domingo, 13 de abril de 2008

História da Ortografia do Português


Nesta página, pretende-se dar a conhecer uma breve cronologia das reformas ortográficas efectuadas na língua portuguesa.
Séc XVI até ao séc. XX - em Portugal e no Brasil a escrita praticada era de cariz etimológico (procurava-se a raiz latina ou grega para escrever as palavras).
1907 – a Academia Brasileira de Letras – começa a simplificar a escrita nas suas publicações.
1910 – Implantação da República em Portugal – foi nomeada uma Comissão para estabelecer uma ortografia simplicada e uniforme para ser usada nas publicações oficiais e no ensino.
1911 – Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e simplificar a escrita de algumas formas gráficas, mas que não foi extensiva ao Brasil.
1915 – a Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a ortografia com a portuguesa.
1919 – A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de 1915.
1924 – A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras começaram a procurar uma grafia comum.
1929 – A Academia Brasileira de Letras lança um novo sistema gráfico.
1931 – Foi aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e Portugal, que visava suprimir as diferenças, unificar e simplificar a língua portuguesa, contudo não foi posto em prática.
1938 - foram sanadas as dúvidas quanto à acentuação de palavras.
1943 – foi redigido na primeira Convenção ortográfica entre Brasil e Portugal o Formulário Ortográfico de 1943
1945 – Acordo Ortográfico – tornou-se lei em Portugal, mas no Brasil não foi ratificado pelo Governo, os brasileiros continuaram a regular-se pela ortografia anterior do Vocabulário de 1943.
1971 – foram promulgadas alterações no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal.
1973 - foram promulgadas alterações em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
1975 - a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
1986 - o presidente José Sarney do Brasil promoveu um encontro dos sete países de língua portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, no Rio de Janeiro. Foi apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
1990 - a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – as duas academias elaboram a base do «Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa». O documento entraria em vigor (de acordo com o 3º artigo do mesmo) no dia «1 de Janeiro de 1994, após depositados todos os instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo português».
1996 – o último acordo foi apenas ratificado por Portugal, Brasil, e Cabo Verde.
2004 - os ministros da Educação da CPLP reuniram-se em Fortaleza, no Brasil para propor a entrada em vigor do Acordo Ortográfico, mesmo sem a ratificação de todos os membros.

