quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Momentos da Jam Session - Piazzolla Bar em Cantanhede















Interessante...
Além das pipocas, do camarão do Eusébio, do bom atendimento, essencialmente com respeito pelo cliente e de um variadíssimo cardápio à escolha sem esquecer a tertúlia do vinho que aqui compareceu, aqui vos deixo algumas imagens de uma noite memorável.

Uma Jam Session é um acto musical em que os músicos se juntam e começam a improvisar sem qualquer preparação, sem nada planeado.
Muitos acreditam que Jam provém da palavra jam que em inglês significa geleia, ou seja, a mistura de vários estilos. Outras pessoas acreditam que é uma sigla para Jazz After Midnight.
Com a popularização do termo, este passou a ser usado em outros tipos de música para além do Jazz, como por exemplo, no Rock em bandas como The Jimi Hendrix Experience e Nirvana.
Uma das características atraentes deste género de actuação, quando utilizado no Jazz, é a informalidade do mesmo perante o público. São sessões de música que se prolongam noite fora, começando já bastante tarde, normalmente a partir da meia-noite e não têm hora para acabar. Podem ser bastante prolongadas chegando a durar algumas horas, dependendo da animação do grupo e do público. É considerado por muitas pessoas como um momento único de festa e de ritualização musical, e nós temos alguma experiência deste pormenor, aquando da realização do Dixieland em Cantanhede.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em Nova Iorque, existiam vários cafés onde se realizavam as jam sessions, por exemplo, no Minton Playhouse, onde tocaram ainda grandes nomes como, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Thelonious Monk, entre outros. O que não faltavam eram concursos para ver qual o melhor improvisador, por exemplo, o músico teria que acompanhar a banda da casa fazendo também os seus próprios solos, improvisando sempre.
Até agora, nada de desconhecido para muitos de nós. Apenas é lamentável, que todas as quartas-feiras num espaço com harmonia, onde a música se sente e vibra, como o PIAZZOLLA BAR em Cantanhede, apesar de há muito ter estas noites dedicadas especialmente ao Jazz e em especial à Jam Session, o público se cinja aos clientes noctívagos habituais, e que são muito poucos, bem como à inexistência de músicos o que limita de certa forma a actuação dos que lá comparecem.
Aproveito neste espaço, para apelar a músicos e interessados ouvintes neste tipo de música e actuação, para comparecerem mais vezes e em particular às quartas. É um espaço acolhedor, onde não falta o bom atendimento e um cardápio variado para todas as bolsas. Provavelmente terão como companhia o paparazzi de serviço, que pretende divulgar através da página http://www.piazzollabar.blogspot.com/ as imagens que capta nestas noites.
Espero por vós numa próxima Jam Session.

A noite de hoje até foi interessante, pois com o instrumental da conhecida música "Frágil" interpretada pelo Jorge Palma, juntou duas gerações de músicos, três xicos e um Paulo de Carvalho.

Um Grande Bem-haja a estes músicos por terem proporcionado uma noite inesquecível.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Bairro do Rovisco Pais alvo de novo ataque



O Bairro Residencial do Hospital Rovisco Pais, na Tocha, Cantanhede, foi vandalizado pela quinta vez este ano.

O bairro pertence ao Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais, tendo sido criado na altura em que esta unidade hospitalar se dedicava aos doentes leprosos. Seguiu-se "um certo abandono" das instalações, assume Luís Silva. Das 28 casas, apenas duas são habitadas, em permanência, por funcionários do hospital. São as que têm escapado às investidas, talvez por estarem mais próximas da Estrada Nacional número 109, logo, mais expostas.
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Das 23 habitações arrombadas a pé-de-cabra, os larápios – ao que se presume em número de quatro transportados numa carrinha de caixa aberta, levaram televisões, esquentadores, cilindros termoacumuladores, colchões, lençóis, tachos e panelas, torneiras, cobertores, camas, mesas, cadeiras, armários recheados com vários artigos, mesas de cabeceira, livros, pratos, talheres

