quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Próximo comandante dos bombeiros voluntários de Cantanhede será o major Mário Rodrigues Vieira


Começo por dar os parabéns ao meu amigo Mário Vieira pelas suas novas funções e desejar-lhe o melhor desempenho à frente desta instituição que nos honra a todos no concelho de Cantanhede, os Bombeiros voluntários de Cantanhede.

Fonte: diário de Coimbra

O Diário de Coimbra sabe que que o próximo comandante dos bombeiros voluntários de Cantanhede será um militar de carreira, actualmente na reserva, que no início de Setembro vai ser proposto ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra.
Trata-se do major Mário Rodrigues Vieira, de 52 anos (que completa no próximo dia 28 deste mês), natural da Praia de Mira e a residir em Cantanhede há vários anos, onde casou. Com uma carreira de militar de grande relevo, onde se destacam várias funções de comando, Mário Vieira não possui, no entanto, qualquer experiência no sector/área de bombeiros, mas o nosso Jornal também sabe que este militar vai, a partir de Outubro próximo, fazer uma formação específica para a função na Escola Nacional de Bombeiros com a duração de quatro semanas.
«Vai ser o homem certo no lugar certo. Estamos com muitas expectativas e acreditamos que vai ser aceite pelo comando distrital», disse ontem ao nosso Jornal Idalécio Oliveira, presidente da Associação Humanitária, confirmando, assim, o nome deste militar para o comando da corporação dos bombeiros de Cantanhede.
Face à recente (e inesperada) demissão do anterior comandante em plena época de incêndios, Idalécio Oliveira assegurou que a direcção que preside de imediato pensou no major Mário Vieira para suceder a Francisco Lourenço e, por isso, disse, «posso adiantar que foi a nossa primeira escolha… E, para nossa satisfação, o major aceitou o nosso desafio».
Este responsável – que se encontra de férias fora do país -, adiantou ainda que logo após o seu regresso vai reunir com o futuro comandante da corporação e apresentá-lo ao corpo activo, e ao mesmo tempo, refere, «transmitir-lhe a realidade da nossa instituição».
Realidade que, diga-se, não é muito abonatória para esta centenária instituição, principalmente ao nível do parque automóvel, considerado «velho e quase obsoleto» pela maioria dos operacionais, e que tem sido uma grande dor de cabeça para antigos e actuais dirigentes e bombeiros.

“Já trabalhei
na Protecção Civil”
«É nosso objectivo resolver esse problema e, com o novo comandante, vamos fazer uma análise bem cuidada sobre essa matéria», especificou Idalécio Oliveira, que, agora, vai aguardar, também, que Mário Vieira lhe apresente a sua equipa [de comando] para que a Associação Humanitária proponha, formalmente, o novo comando dos bombeiros de Cantanhede ao tenente-coronel Ferreira Martins, responsável máximo do CDOS de Coimbra.
O Diário de Coimbra falou com o militar indigitado para o comando da corporação de Cantanhede, que confirmou o convite da associação. «É verdade! Fui abordado para prestar este serviço público e, como estou na reserva e disponível para ajudar esta instituição, acabei por aceitar o convite», adiantou Mário Vieira, consciente de que tem pela frente uma árdua e difícil tarefa.
Este oficial do Exército desvaloriza o facto de não ter experiência específica na área dos bombeiros, até por que, acentua, «tenho uma longa experiência no comando de homens» e, por isso, sentir-se «habilitado» a comandar uma corporação de bombeiros. Por outro lado, acentua o major na reserva, «já trabalhei algumas vezes na área da Protecção Civil como militar e, agora, vou fazer uma formação específica na área dos bombeiros», o que por certo dará “know-how” para a função que em breve começará a desempenhar.

José Carlos Silva

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Parabéns Vanessa


Sem ligar muito aos jogos olímpicos, por razões mais que óbvias, não quero, nem posso deixar de felicitar a nossa tri atleta.
Portugal não precisa de mercenários para ganhar medalhas. Um traidor é um cobarde em potência e vai sempre fraquejar nos momentos difíceis ou quando o som do vil metal não se faz ouvir suficientemente alto.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Férias grandes levam a perder conhecimentos"


O título desta notícia (no JN) fez-me ler com mais atenção o artigo, que entre outras coisas refere que:
a)Os comportamentos anti-sociais dos jovens aumentam e os conhecimentos perdem-se durante as férias de Verão
b) As férias escolares do Básico e do Secundário são demasiado longas
c) Os jovens, em especial os de famílias mais pobres, têm demasiado tempo livre e muito pouco em que o ocupar. Um dos estudos citados revela que 80% das crianças de meios desfavorecidos afirmaram não ter nada para fazer fora da escola.
d)As férias longas podem levar os alunos a perderem competências adquiridas durante o ano lectivo, sendo que "nos piores casos estas perdas foram equivalentes a um mês de tempo escolar". Estas são mais acentuadas na matemática e ortografia e menos notórias na leitura. Também neste aspecto, os jovens de classes mais desfavorecidas são os que mais sofrem.
Ora bem, todos sabemos que as férias nos trazem algum distanciamento, e ainda bem, do trabalho que por rotina fazemos ao longo do ano. Será que alguém está convencido que durante o tempo lectivo não acontecem exactamente as questões levantadas neste estudo? Perguntem aos alunos, às pessoas em geral, no final do ano lectivo se sabem as matérias do início do ano e verão os resultados. A aprendizagem não é um saco infinito e sem fundo, está-se sempre a perder a ganhar novos conhecimentos e competências. "As perdas são reais", reconheceu Joaquim Sarmento, ao JN, acrescentando que, no entanto, se "resumem a um núcleo de competências mais ligado à memória, algo que no currículo escolar português não tem um papel central". Mas este é um aspecto que me parece saudável e até aconselhável, para que, como se costuma dizer “se reforcem as baterias”. A proposta desta instituição britânica aconselha a redução d as férias de Verão para apenas quatro semanas, distribuindo o resto do tempo de forma mais equilibrada ao longo do ano. Claro que quem faz uma proposta destas não percebe do que está a falar. Em que altura fazem os alunos os exames e as provas de acesso à universidade? Quando se fazem as reuniões de preparação do ano lectivo seguinte? Além disso, “uma solução que Joaquim Sarmento considera difícil de aplicar em Portugal, sobretudo devido às características do clima. "Com o calor, a partir de meados de Junho, é muito difícil manter as condições de aprendizagem", assegura. E com o actual calendário escolar, Sarmento acredita que uma maior distribuição do tempo de férias traria problemas às famílias, "porque a vida não está organizada para terem as crianças em casa nessas alturas".”
Questiono-me sempre porque é que na educação se parte sempre dos princípios errados para resolver “problemas” que surgem? Partamos do princípio que é verdade o que este estudo traz a lume. É á escola que cabe resolver estes problemas com prejuízos evidentes para os alunos, famílias e professores, ou à sociedade, ao Ministério da Educação e da Segurança Social, autarquias e famílias que o devem fazer? As crianças precisam cada vez mais da família, de estreitar os laços que se perdem durante o ano com a azáfama do trabalho, precisam de aprender com a família. E a responsabilidade das instituições deste País em encontrar soluções para as tais famílias de meios desfavorecidos? Para estas, que nem férias têm, provavelmente a melhor solução seria nem “fechar” a escola. Faça-se um exame de consciência, e assuma-se de uma vez por todas as responsabilidades de cada um. A escola não é um depósito e muito menos consegue resolver todos os problemas, que são cada vez mais, das nossas crianças e jovens.