O Acordo Ortográfico


De que é que falamos quando nos referimos ao acordo ortográfico? Referimo-nos a um acordo assinado em 1990 entre os sete países de língua oficial portuguesa de então que estabelece normas ortográficas, ou seja regras de como escrever palavras.
Muitas pessoas fazem uma ideia completamente errada do que é o Acordo Ortográfico. Algumas são cultas mas estão mal informadas – indesculpavelmente mal informadas. Com a maior das leviandades dizem disparates inconcebíveis sobre o acordo, que outros repetem como desmiolados papagaios. Impõe-se por isso ver o que é e o que não é o Acordo Ortográfico.
O Acordo Ortográfico não altera a pronúncia de qualquer palavra. Isso é verdade para qualquer reforma ortográfica. Quando em Portugal se aboliu o acento de idéia e se passou a escrever ideia, o e continuou aberto; não se tornou semelhante ao de feia. Antes de 1974 tínhamos pesada e pèzada. Pronunciavam-se em Portugal pezada (com o e pronunciado como em de) e pèzada, respetivamente. Em 1974 foi abolido o acento de pèzada, mas a nova grafia – pezada – não deu origem a uma nova pronúncia. Pezada não passou a pronunciar-se como pesada.
Atualmente, no Brasil escreve-se Coréia e européia, o que está de acordo com a pronúncia das duas palavras no outro lado do Atlântico. Em Portugal e noutros países diz-se Corêia e europêia. Com o Acordo Ortográfico os brasileiros passarão a escrever Coreia e europeia, mas isso em nada altera a pronúncia brasileira de tais palavras e de outras com a mesma terminação, como atéia.
Fixem bem: o Acordo Ortográfico muda a grafia de certas palavras, a maneira como se escrevem, mas não altera a pronúncia de nenhuma palavra.
Há uns anos um leitor dum jornal mostrava-se surpreendido com a palavra embaixadora e perguntava se ela se devia ao Acordo Ortográfico. A palavra embaixadora – antiga na língua portuguesa – designa mulher que desempenha as funções de embaixador, distinguindo-se de embaixatriz, mulher de embaixador. A palavra embaixadora não se deve ao Acordo Ortográfico, que só tem a ver com a ortografia, maneira de escrever palavras.
Fixem bem isto: o Acordo Ortográfico não cria nem elimina palavras. Ele só tem a ver com a maneira como se escrevem palavras.
Cachopo significa rochedo quase à flor da água. Também pode significar rapaz, moço, mas no Brasil a palavra não se usa com esse significado.
A palavra registrar não é hoje usada em Portugal, mas já o foi. Ela aparece na primeira página da primeira edição do Diário de Notícias, de Lisboa, que viu a luz do dia na segunda metade do século XIX. Em contrapartida, registar é pouco usado no Brasil. Ambas as formas são bem portuguesas.
Esta discussão pode ser interessante, mas não tem a ver com o Acordo Ortográfico.
Não esqueçam: O Acordo Ortográfico não tem a ver com as variações de uso ou significado de palavras, mas sim com a maneira como se escrevem.
Um semanário deu uma vez a "informação" de que, com o Acordo Ortográfico, pacto passaria a pato. Uma completa imbecilidade é o nome que merece essa “notícia”, digna antecessora do telelixo. Já vimos que o acordo, por ser ortográfico, não muda a pronúncia de nenhuma palavra; só muda o modo como algumas se escrevem. Portanto, segundo o jornal, passaríamos a escrever pato e a dizer pacto – uma completa burrice. Pensemos um pouco. Alguém em seu perfeito juízo acredita que pessoas como o Prof. Lyndley Cintra, um dos eminentes linguistas envolvidos no acordo, iam propor uma coisa tão idiota? Alguém com dois dedos de testa acredita que os deputados iam aceitar uma tão incrível cretinice? Só se estivessem todos irremediavelmente doidos …
O jornalista que deu a “notícia”, se estivesse interessado em investigar uma coisa tão absurda, teria procurado algum dos linguistas que negociaram e redigiram o acordo. Teria, pelo menos, lido o texto do acordo para saber o que é que ele realmente diz. Se calhar, o que o acordo diz pouco lhe interessava. O que lhe interessava era uma notícia escandalosa que ajudasse o jornal a vender papel. Do que precisava era de lançar uma boca, como se diz em Portugal, mesmo se fosse completamente falsa e idiota.
Aí por 1990, durante uma concorrida reunião pública sobre o Acordo Ortográfico, o Dr. Fausto Lopo de Carvalho, diretor dum jornal e pessoa culta com livros publicados, mostrou-se angustiado e irritado com a ideia de passar a escrever fato em vez de facto, que em Portugal tem um cê que se pronuncia. Diga-se, de passagem, que nem sempre este cê se pronunciou no passado. O Dr. Fausto Lopo de Carvalho acreditava que o acordo estabelecia tal absurdo. A Dr.ª Edite Estrela explicou-lhe então que estava mal informado, para grande alívio do homem. De vez em quando, aparecem pessoas com pretensões a intelectuais a insistir no mesmo erro e a mostrar a sua revolta. Custa a crer …
