segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Privatização do ensino?


De acordo com a alínea e) do nº2 do artigo 74º da Constituição da República Portuguesa: na realização da política de ensino incumbe ao Estado estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino.
Mas até em relação às leis que criou o sistema faz tábua rasa.
Nos últimos três anos, as transferências do Estado para as instituições de ensino superior têm vindo a diminuir e já não chegam para cobrir as despesas correntes. Às universidades e politécnicos públicos é-lhes pedido que recorram às receitas próprias para pagar despesas que, até há dois anos, eram da responsabilidade do Estado.
As receitas próprias sabemos nós muito bem quais são. Chama-se propinas e têm pesado cada vez mais na bolsa das famílias que têm filhos a estudar no ensino superior.
Alguns argumentarão, que as receitas necessárias pode ser encontradas em parcerias com o sector privado.
Mas, educação e cultura que são deveres do Estado, se adquirirem, em determinado momento histórico, valor de negócio intrínseco. Nessa altura torna-se forte a tentação de que as despesas passassem a investimentos, e de que os serviços se tornassem privatizáveis. Cedendo às pressões desta tentação o Estado acaba por abdicar dos seus deveres de formação, fragiliza-se, torna-se meramente virtual, passando a mera figura de retórica. A escola deixa de se adequar ao interesse geral, enviesando-se no sentido de satisfazer exigências sectoriais e conjunturais.
No ensino como na saúde o perigo da privatização é um dado adquirido, contra o qual devemos lutar. Estes sectores podem estar abertos a instituições privadas mas deve sempre caber ao estado o poder principal e o poder regulador.

Ensine-me, por favor!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Quejas de Bandoneon - Junior Cervila y Mora Godoy

The light of darkness

"Deus está Nú"


Michel Onfray: "Deus Está Nu"

Por André Fontenelle 26/05/2005 às 01:25
Reportagem publicada na Revista Veja de 25/05/2005


Entrevista: Michel Onfray "Deus está nu"

O filósofo francês mais lido da atualidade diz que as três grandes religiões monoteístas vendem ilusões e devem ser desmascaradas como o rei da fábula de Andersen Em um tempo em que a religiosidade está em alta, surpreende o livro que se encontra no topo da lista dos mais vendidos na França desde o mês passado, à frente até das biografias de João Paulo II: Tratado de Ateologia. Escrita pelo filósofo mais popular da França na atualidade, Michel Onfray, de 46 anos, a obra é um ataque pesado ao que o autor classifica como "os três grandes monoteísmos". Segundo Onfray, por trás do discurso pacifista e amoroso, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo pregam na verdade a destruição de tudo o que represente liberdade e prazer: "Odeiam o corpo, os desejos, a sexualidade, as mulheres, a inteligência e todos os livros, exceto um". Essas religiões, afirma o filósofo, exaltam a submissão, a castidade, a fé cega e conformista em nome de um paraíso fictício depois da morte. Para defender essa argumentação, Onfray valeu-se de uma análise detalhada dos textos sagrados, cujas contradições aponta ao longo de todo o livro, e do legado de outros filósofos, como o alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que proclamou, em uma célebre expressão, a "morte de Deus". O filósofo escreve em linguagem acessível, a mesma que emprega ao lecionar na cidade de Caen, no norte da França. Ali criou uma "universidade popular" que atrai milhares de pessoas a palestras diárias e gratuitas sobre filosofia, artes e política. Gravadas pela rádio pública France Culture, as aulas de Onfray são sucesso de audiência. Os fãs o consideram um sucessor de Michel Foucault (1926-1984), o mais influente filósofo francês do século passado. Em seus livros, Onfray propõe o que chama de "projeto hedonista ético", em que defende o direito do ser humano ao prazer. Uma de suas obras, A Escultura de Si, ganhou em 1993 o Prêmio Médicis, o mais importante da França para jovens autores. Onfray também tem detratores, que o acusam de repetir idéias ultrapassadas. Em dois meses seu Tratado vendeu 150.000 exemplares.

De seu escritório em Argentan, Onfray concedeu a seguinte entrevista a VEJA.



Veja - Em sua opinião, só o ateu é verdadeiramente livre?

Onfray - Só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana. Deus pressupõe a existência de uma providência divina, o que nega a possibilidade de escolher o próprio destino e inventar a própria existência. Se Deus existe, eu não sou livre; por outro lado, se Deus não existe, posso me libertar. A liberdade nunca é dada. Ela se constrói no dia-a-dia. Ora, o princípio fundamental do Deus do cristianismo, do judaísmo e do Islã é um entrave e um inibidor da autonomia do homem.

Veja - A que o senhor atribui o sucesso de seu livro num momento em que há tanta discussão sobre religiosidade?