sábado, 16 de agosto de 2008

Festival do leitão dos Covões

Fonte: Diário de Coimbra

Festival começa hoje naquela freguesia do concelho de Cantanhede
Nasceu da vontade expressa de promover uma marca de referência da freguesia. Falamos do Festival do Leitão dos Covões, que hoje começa naquela freguesia. Uma freguesia que ganhou nome, de Norte a Sul do país, pela qualidade ímpar do seu leitão assado e pela excelência dos seus assadores. Razões que levaram a Sociedade Filarmónica dos Covões a pensar na realização de uma iniciativa centrada no leitão assado, que fosse um espaço para saborear este pitéu e também uma forma de chamar edar a conhecer ainda mais o bom sabor do leitão, para além de promover a freguesia e os seus valores e tradições.
Da conjugação de todos estes factores surgiu, há dois anos, a primeira edição do Festival do Leitão dos Covões. O êxito não podia ser maior e, de então para cá, o festival é uma realidade, com data aprazada para o mês de Agosto. Trata-se de uma altura do ano especial para a freguesia, uma vez que, sublinha o presidente da Junta de Freguesia, se trata de uma época «em que temos de regresso à freguesia muitos dos nossos emigrantes». Cílio Santos refere, em particular, os muitos filhos da terra que se encontram nos Estados Unidos da América, mas também noutros países e, ainda, dispersos por várias regiões do país. Trata-se, pois, de dar um toque especial à recepção desses emigrantes, e também dos muitos forasteiros, colocando o bom leitão sobre a mesa.
Mas se os emigrantes constituem uma fatia significativa dos apreciadores que se deslocam ao festival, não faltam forasteiros e visitantes vindos de todos os cantos do país. Paulo Oliveira, presidente da assembleia-geral da Sociedade Filarmónica dos Covões, responsável pela organização do certame, afirma que é comum surgirem apreciadores do Algarve, de Lisboa, Braga, e Leiria, para já não falar nos habitantes da região.
O festival começa, por tradição, no dia 15 de Agosto. Feriado nacional, é também o ponto de referência para o “pontapé de saída” do evento, que decorre no pavilhão gimnodesportivo dos Covões. A tradição “manda” ainda que o festival se prolongue até ao fim-de-semana imediatamente a seguir, o que significa que, por razões de calendário, este ano fica limitado a três dias, sexta-feira, sábado e domingo.
Mas a limitação de dias – que contrasta com os seis ou sete do ano passado – em nada preocupa a organização. Bem pelo contrário. Paulo Oliveira acredita que o número de apreciadores rondará os cinco mil, precisamente o número que a logística do ano passado registou.
O leitão assado é o soberano indiscutível do festival, com a qualidade garantida pela ciência de um grupo de assadores que, nos fornos tradicionais, hoje em dia já certificados, vão garantir que o genuíno leitão dos Covões vai satisfazer os mais exigentes apetites. Mas, de acordo com Paulo Oliveira, a ementa não se fica por aqui, antes abarca um leque variado de possibilidades, tendo sempre, todavia, como ingrediente fundamental o leitão. Assim, vão haver cabidela de leitão, feijoada de leitão, rancho de leitão (confeccionado com leitão, claro está, grão de bico e massa), bola de leitão, rissóis de leitão e coquetes de leitão.
Paulo Oliveira está convencido, todavia, que, apesar desta variedade, «80 por cento dos visitante opta pelo leitão assado», a “versão” mais conhecida e, também, a mais afamada nos Covões. Acima de tudo, aquele responsável da organização coloca a pedra de toque do certame «na qualidade, muito mais do que na quantidade». «Queremos prestar um serviço irrepreensível», de forma «que as pessoas possam apreciar o leitão dos Covões e perceber que ele é, efectivamente, uma referência», adianta Paulo Oliveira.

Programa
de animação
constante e
diversificado

A festa não se faz sem música e, por isso mesmo, a organização acautelou a presença de vários artistas, de forma a garantir um programa diversificado. Tiago Hipólito, um músico da freguesia, vai manter o ritmo da música ao longo de praticamente todo o certame, fazendo a sua estreia hoje às 19h00, altura em que abre o festival. Para as 21h30, está marcada a actuação do rancho folclórico Os Bairradinos de Orentã. E, a terminar a noite, actua a Filarmónica dos Covões.
Amanhã, Tiago Hipólito abre “as hostilidades” e às 21h30 actua o grupo Etnográfico de Corticeiro de Cima. A noite termina com fado, com Carolina Pessoa e Nuno Sérgio.
O almoço de domingo conta com a presença do grupo musical Leal Musicarte e a partir das 19h00, altura em que começam a ser servidos os jantares, ouvem-se os acordes de Tiago Hipólito. Pelas 21h30 actua o grupo Gandareia e às 22h30 ouve-se a voz do fado, com Cristina Cruz, um cantora exímia de fado de Coimbra.

Fernando Mendes é o convidado
de honra

A edição deste ano comporta algumas novidades, a principal das quais será a presença do actor Fernando Mendes. O conhecido apresentador do “Preço Certo” é um aficionado confesso da boa mesa e um amante indefectível de leitão assado. Daí o convite que a organização lhe lançou, no sentido de estar presente no festival. A resposta não se fez tardar, e Fernando Mendes vai estar presente no certame, domingo à hora de almoço.
Um facto que constitui dupla novidade, não apenas pela presença de uma personalidade do mundo do espectáculo, mas também por, pela primeira vez, serem servidos almoços. Isto porque o festival tradicionalmente só funciona a partir das 19h00, servindo apenas jantares. Um figurino que se mantém este ano, com a excepção no domingo.
Novidade é, também, o facto do pavilhão gimnodesportivo acolher uma mini-mostra do que são as principais feiras do concelho. Paulo Oliveira explica que o festival vai apresentar uma pequena «réplica das feiras temáticas de Vilamar, Cadima, Ançã e Cordinhã». De fora deste circuito fica apenas, «por razões óbvias, a Expofacic». Assim, o festival vai contemplar um espaço onde marcam presença dos tremoços de Cadima, o vinho da Cordinha, o ouro de Vilamar e também o bolo de Ançã. Uma forma de, centrando as atenções no leitão dos Covões, dar, também, a conhecer os produtos mais típicos e característicos das freguesias vizinhas.

