



Fonte:Jornal Notícias
Cochadas vai recuar amanhã no tempo, para recuperar a mó de um dos muitos moinhos que trabalhavam na meia dúzia de valas que circundam a povoação. A recuperação custou 90 mil euros à Câmara de Cantanhede.
É num clima de festa, em honra de Nossa Senhora do Rosário, e de alguma emoção para a população mais idosa de Cochadas, no concelho de Cantanhede, - nomeadamente para Manuel Veríssimo, o septuagenário que fez girar a azenha nos últimos anos em que esta trabalhou - que o moinho de água da localidade é amanhã devolvido oficialmente à população, numa cerimónia marcada para as 13 horas.
Segundo explicou ao JN, o presidente da Câmara, João Moura, a intervenção "pretendeu preservar o inestimável valor patrimonial dos moinhos tradicionais do concelho enquanto elementos representativos da história económica e social e autênticos guardiães de vivências e práticas antigas".
Euclides Veríssimo, membro da direcção do Centro Popular dos Trabalhadores das Cochadas, associação proprietária do moinho e que ficará encarregue da sua dinamização, promete um ambiente, que inclui a matança do porco, e o recriar do frenesim de uma actividade que, no passado, era a principal da terra.
"Tínhamos mais de 20 moinhos em volta da aldeia, nas seis ou sete valas que por aqui passam, e moía-se muito milho e algum trigo, até de outras freguesias que não tinham a abundância de água", recordou aquele dirigente ao JN.
O moinho agora recuperado integra um núcleo onde existem ruínas de outros dois, terá objectivos essencialmente pedagógicos dirigidos à população escolar. "Ali podem ser dadas autênticas lições da história e de tradições locais, mas também demonstrações práticas de princípios básicos de ciência, física e matemática (noção de força, trabalho, potência, funcionamento de máquinas com roldanas e alavancas, aproveitamento eólico", explica o presidente da Câmara de Cantanhede.
A intervenção, que ascendeu aos 90 mil euros, além da reabilitação do moinho e dos mecanismos, incluiu a recuperação de antigos instrumentos de moagem, que ficam em exposição, a criação de uma zona de lazer, com mesas e cadeira e uma pérgola que une os dois moinhos, bem como a limpeza da vala, para assegurar a força motriz que acciona o moinho, cujas margens foram reabilitadas com pedra calcária.

Francisco Lourenço abandonou o comando dos Voluntários de Cantanhede. Sete anos depois
Cansaço. Muito cansaço. Sete anos depois, o comandante Francisco Lourenço despediu-se da vida operacional e passou a integrar o quadro de honra da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede. Ao Diário de Coimbra o comandante confessou sentir-se «cansado» e afirma que, apesar de esta não ser a «melhor altura», uma vez que «estamos no Verão» e no «período dos fogos», foi a altura que entendeu como a melhor para pôr termo a uma vivência intensa, para a qual a saúde já começa, também, a oferecer algumas resistências.
Com 62 anos, Francisco Lourenço já teve vários problemas de saúde, tendo, inclusivamente, sido operado a um pulmão. Todavia, recentemente, ter-se-á sentido menos bem. Segundo apurámos, no grande incêndio que lavrou há cerca de duas semanas na zona de Ançã, o desde ontem comandante do quadro de honra terá tido problemas, em pleno cenário de combate às chamas, tendo necessidade de receber tratamento no local
Francisco Lourenço não desmente estes problemas, mas prefere falar em «problemas de ordem pessoal» e no facto de a família – nomeadamente um neto com quatro anos – precisar do seu apoio. Sublinha um «grande cansaço», tendo em conta as muitas exigências que o comando operacional implica. Reconhece, todavia, que o incêndio de Ançã, pela dimensão que atingiu e pela forma como decorreram as operações de combate, “pesou” na sua decisão de deixar a vida de operacional. «É preferível assim», afirma, fazendo denotar algum desencanto por não ter ao seu serviço os meios que desejaria, no sentido de garantir mais e melhor eficácia na actuação.
Funcionário aposentado do Hospital, Francisco Lourenço entrou para a Associação Humanitária dos Bombeiros de Cantanhede em 10 de Janeiro de 1984 e foi nomeado comandante a 18 de Outubro de 2001, tendo tomado posse um mês depois. «Já são muitos anos», enfatiza, acrescentando, todavia, que não se vai “aposentar dos bombeiros”. «Posso dar algum contributo de outra maneira», refere Francisco Lourenço.
O pedido de Francisco Lourenço para passar ao quadro de honra foi aceite pelo Centro Distrital de Operações e Socorro de Coimbra e entrou ontem em vigor. «Aceitámos», disse ao Diário de Coimbra ao tenente- -coronel Ferreira Martins, considerando que em causa está «uma prerrogativa que lhe assiste».
De acordo com aquele responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, o comando dos Voluntários de Cantanhede vai, a título interino, ser assegurado pelo segundo comandante da corporação, João Cunha dos Santos. Ainda de acordo com o tenente-coronel Ferreira Martins, cabe à direcção da Associação Humanitária realizar as demarches necessárias tendentes a propor um novo elemento para substituir Francisco Lourenço. Apesar das várias tentativas, o Diário de Coimbra não conseguiu falar com Idalécio Oliveira, presidente da direcção.
Fonte: Diário de Coimbra
Manuela Ventura
| Fonte: Independente de Cantanhede José Vieira – A arte é a melhor forma de educar | | |
| Escrito por Rita de Freitas Gomes | |
| 30-Jul-2008 | |
| Licenciado em Artes Visuais, vertente de pintura, José Vieira é um apaixonado pelas artes. Tem duas Pós-graduações e é doutorando na Universidade Lusófona do Porto. Actualmente lecciona na EB 2/3 de Cantanhede a disciplina de Educação Visual, com a "missão" de tornar os seus alunos "mais sensíveis ao mundo que os rodeia". Nos tempos livres dedica-se à pintura sobre acrílico e à fotografia. Considera que desenvolve duas vertentes nesta área. Uma pintura muito colorida, forte, a uma mais sombria, triste. Quando pinta "sai para outra dimensão". Recentemente descobriu uma nova paixão, a fotografia. Alguns dos seus trabalhos podem ser vistos no site "olhares.com". Gostaria de um dia ter oportunidade de realizar uma exposição com várias fotografias. Aos 15 anos entrou para o "mundo da política", começando pela JS. Hoje em dia, pertence à Comissão Política do PS. |



