Começamos por nos manifestar aqui, agora pretendemos dar mais um passo na nossa luta.
Se você, independentemente do seu credo ou ideologia, (a cultura não tem cor política) como nós, tem Coimbra no coração, por favor subscreva esta petição e impeça esta barbaridade. COIMBRA AGRADECE!
domingo, 9 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Valha - nos Deus, esta Câmara está louca!

Por acaso já tinha ouvido falar deste projecto e até pensei que era brincadeira de um amigo para me provocar - coisas de amigos... mas afinal é mesmo verdade! E ainda por cima dizendo que é direccionada às escolas... valha - nos Deus, esta Câmara está louca. E quer o governo delegar competências nos municipios - vai dar nisto. As escolas precisam é de materiais pedagógicos, aquecimento, computadores, papel para as fotocopiadoras e fotocopiadoras, acção social efectiva, materiais desportivos, auxiliares de acção educativa, segurança, etc, etc... e até papel higiénico.
Custos de manutenção de um campo de golfe
Os custos associados à manutenção de um campo de golfe são, de uma magnitude variável. A frequência dos jogadores e a sua natureza e origens os chamados “targets”- e as condições de solos e climatéricas, determinam os custos globais da operação. Se incluirmos a função pessoal, - “green-keeper” mais operadores e excluindo a comercialização do campo, os custos de manutenção de um campo de golfe de 18 buracos podem variar entre os €25.000,00 e os €55.000,00 mensais dependendo do tipo de campo, privado ou comercial. Se, no primeiro caso atribuirmos um valor de cerca € 25,00 por “green-fee” , porque é um campo relativamente pobre e é esse o preço médio de uma volta de 18 buracos, e um valor de € 40,00 porque se trata de um campo mais caro, verificamos que é preciso vender anualmente cerca de 12 mil e 16,5 mil “green-fees” respectivamente, apenas para pagar a manutenção do campo de golfe, ou seja uma ocupação diária de 32 e 45 pessoas em cada um dos casos.
Desporto para as massas
Cantanhede está na rota do “pioneirismo”. Vai ser o primeiro concelho do país a ter uma Academia de Golfe pública. Secretário de Estado do Desporto apadrinhou a cerimónia de apresentação deste projecto.Pessoalmente nada tenho contra o golfe embora não faça parte dos meus favoritos.
Também nada tenho a obstar contra o incentivo à prática do mesmo. No entanto e face à carência de recintos desportivos no concelho, parece-me uma tremenda asneira apostar num desporto que é praticado por uma elite, antes de ter garantido o desporto para todos.
Mais uma vez se começa a casa pelo telhado e enquanto algumas modalidades que tem trazido nome ao concelho fazem o seu dia a dia em instalações inadequadas, o executivo camarário, aposta numa modalidade sem tradições na zona, que sabemos apenas vai beneficiar uma minoria que pratica um desporto, dominado pelo mercado e pela publicidade, ficando o desporto escolar e o lazer desportivo a pouco mais representar do que pobres aleijões, mascarados de factores higiénicos e educativos.
A condição física é a base material para a vida e trabalho do ser humano. O nível da condição física e da saúde da população constitui um dos importantes sinais para avaliar a civilização e progresso da sociedade. Portanto, elevar a condição física da população, sobretudo da população idosa, dos jovens e adolescentes, é muito importante para a prosperidade e desenvolvimento da sociedade.
Isto só possível com uma aposta concreta no desporto de massas, e não no desporto para a gente da massa.