Manuela Ventura

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Os moinhos de água de Cochadas estão de novo no activo

Em Cochadas, directa ou indirectamente, todos os habitantes se sentem intimamente ligados aos moinhos de água existentes nesta localidade da freguesia da Tocha. Uns porque foram moleiros, outros porque tiveram alguém na família que aproveitava a força das águas da ribeira e moía a sua farinha. Mas «não há ninguém que não tivesse alguma ligação com os moinhos», assegura Carlos Pedreiro, presidente do Centro Popular de Trabalhadores das Cochadas.
Maria Augusta Ribeiro é um exemplo dessa ligação. «Lembro-me de moer a farinha de centeio e cevada», diz esta residente de Cochadas. «Era uma alegria», recorda, com emoção, ao falar do espaço que outrora era palco de grandes movimentações e hoje, muitos anos depois, está transformado em zona de lazer.
Mas nem sempre foi assim. Os moinhos de água, entre a altura de funcionamento e a entrada das obras de requalificação, ontem inauguradas, estiveram algum tempo «às silvas». Maria Jorge, também ela de Cochadas, lembra-se perfeitamente desse período e «era uma pena» que assim fosse, que o espaço onde noutros tempos se exercia uma profissão que permitia «abastecer as freguesias das redondezas com farinha» estivesse «abandonado».
A vontade do povo fez-se sentir e o poder local ouviu e concretizou os anseios da população. Ontem deu-se o ponto alto, com a inauguração das obras de recuperação dos moinhos de água, que funcionam e moem farinha, e valorização paisagística da zona envolvente. E «ficou como antigamente», dizia um habitante, que assistia à cerimónia de inauguração do espaço.
O desejo de obras «vinha de há muito tempo», recordou o presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, enaltecendo a «vontade local» que, conjugada com o esforço da junta de freguesia permitiu «dar outra dignidade à zona». Sendo certo que a obra «custou dinheiro», cerca de cem mil euros, João Moura, considera que o investimento está à vista. «O que vi há alguns meses não tem nada a ver com aquilo que hoje estou a ver», afirmou o autarca, destacando a «harmonia» que se sente no espaço que vai servir não só a localidade de Cochadas, mas todo o concelho. E o que está à vista «é uma sala de visitas de Cochadas», considerou o presidente do Centro Popular de Trabalhadores das Cochadas, falando no espaço «de lazer e história» que esta localidade do concelho da Tocha conquistou.
«Obras destas identificam as Cochadas e o concelho», afirmou Carlos Pedreiro. «As Cochadas já mereciam esta obra», disse, por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia da Tocha. Falta agora que todos cuidem dela e nesse sentido «a população tem de fazer um esforço e vigiá-la e conservá-la», disse o presidente da Câmara de Cantanhede.

Espaço preserva valor patrimonial

Quase cem mil euros de investimento permitiram a recuperação dos moinhos de água das Cochadas e da zona envolvente, criando um espaço de intervenção sócio cultural cuja dinamização ficará a cargo do Centro Popular de Trabalhadores das Cochadas. Com esta intervenção a Câmara de Cantanhede pretende preservar o valor patrimonial dos moinhos tradicionais enquanto elementos representativos da história económica e social do concelho. Ao mesmo tempo pretende-se utilizar o espaço para a promoção de acções pedagógicas orientadas para diferentes níveis escolares, uma vez que ali podem ser dadas autênticas lições de história e tradições locais e demonstrações práticas de princípios básicos de ciência, física e matemática.
No espaço, e para além de moinhos de água recuperados, um deles em funcionamento, há também zonas de lazer, percursos de acesso devidamente construídos, zonas de jardim e um grande lago cuja água serve de força motriz ao moinho.


FONTE

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Princípios morais e sociais do Karate

O Karaté, como doutrina ou actividade interligada à obtenção do estado "Satori" do Zen, não tem, em principio, qualquer tipo de código a seguir. No entanto, todos os "estilos", "jogos", "associações", livros sobre o assunto, insistem no aspecto altamente superior e moral do Karaté. Vejamos o juramento do Estilo Kiokushinkai que é pronunciado no fim de cada sessão de treino.

"Juramos solenemente -
1º - Dedicar todo o nosso esforço ao desenvolvimento mútuo espiritual, intelectual e físico.
2º - Manter-nos atentos ao ensino dos mestres, esforçando-nos por conseguir o domínio desta Arte Marcial.
3º - Enfrentar com firmeza todos e cada um dos obstáculos que se ergam impedindo-nos de alcançar nossas metas.
4º - Ser corteses no nosso comportamento exterior e recordar permanentemente a virtude da modéstia.
5º - Ter respeito pelos outros, superiores ou inferiores, amigos ou inimigos.
6º - Evitar todo o incidente desnecessário e só utilizar o Karaté em caso de perigo real e só em defesa.
7º - Juramos ser bons cidadãos, membros dignos da comunidade e verdadeiros cavalheiros".

São certamente surpreendentes para muitos, os bons propósitos desta Arte Marcial em relação aos outros. E por isso é caso raro o emprego do Karaté para o mal, o que felizmente só vemos no cinema. A ascensão na técnica é acompanhada pela elevação à pureza. As graduações, os sacrifícios e sinceridade necessária a cada treino, conduzem, mesmo fora do aspecto puramente mental, a uma purificação das intenções do indivíduo, dando-lhe uma medida exacta do seu valor em relação a si mesmo e em relação aos outros, obrigando-o a uma introspecção que nivela as paixões e equilibra o espírito. Recordamos uma frase curiosa que traduz bem esse pensamento: "O Karaté é destinado a uma elite. Iniciação mental de essência superior, é inacessível a naturezas mesquinhas".

Fonte: Karaté em geral

Quando o karate vai a banhos




domingo, 10 de agosto de 2008

Moinho histórico volta à actividade


Fonte:Jornal Notícias

Cochadas vai recuar amanhã no tempo, para recuperar a mó de um dos muitos moinhos que trabalhavam na meia dúzia de valas que circundam a povoação. A recuperação custou 90 mil euros à Câmara de Cantanhede.

É num clima de festa, em honra de Nossa Senhora do Rosário, e de alguma emoção para a população mais idosa de Cochadas, no concelho de Cantanhede, - nomeadamente para Manuel Veríssimo, o septuagenário que fez girar a azenha nos últimos anos em que esta trabalhou - que o moinho de água da localidade é amanhã devolvido oficialmente à população, numa cerimónia marcada para as 13 horas.

Segundo explicou ao JN, o presidente da Câmara, João Moura, a intervenção "pretendeu preservar o inestimável valor patrimonial dos moinhos tradicionais do concelho enquanto elementos representativos da história económica e social e autênticos guardiães de vivências e práticas antigas".

Euclides Veríssimo, membro da direcção do Centro Popular dos Trabalhadores das Cochadas, associação proprietária do moinho e que ficará encarregue da sua dinamização, promete um ambiente, que inclui a matança do porco, e o recriar do frenesim de uma actividade que, no passado, era a principal da terra.

"Tínhamos mais de 20 moinhos em volta da aldeia, nas seis ou sete valas que por aqui passam, e moía-se muito milho e algum trigo, até de outras freguesias que não tinham a abundância de água", recordou aquele dirigente ao JN.

O moinho agora recuperado integra um núcleo onde existem ruínas de outros dois, terá objectivos essencialmente pedagógicos dirigidos à população escolar. "Ali podem ser dadas autênticas lições da história e de tradições locais, mas também demonstrações práticas de princípios básicos de ciência, física e matemática (noção de força, trabalho, potência, funcionamento de máquinas com roldanas e alavancas, aproveitamento eólico", explica o presidente da Câmara de Cantanhede.

A intervenção, que ascendeu aos 90 mil euros, além da reabilitação do moinho e dos mecanismos, incluiu a recuperação de antigos instrumentos de moagem, que ficam em exposição, a criação de uma zona de lazer, com mesas e cadeira e uma pérgola que une os dois moinhos, bem como a limpeza da vala, para assegurar a força motriz que acciona o moinho, cujas margens foram reabilitadas com pedra calcária.