"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht (1898-1956)
Versão brasileira
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Mas prefiro o que penso:
O pior analfabeto politico é o que não sabe assumir os seus erros, nem sabe o que é a política. Participa por razões que só ele conhece. Sabe o custo de vida, o preço do pão e também das marcas caras. Só não sabe que vive num mundo paralelo aos que sofrem, aos que não têm o tal pão. O analfabeto politico não é burro, faz-se e vai -se fazendo.


















APRESENTAÇÃO OFICIAL DO FOLK CANTANHEDE 2008
Não há ninguém impune em Portugal desde que sou procurador", afirmou hoje no Parlamento o Procurador-Geral da República. Pinto Monteiro reiterou esta ideia em resposta aos deputados da Comissão Parlamentar de Educação, que o chamaram para falar sobre a violência nas escolas.A questão do fim da impunidade é cara a Pinto Monteiro. Durante a audiência lembrou que em tempos recebeu uma carta de um professor, afirmando que "a única lei que existe em Portugal é a lei da impunidade". E que foi esta afirmação que o levou a dizer em Março passado que era uma prioridade acabar com a violência escolar e com todos os tipos de violência e que as situações tinham de ser denunciadas. "O meu objectivo é diminuir o sentimento de impunidade. É criar a noção de que quem comete ilícitos pode ser apanhado e julgado", referiu hoje.Para o PGR, a mediatização das suas palavras levaram a que recebesse muito mais denúncias de professores, pais e alunos das situações mais variadas ocorridas nas escolas. Apesar de não ter dados estatísticos para apresentar aos deputados, Pinto Monteiro "pensa que os casos de violência diminuiram", porque "quando há consciência, o ilícito diminui"."Parem lá com o medo" foi a mensagem que pretendeu passar, referindo-se a que "o limite das queixas vinha do medo de represálias, do medo de desprestigiar as escolas e do medo de serem inspeccionados a nível superior". Por isso, reforçou que é importante os conselhos executivos das escolas denunciarem as situações.Frisando que há que distinguir o que é indisciplina do que é violência, Pinto Monteiro afirmou que o ministério público não tem que punir questões disciplinares: "Longe de mim tal ideia!". Mas referiu que se um aluno partir a cabeça a um professor com uma cadeira ou lhe riscar o carro, a situação deve ser participada: "um ilícito criminal é um ilícito criminal, seja numa escola ou num café".Esta audição inseriu-se num conjunto de trabalhos desenvolvidos pela Comissão Parlamentar de Educação sobre a violência nas escolas. Os trabalhos começaram em 2007 e terminam na próxima terça-feira com a audição da ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no Parlamento.