Dentro em breve num espaço qualquer veremos chegar um gordo burguês que após sair da sua viatura topo de gama manda as suas tacadas num campo especial de corrida. Em contrapartida os outros vão continuar a lutar com falta de instalações com falta de apoios isto relegados à sua condição de nada sendo somente lembrados no dia da eleição.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Palestras sobre educação

Caros Pais e Encarregados de Educação, Docentes e não Docentes Em nome da Comissão Dinamizadora do II Ciclo de Palestras de Cantanhede " DESAFIOS... ", organizado pelas 20 Associações de Pais e Encarregados de Educação do concelho de Cantanhede, em parceria com o Município de Cantanhede, gostaríamos de convidá-lo a estar presente na primeira Palestra deste Ciclo, no próximo dia 7 de Março, pelas 21h, no Centro Paroquial de S. Pedro, subordinada ao tema EDUCAR PARA A SEXUALIDADE . A SEXUALIDADE continua a ser um assunto muito premente da nossa sociedade, sobre o qual suscitam ainda muitas dúvidas sobre o papel dos pais e da escola na Educação da sexualidade. Enviamos em anexo o desdobrável com o programa geral, com os grupos musicais, os palestrantes, as actividades simultâneas no "SERÃO DO MUSEU" destinado aos filhos de todos os participantes (sujeito a inscrição) e momento de convívio. Certos da melhor compreensão, apresentamos os nossos cumprimentos. P/la Comissão Dinamizadora ASS.PAIS/ENC.EDUCAÇÃO DO CONCELHO DE CANTANHEDE Rogério Marques
quarta-feira, 5 de março de 2008
Educação-um parecer de quem sabe
do jornal de notícias de 04/03 vinha esta entrevista:
Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação
Fernando Basto
Chegou a integrar um grupo que fazia propostas para um novo sistema de avaliação, mas saiu. É professor coordenador com agregação da Escola Superior de Educação de Santarém. Tem 53 anos de idade e 33 de profissão docente. Já publicou 32 livros, edita um "website" sobre Pedagogia e tem três blogs na rede, sendo dois sobre Educação. É consultor da Fundação Calouste Gulbenkian.Classifica o actual sistema de avaliação do desempenho dos professores como "injusto" e "demasiado burocrático". Ramiro Marques não tem dúvidas mais do que penalizador dos professores, o modelo vai, no seu entender, prejudicar os alunos.
JN Fez parte da equipa técnica do Ministério da Educação (ME) encarregada de estudar as mudanças a introduzir na avaliação de desempenho dos professores?
Ramiro MarquesCheguei a fazer parte de um pequeno grupo de trabalho que elaborou alguns princípios orientadores do modelo de avaliação. Participei apenas em duas reuniões, a convite do secretário de Estado Valter Lemos, de quem fui colega e a quem reconheço inteligência e grande capacidade de trabalho.
E abandonou a equipa porquê?
Porque reparei que a intenção era criar um mecanismo que obrigasse dois terços dos professores a ficarem a meio da carreira, ainda por cima sem a garantia de que os que iriam ter acesso ao topo da carreira fossem os melhores. Reparei também que havia a intenção de criar um processo extremamente burocrático e consumidor de tempo e de energias, que andaria associado a um processo de perda de autonomia e de liberdade pedagógica dos professores.
O ME alega que a avaliação de desempenho existente até aqui não passava de um processo de progressão automática. Concorda?
Não é inteiramente verdade. Durante alguns anos, os professores tiveram de se submeter a uma prova pública de avaliação curricular, perante um júri constituído por três personalidades exteriores à escola. Chamava-se a esse exame a prova pública para acesso ao 8.º escalão. Era isso que o estatuto da carreira docente exigia. A prova era dura demorava duas horas, o professor tinha de entregar um portefólio crítico e era interrogado sobre o seu curriculum profissional. Presidi durante mais de um ano a um desses júris. Quem não fosse aprovado nessa prova pública não passaria do 7.º escalão e, portanto, estaria impedido de chegar ao topo da carreira. Mas não havia quotas. Foi precisamente o Governo do PS que acabou com essa prova, instituindo, em consequência, um processo meramente administrativo de acesso ao topo da carreira. O senhor José Sócrates era, creio eu, nessa altura, ministro do Ambiente do Governo que acabou com essa prova pública. Foi cúmplice.
Os professores contestam o actual modelo, dizendo que é demasiado burocrático. Concorda?