Um abraço ao comandante Francisco Lourenço


Francisco Lourenço abandonou o comando dos Voluntários de Cantanhede. Sete anos depois
Cansaço. Muito cansaço. Sete anos depois, o comandante Francisco Lourenço despediu-se da vida operacional e passou a integrar o quadro de honra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede. Ao Diário de Coimbra o comandante confessou sentir-se «cansado» e afirma que, apesar de esta não ser a «melhor altura», uma vez que «estamos no Verão» e no «período dos fogos», foi a altura que entendeu como a melhor para pôr termo a uma vivência intensa, para a qual a saúde já começa, também, a oferecer algumas resistências.
Com 62 anos, Francisco Lourenço já teve vários problemas de saúde, tendo, inclusivamente, sido operado a um pulmão. Todavia, recentemente, ter-se-á sentido menos bem. Segundo apurámos, no grande incêndio que lavrou há cerca de duas semanas na zona de Ançã, o desde ontem comandante do quadro de honra terá tido problemas, em pleno cenário de combate às chamas, tendo necessidade de receber tratamento no local
Francisco Lourenço não desmente estes problemas, mas prefere falar em «problemas de ordem pessoal» e no facto de a família – nomeadamente um neto com quatro anos – precisar do seu apoio. Sublinha um «grande cansaço», tendo em conta as muitas exigências que o comando operacional implica. Reconhece, todavia, que o incêndio de Ançã, pela dimensão que atingiu e pela forma como decorreram as operações de combate, “pesou” na sua decisão de deixar a vida de operacional. «É preferível assim», afirma, fazendo denotar algum desencanto por não ter ao seu serviço os meios que desejaria, no sentido de garantir mais e melhor eficácia na actuação.
Funcionário aposentado do Hospital, Francisco Lourenço entrou para a Associação Humanitária dos Bombeiros de Cantanhede em 10 de Janeiro de 1984 e foi nomeado comandante a 18 de Outubro de 2001, tendo tomado posse um mês depois. «Já são muitos anos», enfatiza, acrescentando, todavia, que não se vai “aposentar dos bombeiros”. «Posso dar algum contributo de outra maneira», refere Francisco Lourenço.
O pedido de Francisco Lourenço para passar ao quadro de honra foi aceite pelo Centro Distrital de Operações e Socorro de Coimbra e entrou ontem em vigor. «Aceitámos», disse ao Diário de Coimbra ao tenente- -coronel Ferreira Martins, considerando que em causa está «uma prerrogativa que lhe assiste».
De acordo com aquele responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, o comando dos Voluntários de Cantanhede vai, a título interino, ser assegurado pelo segundo comandante da corporação, João Cunha dos Santos. Ainda de acordo com o tenente-coronel Ferreira Martins, cabe à direcção da Associação Humanitária realizar as demarches necessárias tendentes a propor um novo elemento para substituir Francisco Lourenço. Apesar das várias tentativas, o Diário de Coimbra não conseguiu falar com Idalécio Oliveira, presidente da direcção.

Fonte: Diário de Coimbra

Manuela Ventura

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Desculpem o hedonismo




Fonte: Independente de Cantanhede

José Vieira – A arte é a melhor forma de educar


Escrito por Rita de Freitas Gomes
30-Jul-2008

Licenciado em Artes Visuais, vertente de pintura, José Vieira é um apaixonado pelas artes. Tem duas Pós-graduações e é doutorando na Universidade Lusófona do Porto. Actualmente lecciona na EB 2/3 de Cantanhede a disciplina de Educação Visual, com a "missão" de tornar os seus alunos "mais sensíveis ao mundo que os rodeia".

Nos tempos livres dedica-se à pintura sobre acrílico e à fotografia. Considera que desenvolve duas vertentes nesta área. Uma pintura muito colorida, forte, a uma mais sombria, triste. Quando pinta "sai para outra dimensão".

Recentemente descobriu uma nova paixão, a fotografia. Alguns dos seus trabalhos podem ser vistos no site "olhares.com". Gostaria de um dia ter oportunidade de realizar uma exposição com várias fotografias.

Aos 15 anos entrou para o "mundo da política", começando pela JS. Hoje em dia, pertence à Comissão Política do PS.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Roubado do blog Ferroada (não resisti)

Diz o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, nas páginas centrais do "Diário as Beiras" na edição de 6 de Agosto (ontem) "Sempre que é possível utilizo a bicicleta em substituição do automóvel, de forma a evitar a poluição do meio ambiente."
Ler mais aqui:Ferroada

Humor do melhor

Analfabeto político





"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)

Versão brasileira

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


Mas prefiro o que penso:

O pior analfabeto politico é o que não sabe assumir os seus erros, nem sabe o que é a política. Participa por razões que só ele conhece. Sabe o custo de vida, o preço do pão e também das marcas caras. Só não sabe que vive num mundo paralelo aos que sofrem, aos que não têm o tal pão. O analfabeto politico não é burro, faz-se e vai -se fazendo.

Há muitos anos li Gil Vicente na sua peça de teatro A farsa de Inês Pereira, onde guardei esta frase lapidar "Mais quero asno que me leve do que cavalo que me derrube." São assim os tais políticos, politiqueiros e seguidores... e andam por perto.

Boas práticas


Tenho andado a congeminar o que terá levado a Câmara Municipal de Cantanhede a dispensar um dos seus avençados mais habilitados e com um currículo invejável na sua área. Estou a falar do grande profissional, cuja competência nunca foi beliscada, que tão bem sabia lidar com todos os utentes do ginásio, o professor Nuno Mesquita. Pensava eu que a competência era motivo de orgulho para quem gere os destinos do Município. Que a competência era promotora de mais competência, motivação e exemplo para os restantes trabalhadores. Que uma boa prática serviria de reconhecimento pessoal.

Mas parece que não. Chegou-me um zunzum de esse lugar já tem rosto. É pena, até pode aparecer alguém genial, mas deitar fora gente competente que prestou um serviço enorme ao município com os seus saberes, é no mínimo ingratidão. Mas há, aceito, outros valores e quanto a isso batatas.

Vandalismo e poluição visual


Continuamos a assistir ao vandalismo dos parques infantis da nossa cidade. Há quem não tenha mais nada para fazer e a falta de criatividade leva-os a destruir o bem comum, o bem das nossas crianças.


A segunda imagem dá-nos a noção daquilo que poderemos chamar de poluição visual. Já nem damos conta, mas reparem a quantidade de sinais só neste passeio. Sinais pintados na estrada tornariam a cidade mais limpa e visualmente mais bonita e atractiva. Já nem falo nos problemas que isto provoca aos invisuais.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Bacalhau com feijão verde