No Brasil o segundo cê de cacto é pronunciado; em Portugal não é. Agora imaginemos uma reforma ortográfica que estabelecesse o seguinte: os brasileiros continuarão a dizer kakto, mas escreverão cato porque em Portugal se diz kato e não kakto. Isto seria completamente absurdo, tão absurdo como obrigar os portugueses a escrever fato continuando a dizer fakto lá porque os brasileiros não dizem fakto mas fato.
Se certos pontos do Acordo Ortográfico fossem como alguns dos seus inimigos julgam que são, realmente ele seria de combater com todas as forças.
Como se pode concluir da leitura da edição de 25 de Abril 2007 do quinzenário cultural lisboeta JL, continua a existir gente com responsabilidades que acredita que em Portugal vamos deixar de escrever facto, que é substituído por fato. A ser verdade, seria um absurdo de todo o tamanho. É completamente falso. Custa a perceber que haja quem acredite em tais tolices.
Há letras que não se escrevem embora se possam ouvir na pronúncia. É o caso do i de a iágua. Nestes casos o Acordo Ortográfico não as manda escrever. Trata-se de pronúncias não-cultas. O Acordo Ortográfico só trata de pronúncias cultas da língua.
Tomem boa nota: o Acordo Ortográfico não elimina em nenhuma palavra qualquer letra que se leia numa pronúncia culta da língua.
Durante a transmissão pela estação portuguesa de televisão SIC em cadeia com uma emissora brasileira ouviu-se o locutor dizer: “o avião está agora se aproximando”. Esta ordem das palavras não se usa no português europeu. Na África lusófona a ordem das palavras também é por vezes diferente da do português europeu.
A parte da gramática que trata do modo como se combinam as palavras para a expressão do pensamento chama-se sintaxe. O Acordo Ortográfico não estabelece regras de sintaxe.
Tomem boa nota: o Acordo Ortográfico não estabelece regras de sintaxe; tem a ver somente com a maneira de escrever as palavras.
A língua portuguesa é falada em mais de um país e de um continente. Como era de esperar, tem variedades. Algumas estão em formação como a moçambicana, que tem sido objeto de estudo como o da Prof. Perpétua Mendonça, autora, entre outras obras, de “Português de Moçambique – Uma Variedade em Formação”.
Pouco depois da independência de Moçambique e em resposta a uma pergunta duma jornalista brasileira, a Ministra da Educação Graça Machel, afirmou ser Portugal o modelo em termos linguísticos até os gramáticos moçambicanos estabelecerem as regras do português de Moçambique.
Temos, portanto, variedades do português, que podem ter normas próprias, que, nalguns aspetos, poderão estabelecer regras diferentes ou mesmo contrárias.
O que é esta questão das normas tem a ver com o Acordo Ortográfico? Nada.
Notem bem: o Acordo Ortográfico não interfere com a coexistência ou com as regras de normas linguísticas regionais.
Neste momento a língua portuguesa tem duas normas ortográficas: a usada no Brasil e a dos restantes países de língua portuguesa. Da aplicação das duas normas resultam bastantes diferenças de ortografia. Reformas introduzidas no Brasil por uma lei de 1971 reduziram bastante as diferenças, mas persistem importantes divergências.
O Acordo Ortográfico não introduz uma completa uniformização na grafia das palavras, mas naturalmente a redução ao mínimo possível das diferenças é um dos objetivos. Com o acordo escreveremos as palavras nos países de língua portuguesa de harmonia com uma única norma.
Tomem nota: Com o Acordo Ortográfico a grafia das palavras passa a ser regulamentada nos países de língua portuguesa por uma única norma.
Vejamos agora quais as principais alterações que o Acordo Ortográfico introduzirá no nosso uso habitual da língua.
Principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico em Portugal, países africanos de língua oficial portuguesa e Timor
Eliminação de cês e pês não pronunciados em palavras como director, acção, protecção, baptismo, adoptar e excepção, as quais passam a escrever-se diretor, ação, proteção, batismo, adotar e exceção.
Parece que o primeiro-ministro português Marcelo Caetano se preparava para eliminar estas consoantes mudas quando a revolução do 25 de abril de 1974 pôs termo à sua governação. Pouco antes ele quase eliminou o acento grave. Devemos estar-lhe muito gratos por isso.
Principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico no Brasil
Desaparece o trema. Em Portugal escreve-se aguentar, arguido, frequente e tranquilo. No Brasil as normas ortográficas em vigor estabelecem que estas palavras se escrevem agüentar, argüido, freqüente e tranqüilo. O trema é colocado sobre o u para indicar que esta letra é pronunciada. Em Portugal o trema não se usa desde 1945.
O ditongo ei em palavras graves nunca é acentuado graficamente. Por isso, deixa-se de usar acento em palavras como assembléia e idéia. Atualmente tais palavras não levam acento em Portugal.
Principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico comuns a todos os países de língua portuguesa
É simplificado e reduzido o emprego do hífen.
O ditongo oi em palavras graves ou paroxítonas não leva acento. Escreveremos boia e heroico em vez de bóia e heróico.