Onfray - Acho que muitos franceses esperavam uma declaração claramente atéia. As primeiras páginas de jornais e as capas de revistas sobre o retorno da religiosidade, a polêmica sobre o direito de usar ou não o véu muçulmano na escola leiga, a oposição maniqueísta entre um eixo do bem judeo-cristão e um eixo do mal muçulmano, a obrigação de escolher um lado entre George W. Bush e Osama bin Laden, a religiosidade dos políticos exposta na imprensa, o crescimento do Islã nos subúrbios franceses, tudo isso contribuiu para uma presença monoteísta forte no primeiro plano da mídia. Meu livro provavelmente funciona como um antídoto a esse estado de coisas, pelo menos na França. Ele ainda está sendo traduzido para outros idiomas.

Veja - Seu livro defende um ateísmo "fundamentado, construído, sólidoe militante". Isso quer dizer que é preciso convencer as pessoas da inexistência de Deus?

Onfray - Isso quer dizer que, quando uma pessoa não se contenta apenas em acreditar estupidamente, mas começa a fazer perguntas sobre os textos sagrados, a doutrina, os ensinamentos da religião, não há como não chegar às conclusões que eu proponho. Trata-se de não deixar a razão, com R maiúsculo, em segundo plano, atrás da fé - e sim dar à razão o poder e a nobreza que ela merece. Essa é a missão, a tarefa e o trabalho do filósofo, pelo menos de todo filósofo que se dê ao respeito.

Veja - A desconstrução dos três grandes monoteísmos equivale a mostrar que o rei está nu, como na fábula de Hans-Christian Andersen?

Onfray - Sim. É preciso mostrar que o rei está nu, deixar claro que o mecanismo das religiões é o de uma ilusão. É como um brinquedo cujo mistério tentamos decifrar quebrando-o. O encanto e a magia da religião desaparecem quando se vêem as engrenagens, a mecânica e as razões materiais por trás das crenças.

Veja - O senhor cita constantemente trechos do Corão, da Bíblia e da Torá para apontar contradições. Por que razão, se em muitos casos esses trechos nem são mencionados pelos religiosos na defesa de suas convicções?

Onfray - Os sacerdotes limitam-se a usar apenas um punhado de palavras, textos e referências, sempre postos em evidência porque são aqueles trechos que permitem assegurar melhor o domínio sobre os corpos, os corações e as almas dos fiéis. A mitologia das religiões precisa de simplicidade para se tornar mais eficaz. Elas fazem uma promoção permanente da fé em detrimento da razão, da crença diante da inteligência, da submissão ao clero contra a liberdade do pensamento autônomo, da treva contra a luz.

Veja - Seu livro cita contradições entre a pregação da paz e a da violência. O senhor pode dar os exemplos mais marcantes dessa situação?

Onfray - O famoso sexto mandamento da Torá ensina: "Não matarás". Linhas abaixo, uma lei autoriza a matar quem fere ou amaldiçoa os pais (Exodo 21:15 e adiante). Nos Evangelhos, lê-se em Mateus (10:34) a seguinte frase de Jesus: "Não vim trazer a paz, e sim a espada". O mesmo evangelista afirma a todo instante que Jesus traz a doçura, o perdão e a paz. O Corão afirma que "quem matar uma pessoa sem que ela tenha cometido homicídio será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade" (quinta sura, versículo 32). Mas ao mesmo tempo o texto transborda de incitações ao crime contra os infiéis ("Matai-os onde quer que os encontreis", segunda sura, versículo 191), os judeus ("Que Deus os combata", nona sura, versículo 30), os ateus ("Deus amaldiçoou os descrentes", 33ª sura, versículo 64) e os politeístas ("Matai os idólatras, onde quer que os acheis", nona sura, versículo 5).

Veja - O livro ataca com virulência particular o apóstolo Paulo, descrevendo-o como um histérico. Por quê?

Onfray - Basta ler os Atos dos Apóstolos, nos trechos que descrevem a conversão de Paulo, e conhecer um pouco de psiquiatria, ou ter um manual de psicologia ao alcance da mão, para ver quanto os sintomas da visão que originou sua conversão coincidem com os descritos pelos especialistas em histeria: perda de tônus muscular, queda, cegueira momentânea etc. Ao me referir a Paulo, eu não emprego o termo neurose como um insulto de caráter moral, mas como um diagnóstico que pode ser estabelecido por um psiquiatra.

Veja - Há uma diferença entre ser contra as religiões e não acreditar na existência de Deus? Onfray - É possível acreditar em Deus e viver sem religião. Mas não conheço religião que viva sem Deus. Trata-se do mesmo combate, verso e reverso da mesma medalha.

Veja - Mas não são poucos os que sustentam que a necessidade de Deus é inerente ao ser humano. Há quem acredite que essa necessidade é genética.