É incalculável o número de material furtado, mas olhando para o estado das divisões das moradias, os prejuízos são enormes, para além dos estragos causados salientamos a proeza levada a cabo em pleno dia.
Nenhuma casa de banho das residências ficou com a louça sanitária inteira. Partiram tudo! As torneiras também desapareceram todas, que, só em alumínio e cobre os prejuízos devem ultrapassar os cinco mil euros.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

40% da população portuguesa seria pobre se vivessem apenas do trabalho


Em 2006, 18% da população portuguesa vivia no limiar da pobreza, isto é, quase um quinto dos portugueses adultos recebe até 4544 euros por ano, cerca de 379 euros por mês.

A pobreza afecta sobretudo o grupo dos idosos, onde a taxa de risco de pobreza sobe para 26%, revela hoje o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), realizado em 2007, incidindo sobre os rendimentos de 2006. Também os menores registavam uma taxa de pobreza superior à média nacional, estimando-se que 21% das pessoas com idade inferior a 18 anos se encontravam em risco de pobreza.

De acordo com o mesmo inquérito, as famílias constituídas por um adulto e crianças, os idosos a viver sós e as famílias com três ou mais crianças são os grupos com as taxas de risco de pobreza mais elevadas, respectivamente com 34%, 37% e 43%, bastante superiores à média nacional de 18%. Ao contrário, os agregados constituídos por três ou mais adultos sem crianças dependentes e por dois adultos com uma criança registavam as taxas de risco de pobreza mais baixas, respectivamente 9% e 12%.

Se a taxa de risco de pobreza fosse calculada apenas tendo em conta os rendimentos do trabalho e transferências privadas, ou seja, excluindo os subsídios e prestações sociais, 40% da população portuguesa estaria em risco de pobreza. Os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência resultaram num decréscimo de 16 pontos percentuais na percentagem de indivíduos em risco de pobreza, observando-se uma taxa de risco de pobreza após pensões, e antes de transferências sociais, de 24% (25% no ano anterior e 26%, de acordo com o inquérito de 2005).

De acordo com o mesmo inquérito, o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 6,5 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos (com valores de 6,8 no ano anterior e 6,9 de acordo com os inquéritos realizados em 2005 e 2004).

Verifica-se igualmente uma redução no Coeficiente de Gini de 38% para 37%. Este indicador exprime a desigualdade na distribuição do rendimento, assumindo valores entre 0 (quando todo o rendimento se concentra num único indivíduo).

FONTE

Quase dois milhões ameaçados pela pobreza


A taxa de risco de pobreza em Portugal manteve-se, em 2007, nos 18%, mas a desigualdade na distribuição do rendimento diminuiu ligeiramente, indicam dados divulgados, hoje, pelo Instituto Nacional de Estatística. Os dados resultam do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado no ano passado, incidindo sobre os rendimentos de 2006.
Lusa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O sapatinho de Natal de Bush


Veja aqui: SIC

25 de ABRIL SEMPRE ?

Estágio Internacional de Karaté Shotokan em Mira




Foi em ambiente de pura descontracção, que decorreu este fim de semana no Pavilhão Municipal de Desportos de Mira, o Estágio Nacional de Karaté Shotokan, organizado pela Associação de KarateDo Shotokan Gândara Bairrada, com o forte empenhamento do Clube Domus Nostra e total colaboração do Município local.
A participação de mais de 70 inscritos nacionais e internacionais com vontade de aprender os ensinamentos ministrados pelo Sensei Dirk Heene – 7º DAN e oriundo da Bélgica, veio fortalecer ainda mais as técnicas para a prática desta modalidade e ainda realçar o KarateDo em Portugal.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Deputados gazeteiros