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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)




No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

António Gedeão - Poema da Pedra de Lioz


Álvaro Gois,
Rui Mamede,
filhos de António Brandão,
naturais de Catanhede,
pedreiros de profissão,
de sombrias cataduras
como bisontes lendários,
modelam ternas figuras
na lentidão dos calcários.

Ali, no esconso recanto,
só o túmulo, e mais nada,
suspenso no roxo pranto
de uma fresta geminada.
Mas no silêncio da nave,
como um cinzel que batuca,
soa sempre um truca…truca…
lento, pausado, suave,
truca, truca, truca, truca,
sob a abóbada romântica,
como um cinzel que batuca
numa insistência satânica:
truca, truca, truca, truca,
truca, truca, truca, truca.

Álvaro Gois,
Rui Mamede,
filhos de António Brandão,
naturais de Cantanhede,
ambos vivos ali estão,
truca, truca, truca, truca,
vestidos de sunobeco
e acocorados no chão,
truca, truca, truca, truca.

No friso, largo de um palmo,
que dá volta a toda a arca,
um cristo, de gesto calmo,
assiste ao chegar da barca.
Homens de vária feição,
barrigudos e contentes,
mostram, no riso dos dentes
o gozo da salvação.
Anjinhos de longas vestes,
e cabelo aos caracóis,
tocam pífaro celestes,
entre cometas e sóis.
Mulheres e homens, sem paz,
esgaseados de remorsos,
desistem de fazer esforços,
entregam-se a Satanás.

Fixando a pedra, mirando-a,
quanto mais o olhar se educa,
mais se estende o truca…truca…
que enche a nave, transbordando-a,
truca, truca, truca, truca
truca, truca, truca, truca.

No desmedido caixão,
grande sonhor ali jaz.
Pupilo de Satanás?
Alma pura, de eleição?
Dom Afonso ou Dom João?
Para o caso tanto faz.


António Gedeão

José Régio


José Régio

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "Vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,E nunca vou por ali...A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "Vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "Vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio
Cântico Negro
Poemas de Deus e do Diabo

Encontro de Gaiteiros na Pena

O V Encontro de Gaiteiros da Pena (Pena, Cantanhede) terá lugar a 27 de Abril, Sábado. Neste encontro estarão presentes vários grupos de gaiteiros da Beira Litoral, a comprovar a vitalidade dos gaiteiros e gaitas-de-fole coimbrãs: Os Três de Portugal (Pena – Cantanhede); Cepa Torta (Pena – Cantanhede); Bons Amigos (Podentes – Penela); Os Unidos (Condeixa); Quiaenses (Quiaios – Figueira da Foz); Os Carriços (Quinta do Valongo – Mealhada); Os Três Amigos (Cabouco, Ceira – Coimbra); Os Boinas Pretas (Ribeira de Frades – Coimbra); Gaitas Barbaras de Gallaecia (Coimbra); e ainda, como convidados do Minho e Douro Litoral, os Gaiteiros da Ponte Velha (S.Tirso) e Gaiteiros Ida e Volta (Braga). A título informal, estarão também presentes os Cornes e alguns alunos da Escola de Gaitas da Associação Gaita-de-foles. O programa inclui uma arruada para abrir o evento, com todos os grupos participantes e actuações ao longo de todo o dia.