Foi ao som do jazz na voz de Linda Ronstadt que a especialista em medicina cardiovascular, Eva Pereira, lançou-se no desafio lançado pelo nosso jornal: cozinhar. Recebeu-nos na sua casa de uma forma muito acolhedora e a conversa girou em torno da necessidade de adoptar uma alimentação saudável e dos pratos rápidos que se pode fazer, quando se chega a casa depois de um dia de trabalho.A receita que hoje apresenta é uma das que inclui nesse cardápio. “Bacalhau com feijão verde e batatas” é um prato simples e saudável. É muito confeccionado na sua terra natal, Cantanhede, que fica próximo à cidade de Coimbra. Dos anos em que já está na Madeira já introduziu algumas alterações, incluindo na receita abóbora e pimpinela.O modo de preparação é simples. Eva Pereira começa por cortar ao meio o feijão verde, descasca a cenoura e a batata, corta-as e coloca-as numa panela para cozer juntamente com o bacalhau «muito bem demolhado. Eu utilizo bacalhau congelado já demolhado, mas quem usar do normal tem de deixar de molho três dias», alertou a cardiologista. Eva Pereira dá uma dica: se não houver bacalhau, pode cozer um ovo por pessoa. Num tacho à parte, coze-se a pimpinela e a abóbora «para não mascarar o sabor do peixe», aconselhou. Este é também um prato que se pode confeccionar com couve.Enquanto tudo isto coze, pode preparar a salada, cortanto o tomate, o pepino e a cebola às rodelas finas, depois tempera-se com vinagre balsâmico, azeite extra-virgem, orégãos e uma pitada de sal. Vai ao frigorífico para apurar o sabor.Enquanto o prato não fica pronto, podemos relaxar, comendo algumas nozes com um vinho Madeira. De regresso à cozinha, é tempo de verificar se o bacalhau e as verduras já estão cozidas. Depois, coloca-se tudo num prato e rega-se com azeite extra-virgem, «que é importante para a dieta mediterrânica». Se preferir limpe o bacalhau de peles e espinhas e desfie. Corta-se um pão saloio que servirá para molhar no azeite. «No continente usamos broa de milho, mas aqui não há, por isso utilizo o pão mais rústico, porque o farelo tem as fibras todas que ajudam na parte intestinal». Eva Pereira serve este prato muito saboroso, como pudemos comprovar, com um copo de vinho tinto do Alentejo.A especialista em medicina cardiovascular ainda deliciou-nos com uma sobremesa regional muito saborosa: pudim de maracujá. Na véspera, fez a geleia seguindo as instruções da embalagem e deixou a arrefecer. Depois de fria, juntou-a ao leite condensado e à polpa de maracujá, colocando depois no frigorífico para solidificar. Uma sobremesa fresca, ideal para estes dias de Verão, mas claro sem exagero.Bacalhau com feijão verde e batatasIgredientespara 4 pessoas4 postas de bacalhau muito bem demolhado1 Kg de feijão verde4 batatas4 cenouras4 pedaços de pimpinela4 pedaços de abóboraAzeite extra-virgem q.b.PãoSalada de tomate2 tomates maduros às rodelas finas1 cebola média às rodelas finas1 pepinoVinagre balsâmico q.b.Azeite extra-virgem q.b.Orégãos q.b.Sal q.b.Pudim de maracujá1 lata de leite condensado magro1 gelatina de ananás1 chávena almoçadeira de polpa de maracujá

Marília Dantas

Praia da Tocha




Um sítio bonito e sossegado para descansar do stress do dia a dia, dos excessos do trabalho e das pressões do quotidiano.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Praia limpa - Praia da Tocha


Dieta Mediterrânica


O trabalho do economista Joseg Schmidhuber, da FAO, destaca que a dieta mediterrânica, baseada em frutas, peixe, legumes frescos e azeite, tem seguidores em todo mundo, mas que é “cada vez mais ignorada na região onde foi criada”. De acordo com o autor do estudo, esta tendência tem levado a um aumento do excesso de peso e dos casos de obesidade nas populações do Mediterrâneo.
Cá por Portugal e com a ajuda dos ASINOS, em poucos anos a dieta mediterrânica esta mais que enterrada e quem a desenterrar vai parar a Monsanto

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Amanhã podes ser tu a precisar.

Amanhã podes ser tu a precisar.
Pelo teor de carácter de ajuda agradeço que leiam e divulguem pelos contactos.
Obrigada e bem hajam

Exmo(a) Senhor(a)
Vivo nos arredores de Lisboa e sou pai de uma menina, agora com 7 anos, que é portadora da doença de TARGARDT (degeneração da mácula), o que faz com que perca a visão central ), doença essa que é actualmente incurável, mesmo no estrangeiro. Como não é fácil obter informações a nível nacional, resta-me a Internet para adquirir um conhecimento mais profundo que me ajude a lidar com esta doença, pois mesmo em Lisboa a única ajuda que me foi facultada foi de uma associação (mais concretamente a Associação de Retinopatias de Portugal), associação essa que também padece do problema de falta de apoio, pois é uma entidade privada. O grande objectivo deste mail é tentar arranjar maneira de contactar pessoalmente, familiares ou amigos dessas pessoas que sofram da mesma ou semelhante doença, para fazer um rastreio, com um único pensamento: - Difundir e trocar informações acerca desta doença. POR FAVOR divulguem este mail pelos vossos contactos e/ou se tiverem conhecimento pessoal de um caso semelhante, agradecia que me contactassem:
mailto:rgoncalves@ruralinf.pt

MUITO E MUITO OBRIGADO
Rui Gonçalves
P.F., não ignorem a mensagem. Ler e reencaminhar não custa nada.
Obrigado.

Karaté na Expofacic

A Associação Karaté Gândara Bairrada fez uma demonstração durante a Expofacic com alguns dos seus praticantes.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Operação Sarkozy: Como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa


Nicolas Sarkozy deve ser julgado pelas suas acções e não pela sua personalidade. Mas quando as suas acções surpreendem até os seus próprios eleitores, é legítimo debruçarmo-nos em pormenor sobre a sua biografia e interrogarmo-nos sobre as alianças que o conduziram ao poder. Este artigo descreve as origens do presidente da República Francesa. Todas as informações nele contidas são verificáveis, com excepção de duas imputações, pelas quais o autor assume a responsabilidade exclusiva.

Bolo com 24 metros - Ançã


Um bolo com 24 metros de comprimento e 178 quilos de peso foi confeccionado, ontem, em Ançã, Cantanhede. As boleiras conseguiram ultrapassar as dimensões do que foi produzido em 2007, que pesava 141 quilos e tinha 16 metros.
Na fase final da confecção, Aldina Rasteiro, a boleira mais nova da vila, de 39 anos, dava conta do cansaço que atingia os que participam na tarefa. "Estamos todos a transpirar, mas quando as coisas são feitas com gosto nada é difícil", garantia, acrescentando que "tudo correu na perfeição".
O tradicional ‘bolo de cornos’, que ao final da tarde foi oferecido aos visitantes das festas de S. Tomé, "está uma verdadeira delícia", assegurava. O bolo de Ançã é um produto artesanal, característico daquela vila, e muito apreciado na região Centro. Apresenta-se nas variedades de bolo fino, de ovos e de cornos.

domingo, 27 de julho de 2008

Expofacic 2008


Soldados mortos na Guiné- Homenagem


Pára-quedistas da Companhia 121, veteranos da guerra colonial, estiveram este sábado em Tancos, numa homenagem a três camaradas de armas que morreram na Guiné-Bissau. Os restos mortais só agora regressaram a Portugal.
Uma parada em silêncio escutou as primeiras palavras do general Hugo Borges. Comandava o pelotão - na altura jovem tenente - envolvido na emboscada que, em Guidage, Norte da Guiné, custou a vida a três pára-quedistas. Era o dia 23 de Maio de 1973.
"A bolanha abre-se, despida, enorme sem abrigo. Os páras conhecem o perigo, mas Guidage espera cercada. Avançam, chega a emboscada. Chovem morteiradas e canhoadas, RPGs cruzam os ares, dantesco fogo de artifício...". José Lourenço, António Vitoriano e Manuel Peixoto iam na primeira linha. Foram os primeiros a cair.
Mais de 35 anos depois, as urnas com os restos dos três soldados estão alinhadas junto ao Monumento Aos Mortos em Combate que domina a parada da Escola de Tropas Pára-quedistas de Tancos. Jazem sob a bandeira portuguesa, uma simbólica boina verde e o brevet dos pára- -quedistas.
Vinte e três de Maio. A data da emboscada coincide com o dia dos pára-quedistas, assumindo assim uma dimensão simbólica particular. "Ninguém fica para trás" - o lema dos pára-quedistas esperou 35 anos para ser respeitado. Na altura, as circunstâncias da guerra na Guiné impediram a evacuação dos três corpos, depositados num cemitério improvisado a pouca distância do local em que tombaram em combate.
Um silêncio comovido percorre a parada. A emoção vinca muitos rostos recolhidos. Hugo Borges continua a recordar. "O primeiro soldado caiu à minha frente". Embarga-se-lhe momentaneamente a voz. Ouve-se o toque de silêncio. O minuto de recolhimento. O Toque aos Mortos. O Toque de Alvorada, símbolo de esperança, grito daqueles "em quem poder não teve a morte".
As urnas abandonam a parada a caminho da morada definitiva. "Missão cumprida", remata o general Borges. Lourenço, Vitoriano e Peixoto regressaram ontem a Cadima (Cantanhede), Castro Verde e Gião (Vila do Conde). Terras que os viram nascer. Mas a viagem às memórias prossegue hoje. É último domingo de Julho, dia de concentração anual de pára-quedistas em Fátima.
Fonte:JN
CARLOS SANTOS PEREIRA *

