­tí­vel, e devem indi­car o tipo de músi­ca em que se inse­rem e núme­ro de ele­men­tos.De acor­do com o regu­la­men­to do even­to, duas das ban­das par­ti­ci­pan­tes têm de ter um ele­men­to com resi­dên­cia fixa no con­ce­lho de Can­ta­nhe­de e ou­tras duas ban­das tenham um ele­men­to com resi­dên­cia fixa no dis­tri­to de Coim­bra. Os músi­cos das res­tan­tes ban­das que par­ti­ci­pam nes­ta mos­tra de músi­ca moder­na podem ter resi­dên­cia em qual­quer par­te do país e/ou regi­ões autó­no­mas.À seme­lhan­ça das ante­rio­res edi­ções, o Rock of Can­ta­nhe­de vai con­tar com a par­ti­ci­pa­ção de oito ban­das e vários DJ’s. Nas duas noi­tes do even­to, as ban­das vão ter direi­to a um tem­po máxi­mo de 45 minu­tos de actu­a­ção, sen­do que os temas podem ser inter­pre­ta­dos em qual­quer idi­o­ma des­de que can­ta­dos “ao vivo”. Além de pro­por­ci­o­nar mo­men­tos de lazer e con­ví­vio entre os par­ti­ci­pan­tes e os milha­res de espec­ta­do­res que assis­tem a esta mos­tra musi­cal, a orga­ni­za­ção pre­ten­de, com o even­to, dar a conhe­cer os tra­ba­lhos rea­li­za­dos pelas ban­das de músi­ca moder­na do con­ce­lho de Can­ta­nhe­de.O Rock of Can­ta­nhe­de, recor­de-se, tem vin­do ano após ano a afir­mar-se como uma refe­rên­cia no pla­no musi­cal, e pelo pal­co de Vila Nova (Outil) já pas­sa­ram nomes como os Wray Gunn, D30, You Should Go Ahe­ad, Born a Lion, Wefig­ga, Sla­mo, Bal­búr­dia, Alma a Nú, One Fake Pro­ject, Fita Cola, Urban Tales, The Loyd, Sean Riley & The Slowri­ders. Na pri­mei­ra edi­ção do even­to, em 2001, só par­ti­ci­pa­ram nes­ta mos­tra de músi­ca moder­na ban­das ori­gi­ná­rias do con­ce­lho de Can­ta­nhe­de, nome­a­da­men­te os Sque­e­ze The­e­ze Ple­e­ze, actu­al­men­te uma ban­da bas­tan­te conhe­ci­da e de gran­de suces­so.

Valter Lemos foi despedido por incompetência

Valter Lemos esteve em Macau em 1984 e 1985. Era governador o Almirante Almeida e Costa, sendo o Secretário-Adjunto da Educação o Dr.Jorge Rangel. Valter Lemos era do CDS , sim, CDS! Fazia parte de uma equipa de assessores que fizeram um trabalho muito mau na Escola do Magistério Primário de Macau. Em resultado disso foi despedido por incompetência!!! E esta, hein !?
In " A educação do meu Umbigo"

Entregar os objectivos individuais significa morrer na praia.

ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…
Dada a quantidade de mensagens de professores angustiados com as pressões dos Conselhos Executivos e hesitantes quanto ao que devem fazer, e porque o tempo urge, envio estas considerações, que são, por enquanto, da minha exclusiva responsabilidade, agradecendo, desde já, a sua massiva divulgação.
ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS SIGNIFICA MORRER NA PRAIA…· Significa aceitar que, no próximo ano lectivo, o modelo de avaliação imposto pelo ME se aplicará na sua versão integral.
· Significa conformar-se com a existência de titulares e de quotas.
· Significa colaborar na degradação da escola e da profissão docente.
· Significa desperdiçar toda a força acumulada nas grandiosas manifestações de 8 de Março e 8 de Novembro e nas extraordinárias greves de 3 de Dezembro e 19 de Janeiro.Rejeitar o Modelo de Avaliação do ME e continuar a contestação passa por:NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS.
Mesmo correndo riscos, eles serão sempre insignificantes se comparados aos prejuízos provocados pela aplicação deste modelo, sobretudo tendo em conta que, neste caso, o risco será sempre muito limitado, porque:
· A entrega dos objectivos não tem carácter obrigatório, portanto, não dá lugar a qualquer sanção disciplinar.
· A não entrega dos objectivos não impede a continuação do processo de avaliação, já que a auto-avaliação é a primeira fase do processo, realizar-se-á no fim do presente ano lectivo e, apesar de ser meramente consultiva, é considerada um dever, tenha ou não se tenha apresentado objectivos.
· Os parâmetros da ficha do Presidente podem ser pontuados com ou sem objectivos definidos.· A avaliação não terá qualquer efeito nos concursos para o próximo ano lectivo.· As classificações inferiores a Bom, obtidas este ano, poderão ser corrigidas por uma avaliação extraordinária a realizar no ano seguinte.
Mesmo que assim não fosse, as consequências do não cumprimento da lei são sempre inversamente proporcionais ao número dos que não a cumprem.
140 mil processos disciplinares parariam o país mais rapidamente que o terramoto de 1755…
Por isso, a questão central, neste momento, é a seguinte:
VAMOS BAIXAR A CABEÇA E DEIXAR RUIR O QUE CONSTRUÍMOS, TÃO DURAMENTE?Não, Obrigado!
Os professores com P grande e titulares em matéria de ética profissional vão mostrar a este governo intransigente e obstipado que a dignidade não tem preço.Nota final:
Nas escolas onde não for possível aprovar esta posição, isso não impede os colegas em minoria de afixar na sala de professores uma Declaração de não entrega de objectivos.·A contabilidade da não participação neste modelo injusto far-se-á, não só pelo número de escolas, mas também pelo número de professores de todo o país.
Fonte:SPN

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O trágico em Graciliano Ramos e Carlos de Oliveira




Sócrates faz parte do clube Bilderberg


O SEMANÁRIO publica, hoje, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos. Na reunião que teve lugar de 3 a 6 de Junho, em Stresa, em Milão, Santana Lopes e José Sócrates estiveram presentes, juntamente com Pinto Balsemão. Curiosamente, Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo. Outros três intervenientes na crise política de 2004, o Presidente da República, Jorge Sampaio, Durão Barroso, então primeiro-ministro, e Ferro Rodrigues, então líder do PS, também estiveram em reuniões de Bilderberg. Sampaio esteve presente em 1999, na reunião de Sintra. Durão é um velho conhecido de Bilderberg, tendo estado presente em 1994, 2003 e já este ano, na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão Europeia. Já Ferro esteve presente na reunião de 2003. Fonte: Semanário, 7/2/09
ComentárioO Clube Bilderburg é uma associação secreta que reúne todos os anos, contando com a presença de políticos em ascensão e grandes empresários ligados à banca e aos media e que partilham a defesa do capitalismo financeiro globalista, a precariedade dos trabalhadores, criação de um governo mundial, a destruição do estado-nação e o neoliberalismo à escala global. O Clube Bilderberg tem sido acusado de ter uma agenda secreta com vista a forçar os sistemas educativos do Ocidente à estupidificação dos alunos oriundos dos meios mais desfavorecidos, de forma a criar as condições para uma mão-de-obra barata, ignorante e dócil. Não será isso que o Governo de Sócrates esta a fazer no nosso país? Alguns portugueses que participam nas reuniões do Clube Bilderburg: José Sócrates, Pinto Balsemão, Roberto Carneiro, Durão Barroso e Vítor Constâncio. Para saber mais sobre o Clube Bilderberg, veja em Daniel Estulin , autor que tem estudado as actividades clandestinas do referido clube. O livro de Daniel Estulin (O Clube Bilderberg) foi publicado em Portugal, mas a edição foi confiscada e desapareceu das livrarias. Para saber mais sobre Daniel Estulin, veja a biografia do autor . Para ter acesso ao livro Clube Bilderberg (edição espanhola), veja aqui. Tenciono voltar a este assunto mais tarde. Com o objectivo de aprofundar o conhecimento da agenda secreta do Clube Bilderberg, colocarei ao dispor dos colegas mais links e fontes informativas.