Cantanhede: Presumível fraude em obtenção de subsídio


Quatro pessoas ligadas à Escola Tecnico-Profissional de Cantanhede (EPTC) acabam de ser acusadas, pelo Ministério Público, de eventual co-autoria de um crime de fraude na obtenção de subsídio, soube o “Campeão”.

Ao abrigo de um inquérito levado a cabo pela Polícia Judiciária, o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra concluiu que a presumível fraude consistiu na apropriação indevida de, pelo menos, um milhar de euros, montante que será devolvido ao Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).

Segundo a investigação, A. P. Ribeiro, A. P. Pereira, C. Sousa e C. Carreira decidiram aliciar pessoas que se disponibilizassem a indicar os respectivos nomes como se fossem formandos.

Acusados por co-autoria de mais dois crimes (falsificação de documento e falsas declarações), os arguidos organizaram cursos e acções de formação viabilizados pelo POEFDS.

Em violação do projecto aprovado, quatro dos cinco formadores eram da EPTC (pertencente ao universo do Grupo GPS, cujo principal rosto é o empresário António Calvete).

Segundo o empresário e Fernando Catarino, apesar de ambos serem gerentes da EPTC, a gestão estava a cargo do responsável pela área financeira e da directora pedagógica. Outra docente e uma funcionária administrativa foram igualmente constituídas arguidas.

Calvete foi membro da Direcção da Associação para o Desenvolvimento do Turismo na Região Centro (ADTRC), organismo a que esteve ligado o marido de uma das arguidas.

FONTE

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Jogos Inter-Escolas do Município de Cantanhede


Organizados pela Câmara Municipal de Cantanhede, em parceria com os estabelecimentos de ensino do Concelho, os Jogos Inter-Escolas do Município de Cantanhede têm por objectivos promover o intercâmbio e o convívio entre os jovens estudantes, fomentando a competitividade saudável, o fair-play, a força de vontade, o espírito de grupo e a criatividade.
Participam na edição deste ano cerca de 1500 alunos, em representação da Escola Secundária de Cantanhede, da Escola Técnico-Profissional de Cantanhede, do Centro de Estudos Educativos de Ançã, e dos agrupamentos de escolas de Cantanhede, Finisterra e Gândara-Mar, que estão sediados, respectivamente, na EB 2,3 de Cantanhede, EB 2,3 Carlos de Oliveira de Febres e na EB 2,3/Secundária João Garcia Bacelar da Tocha.


IX JOGOS INTER-ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CANTANHEDE7 a 11 de Abril
N.º Total de alunos participantes: 1482N.º Total de docentes: 91
PROGRAMA
7 de Abril 9:15 HORAS : ABERTURA OFICIAL IX JOGOS INTER ESCOLAS:Local: EB2,3 João Garcia Bacelar Desfile dos alunos participantesDiscurso das entidades presentes: Conselho Executivo do AEGM, Representante do Comité Olímpico, Presidente da Câmara Municipal e restantes vereadores
Horas: 9.30 horas – 17.00 horas Modalidade: Voleibol Realiza-se na Escola: EB 2,3 João Garcia Bacelar- Tocha N.º alunos : 242 N.º Docentes: 16 Participantes: Centro de Estudos Educativos de Ançã, EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede.