* Jornalista da Agência Lusa

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Recolha de sangue em Cantanhede

O Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, vai promover uma recolha de sangue para identificar possíveis dadores de medula óssea.

A recolha, que nasce de uma parceria com o Instituto de Histocompatibilidade de Coimbra, decorrerá num stand presente no evento Expofacic, em Cantanhede, durante os dias 25, 26 e 27 de Julho.

Os interessados em participar na campanha terão de ter entre 18 e 45 anos, serem saudáveis, peso mínimo de 50 quilos e nunca ter recebido uma transfusão de sangue, adianta o Diário de Coimbra.

Caso sejam identificados possíveis dadores, depois de contactados, serão encaminhados para serem realizados outros exames de compatibilidade que, em casos de perfeita semelhança, darão lugar à colheita de medula óssea.

Este processo poderá ser realizado através de células progenitoras do sangue periférico ou a partir de medula óssea, com colheita de sangue periférico no interior dos ossos pélvicos.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Maior bolo de Ançã com mais de 20 metros


O maior bolo de Ançã de sempre, com mais de 20 metros, vai ser confeccionado, no próximo domingo, nesta vila do concelho de Cantanhede, no âmbito das Festas de S. Tomé e da XI Semana Cultural, que se realizam de 25 a 27 de Julho.

Mais de cem quilogramas de farinha e várias dezenas de quilogramas de açúcar e manteiga vão ser necessários para preparar este "mega" bolo, em cuja produção vão estar envolvidas as boleiras de Ançã, disse ontem o presidente da Junta de Freguesia, Ricardo Rosa.

Segundo o autarca, o objectivo é ultrapassar as dimensões do bolo gigante produzido em 2007, que atingiu os 16 metros de comprimento e pesava 141 quilogramas.

Para o bolo feito no ano passado, foram necessários 100 quilogramas de farinha, 35 de açúcar e 23 de manteiga, recordou ontem Ricardo Rosa.

O bolo, um produto artesanal típico desta vila, que é muito conhecido e apreciado na região, será oferecido aos visitantes das festas a partir das 18 horas.

"É uma forma diferente de promover o bolo", disse o presidente da Junta de Freguesia de Ançã, adiantando que um padeiro da povoação vai também auxiliar na confecção.

Estão em curso os processos de registo da marca e de certificação do bolo de Ançã, o primeiro em fase mais adiantada, acrescentou o autarca.

A guloseima apresenta-se em três variedades, o bolo de ovos, o bolo de cornos e o bolo fino.

Os festejos em honra de S. Tomé e a XI Semana Cultural começaram sexta-feira na freguesia e prolongam-se até domingo, com várias iniciativas de carácter recreativo, cultural, desportivo e religioso.

O cortejo alegórico e as cavalhadas, um desfile de burros e cavalos pela povoação, e a bênção do gado, na Capela de São Bento, que decorrem na sexta-feira (feriado municipal), são outros dos pontos altos do programa do evento. "São tradições centenárias de Ançã", afirmou Ricardo Rosa.

Vários espectáculos musicais e de folclore, o concurso das janelas enfeitadas, jogos tradicionais e a sétima edição do festival da canção, no domingo à noite, são outras iniciativas previstas.

Junta de Freguesia de Ançã, Conselho Económico da paróquia e grupo de pais e catequistas estão envolvidos na organização, que conta com o apoio de várias entidades, entre as quais a Câmara Municipal de Cantanhede.

FONTE

Dois homens de cara destapada, em plena luz do dia, assaltaram posto de combustíveis da G

«Isto é um assalto! Não queremos fazer mal a ninguém. Põe o dinheiro todo nesta saca, rápido!». Terá sido desta forma, sob a ameaça de uma arma de fogo apontada à sua cabeça, que a única funcionária do posto de combustíveis da Galp situado na EN 335, na localidade de Campanas, freguesia de Camarneira, Cantanhede, se confrontou com os dois homens que a ameaçaram. O assalto foi levado a cabo ainda em pleno dia, domingo passado, pouco depois das 20h30. Os larápios não precisaram mais de três minutos para dar o golpe e fugir a toda a velocidade. O facto de ser domingo e o movimento reduzido, e a presença de uma única funcionária naquele posto de combustíveis, terá facilitado o assalto.
Os dois homens, que actuaram de cara descoberta, pararam o carro em que se faziam transportar junto a uma das bombas e, repentinamente, um dos meliantes apeou-se e foi de encontro à funcionária que estava no escritório. Ainda pensou que se tratasse de um normal cliente mas, logo que o homem chegou junto de si, apontou-lhe uma arma à cabeça e obrigou-a a entregar-lhe todo o dinheiro que tinha.
«Isto é um assalto. Se não quiseres que te faça mal põe aqui todo o dinheiro», terá dito à funcionária, que, com a arma apontada à cabeça, nem hesitou.
O assalto estava consumado. O meliante entrou rapidamente no carro do comparsa, que o esperava, e desapareceu a toda a velocidade pela EN 335, em direcção a Aveiro.
Pouco depois era dado o alerta à GNR de Cantanhede, que foi ao local com uma patrulha e, posteriormente, com uma equipa do Núcleo de Investigação Criminal (NIC), as quais deram conhecimento do assalto à Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária, a quem compete a investigação deste tipo de crimes.
O Diário de Coimbra tentou falar com a funcionária que sofreu o assalto, mas esta não quis dar pormenores dos momentos de aflição que viveu, limitando-se a dizer que não estava autorizada a falar sobre o assunto. Também tentámos falar com o proprietário daquele posto de combustíveis, e apurámos que o mesmo tinha sido comprado há três meses pela Wheeltire – Comércio de Pneus, L.da, com sede em Aveiro, mas um dos sócios gerentes, Nuno Jordão, também preferiu não adiantar nada sobre o assalto.
«Comprámos esse posto de combustíveis há pouco tempo, não sabemos qual o seu historial, se foi assaltado mais vezes. O caso está nas mãos da Polícia Judiciária e não podemos adiantar mais nada», disse aquele responsável.
O nosso Jornal, no entanto, conseguiu apurar que os larápios levaram cerca de 250 euros, ou seja, o total da caixa apurado naquele dia.