Onfray - Essa necessidade é cultivada culturalmente. É claro que não existe. Muito menos geneticamente. Essa é uma idéia ridícula. Não há nada no cérebro além daquilo que é posto nele. Já se viu alguma criança - imagem do que pode haver de mais natural - nascer acreditando em algum deus ou em alguma transcendência? Deus e a religião são invenções puramente humanas, assim como a filosofia, a arte ou a metafísica. Essas criações, é bem verdade, respondem a necessidades, como a de esconjurar a angústia da morte, mas podemos reagir de outra forma: por exemplo, com a filosofia.

Veja - Como o senhor explica o fato de muitos cientistas, diante da impossibilidade de explicar a imensa complexidade do universo, se voltarem para a hipótese da criação divina?

Onfray - O recurso a Deus e à transcendência é um sinal de impotência. A razão não pode tudo. Deve ser consciente de suas possibilidades. Quando ela não consegue provar alguma coisa, é preciso reconhecer essas limitações e não fazer concessões à fábula, ao pensamento mitológico ou mágico. A idéia da criação divina é uma espécie de doença infantil do pensamento reflexivo.

Veja - Como filósofo ateu, como o senhor viu a forte comoção popular pela morte do papa? Onfray - Tamanho fervor deve ser relacionado com o fato de que João Paulo II foi de fato o primeiro "papa catódico", o primeiro sumo pontífice da era da comunicação de massa. Foi o homem mais filmado do planeta. Logo, era o maior portador da aura que a mídia confere. A maioria das pessoas tem fascínio pelos ícones eleitos pela mídia e acredita mais neles do que na verdade física. Daí a estranha sensação quando a TV prova que por trás daquela imagem divinizada havia alguém bem real, de carne e osso. Isso ficou demonstrado, na morte do papa, pelo uso espetaculoso da exposição do cadáver e pela criação de uma reação histérica entretida e amplificada pela transmissão televisiva.

Veja - O senhor retoma casos recentes e antigos em que o papel da Igreja Católica não foi dos melhores: ataques a Galileu, silêncio diante do holocausto ou do genocídio em Ruanda. Mas é possível encontrar outros tantos exemplos de bons momentos do catolicismo. Isso não mostra que o problema não são as religiões e sim os homens que as interpretam?

Onfray - Não me proponho a escrever uma resposta ao livro O Gênio do Cristianismo (obra de 1802 do escritor francês François-René de Chateaubriand, que refutava os filósofos anti-religiosos de seu tempo). O que quero é mostrar que as religiões, que dizem querer promover a paz, o amor ao próximo, a fraternidade, a amizade entre os povos e as nações, produzem na maior parte do tempo o contrário. Não me parece muito digno de interesse que os monoteísmos possam ter gerado o bem aqui ou acolá. Afinal, é a isso mesmo que eles dizem se propor. Não há motivo para espanto. Em compensação, que se devam a eles tantas barbaridades terrenas, extremamente humanas, me parece muito mais importante como prova da inanidade das doutrinas.

Veja - Críticos católicos alegam que seu livro nada fez senão repetir antigos argumentos contra a religião. Quais são seus argumentos novos?

Onfray - Não se pode fazer muito a respeito, a não ser dizer e redizer o que é verdade há muito tempo. E repetir que os cristãos têm pouca moral para me reprovar por dizer antigas verdades, quando eles mesmos propagandeiam erros ainda mais antigos.

Veja - Não se pode negar que a religião proporciona valores morais e éticos a muitas pessoas que de outra forma não os teriam. Isso, por si, não bastaria para justificar a existência das religiões? Onfray - Se não houvesse alternativa, certamente. Mas há. A filosofia permite a cada um a apreensão do que é o mundo, do que pode ser a moral, a justiça, a regra do jogo para uma existência feliz entre os homens, sem que seja preciso recorrer a Deus, ao divino, ao sagrado, ao céu, às religiões. É preciso passar da era teológica à era da filosofia de massa.

Veja - O senhor acha que um dia o mundo será predominantemente ateu?

Onfray - Não. A fraqueza, o medo, a angústia diante da morte, que são as fontes de todas as crenças religiosas, nunca abandonarão os homens. Por outro lado, é preciso que alguns espíritos fortes, para usar uma expressão do século XVII, defendam as idéias justas. A questão é converter novos espíritos fortes. Só isso já seria muita coisa.

Veja - Quando e como o senhor se tornou ateu?

Onfray - Até onde consigo me lembrar, sempre fui ateu, a não ser na infância, quando acreditava na mitologia católica como se acredita em Papai Noel ou nas lendas do folclore. A história contada pelo catolicismo tem tanto valor quanto essas. Está no mesmo nível dos contos da carochinha, em que os animais conversam e os ogros comem criancinhas. Assim que um embrião de razão habitou meu espírito, não me importei mais com esse pensamento mágico - que só serve, justamente, para as crianças.