Doze deputados assinaram a folha de presenças na Assembleia da República na passada sexta-feira e abandonaram a reunião plenária antes da votação, que decorreu às 12h00. Devido à suspensão do voto electrónico por causa das obras, não é possível identificar os deputados em causa, mas, segundo as contas do CM, dez são sociais-democratas, um socialista e um do PEV: Heloísa Apolónia.
Vamos chamar os bois pelos nomes. Alguns deputados inventam desculpas para um fim-de-semana prolongado, outros assinam a folha de ponto e ala que se faz tarde. Se os primeiros são gazeteiros os segundos um bom exemplo da forma de agir dos políticos do sistema. O que é no mínimo estranho é como é que ainda há portugueses a votar nesta gente.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Imagens valiosas de arte sacra roubadas da Igreja de Covões


Ladrões claramente “especializados” e conhecedores de arte sacra assaltaram na madrugada de domingo a Igreja Matriz da freguesia de Covões, Cantanhede. “Limparam” do altar e espaço contíguo as imagens mais valiosas. Outras, provavelmente de menor valor e/ou sem saída no mercado clandestino não interessaram aos larápios.
Do altar da Igreja, os assaltantes levaram uma imagem de Nossa Senhora, com mais de um metro de altura (1,20m), de madeira maciça, «com mais de 80 anos e de valor incalculável», disse ontem à nossa reportagem Maria Isabel Pires, sacristã da Igreja, que deu pelo assalto logo pela manhã, quando se preparava para abrir a porta lateral do templo.
«Estava toda rebentada pela fechadura e vi logo que tinha sido assaltada. Nem lhe mexi e entrei pela porta principal. Foi, então, quando fiquei com a certeza. Olhei para o altar e vi logo que tinha desaparecido a imagem de Nossa Senhora», contou Isabel Pires.
A sacristã deu mais uns passos e reparou que os prejuízos eram maiores. «Ao lado do altar, à direita, tiraram da parede uma imagem da Rainha Santa Isabel e à esquerda um Anjo da Guarda, as duas em terracota, também muito antigas e de valor incalculável», anotou Isabel Pires, sem disfarçar o seu desgosto. «Nem as igrejas estão livres dos malvados. Valha-nos Deus!», exclamou.
Os larápios ainda violaram o sacrário exposto no centro do altar, retirando-lhe a porta de madeira toda em talha dourada, mas depararam-se com outra porta, esta em ferro e com um código de abertura, que não conseguiram arrombar. «Bem tentaram, mas não conseguiram. Lá dentro [do sacrário] está o cálice do Senhor com as hóstias sagradas e os paramentos sagrados», descreve ao DC a sacristã, acrescentando, ainda, que os ladrões também tentaram arrombar as caixas de esmolas da Igreja.
«Não conseguiram por que estão embutidas nas paredes, as tampas foram reforçadas e não é fácil arrombá-las», conta Isabel Pires.
A nossa reportagem também falou com Fernando Reis, Gabriel Vieira e Manuel Catarino, da Comissão Fabriqueira da Igreja, que estavam perplexos com a precisão do roubo.
«Eles [os ladrões] já sabiam o que queriam levar. A Igreja está cheia de imagens mas só levaram o que pensaram ser de maior valor. Foi um assalto de grande envergadura», sublinhou Fernando Reis, contando que a Igreja Matriz de Covões já sofreu outros assaltos mas de pouca monta, «apenas para roubar as esmolas e decorreram durante o dia», explica, agora, Manuel Catarino, o que motivou esta comissão fabriqueira a reforçar as caixas de esmolas e a embuti-las nas paredes, há pouco mais de dois meses. Por isso os larápios não conseguiram mais do que arrancar as molduras de madeira que ornamentam as caixas de esmolas.
A sacristã, Maria Isabel Pires, acompanhada por uma paroquiana, foi quem detectou o assalto, ontem, por volta das 9h30, altura em que ia abrir as portas do templo. Alertou, de imediato, o pároco da freguesia, padre Henrique Maçarico, e a GNR de Cantanhede.
O padre confirmou às autoridades os objectos furtados e a equipa de investigação dos NIC alertou a Directoria da Polícia Judiciária de Coimbra, a quem compete a investigação deste tipo de crimes.