FONTE

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Vamos salvar a Praia de Mira


Para aqueles que conhecem e para os que não conhecem a Praia de Mira, este blog tem por objectivo juntar uma migalhinha àquilo que tem sido feito para salvar a Praia de Mira...

domingo, 20 de julho de 2008

Venham ver…!

Dia 24 e 25 em Ançã uma exposição chamada a Escola dos nossos Avós, digo-vos que é espectacular, ver as formas antigas como se ensinava no tempo dos nossos avós, fui ver e fiquei maravilhada, no dia de S. Tomé aproveitem e passem pela fonte de Ançã, verão que não se vão arrepender.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sondagens para combater a crise

As sondagens para as próximas eleições legislativas colocam o PSD cada vez mais próximo do PS. Esta realidade é estranha porque os demais partidos estão muito afastados e não aproveitam a crise que assola os dois maiores partidos portugueses. Face a isto só podemos concluir que o eleitorado (ou a maioria) só vê duas opções e ignora as restantes ou, jogando pelo seguro, não arrisca numa verdadeira alternativa.

A crise do PS é demonstrada pela incapacidade de combate à crise que, na minha opinião, tem como causa única a subida do preço do petróleo. Todas as outras variantes da crise, incluindo a subida das taxas de juros está relacionada com a crise petrolífera. Só aqueles mentecaptos do Banco Central Europeu, pagos a peso de ouro com o nosso dinheiro, é que estabelecem a relação entre a subida da inflação e o aumento da procura. Será que ninguém lhes explicou que não foi a procura que aumentou, mas sim os custos dos produtos que subiram? O PS reagiu a todo este apertar do cinto com medidas a longo prazo (energias alternativas, etc), mas não vi (e isso bastava-me) uma declaração contra a subida das taxas de juro e criticas ao BCE. Medo de quê?
Quanto ao PSD a crise interna, o lavar de roupa suja prossegue e o partido dá mostras de desunião e não mostra ao País qual o seu projecto para os próximos anos. Será esta uma boa alternativa? Não me parece...
Os restantes partidos por muito trabalho que façam não convencem o eleitorado. É pena, porque se convencessem o eleitorado, quanto mais não seja nas sondagens, para obrigar as duas "super potências", finalmente, a demonstrar trabalho.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Enriquecimento curricular


Os docentes das Actividades de Enriquecimento Curricular da Região de Lisboa queixam-se do trabalho precário, da falta de material pedagógico e do cansaço dos alunos após um dia de aulas, revela um estudo do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL).
Nada neste estudo é novidade para os pais e para as Associações de pais. Se juntarmos a isto a manifesta falta de funcionários, falta de condições para ministrar algumas das disciplinas do enriquecimento curricular, o mau funcionamento das cantinas temos o cenário completo.
Mas o governo indiferente a tudo isto, insiste em continuar sem nada alterar.
A juntar a todo este cenário negro, acrescentemos que os subsídios foram reduzidos aos ATL o que fez com as mensalidades aumentassem e tornassem difícil vida aos pais que optam por não colocar os filhos nas aulas de enriquecimento. Mais uma jogada de bastidores a obrigar toda a gente a participar.
Embora vendo muita utilidade neste tipo de actividades defendo que muita coisa tem de ser revista, sobretudo a carga horária que é superior ao dos estudantes mais velhos, as condições e locais onde são dadas algumas das actividades também precisam de profundas alterações, não esquecendo os professores que representam mais uma hipocrisia do sistema, que por um lado diz lutar contra o trabalho precário e por outro o pratica dentro da própria casa.
Temos de mudar de rumo.

A Mentira

O hábito arraigado de mentir fantasticamente pode refletir um Transtorno da Personalidade que alguns autores chamam de “pseudologia fantástica”, que seria caracterizado por uma compulsão a fantasiar uma vida fictícia para causar grande mobilização e perplexidade em outras pessoas (Catalán, 2006), outros autores denominam de Síndrome de Münchhausen.
Nesta síndrome a pessoa não suporta a idéia dela ser comum, normal, trivial... Não. Ela tem que ser super especial, tem que ter peculiaridades completamente excepcionais e fantásticas. Essa inclinação impulsiva para a mentira reflete uma grande vontade em ser admirado, de ser digno de amor e consideração pelos demais, conseqüentemente reflete uma grande insatisfação com a real e medíocre condição existencial.
A Síndrome de Münchhausen é relativamente rara, de difícil diagnóstico, e caracterizada pela fabricação intencional ou simulação de sintomas e sinais físicos ou psicológicos sempre de natureza fantástica em um filho ou em si próprio, levando a procedimentos diagnósticos desnecessários e potencialmente danosos. Há sempre uma fraude intencional nessa síndrome.
Em 1951, Asher idealizou o termo Síndrome de Münchhausen para descrever os pacientes que produziam e apresentavam intencionalmente sintomas físicos para receber tratamento médico e hospitalar freqüente. Uma das características associadas mais freqüente era a mentira patológica, juntamente com uma vasta história de atendimentos médicos e internações hospitalares.
Depressão GraveAlguns casos de depressão grave também podem ser acompanhados de mentiras patológicas. Nessa situação a pessoa se coloca em um verdadeiro emaranhado de estórias, desculpas e relatos que vão cada vez complicando mais a sustentação da mentira.
As mentiras iniciais na depressão têm, normalmente, o propósito de ocultar algum acontecimento que deixaria outra pessoa triste, aborrecida, decepcionada. Daí em diante, há contínua necessidade de novas mentiras para completar a primeira. Percebe-se que, consoante a preocupação do deprimido com o sentimento do outro, ele mente para poupar maiores sofrimentos desse outro, mas o resultado é sempre desastroso.
Na depressão as mentiras, ao contrário da sociopatia, são acompanhadas de importante sentimento de culpa e arrependimento.
Transtornos do Controle dos Impulsos (veja)No Jogo Patológico, na Cleptomania, na Bulimia, na Dependência Química e outros Transtornos do Controle dos Impulsos existem muitas mentiras, cujo objetivo é ocultar um comportamento sabidamente reprovado socialmente.
Personalidade Anti-SocialO quadro mais grave onde a mentira aparece como sintoma importante é o Transtorno Anti-Social da Personalidade, ou Personalidade Psicopática. Embora qualquer pessoa possa mentir, temos de distinguir a mentira banal da mentira psicopática. O psicopata utiliza a mentira como uma ferramenta de trabalho. Normalmente está tão treinado e habilitado a mentir que é difícil captar quando mente. Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada.
O psicopata não mente circunstancialmente ou esporadicamente para conseguir safar-se de alguma situação. Ele sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, muitas vezes mente sem nenhuma justificativa ou motivo.
Normalmente o psicopata diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado, simulando tentativas de suicídio, etc.
A personalidade do psicopata é narcisística, quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à seu personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro.