Veja - Do que se trata, exatamente, a "universidade popular" que o senhor criou?

Onfray - Eu criei essa universidade, com um grupo de amigos, três anos atrás, com o objetivo de proporcionar um saber filosófico exigente ao maior número possível de pessoas, de todas as origens, sem distinção de classe, religião, sexo, idade, formação, poder aquisitivo ou nível intelectual. E, ao mesmo tempo, permitir a construção de si mesmo como pessoa livre, independente e autônoma. Organizamos seminários sobre idéias feministas, política, cinema, arte contemporânea ou psicanálise, entre outros. Também temos uma oficina de filosofia para crianças. No que me diz respeito, ensino uma contra-história da filosofia - atéia, materialista, sensualista, hedonista, anarquista.

Veja - Que tipo de público freqüenta seus cursos?

Onfray - O público é indefinível, verdadeiramente popular: jovens, velhos, homens, mulheres, universitários, gente sem diploma, trabalhadores especializados, como pilotos de Airbus e neurocirurgiões, não qualificados ou desempregados, como os demitidos de uma montadora de automóveis da região.

Veja - A idéia está dando certo?

Onfray - O princípio dela já permitiu que se espalhe por cinco ou seis outras cidades. Há outros projetos de expansão.

Michel Onfray - filósofo francês


Michel Onfray 1/3
Enviado por rue89

Este filósofo é autor de 50 livros, nos quais postula uma ética pós-cristã. Para inquietar as consciências instaladas. Uma boa leitura para esta época natalícia.

Citações de Michel Onfray :

"Le religieux conduit à l'émasculation, il vise la castration des énergies, leur inclusion dans des instances qui les stérilisent. L'Etat et L'Eglise excellent dans ces entreprises. La religion produit des communautés et celles-ci s'évertuent à fonctionner de manière autonome, instruisant leur dossier pour produire, ensuite, des lois, des ordres, des règles, des commandements auxquels il s'agit de se subordonner. Abdiquer sa souveraineté au profit d'une sécurité obtenu par le groupe, c'est toute l'alchimie du contrat social auquel voudrait nous faire croire ses partisans."(Michel Onfray / né en 1959 / La Sculpture de soi / 1991)

"…il s'agit d'éviter ce à partir de quoi se sont constituées les religions du siècle, à savoir la croyance à des entités singulières, autonomes, susceptibles de vénération, d'adoration. Dieu, l'Etat, la Race, le Prolétariat, l'Argent furent totems durant de longues décennies. Aux pieds des fétiches, on a versé du sang, de la sueur et des énergies. Ils se sont nourris de passions, d'enthousiasmes, de foi, ont grandi avant de se transformer en léviathans et béhémoths qui ont absorbé toutes les vitalités passant à leur portée. Ridicules et niais, les adorateurs et leurs clercs ont produit des doctrines universalistes à l'aide desquelles ils ont châtré les velléités singulières et individualistes."(Michel Onfray / né en 1959 / La Sculpture de soi / 1991)

"… autrui est, de toute façon, un épiphénomène d'une égoïste relation à Dieu : il faut aimer son prochain pour plaire à Dieu, puis, promesse non négligeable pour ceux qui sacrifient à cette mythologie, pour un salut de notre âme, notre petite âme privée."(Michel Onfray / né en 1959 / La Sculpture de soi / 1991)

"Devant tout pouvoir qui exige soumission et sacrifices de toute nature, la tâche du philosophe est l'irrespect, l'effronterie, l'impertinence, l'indiscipline et l'insoumission. Rebelle et désobéissant, et bien que convaincu du caractère désespéré de sa tâche, il se doit d'incarner la résistance devant le Léviathan et ses porteurs d'eau. Il s'agit d'être impie et athée en matière politique."(Michel Onfray / né en 1959 / Cynismes / 2000)

"L'argent, le pouvoir, les honneurs, la jouissance, la puissance, la domination, la propriété c'est pour eux, une poignée, l'élite ; pour les autres, le peuple, les petits, les sans-grade, la pauvreté, l'obéissance, le renoncement, l'impuissance, la soumission, le mal-être suffisent..."(Michel Onfray / né en 1959 / Les Deux violences / 27 mars 2003)