FONTE

Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo


Nunca, como no último ano, a opinião pública ouviu falar tanto dos governadores dos bancos centrais. Até há um ano, para a maioria das pessoas estes banqueiros existiam apenas como os gestores dos juros. Mas a actual crise veio colocá-los no centro da política económica, devido às suas competências de supervisão e de assistência a instituições em dificuldades. A importância que assumiram volta a colocar a questão: quanto vale um governador? Para o Ministério das Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional 'per capita'. Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento 'per capita' dos EUA.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A IMPUNIDADE É A NOVA DEMOCRACIA

Este devia ser o título da informação dada em baixo. "Vampiros"

Os Vampiros



Manuel José Dias Loureiro e Jorge Coelho são accionistas da Valor Alternativo, uma sociedade anónima gestora que administra e representa o Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara, que foi constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros. A Valor Alternativo e o Fundo Valor Alcântara têm a mesma sede social, em Miraflores, Algés, e os bens deste último já foram apreendidos à ordem de um inquérito em que a Polícia Judiciária e a administração fiscal investigam uma fraude fiscal superior a cem milhões de euros.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Bussaco


A sorte da Ministra


Ministra admite substituir modelo de avaliação no próximo ano lectivo




Cobarde agresión a Ministra de Educación Mónica Jiménez

Humor


Bancos - Já o dizia THOMAS JEFFERSON...há 200 anos




quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sindicatos apontam adesão à greve de 94%, Governo fica-se pelos 61


CONCELHO DE CANTANHEDE: 93,32 %Agrupamento de Escolas Finisterra: 93,33 %Agrupamento de Escolas da Tocha: 88,44 %Agrupamento de Escolas de Cantanhede: 96,49 %Escola Secundária de Cantanhede: 95,00 %

CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ: 89,20 %Escola Secundária Cristina Torres: 100,00 %Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho: 90,24 %Escola Secundária Dr. Bernardino Machado: 82,76 %Agrupamento de Escolas da Zona Urbana: 76,92 %Agrupamento de Escolas das Alhadas: 100,00 %Agrupamento de Escolas de Buarcos: 94,74 %Agrupamento de Escolas do Paião: 79,76 %

CONCELHO DE MONTEMOR-O-VELHO: 89,71 %Escola Secundária de Montemor: 88,24 %Agrupamento de Escolas de Arazede: 82,77 %Agrupamento de Escolas da Carapinheira: 93,33 %Agrupamento de Escolas de Montemor: 94,48 %

CONCELHO DE MIRA: 93,65 %Escola Secundária de Mira: 97,00 %Agrupamento de Escolas de Mira: 90,29 %

CONCELHO DE SOURE: 94,58 %Agrupamento de Escolas de Soure: 94,58 %

O Ministério da educação só consegue contar até aos 61% ... todos os meios de comunicação social viram que esta greve atingiu níveis nunca vistos. Parece que há lições a tirar, não é????



A Plataforma Sindical dos Professores disse que a greve dos professores registou uma adesão de 94 por cento, tendo sido "a maior" paralisação de docentes em Portugal. "É a maior greve de sempre dos professores em Portugal", disse, em conferência de imprensa, o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira.
Segundo o Ministério da Educação, a greve dos professores registou uma adesão de 61 por cento, obrigando ao encerramento de 30 por cento das escolas do país. Mário Nogueira escusou-se comentar os números avançados pelo Governo: "Nem sequer os discutimos, o que nós registamos daquilo que foi dito pelo governo foi que pela primeira vez teve a capacidade de dizer que estávamos perante uma greve significativa".