8 de Abril de 2008:Horas: 9.30 horas – 17.00 horas Modalidade: Basquetebol Realiza-se na Escola: Escola EB 2,3 Carlos Oliveira – Febres  N.º alunos : 274 N.º Docentes: 15 Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC – Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
9 de Abril de 2008:Horas: 9.30 horas – 17.00 horas N.º alunos: 484 N.º Docentes: 28 Modalidade: Futsal Realiza-se na Escola: EB 2,3 de Cantanhede e campos da Escola Secundária de Cantanhede Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GÂNDARA-MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
Horas: 9.30 horas – 12.00 horas Modalidade: Actividades Aquáticas (Piscinas Municipais de Cantanhede) Ténis (Complexo Municipal de Ténis)
10 de Abril de 2008:Horas: 9.30 horas – 17.00 horas Modalidade: Andebol Realiza-se na Escola: Centro de Estudos Educativos de Ançã N.º alunos: 272 N.º Docentes: 14 Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
11 de Abril de 2008:Manhã: 9.30 horas – 13.00 horas Actividade: Atletismo Realiza-se na Escola Secundária de Cantanhede N.º alunos: 210 N.º Docentes: 18 Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
12h30 - ENCERRAMENTO da Vertente DesportivaEscola Secundária de Cantanhede
SARAU CULTURAL 11 de Abril – 20h30Pavilhão Marialvas
N.º Total de alunos participantes: 292N.º Total de docentes: 24
Alinhamento das Participações no Espectáculo20,30 horas: Centro de Estudos Educativos de Ançã20,55 horas: Escola Secundária de Cantanhede21.20 horas: Escola EB 2,3 Carlos de Oliveira – Agrupamento FINISTERRA 21,45 horas: Escola EB 2,3 João Garcia Bacelar – Agrupamento GÂNDARA MAR22,10 horas: Escola Técnico Profissional de Cantanhede - ETPC22,35 horas: Escola EB 2,3 de Cantanhede – Agrupamento CANTANHEDE23,00 horas : Apoteose Final - SESSÃO DE ENCERRAMENTO

saúde

Foi com grande espanto...talvez nem tanto assim...que ouvi no TV uma notícia de que desde, salvo erro 2006, oitocentos médicos (escrevo por extenso para não pensarem que foi engano) "abandonaram" o sistema nacional de saúde!
800!!!
Uns por reforma, outros por licença sem vencimento que, atenta a notícia divulgada, pode ir até dez anos!!!! (não acredito muito nesse período de tempo, mas foi o que, salvo erro, ouvi), outros que "passaram" para o privado, e outras razões mais...
Claro que fico alarmado...são oitocentos , não oitenta, não oito...
Mas pior do que isso foi saber que por ano entram mil e quinhentos alunos para as faculdades de medicina portuguesas!
Pode ser muito...mas se compararmos com os cursos de Letras, Direito, engenharias e outras mais...não é nada....
E não é que o País precisa mesmo de médicos!!!
Para colmatar tal "hemorrogia" recruta-se, e muito bem, médicos estrangeiros...sinal que nos seus países de origem há excedente de médicos!
Como resolver a falta de médicos?

Semana da Saúde

Os alunos da Escola Secundária de Cantanhede, da turma CT1 do 12º ano, irão realizar a "Semana da Saúde", no âmbito da "Área de Projecto".

Programa Provisório:

Dia 5, Segunda-feira-DOENÇAS CRÓNICAS:


*Exposição sobre doenças crónicas
*Rastreio de Saúde


Dia 6, Terça-feira-MEDICINA LEGAL:

*Exposição sobre "Ciências Forenses"
*Simulação de um crime


Dia 7, Quarta-feira-DIA SEM STRESS:

*Exercícios de relaxamento
*Terapia da arte
*"À mesa sem stress"
*Exposição sobre "O que é o stress?"