"Trop de siècles chrétiens ont enseigné qu'elles [les femmes] n'étaient rien, moins que rien, la lie de l'humanité, sans âme, indigne de considération, pécheresses, tentatrices et autres sornettes."(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"Les religions monothéistes communient dans une même foi : la vie sur terre est une fiction; seul compte un arrière-monde peuplé de créatures à faire pâlir les contes d'enfant - un dieu qui voit tout, un barbu qui fend la mer en deux, une vierge qui enfante, un mort qui ressuscite, un prophète abstème détestant la charcuterie; le corps est une punition; la femme, une catastrophe; l'enfantement, une nécessité pour perpétuer une négativité au nom de laquelle on nous châtre..."(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"Les monothéismes détestent également les individus qui ne sacrifient pas au même Dieu qu'eux. Intolérants, jaloux, exclusifs, arrogants, sûrs d'eux, dominateurs, ils s'érigent en loi pour autrui. D'où leur complicité de toujours avec les guerriers, les soldats, les militaires - du sicaire payé par les tribus primitives au terroriste surfant sur le Net, en passant par les armées régulières de tant d'Etats..."(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"... les jeunes filles voilées, même si elles se réclament de la liberté - quel aliéné reconnaît d'ailleurs son aliénation ? c'est son principe même et sa signature que de se parer des plumes du libre choix ! -, sont des victimes en bout de course là où, très en amont, se trouvent les véritables protagonistes de cette affaire. Va pour le voile - le pétard et le trottoir -, mais pas pour les caïds qui manipulent les marionnettes.Laissons donc se voiler celles qui croient - quelle étrange idée quand on y pense... - se rapprocher du ciel en cachant leurs cheveux !"(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"Chaque fois que j'ai souhaité m'entretenir avec un vendeur d'arrière-monde juif, chrétien ou musulman - ils vendent les mêmes tapis -, je n'ai rencontré que des gens doués d'une bonne mémoire, mais qui la plupart du temps mettent leur intelligence sous le boisseau... Mémoire des lieux communs enseignés et écrits dans la chair de leur enfance ; et refus de penser pour mieux entretenir leurs illusions."(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"Au vu de l'état du monde, l'urgence me semble plutôt l'enseignement du fait athée !"(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"... les chrétiens paraissent plus doués pour le ressentiment et la haine que pour l'amour du prochain."(Michel Onfray / né en 1959 / La philosophie féroce / 2004)

"Le désir n'est pas une expression du manque... c'est de l'excès qui appelle débordement."(Michel Onfray / né en 1959 / émission TV sur Arte : désirs de femmes, désirs d'hommes)"Les trois monothéismes - je dis bien les trois - professent fondamentalement une même détestation des femmes, des désirs, des pulsions, des passions, de la sensualité et de la liberté, de toutes les libertés. Qu'on n'aille pas s'exciter sur la pertinence ou non de l'enseignement du fait religieux à l'école, l'urgence, c'est l'enseignement du fait athée.

"(Michel Onfray / né en 1959)"Ne pas être paresseux suppose se sacrifier totalement aux impératifs sociaux."(Michel Onfray / né en 1959)

"L'avenir de chacun réside dans son vouloir et sa résistance à l'endroit de ce qu'on veut qu'il soit socialement, à l'exclusion de tout autre dessein".(Michel Onfray / né en 1959)

"La vie de tous les jours, l'emploi de son corps et de son temps, l'usage des plaisirs et les techniques de soi, voilà le fond de toute quête philosophique".(Michel Onfray / né en 1959)

"La plus belle réussite d'un dandy est l'emploi de son temps, et non son argent. Car il méprise l'or dans lequel croupissent les bourgeois: son chef d'oeuvre est sa liberté, l'acquisition de sa liberté."(Michel Onfray / né en 1959)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Espanha:13 detidos em operação anti-pornografia infantil Net



Treze pessoas foram detidas em Espanha numa vasta operação policial contra a difusão de pornografia infantil pela Internet.
Há cinco anos, mais de 1.200 pessoas foram presas neste tipo de investigação, 408 das quais só em 2008.
A pedofilia, esse polvo de mil tentáculos, cresce por todo o mundo, o sistema não encontra soluções até porque muitos dos pedófilos fazem parte dele.
Em Portugal o Processo Casa Pia está a chegar ao fim, todos temendo que a mensagem da justiça seja: Continua porque a pedofilia compensa.
Temo mesmo que pouco a pouco e graças ás modernices que o sistema constantemente nos impinge, em nome da liberdade sexual e de outros chavões ocos da Nova Ordem Mundial a pedofilia venha a ser despenalizada para depois ser legalizada, num futuro próximo, afinal os primeiro sinais já estão na ar, nos países baixos um partido dirigido por pedófilos, pode livremente defende-lo, bem como outras sinistras organizações espalhadas por este mundo.
A lista fica aqui para vossa informação:

Movimentos e pessoas do “pró-sexo” com as crianças.