O "Jornal de Notícias" acompanhou a greve dos professores em várias escolas do país. Nos vários distritos onde passou, a situação foi calma, não houve manifestações de apoio ou repúdio, apenas o gáudio de muitos alunos com a confirmação de “um feriado” há muito anunciado. Os sindicatos falam em 95% de adesão à paralisação, decretada como protesto ao novo modelo de avaliação.
Guarda perto dos 100%
Os dados apurados pelo JN, junto de fonte sindical, situam a greve no distrito da Guarda perto dos 100%. “É uma greve histórica”, disse Sofia Monteiro, coordenadora do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC). Das 29 escolas secundárias do distrito, 19 registavam entre 99 e 100% de adesão. Entre as outras 10, os professores em greve passavam os 95%.
Entre as escolas do 1º Ciclo, a adesão à greve situa-se entre os 98 e os 100%, sendo na maioria estará mesmo parada. A título de exemplo, na escola do Bonfim, na Guarda, o sindicato diz que há apenas um professor a leccionar.
Os alunos aproveitaram o “feriado” anunciado, para gozar a manhã sem aulas, sem manifestações ou confusões. Os Conselhos Executivos já haviam informado as transportadoras, que levaram de volta a casa os alunos que, diariamente, se deslocam de autocarro das várias aldeias para a sede do distrito.
Aveiro entre os 76 e os 100%
Em Aveiro, a adesão à greve varia entre um mínimo de 76 e um máximo de 100%, números apurados pelo JN junto de fonte sindical. Na preparatória João Afonso, não houve professores para dar aulas, o que também aconteceu nos jardins de infância e escolas do 1º ciclo do agrupamento de Aveiro, onde a greve teve uma adesão total. A secundária Homem Cristo registou, também, 100% de adesão ao protesto.
Na secundária José Estêvão, também em Aveiro, a greve situou-se nos 80%, um pouco acima dos 76% registado na Mário Sacramento. Entre uma e outra, na primária da Vera Cruz, só quatro dos 18 professores é que não aderiram à greve, o que redunda em cerca de 72% de adesão ao protesto. Em Ílhavo, a greve tocou os 100%, tanto na Escola Secundária como na EB 2,3.
Viseu entre acima dos 90%
No distrito de Viseu, a greve de professores registava, ao fim da manhã, o encerramento de 39 dos 65 agrupamentos de escolas no distrito de Viseu. Os restantes apresentavam índices de adesão que oscilavam entre os 72% (escola dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de Penalva do Castelo) e os 99% (agrupamentos de escolas Ana de Castro Osório em Mangualde e S. João da Pesqueira.
Francisco Almeida, dirigente local do SPRC, considerava que no distrito de Viseu era“mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um professor a trabalhar”. O sindicalista sublinhou que, na prática, “não houve aulas em todas as escolas do distrito de Viseu”.“
“Em Mangualde, apenas uma professora a deu aulas. A adesão a greve é de 99%. Francisco Almeida lembra ainda que em Cinfães “os 83 professores do 1º ciclo do ensino básico estiveram todos em greve".
Na EB 2,3 Infante D. Henrique, em Repeses, Viseu, a ministra da Educação teve direito a uma canção muito especial. Fernando Pereira, o seu autor, fez incidir sobre o refrão a ideia geral da melodia: “está na hora de a ministra ir embora”. O docente assume que se trata de uma forma de “intervenção e protesto”. Uma maneira de mostrar à tutela que “a Educação é a grande riqueza de um país”.
Braga ronda os 95% de adesão
Em vários concelhos do distrito de Braga, a adesão à greve ultrapassa os 95% e em várias escolas só apareceram ao serviço um ou dois professores. Alguns estabelecimentos de ensino tinham as portas abertas e os serviços mínimos a funcionar, mas por todo o distrito foram raras as aulas dadas, da parte da manhã.
Na capital de distrito, na EB 2,3 Carlos Amarante, apareceram dois docentes, enquanto na Alberto Sampaio alguns docentes, sobretudo os mais jovens, apareceram para leccionar mas para um número reduzido de alunos. Nesta escola, os elementos do Conselho Executivo também fizeram greve. No Liceu D. Maria II, o presidente do Conselho Executivo, Vasco Grilo, contabilizou 90% de professores faltosos.
Na EB 2,3 de Lamaçães, com 1500 alunos, só se apresentou um professor de espanhol, numa adesão massiva que deixou os pais com a vida mais complicada. “Compreendo a luta, mas tenho três filhos e não tenho onde os deixar. Vou faltar hoje ao trabalho”, disse ao JN uma mãe que se deslocou à escola para ver se havia aulas.