É um modelo injusto e demasiado burocrático. É injusto porque, em consequência de um concurso, igualmente injusto e mal conduzido, de acesso à categoria de professor titular, coloca licenciados a avaliar doutorados e professores com menos anos de experiência e menor formação académica a avaliar colegas com mais formação académica e mais anos de experiência. Por outro lado, com a criação de mega-departamentos curriculares, este sistema de avaliação coloca professores de Biologia a avaliar professores de Matemática (e vice-versa) e professores de Informática a avaliar professores de Física, destruindo e espezinhando toda a lógica dos saberes constituídos.E é burocrático porquê?Porque obriga os professores à elaboração e preenchimento de um número desmesurado de fichas. Sem querer ser exaustivo, aponto apenas algumas ficha de objectivos individuais, ficha de auto-avaliação, ficha de avaliação do coordenador de departamento, ficha de observação de aulas, portefólio do professor avaliado, ficha de análise de conteúdo do portefólio, ficha de avaliação a cargo do presidente do Conselho Executivo, etc.
Quais são os aspectos mais negativos deste sistema?
São tantos que é difícil enumerar. Os prazos estabelecidos são completamente insensatos; a ausência de formação em supervisão para os avaliadores que irão observar as aulas é inaceitável; a possibilidade de o professor avaliado ter aulas observadas e ser avaliado por um professor de outra área curricular e de outro grupo de recrutamento é simplesmente uma aberração; a periodicidade da avaliação (de 2 em 2 anos) obrigará os professores a dedicarem grande parte do seu tempo, energia e os recursos à avaliação dos colegas, em vez de se concentrarem na preparação das aulas e na relação pedagógica. É por isso que eu digo que os principais prejudicados com este modelo de avaliação serão os alunos.
E vantagens?
Como ele está a ser montado, não reconheço nenhuma vantagem. O Decreto Regulamentar 2/2008 tem de ser profundamente alterado. Os prazos devem ser alargados, a observação das aulas deve fazer-se apenas quando os avaliadores tencionarem dar a classificação de Irregular ou, nos outros casos, a pedido do avaliado; a avaliação deve ser feita de 3 em 3 anos; os dados sobre a progressão dos alunos e as taxas de abandono escolar não devem ser tidos em conta no processo de avaliação dos professores.
Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação.
Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação
Fernando Basto
Chegou a integrar um grupo que fazia propostas para um novo sistema de avaliação, mas saiu. É professor coordenador com agregação da Escola Superior de Educação de Santarém. Tem 53 anos de idade e 33 de profissão docente. Já publicou 32 livros, edita um "website" sobre Pedagogia e tem três blogs na rede, sendo dois sobre Educação. É consultor da Fundação Calouste Gulbenkian.Classifica o actual sistema de avaliação do desempenho dos professores como "injusto" e "demasiado burocrático". Ramiro Marques não tem dúvidas mais do que penalizador dos professores, o modelo vai, no seu entender, prejudicar os alunos.
JN Fez parte da equipa técnica do Ministério da Educação (ME) encarregada de estudar as mudanças a introduzir na avaliação de desempenho dos professores?
Ramiro MarquesCheguei a fazer parte de um pequeno grupo de trabalho que elaborou alguns princípios orientadores do modelo de avaliação. Participei apenas em duas reuniões, a convite do secretário de Estado Valter Lemos, de quem fui colega e a quem reconheço inteligência e grande capacidade de trabalho.
E abandonou a equipa porquê?
Porque reparei que a intenção era criar um mecanismo que obrigasse dois terços dos professores a ficarem a meio da carreira, ainda por cima sem a garantia de que os que iriam ter acesso ao topo da carreira fossem os melhores. Reparei também que havia a intenção de criar um processo extremamente burocrático e consumidor de tempo e de energias, que andaria associado a um processo de perda de autonomia e de liberdade pedagógica dos professores.
O ME alega que a avaliação de desempenho existente até aqui não passava de um processo de progressão automática. Concorda?