Educação: Fenprof estima que entre "50 a 60 mil" professores não vão entregar objectivos individuais


Fonte: JN
Lisboa, 06 Fev (Lusa) - A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou hoje que entre "50 a 60 mil" docentes não entregarão os objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho, e afirmou que os que entregaram fizeram-no num contexto de "chantagem, pressão e medo".
"Calculamos que entre 50 a 60 mil professores não vão entregar os seus objectivos individuais", afirmou o secretário-geral da Fenprof, em conferência de imprensa, sublinhando que o prazo para o cumprimento daquele procedimento só se esgotou em "pouco mais de um terço das escolas".
Mário Nogueira acrescentou que nos estabelecimentos de ensino onde o prazo já terminou, "40 a 50 por cento" dos docentes não entregaram os objectivos individuais. Em relação aos que o fizeram, justifica com um "contexto de ameaça, chantagem, pressão e dificuldade".
"Neste momento, o Ministério da Educação assenta no medo o levar por diante a sua avaliação. O medo é hoje a razão principal pela qual muitos professores estão a entregar os objectivos individuais", criticou o sindicalista, depois de "saudar os que resistiram".
O Ministério da Educação estimou esta semana que "a maioria" dos docentes cumpriu este procedimento, uma das primeiras etapas do processo de avaliação de desempenho.
"O clima de terror e medo para atingir fins políticos não é próprio de um regime democrático", acrescentou Mário Nogueira.
Para o dirigente sindical, o facto de 50 a 60 mil professores não entregarem os objectivos mostra que "o modelo de avaliação do Governo está desacreditado e não é nada".
MLS.
Lusa/Fim

Eu digo não


A batalha do lóbi gay tem vindo a dar passos consistentes e inteligentes. Quer a nível jurídico, quer político, quer social. Passo a passo, de forma concertada, alcançam os seus objectivos anti-naturais e anti-sociais.
No início proclamavam incansavelmente o “direito à diferença”, reconhecendo, ao menos, que há diferença…
Posteriormente e a par com a alteração do artigo 13º da Constituição, sentiram-se em condições para avançar com a grande campanha do “direito à indiferença” (aliás apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, ao tempo do então Presidente João Soares), pretendendo com ele, impor à sociedade a aceitação dos diversos comportamentos como sendo iguais e por isso… indiferentes.
Por outro lado, começaram a campanha maciça, mais subtil mas intensa, da lavagem ao cérebro, sobretudo das camadas jovens, através da introdução dessa “indiferença” em programas televisivos, telenovelas, filmes e também nos currículos escolares.
Recentemente, com a alteração do Código Penal de 2007, consolidados nos avanços já então consolidados e encorajados pelas directivas da asfixiante União Europeia, conseguiram através do artigo 280, “criminalizar” o pensamento e a acção de quem ouse combater os seus intentos.
Pessoalmente nunca aceitarei a homossexualidade como natural e combaterei sempre a sua promoção.
Infelizmente muita gente porque politicamente correcto acha por bem colaborar com lóbi gay. Hoje como faço muitas vezes dirigi-me ao Intermarché de
Cantanhede, para fazer umas compras. Logo á entrada um cartaz com dois homens a beijarem-se depois no interior um placar para anúncios amorosos onde gays e lésbicas eram contemplados. Na altura mostrei logo a minha indignação por mais esta promoção descarada ao que é anti natural. Não volto a fazer compras nem a entrar naquele espaço comercial. Faça você o mesmo é tempo de mostrar a estes burgueses rosas que o povo está atento. Aqui podemos ver direita e esquerda de mãos dadas. Os mesmos que exploram desmedidamente os seus empregados, aliados com os progressivas da esquerda chique e choque.

Se digo que esta ou aquela coisa não me agrada, estou protestando. Se me ocupo, ao mesmo tempo atentar que algo que não gosto não volte a ocorrer, estou resistindo. Protesto quando digo que não continuo a colaborar. Resisto quando me ocupo de que também os demais não colaborem.