Dia 8, Quinta-Feira-DIA PARA ACREDITAR:


*Visualização de uma apresentação sobre "Cancro da mama e Cancro Infantil"
*Lançamento do livro "História da Ritinha" (narrativa infantil sobre o cancro)
*Palestra com um testemunho da "Acreditar"


Dia 9, Sexta-Feira- UNIDADE DE SAÚDE FAMILIAR:


*Exposição sobre a USF de Cantanhede
*Simulação das acitividades realizadas na USF


Dia 9, Sexta-Feira às 21h

*Palestra sobre "Doenças Crónicas" (Auditório da Biblioteca Municipal de Cantanhede)


Local:
Escola Secundária de Cantanhede

Colaborações:
USF de Cantanhede
Câmara Municipal de Cantanhede
ACREDITAR
Nestlé
Delta Cafés


Gastronomia e arte de mãos dadas na Bairrada

"I'll eat you", uma técnica mista sobre madeira, de Alexandre Baptista, foi o trabalho escolhido pelo júri para vencer a primeira edição da exposição colectiva de arte contemporânea da Bairrada que prestou homenagem ao rei da região o leitão. A mostra, que está patente ao público até final do mês, no Museu do Vinho, em Anadia, juntou nomes consagrados da pintura, escultura e fotografia a jovens artistas plásticos que mostraram como a gastronomia se pode aliar à arte. Alexandre Baptista, nascido em 1969, licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes do Porto, com várias exposições individuais no país e participante em colectivas, desde 1989, em Portugal, Espanha, Brasil ou Macau, vencedor do Prémio de Desenho Montepio Geral, junta agora o prémio, no valor de 5 mil euros, com o trabalho eleito pelo júri, por unanimidade. Histórias escondidasNo contraste entre as dimensões da tela, com os pequenos leitões instalados num plataforma criada, o artista esconde uma história, que, ao JN, preferiu não revelar. "Para que cada um ali encontre a sua história", afirmou. Com um tema - que o escritor, membro do júri, Valter Hugo, reconheceu não ser fácil -, surgiu mais de uma dezena de trabalhos de "muito valor", a concurso.O leitão foi retratado na pintura, escultura e fotografia, vencendo o segundo prémio João Noutel, com um desenho em suporte fotográfico, e o terceiro prémio, Augusto Canedo, com um óleo sobre tela. As menções honrosas foram cinco Abílio Febra (único trabalho em escultura distinguido), Carla Barros, Gustavo Fernandes, Isabel Padrão e Pedro Tavares. A primeira colectiva de arte contemporânea da Bairrada - que procurou aliar de forma original a gastronomia à arte, da Confraria do Leitão da Bairrada ao Museu do Vinho e à Galeria Sacramento, em Aveiro - é uma iniciativa que pretende ter continuidade e incluir o museu na rota das artes plásticas portuguesas.

Jornal Escolar da Secundária de Cantanhede

Mais um número (Janeiro/Fevereiro) do jornal escolar da Escola Secundária de Cantanhede que vale a pena ler. Grande grafismo e conteúdo. Parabéns à equipa desta projecto.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Competição Inter-escolas nas Alhadas dia 8 de Março.

No dia 8 de Março,teve lugar nas Alhadas o 3º encontro inter-escolas, relativo a Actividades Rítmicas Expressivas no ano lectivo de 2007/2008, no qual participaram três escolas: E.S.Dr. Joaquim de Carvalho, A E Alhadas e E.S. de Cantanhede.
Neste mesmo encontro, as três escola disputaram os dois titulos para a eventual presença no encontro de regionais de Actividades Rítmicas Expressivas. As três escolas revelaram empenho pelas actvividades realizadas tal como interesse. Ao longo deste encontro, os jovens participantes puderam desenvolver o espirito de companheirismo, divertimento, empenho, tal como o sentido de competição.
Também foram notadas algumas divergencias entre as escolas participantes apesar das amizades desenvolvidas. o espirito competitivo ajudou para que uma das escolas saisse vitoriosa.