Não é inteiramente verdade. Durante alguns anos, os professores tiveram de se submeter a uma prova pública de avaliação curricular, perante um júri constituído por três personalidades exteriores à escola. Chamava-se a esse exame a prova pública para acesso ao 8.º escalão. Era isso que o estatuto da carreira docente exigia. A prova era dura demorava duas horas, o professor tinha de entregar um portefólio crítico e era interrogado sobre o seu curriculum profissional. Presidi durante mais de um ano a um desses júris. Quem não fosse aprovado nessa prova pública não passaria do 7.º escalão e, portanto, estaria impedido de chegar ao topo da carreira. Mas não havia quotas. Foi precisamente o Governo do PS que acabou com essa prova, instituindo, em consequência, um processo meramente administrativo de acesso ao topo da carreira. O senhor José Sócrates era, creio eu, nessa altura, ministro do Ambiente do Governo que acabou com essa prova pública. Foi cúmplice.
Os professores contestam o actual modelo, dizendo que é demasiado burocrático. Concorda?
É um modelo injusto e demasiado burocrático. É injusto porque, em consequência de um concurso, igualmente injusto e mal conduzido, de acesso à categoria de professor titular, coloca licenciados a avaliar doutorados e professores com menos anos de experiência e menor formação académica a avaliar colegas com mais formação académica e mais anos de experiência. Por outro lado, com a criação de mega-departamentos curriculares, este sistema de avaliação coloca professores de Biologia a avaliar professores de Matemática (e vice-versa) e professores de Informática a avaliar professores de Física, destruindo e espezinhando toda a lógica dos saberes constituídos.E é burocrático porquê?Porque obriga os professores à elaboração e preenchimento de um número desmesurado de fichas. Sem querer ser exaustivo, aponto apenas algumas ficha de objectivos individuais, ficha de auto-avaliação, ficha de avaliação do coordenador de departamento, ficha de observação de aulas, portefólio do professor avaliado, ficha de análise de conteúdo do portefólio, ficha de avaliação a cargo do presidente do Conselho Executivo, etc.
Quais são os aspectos mais negativos deste sistema?
São tantos que é difícil enumerar. Os prazos estabelecidos são completamente insensatos; a ausência de formação em supervisão para os avaliadores que irão observar as aulas é inaceitável; a possibilidade de o professor avaliado ter aulas observadas e ser avaliado por um professor de outra área curricular e de outro grupo de recrutamento é simplesmente uma aberração; a periodicidade da avaliação (de 2 em 2 anos) obrigará os professores a dedicarem grande parte do seu tempo, energia e os recursos à avaliação dos colegas, em vez de se concentrarem na preparação das aulas e na relação pedagógica. É por isso que eu digo que os principais prejudicados com este modelo de avaliação serão os alunos.
E vantagens?
Como ele está a ser montado, não reconheço nenhuma vantagem. O Decreto Regulamentar 2/2008 tem de ser profundamente alterado. Os prazos devem ser alargados, a observação das aulas deve fazer-se apenas quando os avaliadores tencionarem dar a classificação de Irregular ou, nos outros casos, a pedido do avaliado; a avaliação deve ser feita de 3 em 3 anos; os dados sobre a progressão dos alunos e as taxas de abandono escolar não devem ser tidos em conta no processo de avaliação dos professores.
Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação.
terça-feira, 4 de março de 2008
Clubes e Associações
O movimento associativo no Concelho prolifera cada vez mais. Sendo um sinal de união das pessoas em volta de pontos ou actividades do seu interesse. As associações são mais que muitas e com âmbitos diferentes daqueles que norteiam ou norteavam os clubes quase exclusivamente vocacionados para a área desportiva. Hoje em dia os clubes estão em processo de falência financeira e humana dada a orientação dos jovens para outras actividades. Neste sentido têm surgido as associações cada vez mais modernas, desinteressadas e com núcleos associativos mais empenhados no objecto social que é bem mais restrito.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Idade da Pedra
Infelizmente continuamos a viver na idade da pedra. No centro da cidade continuam as obras de restauro da habitação do benemérito Chico Pinto (que nem uma rua com o seu nome tem direito, sabe-se lá porquê...). O referido edificio será parcialmente utilizado para serviços camarários e o restante para uma associação. Até aqui nada de extraordinário, não fosse a estranheza de não se começar a descentralizar serviços camarários para outros pontos da cidade.