Bombeiro de ouro


No nosso país o desperdício de talentos e competências é constante. Porque é velho substitui-se por novo sem ligar à experiência e ao saber acumulado, porque é competente substitui-se por um boy do partido.
São muitos os casos e toda a gente sabe pelo menos de um, onde alguém louvado pelo seu trabalho é substituído em pouco tempo com argumentos sem nexo. Diminui a eficiência do serviço, mas pouco importa a quem o ordena, afinal o dinheiro dos contribuintes estará lá para depois colmatar as asneiras.
Muitos dos afastados nada fazem, calam e consentem, muitas vezes “reconfortados” com a frase que o sistema nos impingiu “Não se pode fazer nada”. Outros não se calam e fazem valer os seus direitos, até porque a realidade acaba por lhes dar razão. Eduardo Martins Gaspar, antigo Segundo comandante dos Bombeiros de Cantanhede, faz parte do grupo destes últimos. Considerado crachá de ouro num ano, foi despedido da corporação no outro, por falta de profissionalismo. Incomodado com o afastamento, doente com a desfeita, não se calou recorreu aos tribunais e pouco a pouco tem visto pelo menos o seu bom-nome ser reabilitado bem como os direitos que tinha enquanto funcionário da instituição.
Uma das ultimas etapas do sua luta vai ter lugar dentro em breve como nos informa o Diário de Coimbra, fazemos votos que mais uma vez o Bombeiro de Ouro saia vitorioso, como saiu no combate a muitos fogos.
Respeitamos e muito a instituição aqui referenciada. Os Bombeiros de Portugal são um exemplo de coragem de entrega e de abnegação para todos nós. No entanto os Bombeiros de Cantanhede têm sido noticia pelas piores razões, com algumas viaturas penhoradas por não terem cumprido uma determinação judicial, com um processo de investigação em curso por irregularidades nos subsídios de transportes de doentes, precisam de mão firme e de não desperdiçar talentos para que a sua missão não seja posta em causa.
Fazemos votos para que todos estes problemas tenham um desfecho que não ponha em causa a operacionalidade dos nossos soldados da paz , mas que ao mesmo tempo reabilite o bom nome de alguém que todos sabemos ser um profissional competente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Terminou em Janeiro, com a realização em Piacenza do Campeonato do Mundo, a temporada ornitológica de 2008/2009. O nosso conterrâneo Nuno Monteiro (Cadima) destacou-se, uma vez mais, com a obtenção de quatro medalhas (duas de ouro, uma de prata e outra de bronze) em canários de cor. Nesta competição, os criadores italianos, aproveitando o “factor casa”, dominaram as classificações, cimentando a sua primazia, seguindo-se países como Bélgica, Espanha, França e Portugal.Em Dezembro ocorreu o Campeonato Nacional em Paços de Ferreira, onde Nuno Monteiro foi o criador mais galardoado em canários de cor. Nesta exposição, também em canários de cor, marcaram igualmente presença Carlos Alexandre Cruz (Tocha) que obteve dois primeiros e um segundo lugar e o estreante Vítor Carvalho (Portunhos) que, apesar da não obtenção de prémios, teve uma participação muito meritória.Estes criadores que a expensas suas subsidiam o seu hobby, sem qualquer tipo de apoio, público ou privado, colocaram uma vez mais e a exemplo da temporada passada, Cantanhede no mapa.Durante a temporada ocorreram diversas exposições perto de Cantanhede, a saber em Coimbra (organizado pela Associação Ornitológica de Coimbra), Figueira da Foz (Clube Ornitológico da Figueira da Foz) e Oliveira do Bairro (Clube Ornitológico da Beira Litoral). A criação de aves de companhia é uma actividade que conta em Portugal com cerca de onze mil criadores federados. Em Janeiro de 2010 Portugal organizará o Campeonato do Mundo que terá lugar em Santa Maria da Feira.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Bombeiros investigados


A PJ de Coimbra está a investigar uma denúncia de alegadas irregularidades nos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, relacionadas com o transporte de doentes. A investigação foi desencadeada por uma queixa anónima, que dava conta de verbas do Estado que terão sido recebidas indevidamente pela corporação.
Segundo a denúncia, os Bombeiros cobravam à Segurança Social o pagamento de várias deslocações com doentes para hospitais da região – como se fosse só um doente na ambulância – quando, na verdade, transportavam mais do que um por viagem.
Em causa estaria, por exemplo, o transporte de dois pacientes aos Hospitais da Universidade de Coimbra numa viatura, no entanto a corporação declarava duas deslocações. Estas falsas viagens, justificadas com documentos forjados, terão começado em 2006. Em alguns casos as viaturas referidas nos documentos entregues à Segurança Social já nem estavam em circulação.
Todo o dinheiro que terá sido recebido de forma indevida revertia para a própria corporação. Nesta fase das investigações não foram constituídos arguidos.
O CM contactou o presidente da Associação de Bombeiros Voluntários de Cantanhede, Idalécio Oliveira, que não quis prestar declarações sobre o assunto.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Inscrições abertas para a Expofacic, em Cantanhede