Parretas, Nogueira, Maximinos, Palmeira ou Nogueira são alguns dos locais da cidade onde também não houve aulas nos vários estabelecimentos escolares. Mesmo com o peso da greve em curso, o Conservatório Calouste Gulbenkian registou 100% de adesão ao nível do primeiro ciclo. No segundo e terceiro ciclos, bem como no secundário, dos 55 docentes, 45 fizeram greve, o que situa os números da adesão nos 81%.
Em Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho há inúmeras escolas fechadas, a maioria com 100% de professores em greve.
Professores foram para a praça da Liberdade, no Porto
Na cidade do Porto, a manhã começou negra, chuvosa e sem aulas nos estabelecimentos de ensino visitados pelo JN. Às 8h30, na Escola Carolina Michaelis, os alunos subiam as escadas para poucos minutos depois as descerem já com a notícia de que não teriam aulas. A alegria de uns contrastava com a desilusão de outros. “Adormeci, mas vim à pressa porque amanhã vou ter um exame de História e afinal foi tudo para nada”, afirmou Joana Patrícia. “E não me parece que a professora adie porque ela não é de adiar”, acrescentou. À porta da escola, alheios à forte chuva, muitos alunos reuniam-se e alegremente faziam planos para o resto do dia. “Vamos para o shopping passear”, dizia a grande parte.
Às 9h00, na Escola Secundária Filipa de Vilhena, o cenário era semelhante, com todos os professores do primeiro turno da manhã a aderirem à greve. Durante o tempo que o JN passou à porta da escola apenas um docente entrou nas instalações e fez questão de dizer que vinha mas que não ia dar aulas e estava em greve. Pouco antes, um pai, depois de avisado telefonicamente pelo filho, veio buscá-lo para p levar a casa. “Já sabia e por isso estava de prevenção. Como moro perto, não me custa muito vir cá buscá-lo. Agora, vai passar o dia comigo” afirmou Paulo Sousa, salientando que concorda com as reivindicações dos professores e que dá todo o apoio à greve.
A meio da manhã, cerca de uma centena de professores estava concentrada na praça da Liberdade, no centro do Porto, em sinal de protesto contra o modelo de avaliação.
Leiria com média perto dos 90%Na região de Leiria, segundo dados do SPRC, as EB 2,3 Correia Alexandre, da Caranguejeira e dos Marrazes (em Leiria) e a de Pataias estiveram sem aulas, enquanto as duas principais escolas secundárias de Leiria (Domingos Sequeira e Francisco Rodrigues Lobo) tiveram uma adesão à greve de 91%. Os números de adesão mais baixos registaram-se no Agrupamento de Escolas da Benedita, Alcobaça, com 33,3%.A generalidade das escolas do primeiro ciclo e jardins de infância estiveram sem aulas.
Beja entre os 70 e os 99%
Em Beja, dados apurados directamente junto dos concelhos directivos, mostram alguma dispararidade na adesão à greve. O Agrupamento de Santa Marinha, com sete escolas, estava nos 99%, enquanto nas sete escolas do agrupamento Mário Beirão a greve se situava entre os 60 e os 70%. Pelo meio, 80% na secundária D. Manuel 1º, 86% na Diogo de Gouveia e 90% na Santiago Maior.
“Não faço greve porque sempre estive contra o modelo de avaliação. Mais agora, depois das alterações”, disse Conceição Casanova, uma das professoras da escola Santiago Maior que não aderiram à greve. Na de Santa Maria, Rogério Inácio também não aderiu à paralisação, simplesmente porque não podia: sendo um dos três professores do Curso de Educação e Formação, foi obrigado a leccionar.
Meio milhar nas ruas de Viana do Castelo
Em Viana do Castelo, cerca de 500 professores manifestaram-se na Praça da República. A chuva causou estragos na concentração, com os docentes algo espalhados pela praça, cartão de visita da cidade, mas não afectou a motivação.
“Queremos ser avaliados com seriedade” lia-se em alguns dos cartazes. Outros eram “Por uma escola de rigor e exigência”, com alguns professores a dirigirem os dizeres a Maria de Lurdes Rodrigues: “Senhora Ministra, queremos trabalhar com dignidade”.
A concentração começou às 10 horas na Praça da República, de onde saiu, uma hora depois, para o Governo Civil de Viana do Castelo. Em frente ao palácio, os professores acenaram com lenços brancos e pediram a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Segundo dados apurados pelo JN junto de fonte sindical, a greve situa-se bem acima dos 90%, perto mesmo dos 100%, em todo o distrito de Viana do Castelo.
18h24mDenisa Sousa, Jesus Zing, Luís Martins, Luís Oliveira, Helena Silva, Teixeira Correia, Teresa Cardoso e Tiago Rodrigues Alves