A Verdade da Mentira

As "palavras certas" no convívio com os outros são cada vez mais pura mentira. Pois apresentar a verdade em doses reduzidas facilita a vida. Os americanos chamam essa "forma elaborada" de comunicação de "mentiras brancas". Aqueles que sempre dizem a verdade são considerados irremediavelmente ingênuos. Além disso, eles facilmente ganham inimigos. Calcula-se que uma mentira vem aos nossos lábios cerca de 200 vezes por dia, em média uma a cada 5 minutos. Começando por falsos elogios ("Você está com excelente aparência!") até mentiras descaradas ("Hoje eu não posso ir ao escritório, estou gripado").
Há alguns anos ocupam-se com o mistério da mentira não apenas filósofos, mas também cientistas políticos e psicólogos. O resultado das pesquisas sobre a mentira:
– Mentira e engano estão nos nossos genes, foram e são o motor da evolução. Os biólogos presumem que o desenvolvimento do cérebro humano só foi possível por ter que lidar com enganos.
– Nós adulamos, engodamos e sorrimos diariamente com olhar inocente para manter uma boa atmosfera ou para nos apresentar numa luz mais favorável. Principalmente os cônjuges e familiares são enganados de maneira intensa. Eles são vítimas de dois terços de todas as mentiras graves – segundo as análises de diários da psicóloga americana Bella DePaulo da Universidade da Virgínia em Charlottesville.
– Talento para enganar é sinal de inteligência – um fator de sucesso, tão útil como perspicácia, intuição ou criatividade. "O sucesso profissional de um executivo depende em 80% da sua inteligência social", afirma Howard Gardner, psicólogo da Harvard School of Education. Também Peter Stiegnitz, um pesquisador da mentira em Viena (Áustria), pensa que os "carreiristas preferem trabalhar com jeito e charme ao invés de fazê-lo com aplicação e perseverança".
O objetivo da educação diplomática: as crianças já aprendem desde cedo que é melhor não dizer à sua antipática tia que acham o beijo lambuzado dela nojento. A alegria dissimulada da mãe ao receber o presente de Natal inútil, os doces escondidos furtivamente e a lei do silêncio sobre inconvenientes familiares são modelos e treinamento para as mentiras diárias no futuro.
Entretanto, as crianças só compreendem a necessidade de mentir entre o segundo e quarto ano de vida, e isso ocorre tanto mais cedo quanto mais inteligentes elas forem. Até então elas não sabem distinguir entre fantasia e realidade. Quando descobrem, então, quão refinadamente é possível lograr os outros, elas o fazem primeiramente em proveito próprio – a fim de evitar castigos ou para receber alguma recompensa. Mais ou menos a partir dos oito anos de idade elas aprendem a diferenciar a simpatia verdadeira da falsa.
No máximo durante a adolescência os jovens aprendem a distinguir com certa precisão se alguém está sendo sincero ou não... (Focus)
É vergonhoso como hoje em dia se lida levianamente com o conceito "mentira" ou com a própria mentira. Há pesquisas e estudos sobre a mentira, tenta-se explicá-la, procura-se a sua origem, mas em geral ela é considerada inofensiva, sim, até mesmo uma necessidade da vida e, em última análise, como algo bom.
Entretanto, como em todas as questões relativas à vida, também sobre a mentira somente a Bíblia – e não quaisquer "pesquisadores da mentira" – pode nos dar a melhor orientação. Ela nos mostra que a mentira não é um mistério, conforme diz o artigo citado, mas um pecado há muito revelado. A mentira consiste em rejeitar a verdade de Deus. Sobre os mentirosos está escrito: "Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira..." (Rm 1.25). Por isso a mentira se estende por toda a história da humanidade. Ela é a culpada pela queda do homem e causa de todos os sofrimentos e de muitas lágrimas.
A mentira não tem sua origem na evolução, mas em Satanás – ele é chamado "pai da mentira". O Senhor Jesus Cristo mostrou isso de maneira inequívoca quando disse: "Vós sois do Diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque eu digo a verdade, não me credes" (Jo 8.44-45). Assim, o pecado só entrou no mundo por meio da mentira, pois Satanás enganou os primeiros seres humanos através da mentira: "É certo que não morrereis... mas sereis como Deus" (Gn 3.4-5). A realidade da mentira e do pecado em si falam contra a evolução e a favor do relato da Bíblia, de que somos uma criação caída.
Com toda a certeza a mentira não é indicação de inteligência, mas um sinal característico de uma vida sem Deus, que não ama a verdade e é a identificação de uma natureza pecaminosa. Em 1 João 2.21 está escrito: "...mentira alguma jamais procede da verdade." Por isso, a crescente tendência para a mentira em nossos dias também é um sinal evidente dos tempos finais: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (1 Tm 4.1-2).
Como a mentira é o oposto exato da verdade de Deus e assim rejeita o próprio Deus da maneira mais grosseira, ela também será julgada com dureza pelo Deus santo. No último livro da Bíblia está escrito duas vezes com inequívoco rigor:
– "Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro" (Ap 21.27).
– "Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira" (Ap 22.15).
Parece que o pouco de verdade que há no artigo citado é que uma inverdade passa pelos nossos lábios aproximadamente 200 vezes por dia. Em face desta realidade da mentira, como deveríamos tremer diante da verdade que o próprio Senhor Jesus descreve assim: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo" (Mt 12.36).
Somente estas poucas afirmações da Bíblia nos colocam diante da verdade de que nenhuma pessoa pode ser salva por meio dos próprios esforços. Bastaria pensar isso, para mentir a si mesmo. Mas, Jesus Cristo veio para isto: Ele, a Verdade de Deus em pessoa, a fim de tomar sobre si a nossa culpa, para que nós, exclusivamente pela graça, pudéssemos ser libertos da mentira. Por isso o Senhor Jesus diz em outra passagem: "Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.31-32). Verdade é reconhecer a mentira como aquilo que ela é: um pecado que nos separa de Deus. Mas verdade também é saber que podemos confessar a Jesus a mentira e todos os nossos outros pecados e pedir perdão. Verdade também é que, então, podemos aceitar o perdão pela fé e com gratidão. Aquele que fizer isso com sinceridade e de todo o coração, receberá o perdão (1 Jo 1.7 e 9), pois Deus não pode mentir. (Norbert Lieth)Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 1999.

Metafísica na via Kase Ha



Fonte: GO RIN NO SHO
Não querendo abordar conceitos religiosos ou de fé, dogmas e imposições culturais, nem mesmo entrar no campo do esotérico, sinto a necessidade de partilhar a minha satisfação e verbalizar o meu enriquecimento ao ouvir as sábias palavras carregadas de emotividade do Sensei Velibor, proferidas num jantar em Valência.
Confesso o receio inicial catalizado pelas inúmeras descrições de manifestações abruptas e pela muralha de gelo inicialmente erguida. Imagine-se uma sala de jantar cheia de mesas redondas completas, à excepção de uma na qual se encontravam duas pessoas, o Sensei Velibor e o seu aluno. Sentámo-nos pedindo autorização e ao fim de 10 minutos de ausência de comunicação, eis que pergunta se falamos inglês. Iniciou-se então uma genuína partilha de experiência de vida, clarificação do elo comum, da essência da nossa prática, enfim, uma reflexão transcendental e metafísica sobre a verdadeira “driving force” da via Kase Ha. Eliminando o cepticismo e tendo sempre presente um pensamento científico comecei então a “encaixar” sem que nada deixasse de fazer sentido. Tentei abordar o que para todos nós, à primeira vista, é relevante, a mecânica das coisas, conceitos energéticos da física comum, relações entre energias cinética, potencial e de pressão, Newton, tocando mesmo na relatividade. Porém, rapidamente percebi que se tratava de algo mais, algo para além do além! Uma energia vital universal que pode ser canalizada, incorporada na acção-reacção, algo revestido de misticismo que carece de crença para ser experimentado e, certamente, de uma prática continuada e verdadeira. Sinto que foi um daqueles momentos… Tocou-me e motivou-me… Quero trabalhar para o atingir e mais tarde, quem sabe, talvez perceber… Quântica, cordas e supercordas!!! Uma incógnita…OSS!