As empresas ou pessoas singulares que pretendam participar pela primeira vez como expositores na Expofacic – Exposição/Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede podem desde já, e até ao próximo dia 16 de Fevereiro, formalizar o seu pedido à Comissão Executiva. Para isso, os interessados deverão apresentar a sua pré-inscrição nos serviços administrativos da INOVA-EM, durante o horário de expediente, através de um formulário que pode ser solicitado pelo e-mail geral@inova-em.pt ou retirado aqui e aqui (no sítio da Expofacic), onde está também disponível para consulta o regulamento de participação.
A XIX Expofacic irá decorrer de 24 de Julho a 2 de Agosto no Parque Expo-Desportivo de S. Mateus, prevendo-se que venha a contar com um ligeiro aumento do número de expositores relativamente aos quinhenetos registados o ano transacto, em função de algumas alterações na organização dos espaços que a organização já está a estudar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cavalos Puro Sangue Lusitano? É com o Cadima


O maior criador do país acima do Ribatejo dos tão apreciados e vistosos cavalos Puro Sangue Lusitano (PSL) tem o nome da freguesia onde vive – Cadima (Cantanhede) – e possui terrenos e cavalariças em Tentúgal (Montemor-o-Velho), no Baixo Mondego. Para além do número o importante é a qualidade e, esta, tem sido reconhecida pela categoria da linhagem e por ter animais com as cores mais procuradas.

Ler tudo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Atentados democráticos

José Sócrates criticou alguns elementos da bancada parlamentar socialista (Manuel Alegre incluído) por terem votado contra as linhas orientadoras do partido, entenda-se do Governo e, mais concretamente, do Primeiro-Ministro. Esta atitude, idêntica à tomada de posição do Professor Marcelo Rebelo de Sousa aquando da votação sobre o propalado “totonegócio”, revela a falta de espírito democrático que norteia os partidos políticos e os políticos em si.
Quando um eleitor exerce o seu direito de voto elege os seus representantes e não o Primeiro-ministro ou o líder partidário que, como se sabe, não é sequer sufragado. Estas tomadas de posição são um verdadeiro atentado à Constituição e à essência do voto.
Os nossos políticos vão retratando o pior da nossa democracia. Se pudessem ou soubessem Chavez seria um menino de coro ao pé deles!

Gato escondido ......


Este governo é perito em atirar areia para os olhos aos portugueses. Para além das comissões de estudo que não são mais que funcionários ao serviço do PS e que tanto mal tem feito à saúde, segurança e educação dos portugueses, o PS entrou em desvario total na tentativa de tornar a ter uma maioria absoluta.
Na semana passada as páginas dos Jornais encheram-se com a notícia que a OCDE tinha elogiado a politica deste governo relativamente ás “reformas” implementadas no primeiro ciclo do ensino básico. O primeiro-ministro tão dado a folclores mediáticos e a festivais de corta fitas, fez um elogio público à ministra da tutela, largamente difundido pelos media.
Agora veio a publico que o “estudo” tinha sido encomendado a peritos internacionais independentes, liderada pelo Prof. Peter Matthews. A avaliação que realizaram em Portugal segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros ao longo dos anos."
As fontes documentais são quase todas dos organismos do ME. Os 4 peritos portugueses consultados são todos próximos ou militantes do PS. O Relatório baseou-se num relatório prévio feito pelo Ministério da Educação. E os 7 municípios ouvidos são todos do PS menos um que é do Major Valentim Loureiro, um independente que gosta de elogiar a ministra da educação e que tem em comum com José Sócrates a mania de oferecer eletrodomesticos. Ora digam lá: por maior que sejam os curricula vitae dos autores do Relatório e por maior consideração que tenhamos (e eu tenho) para com o percurso académico dos 4 peritos nacionais consultados (João Formosinho, Isabel Alçada, Rosa Martins e Lucília Salgado), que credibilidade é que este Relatório pode merecer?
Nota: os municípios ouvidos foram: Guimarães (PS); Santo Tirso (PS); Amadora (PS); Ourique (PS); Lisboa (PS); Portimão (PS); Gondomar (Independente). Podemos afirmar, sem estarmos enganados, que Valentim Loureiro é o mais socialista de todos os independentes. Não deixa passar uma oportunidade para elogiar José Sócrates e a Ministra da educação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Arte política portuguesa... e gandareza!