* WHK (Wissenschaftlich-Humanitäres Komitee) - Holanda

* Enclave kring - Holanda

* PIE ( Paedophile Information Exchange) - E.U.A. / U.K. / Escócia

* NAMBLA ( North American Man/Boy Love Association) - E.U.A. (http://www.nambla.org/)

* MARTIJN - Holanda (http://www.martijn.org/)

* DPA (Danish Pedophile Association) - Dinamarca

* IPCE (International Pedophile and Child Emancipation (http://www.ipce.info/ipceweb/)

*René Guyon Society - E.U.A.

*JORis ou NVSH - Holanda

*Puellula (http://www.puellula.org/Main.html)

*Sure Quality Radio (http://surequalityradio.org/)

* Age Taboo (http://agetaboo.org/)

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* Dr. Frits Bernard (Psychologist and sexologist)

* Magnus Hirschfeld (sexologist; teve que fugir da Alemanha quando o NSDAP tomou as rédeas)

* Arent von Santhorst (membro do Wissenschaftlich-Humanitäres Komitee (WHK-Holanda) organização que serve como alicerce para o Enclave Kring-Holanda)

* Dr. Joachim S. Hohmann )ethnologist and political scientist)

* Dr. J. A. Schorer (presidente da WHK)

* Dr. Benno Premsela (sexologista)

* Niek Engelschman

*Rev. Paul Shanley (Padreco )

*Charles Jaynes (NAMBLA)

*John David Smith (NAMBLA)

*Johnathan Tampico (NAMBLA)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Momentos da Jam Session - Piazzolla Bar em Cantanhede















Interessante...
Além das pipocas, do camarão do Eusébio, do bom atendimento, essencialmente com respeito pelo cliente e de um variadíssimo cardápio à escolha sem esquecer a tertúlia do vinho que aqui compareceu, aqui vos deixo algumas imagens de uma noite memorável.

Uma Jam Session é um acto musical em que os músicos se juntam e começam a improvisar sem qualquer preparação, sem nada planeado.
Muitos acreditam que Jam provém da palavra jam que em inglês significa geleia, ou seja, a mistura de vários estilos. Outras pessoas acreditam que é uma sigla para Jazz After Midnight.
Com a popularização do termo, este passou a ser usado em outros tipos de música para além do Jazz, como por exemplo, no Rock em bandas como The Jimi Hendrix Experience e Nirvana.
Uma das características atraentes deste género de actuação, quando utilizado no Jazz, é a informalidade do mesmo perante o público. São sessões de música que se prolongam noite fora, começando já bastante tarde, normalmente a partir da meia-noite e não têm hora para acabar. Podem ser bastante prolongadas chegando a durar algumas horas, dependendo da animação do grupo e do público. É considerado por muitas pessoas como um momento único de festa e de ritualização musical, e nós temos alguma experiência deste pormenor, aquando da realização do Dixieland em Cantanhede.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em Nova Iorque, existiam vários cafés onde se realizavam as jam sessions, por exemplo, no Minton Playhouse, onde tocaram ainda grandes nomes como, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Thelonious Monk, entre outros. O que não faltavam eram concursos para ver qual o melhor improvisador, por exemplo, o músico teria que acompanhar a banda da casa fazendo também os seus próprios solos, improvisando sempre.
Até agora, nada de desconhecido para muitos de nós. Apenas é lamentável, que todas as quartas-feiras num espaço com harmonia, onde a música se sente e vibra, como o PIAZZOLLA BAR em Cantanhede, apesar de há muito ter estas noites dedicadas especialmente ao Jazz e em especial à Jam Session, o público se cinja aos clientes noctívagos habituais, e que são muito poucos, bem como à inexistência de músicos o que limita de certa forma a actuação dos que lá comparecem.
Aproveito neste espaço, para apelar a músicos e interessados ouvintes neste tipo de música e actuação, para comparecerem mais vezes e em particular às quartas. É um espaço acolhedor, onde não falta o bom atendimento e um cardápio variado para todas as bolsas. Provavelmente terão como companhia o paparazzi de serviço, que pretende divulgar através da página http://www.piazzollabar.blogspot.com/ as imagens que capta nestas noites.
Espero por vós numa próxima Jam Session.

A noite de hoje até foi interessante, pois com o instrumental da conhecida música "Frágil" interpretada pelo Jorge Palma, juntou duas gerações de músicos, três xicos e um Paulo de Carvalho.

Um Grande Bem-haja a estes músicos por terem proporcionado uma noite inesquecível.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Bairro do Rovisco Pais alvo de novo ataque



O Bairro Residencial do Hospital Rovisco Pais, na Tocha, Cantanhede, foi vandalizado pela quinta vez este ano.