Das três escolas participantes a que conseguiu alcançar o primeiro lugar foi a e.S. de Cantanhede, ficando em segundo a E.S. dr. Joaquim de Carvalho e por último a A E Alhadas.





domingo, 6 de abril de 2008

As medidas são más a lavagem ao cérebro também


A Ministra da Edução disse na sua ultima entrevista que as alterações introduzidas na saúde, são boas, foram foi mal explicadas. O discurso já mudou nalguma coisa, agora a culpa já não é dos provincianos, mas sim da propaganda. A máquina de lavagem aos cérebros não funcionou. Como é possível explicar a alguém que agora tem de se deslocar muitos Quilómetros para ser atendido num hospital quando tinha um ao pé da porta. Como explicar alguém que em vez de ter de esperar uma hora para ser atendido tem de esperar sete ou oito. Como explicar alguém que o seu filho corre o risco de nascer numa ambulância. Atrevo-me a sugerir que só recorrendo a cargas policias ou a prisões politicas com os armários necessários para as PLAYSTATION e os livros do George Orwell.
Este governo começa a dar sinais de cansaço, a rua não lhe tem sido favorável, e é na rua que se têm travado algumas das medidas impopulares. A previsível vitória do povo da Anadia deve dar alento a todos para protestar, protestar e tornar a protestar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Queima das Fitas


Queima das Fitas de Coimbra 2008


Escola IN segura

“No ano lectivo 2006/2007, a PSP fez 917 detenções, a maioria das quais em duas grandes operações no arranque e no final dos três períodos de aulas, no âmbito do programa ‘Escola Segura’. Por seu lado, a GNR foi chamada a intervir 754 vezes, na maioria em casos de furto e ofensa corporal.
Os últimos dados oficiais conhecidos da violência escolar são referentes ao ano lectivo de 2005/2006: 390 agressões a professores nas escolas e zonas envolventes, o que dá uma média de dois casos por dia em 180 dias de aulas por ano.
Só nas duas principais operações levadas a cabo pela PSP no exterior dos estabelecimentos de ensino, foram apreendidas 1682 doses de cocaína, 1883 de heroína e 3718 de haxixe, tal como 47 armas brancas e 13 armas de fogo, mostram os números actualizados no site oficial.Já a GNR foi chamada 222 vezes por furto, 26 por roubo e 40 por vandalismo. No campo das agressões, registou 60 casos de ofensa corporal, nove de ofensa sexual e cinco de assédio. As injúrias e ameaças chegaram aos 14 casos. A violência contra pessoas cresceu quase para o dobro nesse ano (em 2005 houve registo de 290 ocorrências). “ (Diana Ramos, Correio da Manhã online)

A escola, esta escola, que escola

Tem piada como o "mundito" por causa de um PEQUENO vídeo tenha descoberto a Violência Nas Escolas. Andavam todos a dormir????? De olhos fechados???? ou faziam como a avestruz???? quando descobrem outras coisas como INSEGURANÇA, A NEGLIGÊNCIA EDUCATIVA E A PEDAGÓGICA, A FALTA DE MATERIAIS E CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA OS ALUNOS, A FALTA DE FUNCIONÁRIOS, A FALTA DE UM RUMO PARA AS ESCOLAS????? ETC,ETC,ETC. Chega de dizer que a educação é um dos pilares de qualquer sociedade. Mais aqui.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Revolução das mentalidades: a educação

Só depois da família é que surge a escola no processo de formação das crianças e jovens. A escola surge na sequência e em intima relação com o processo familiar. Os problemas e as carências familiares do educando são transportadas para a escola e vice-versa. E aqui coloca-se a questão do papel da escola. A escola é um espaço que desempenha três papéis centrais: um espaço de socialização, um espaço de construção de valores e um espaço de ensino/aprendizagem. Estes três espaços funcionam de uma forma sistémica. Se um deles falhar, todos os restantes sentirão repercussões. De igual forma, se o substrato familiar falhar o sistema escolar será afectado.
Importa, pois, saber quais os valores que queremos cultivar no ambiente escolar. Importa, pois, clarificar quais as funções sociais da escola. Importa, pois, estabilizar a política educativa que tem sido construída ao sabor das mudanças de governo e de ministro.