O crime violento já não é um “privilégio” das grandes cidades


Desactivaram o alarme, desmontaram o sistema de videovigilância e furtaram um milhão de euros em ouro. Foi num armazém de Vilamar, no concelho de Cantanhede, algures entre sexta-feira à noite e ontem de manhã.
Numa fugaz troca de palavras com o JN, a filha de Idalino de Almeida Patrão, um dos maiores empresários do ramo da ourivesaria, na região de Cantanhede, disse que o assalto só foi detectado ontem de manhã, à hora de entrar ao serviço. Foi o "quinto" assalto a vitimar a empresa Patrão Novo & Filhos Ldª, nos últimos anos, contabilizou a filha de Idalino Patrão.
No último desses assaltos, em Junho do ano passado, um empregado da empresa foi mesmo atingido, por dois tiros de caçadeira, à porta do armazém. Mas a acção só rendeu, a quatro homens encapuzados, uma mala de relógios. Já desta feita, o crime foi "bem elaborado", comentou fonte da Polícia Judiciária de Coimbra. Confirmou que não é qualquer pessoa que consegue desactivar um sistema de alarme, mas não adiantou nada sobre a investigação.
Tudo se terá passado de forma muito discreta. "Moro a 50 metros e não dei por nada", contou um vizinho, no café de Vilamar onde o patrão do armazém de ouro, na casa dos 80 anos, costuma aparecer todos os dias, para uma hora de sueca. "Este fim-de-semana, não veio", confirmou uma mulher, atrás do balcão do Café Central, sugerindo que Idalino Patrão terá passado o fim-de-semana prolongado fora da terra. Ontem, também não jogou às cartas. "Ele está muito em baixo", deixou escapar a filha, na luxuosa vivenda da família, a 100 metros do armazém.
Neste edifício de um andar apenas, tudo terá começado com a desactivação do respectivo alarme.
Também foram registados arrombamentos de uma das janelas, com por persianas de alumínio, e de dois cofres onde estaria o ouro, avaliado num milhão de euros, contou a GNR. "Limparam tudo", acrescentou um morador.
No armazém, era guardado ouro que, posteriormente, seria vendido em ourivesarias. Mas o negócio está coberto por um seguro. Recentemente, apurou o JN, Idalino Patrão e o seu genro, que também é sócio da empresa, até terão trocado de seguradora.
Amanhã poderá ser num lugar perto de si.
Não acha que já é tempo de mudar de rumo?

LUTO




Dirigente da ADFA em greve de fome



"O presidente da delegação de Viseu da Associação de Deficientes das Forças Armadas, João Gonçalves, iniciou ontem uma greve de fome em protesto contra os cortes nos direitos à saúde e na actualização de pensões, previstos no Orçamento do Estado (OE). "Que me matem já e acaba-se o sofrimento de vez, porque estou farto de sofrer toda a vida", disse à agência Lusa. O PS chumbou ontem no Parlamento duas propostas de alteração à lei de OE, apresentadas pelo CDS-PP e que defendiam a reposição da assistência médica e a actualização das pensões indexada ao salário mínimo nacional.