O bairro pertence ao Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais, tendo sido criado na altura em que esta unidade hospitalar se dedicava aos doentes leprosos. Seguiu-se "um certo abandono" das instalações, assume Luís Silva. Das 28 casas, apenas duas são habitadas, em permanência, por funcionários do hospital. São as que têm escapado às investidas, talvez por estarem mais próximas da Estrada Nacional número 109, logo, mais expostas.
.
Das 23 habitações arrombadas a pé-de-cabra, os larápios – ao que se presume em número de quatro transportados numa carrinha de caixa aberta, levaram televisões, esquentadores, cilindros termoacumuladores, colchões, lençóis, tachos e panelas, torneiras, cobertores, camas, mesas, cadeiras, armários recheados com vários artigos, mesas de cabeceira, livros, pratos, talheres

É incalculável o número de material furtado, mas olhando para o estado das divisões das moradias, os prejuízos são enormes, para além dos estragos causados salientamos a proeza levada a cabo em pleno dia.
Nenhuma casa de banho das residências ficou com a louça sanitária inteira. Partiram tudo! As torneiras também desapareceram todas, que, só em alumínio e cobre os prejuízos devem ultrapassar os cinco mil euros.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

40% da população portuguesa seria pobre se vivessem apenas do trabalho


Em 2006, 18% da população portuguesa vivia no limiar da pobreza, isto é, quase um quinto dos portugueses adultos recebe até 4544 euros por ano, cerca de 379 euros por mês.

A pobreza afecta sobretudo o grupo dos idosos, onde a taxa de risco de pobreza sobe para 26%, revela hoje o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), realizado em 2007, incidindo sobre os rendimentos de 2006. Também os menores registavam uma taxa de pobreza superior à média nacional, estimando-se que 21% das pessoas com idade inferior a 18 anos se encontravam em risco de pobreza.

De acordo com o mesmo inquérito, as famílias constituídas por um adulto e crianças, os idosos a viver sós e as famílias com três ou mais crianças são os grupos com as taxas de risco de pobreza mais elevadas, respectivamente com 34%, 37% e 43%, bastante superiores à média nacional de 18%. Ao contrário, os agregados constituídos por três ou mais adultos sem crianças dependentes e por dois adultos com uma criança registavam as taxas de risco de pobreza mais baixas, respectivamente 9% e 12%.

Se a taxa de risco de pobreza fosse calculada apenas tendo em conta os rendimentos do trabalho e transferências privadas, ou seja, excluindo os subsídios e prestações sociais, 40% da população portuguesa estaria em risco de pobreza. Os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência resultaram num decréscimo de 16 pontos percentuais na percentagem de indivíduos em risco de pobreza, observando-se uma taxa de risco de pobreza após pensões, e antes de transferências sociais, de 24% (25% no ano anterior e 26%, de acordo com o inquérito de 2005).

De acordo com o mesmo inquérito, o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 6,5 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos (com valores de 6,8 no ano anterior e 6,9 de acordo com os inquéritos realizados em 2005 e 2004).

Verifica-se igualmente uma redução no Coeficiente de Gini de 38% para 37%. Este indicador exprime a desigualdade na distribuição do rendimento, assumindo valores entre 0 (quando todo o rendimento se concentra num único indivíduo).

FONTE

Quase dois milhões ameaçados pela pobreza


A taxa de risco de pobreza em Portugal manteve-se, em 2007, nos 18%, mas a desigualdade na distribuição do rendimento diminuiu ligeiramente, indicam dados divulgados, hoje, pelo Instituto Nacional de Estatística. Os dados resultam do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado no ano passado, incidindo sobre os rendimentos de 2006.
Lusa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O sapatinho de Natal de Bush


Veja aqui: SIC

25 de ABRIL SEMPRE ?

Estágio Internacional de Karaté Shotokan em Mira




Foi em ambiente de pura descontracção, que decorreu este fim de semana no Pavilhão Municipal de Desportos de Mira, o Estágio Nacional de Karaté Shotokan, organizado pela Associação de KarateDo Shotokan Gândara Bairrada, com o forte empenhamento do Clube Domus Nostra e total colaboração do Município local.
A participação de mais de 70 inscritos nacionais e internacionais com vontade de aprender os ensinamentos ministrados pelo Sensei Dirk Heene – 7º DAN e oriundo da Bélgica, veio fortalecer ainda mais as técnicas para a prática desta modalidade e ainda realçar o KarateDo em Portugal.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Deputados gazeteiros


Doze deputados assinaram a folha de presenças na Assembleia da República na passada sexta-feira e abandonaram a reunião plenária antes da votação, que decorreu às 12h00. Devido à suspensão do voto electrónico por causa das obras, não é possível identificar os deputados em causa, mas, segundo as contas do CM, dez são sociais-democratas, um socialista e um do PEV: Heloísa Apolónia.
Vamos chamar os bois pelos nomes. Alguns deputados inventam desculpas para um fim-de-semana prolongado, outros assinam a folha de ponto e ala que se faz tarde. Se os primeiros são gazeteiros os segundos um bom exemplo da forma de agir dos políticos do sistema. O que é no mínimo estranho é como é que ainda há portugueses a votar nesta gente.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Imagens valiosas de arte sacra roubadas da Igreja de Covões