Além disso está a perder-se a oportunidade de se construir, num local priveligiado, um auditório público onde se pudessem efectuar eventos culturais, nomeadamente tertúlias, diferentes daquelas que ocorrem ali bem perto, com convidados simpáticos e amigos que falam em perfeita sintonia. Se calhar esses eventos culturais assustam muita gente, porque se fala de muita coisa que não interessa.
A opinião quando não é orientada é perigosa porque não se sabe ao certo os efeitos que vai produzir e quando é espontânea mais perigosa é ainda porque não se sabe quem vão os efeitos atingir. Salazar, Fidel, Franco, Hugo Cháves pensam ou pensaram assim.
Além disso está a perder-se a oportunidade de se construir, num local priveligiado, um auditório público onde se pudessem efectuar eventos culturais, nomeadamente tertúlias, diferentes daquelas que ocorrem ali bem perto, com convidados simpáticos e amigos que falam em perfeita sintonia. Se calhar esses eventos culturais assustam muita gente, porque se fala de muita coisa que não interessa.
A opinião quando não é orientada é perigosa porque não se sabe ao certo os efeitos que vai produzir e quando é espontânea mais perigosa é ainda porque não se sabe quem vão os efeitos atingir. Salazar, Fidel, Franco, Hugo Cháves pensam ou pensaram assim.
sábado, 1 de março de 2008
VIII Feira do Bolo de Ançã
16 de Março
Ançã
No dia em que o bolo de Ançã é "rei", há um programa que permite ter um contacto (ainda mais directo) com a realização desta iguaria.
Com o início da feira marcado para as 10H00, e com animação de gaiteiros, a 8.ª Feira do Bolo de Ançã, que vai decorrer no Terreiro do Paço, tem um dia de intensa actividade dedicada ao bolo.
Porque se trata de um dia onde a tradição, neste caso culinária, está em destaque, a organização tem prevista a realização de visitas guiadas à vila de Ançã. Em carroças puxadas por burros ou a pé, os visitantes apenas têm de escolher como pretendem descobrir tradições seculares, de uma vila que também é famosa pela sua pedra. Para estas visitas, os interessados apenas necessitam de efectuar a marcação, através do telefone 239 964 545.
Com o intuito de premiar a qualidade, pelas 16H00, decorre a entrega dos Prémios de Qualidade e, cerca de 45 minutos mais tarde, decorre a prova pública do bolo de Ançã. Ao final da tarde, e depois de todos terem provado a iguaria, a feira termina. Mas, e porque a receita não é um segredo guardado a sete chaves, vai ser possível, ao longo do dia, assistir ao fabrico ao vivo do bolo de Ançã. Bolo esse que ao longo do ano está sempre disponível nas ruas, através das boleiras que o fabricam e comercializam.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Soneto

SONETO
Rudes e breves as palavras pesam
mais do que as lajes ou a vida, tanto,
que levantar a torre do meu canto
é recriar o mundo pedra a pedra;
mina obscura e insondável, quis
acender-te o granito das estrelas
e nestes versos repetir com elas
o milagre das velhas pederneiras;
mas as pedras do fogo transformei-as
nas lousas cegas, áridas, da morte,
o dicionário que me coube em sorte
folheei-o ao rumor do sofrimento:
ó palavras de ferro, ainda sonho
dar-vos a leve têmpera do vento.
in Carlos de Oliveira, Trabalho Poético, Lisboa: Assírio & Alvim, 2003
Rudes e breves as palavras pesam
mais do que as lajes ou a vida, tanto,
que levantar a torre do meu canto
é recriar o mundo pedra a pedra;
mina obscura e insondável, quis
acender-te o granito das estrelas
e nestes versos repetir com elas
o milagre das velhas pederneiras;
mas as pedras do fogo transformei-as
nas lousas cegas, áridas, da morte,
o dicionário que me coube em sorte
folheei-o ao rumor do sofrimento:
ó palavras de ferro, ainda sonho
dar-vos a leve têmpera do vento.