Ler aqui: Blog do manel

A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)


Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar .



Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.


Cinco mil postos de trabalho em risco no sector das confecções


Quarenta empresários reuniram ontem em Oliveira do Hospital e pedem medidas de apoio a uma indústria que, segundo dizem, continua a ser a «maior do país». Representante das confecções garante que uma das saídas para esta crise é comprar “português”.
São ainda os principais empregadores da região e reuniram ontem de «emergência» em Oliveira do Hospital para consertar estratégias, face à quebra de encomendas que está a atingir o sector das confecções. Ao todo representam cinco mil postos de trabalho, sendo que só o concelho de Oliveira tem cerca de dois mil trabalhadores dependentes desta indústria. Confrontados com uma quebra acentuada das encomendas para os próximos meses, estes empresários solicitaram uma reunião com a associação representativa do sector – a ANIVEC Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecções – com o objectivo de fazerem sentir ao Governo a crise que atinge, segundo os próprios industriais, de forma grave, o sector do vestuário e confecções, e exigirem algumas medidas de apoio.
Da reunião de ontem saiu um conjunto de reivindicações que os empresários reputam de justas para um sector que continua a ser responsável por uma parte significativa das exportações e que emprega em todo o país mais de 150 mil pessoas. «Portugal é conhecido por fazer confecções e por fazer as melhores confecções do mundo, não é conhecido por fazer automóveis», considera o presidente da ANIVEC, Orlando Lopes da Cunha, que ontem acusou directamente a Comissão Europeia de ter uma grande quota de responsabilidade nesta crise ao ceder ao «lobbie poderosíssimo» das «grandes marcas internacionais», deixando que a livre circulação de mercadorias se faça «sem regras». Orlando Cunha garante que os empresários portugueses não têm medo da competição, nem dos chine-ses, desde que essa competição se faça com as mesmas regras para todos. «A Europa está transformada num imenso ringue de boxe em que uns lutam com luvas de boxe e outros podem jogar com os pés, com as mãos, em que vale tudo», comparou o representante dos industriais, que prefere ser rotulado de «proteccionista» do que ser «coveiro» de todo um sector, que no seu entender, é um dos pilares da economia real do país.

“Pacote” de medidas
Apreensivos relativamente ao futuro, os empresários pedem assim ao Governo que crie também medidas excepcionais de apoio a esta actividade, tais como a redução das contribuições para a Segurança Social. «Isto está-se a passar em todo o mundo, ainda que por um período limitado de tempo, é preferível ter as pessoas razoavelmente empregadas, do que no desemprego, é uma questão de bom senso», afiançou, defendendo ainda um conjunto mais alargado de apoios, que vão desde a alteração do critério de pagamento do IVA às empresas, à revisão do conceito de PME – com o objectivo destas empresas poderem ter também acesso às linhas de financiamento disponibilizadas para as micro e pequenas empresas – à questão do lay off sem custos para as empresas, isto é, as fábricas poderem flexibilizar o tempo de trabalho de acordo com as encomendas, uma vez que algumas estão em risco de não ter trabalho e de ter de assumir os encargos com os trabalhadores.
Os empresários pedem ao Governo que apoie com formação esse «excedente» de horas para os trabalhadores, assim como pedem também que os despedimentos por mútuo acordo possam ser feitos de forma ao trabalhador poder ter acesso ao fundo de desemprego. “Mão menos pesada” das Finanças e da Segurança Social na cobrança das dívidas é o que estes industriais apelam também à tutela, numa altura em que o cerco se aperta sobretudo para os gerentes, que não compreendem que no fim ainda possam ter processos crime.
«Alguma coisa está mal para ninguém querer ser empresário, os nossos filhos não querem dar continuidade a isto, nós andamos a educá-los para depois irem para Lisboa para um emprego do Estado, isto não pode acontecer», lamenta o dirigente da Associação que apontou entretanto algumas medidas de fundo para combater esta crise. Primeiro, consciencializar o povo de que tem de consumir português. «É importante comprar português para a sobrevivência do tecido empresarial nacional», referiu considerando igualmente imperioso o combate a uma globalização «criminosa» e «apressada» que esteve na origem de todos estes problemas e que está a levar não só esta indústria, mas este sector em particular, ao «desespero».

FONTE