"Público - 29 de Novembro
Publicada por JFS em 15:56

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Todos somos poucos


Carta aberta à ministra da Educação

2008-11-30
Yann Sèvegrand

Exma. Sra. Ministra da Educação, Pensei enviar-lhe esta carta através da morada de correio electrónico “gme@me.gov.pt”, mas como, da última vez que o fiz, a única resposta que obtive foi um recibo de recepção, optei por alterar o canal de transmissão. Gostaria de começar por manifestar alguma surpresa pelo que Vossa Excelência afirmou há algum tempo atrásnum jornal televisivo (aquando da primeira manifestação nacional de professores). De facto, disse que os professoresnão tinham motivos para reclamar, porque iriam ganhar ainda mais no topo da carreira. Tal afirmação teria mais sentidose o acesso a tais escalões não estivesse vedado à "plebe" e se anteriormente não tivesse afirmado que os professoresportugueses em final de carreira eram dos que ganhavam mais na Europa e que havia um fosso demasiado grande entreos professores com dez ou menos anos de carreira e os que se encontram no topo da mesma. Eu acrescentaria que,quanto aos salários, os professores portugueses em início de carreira estão francamente abaixo da média europeia. Ler mais aqui
Fonte: Jornal de Notícias

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Por Abril, pelo Socialismo, um Partido mais forte


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, foi reeleito para um novo mandato de quatro anos esta segunda-feira pelo Comité Central do partido durante o XVIII Congresso Nacional do partido, que encerra hoje em Lisboa.
No secretariado do partido, eleito por unanimidade, mantém-se a esmagadora maioria dos membros, saindo apenas Rui Fernandes, dirigente que continua na Comissão Política.
Entretanto, a Comissão Política do PCP foi reduzida em quatro elementos com as saídas de Rosa Rabiais, José Neto, Agostinho Lopes, Sérgio Teixeira e José Casanova e a entrada de dois novos dirigentes, Jaime Toga e Vladimiro Vale.
De acordo com a lista dos órgãos executivos eleitos durante a madrugada desta segunda-feira, Albano Nunes e Luísa Araújo saíram da Comissão Política para o Secretariado do Comité Central.
Fazem parte da Comissão Política do PCP: Ângelo Alves, Armindo Miranda, Bernardino Soares, Carlos Gonçalves, Fernanda Mateus, Francisco Lopes, Jaime Toga, Jerónimo de Sousa, João Dias Miguel, João Frazão, Jorge Cordeiro, Jorge Pires, José Catalino, Margarida Botelho, Paulo Raimundo, Octávio Augusto, Rui Fernandes, Vasco Cardoso e Vladimiro Vale.
Para o Secretariado, foram eleitos: Albano Nunes, Alexandre Araújo, Francisco Lopes, Jerónimo de Sousa, Jorge Cordeiro, José Capucho, Luísa Araújo, Manuela Bernardino e Manuela Pinto Ângelo.
Na Comissão Central de Controlo constam: Abílio Fernandes, Alice Carregosa, Armando Morais, José Augusto Esteves, José Paleta, Maria da Piedade Morgadinho e Maria Vilaverde Cabral.
AMPLA FRENTE SOCIAL

No discurso de encerramento do congresso, Jerónimo de Sousa afirmou que o PCP será poder "quando os portugueses quiserem", recusando coligações ou "lugares oferecidos". Garantiu ainda que é numa "ampla frente social" que se vai criar "uma alternativa de esquerda - o PCP".

Aclamado num congresso que o elegeu por unanimidade, Jerónimo de Sousa defendeu que é na convergência de "uma ampla frente social" que o País encontrará o PCP. "É aí que nos encontrarão. A seu lado e com eles. E, mais do que nos dizerem 'lutem lá por nós' , (e disso podem ter a certeza) que nos digam antes 'lutaremos convosco", insistiu. Neste contexto, o líder comunista acrescentou: "A nossa participação no poder será quando o povo português quiser".

A concluir o discurso, Jerónimo de Sousa recorreu a um slogan "Sim é possível" para demonstrar que o País tem condições para ter um Serviço Nacional de Saúde gratuito, "ensino democrático", entre outras matérias. Para o efeito, basta que se retome e efective "o projecto que a Constituição da República ainda consagra", declarou.
Fonte: Correio da Manhã

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