in Carlos de Oliveira, Trabalho Poético, Lisboa: Assírio & Alvim, 2003
A certificação da política

Depois de ler esta notícia fiquei de boca aberta... o Sr. Presidente da Câmara de Cantanhede não sabe que existe um Centro de Estudos Carlos de Oliveira, que por acaso foi quem instituiu o primeiro Prémio Literário Carlos de Oliveira? Não seria mais produtivo que este Centro fosse chamado a participar na Fundação criada? Todo este processo tem sido mal conduzido (má fé?) desde o início. Lembro que numa primeira fase o espólio do escritor esteve para ficar à guarda do Centro, mas depois deu-se esta reviravolta! Era bom que alguém pusesse a mão na consciência e explicasse o que se passou afinal? A propósito da dita atribuição de certificação de qualidade à Câmara Municipal de Cantanhede, fica-nos algumas dúvidas quanto à sua qualidade política!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Dia internacional do Partir Pedra

Como a conversa já vai longa e é tempo dos confrades se conhecerem venho propor um almoço de confraternização.
Num restaurante certificado ou não, onde não se possa fumar ou tipo casino, é tempo de juntar o pessoal e falar sobre o blogue e Cantanhede.
Digam lá se sua justiça sobre o dia a hora e o local.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Dia Internacional da Protecção Civil

O Dia Internacional da Protecção Civil (1 de Março) vai ser assinalado no Município de Cantanhede, durante toda a semana de 25 de Fevereiro a 1 de Março, com um conjunto de actividades centradas na divulgação de conceitos e práticas que concorram para a adopção de comportamentos tendentes a garantir a segurança de pessoas e bens.
Os dias internacionais, mais do que dias para tentar debater e resolver as questões que efeméride representa, são dias para o show of, pelo que seria mais correcto apelidar o evento que se segue como Dia Internacional da Protecção Civil Pop Star.
Longe de procurar um debate sobre o assunto toda a programação é destinada a Inglês ver a começar com um simulacro com dia e hora marcada. Podem-lhe chamar demonstração, parada da segurança, os nomes que quiserem mas um simulacro não é certamente. Facilmente desmontamos “o simulacro” , em primeiro lugar é estranho que só agora se tenha descoberto que este procedimento deve ser treinado. Corrijam-me se estou errado mas não tenho conhecimento que se treine regularmente (pelo menos de seis em seis meses) este tipo de acções em nenhum local público do concelho, o que só por si demonstra a hipocrisia do que vai agora ser realizado. Os simulacros devem ser feitos inopinadamente, só com o conhecimento do responsável da segurança e do responsável pelo edifício, quanto menos gente tiver conhecimento da acção a realizar, maior e a possibilidade de se averiguar as condições de resposta, bem como de preparar as pessoas para uma verdadeira situação de perigo e retirar informação, para as consequentes acções a realizar para melhorar os níveis de segurança. Acresce ainda dizer que tudo isto tem de ser acompanhado por formação e treino.
Agradecemos também a preocupação com as nossas crianças, mas gostaríamos de ver essa preocupação no dia a dia. Com efeito e junto a algumas escolas de Cantanhede a segurança quer no que diz respeito ao transito, quer no que diz respeito ao combate à pequena criminalidade, não se faz sentir ou é manifestamente pouca.
Não só no que diz respeita a Cantanhede, mas também no país e no mundo eu confesso que para estes eventos já dei. Estes dias servem para exorcizar pecados, para promoção pessoal ou politica. O dia é evocado com muita pompa e circunstancia, as promessas e declarações de intenções saem da boca mas não da alma. depois vai tudo para casa com a sensação do dever cumprido, mas os problemas ficam por resolver e para o ano lá volta novamente o mesmo folclore mediático.
Carlos de Oliveira
Cesário Verde (1855- 1886) Lisboa
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Unidos Pela saúde

Após um interregno de duas semanas, no sentido de dar algum tempo à nova Ministra da Saúde, Ana Jorge, para avaliar o processo do encerramento das Urgências de Anadia, o Movimento “Unidos pela Saúde” vai voltar à carga, com mais uma iniciativa de protesto aprazado para o próximo sábado, dia 23, pelas 15h00, em frente à Câmara de Anadia.