Ladrões claramente “especializados” e conhecedores de arte sacra assaltaram na madrugada de domingo a Igreja Matriz da freguesia de Covões, Cantanhede. “Limparam” do altar e espaço contíguo as imagens mais valiosas. Outras, provavelmente de menor valor e/ou sem saída no mercado clandestino não interessaram aos larápios.
Do altar da Igreja, os assaltantes levaram uma imagem de Nossa Senhora, com mais de um metro de altura (1,20m), de madeira maciça, «com mais de 80 anos e de valor incalculável», disse ontem à nossa reportagem Maria Isabel Pires, sacristã da Igreja, que deu pelo assalto logo pela manhã, quando se preparava para abrir a porta lateral do templo.
«Estava toda rebentada pela fechadura e vi logo que tinha sido assaltada. Nem lhe mexi e entrei pela porta principal. Foi, então, quando fiquei com a certeza. Olhei para o altar e vi logo que tinha desaparecido a imagem de Nossa Senhora», contou Isabel Pires.
A sacristã deu mais uns passos e reparou que os prejuízos eram maiores. «Ao lado do altar, à direita, tiraram da parede uma imagem da Rainha Santa Isabel e à esquerda um Anjo da Guarda, as duas em terracota, também muito antigas e de valor incalculável», anotou Isabel Pires, sem disfarçar o seu desgosto. «Nem as igrejas estão livres dos malvados. Valha-nos Deus!», exclamou.
Os larápios ainda violaram o sacrário exposto no centro do altar, retirando-lhe a porta de madeira toda em talha dourada, mas depararam-se com outra porta, esta em ferro e com um código de abertura, que não conseguiram arrombar. «Bem tentaram, mas não conseguiram. Lá dentro [do sacrário] está o cálice do Senhor com as hóstias sagradas e os paramentos sagrados», descreve ao DC a sacristã, acrescentando, ainda, que os ladrões também tentaram arrombar as caixas de esmolas da Igreja.
«Não conseguiram por que estão embutidas nas paredes, as tampas foram reforçadas e não é fácil arrombá-las», conta Isabel Pires.
A nossa reportagem também falou com Fernando Reis, Gabriel Vieira e Manuel Catarino, da Comissão Fabriqueira da Igreja, que estavam perplexos com a precisão do roubo.
«Eles [os ladrões] já sabiam o que queriam levar. A Igreja está cheia de imagens mas só levaram o que pensaram ser de maior valor. Foi um assalto de grande envergadura», sublinhou Fernando Reis, contando que a Igreja Matriz de Covões já sofreu outros assaltos mas de pouca monta, «apenas para roubar as esmolas e decorreram durante o dia», explica, agora, Manuel Catarino, o que motivou esta comissão fabriqueira a reforçar as caixas de esmolas e a embuti-las nas paredes, há pouco mais de dois meses. Por isso os larápios não conseguiram mais do que arrancar as molduras de madeira que ornamentam as caixas de esmolas.
A sacristã, Maria Isabel Pires, acompanhada por uma paroquiana, foi quem detectou o assalto, ontem, por volta das 9h30, altura em que ia abrir as portas do templo. Alertou, de imediato, o pároco da freguesia, padre Henrique Maçarico, e a GNR de Cantanhede.
O padre confirmou às autoridades os objectos furtados e a equipa de investigação dos NIC alertou a Directoria da Polícia Judiciária de Coimbra, a quem compete a investigação deste tipo de crimes.

FONTE

Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo


Nunca, como no último ano, a opinião pública ouviu falar tanto dos governadores dos bancos centrais. Até há um ano, para a maioria das pessoas estes banqueiros existiam apenas como os gestores dos juros. Mas a actual crise veio colocá-los no centro da política económica, devido às suas competências de supervisão e de assistência a instituições em dificuldades. A importância que assumiram volta a colocar a questão: quanto vale um governador? Para o Ministério das Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional 'per capita'. Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento 'per capita' dos EUA.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A IMPUNIDADE É A NOVA DEMOCRACIA

Este devia ser o título da informação dada em baixo. "Vampiros"

Os Vampiros



Manuel José Dias Loureiro e Jorge Coelho são accionistas da Valor Alternativo, uma sociedade anónima gestora que administra e representa o Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara, que foi constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros. A Valor Alternativo e o Fundo Valor Alcântara têm a mesma sede social, em Miraflores, Algés, e os bens deste último já foram apreendidos à ordem de um inquérito em que a Polícia Judiciária e a administração fiscal investigam uma fraude fiscal superior a cem milhões de euros.