Em Cantanhede, continuamos à espera que por obra e graça do Divino Espírito Santo algo aconteça. Depois de a Câmara Ter atirado a toalha para o ringue e ter aceitado um empate, mas que para os cidadãos tem sabor a derrota. Continuo a defender que se aqueles que nos representam não souberam defender o povo, tem de ser o povo a defender-se. Impunha-se a criação de um movimento em defesa das urgências, que como na Anadia não baixa-se os braços e lutasse pela saúde a que tem direito. O poder teria oportunidade de mostrar de que lado da barricada se situa.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Show of
Caros amigos, muitas das notícias que aqui dou não implicam que concorde com elas, antes de tudo são para informar e tentar que alguêm demonstre a sua opinião. Como sabem sou bastante crítico em relação a esta Câmara e ao seu executivo. Por vezes não tenho o tempo suficiente para as comentar... mas deixo o mote para que peguem nelas e falem... concordo em absoluto que este executivo trabalha para o show of. Quase todas as iniciativas não têm qualquer seguimento em termos de formação. Mas isto já vem de longe. Como pedagogo e não demagogo, sou apologista de acções com consequência. Prefiro o florir das mentes do que o dos jardins ... mas são opiniões! Tens razão Manel, falta muito aos políticos da praça quando é preciso tão pouco.Mas faltam-nos notícias da oposição... faltam! Como Socialista e deputado na Assembleia de Freguesia de Cantanhede faço o meu trabalho. Neste momento, bato-me pela publicação das actas da Assembleia de Freguesia. Penso que quem votou, quer e deve saber o que fazemos. Socialistas está na hora de acordar e começar a trabalhar. Há muita gente à espera.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Basquetebol em Cantanhede

Jornada disputada no pavilhão do Marialvas
Nos próximos dias 23 e 24, o Pavilhão do Marialvas, em Cantanhede, recebe quatro partidas da 16.ª jornada da Liga de Basquetebol. A 16.ª jornada do 13.º Campeonato da Liga de Clubes de Basquetebol vai disputar-se, nos próximos dias 23 e 24, no Pavilhão do Marialvas, em Cantanhede.Ao longo destes dois dias, são quatro as partidas que vão ser disputadas. Logo no dia 23 (sábado) Cantanhede acolhe, a partir das 16H00, o desafio entre Lusitânia Angra PM e FC Barreirense. Duas horas mais tarde, cerca das 18H00, realiza-se o encontro que coloca frente-a-frente a Ovarense Aerosoles e a formação do Casino Figueira Ginásio. Já no domingo, último dia em que esta jornada se disputa no pavilhão do Marialvas, disputam-se duas partidas. Pelas 14H45 tem início o Belenenses Hyundai Lusifor-CAB madeira e, a partir das 17H00, decorre o FC Porto-Vagos Lusavouga Dewalt (que será transmitido em directo na RTP2).António Pinheiro considerou ao DIÁRIO AS BEIRAS que o facto destes desafios se disputaram em Cantanhede é “importante para o município”. O vereador com o pelouro do desporto da autarquia de Cantanhede destacou o facto de haver a possibilidade da cidade acolher “uma prova do escalão máximo do basquetebol português”. Considerando que se “trata sempre de uma mais-valia”, António Pinheiro não esqueceu os jovens que ainda estão em formação nesta modalidade. “É importante, para quem está na formação, ter as referências dos melhores jogadores em Portugal”, acrescentou. Aliás, estes dois dias em que o campeonato decorre no concelho são considerados “um valor acrescentado para a formação em termos de projecção”. Durante ambos dias de competição, os desafios vão ter sempre entradas gratuitas. António Pinheiro disse ainda que tal permite “projectar Cantanhede para o exterior”. O vereador lembrou ainda a disponibilidade do município “para acolher outros eventos desportivos”, nesta ou noutras modalidades.
Mais do mesmo

Numa época de crise, não há dúvidas, é sempre o futebol que nos ajuda. Gastar dinheiro em educação , acção social, qualidade de vida dos munícipes? Não! Façam-se campos e campos de futebol, de preferência um por freguesia... todos temos direito,não é? É só uma dica a propósito da notícia que vem a seguir...
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