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sábado, 30 de maio de 2009

José Gil diz que o Ministério da Educação “virou todos contra todos”


29.05.2009 - 22h44 Clara Viana


PÚBLICO - No seu último livro apresenta o “homem avaliado” como sendo a “figura social do século XXI”. Trata-se de facto de uma alteração radical? Ser-se avaliado não é propriamente uma novidade destes tempos.
José Gil - Estamos a falar de uma situação generalizada na sociedade dita da modernização. Não é só em Portugal, é em toda a Europa. Não há duvida que não pode haver aprendizagem sem haver avaliação e que toda a aprendizagem, a mais arcaica que se conheça, a aprendizagem do discípulo que tinha um mestre na Renascença, na pintura, ou na Índia com um yogui que ensinava um discípulo. Em todas essas práticas há avaliação. Quer dizer a avaliação é inerente, necessária, à própria aprendizagem.

O que é que, se é que, se transformou nesta tal sociedade da modernização? O que é que se fez, modificou na ordem de relação entre aprendizagem e avaliação para que se possa falar agora de um homem avaliado para o século XXI? Tenho a impressão que há vários factores. Primeiro há um factor que acho fundamental. É que a avaliação arcaica era uma avaliação não quantitativa. Era uma avaliação mais qualitativa ou intensiva. Depois a avaliação tende a tornar-se funcional e se possível, quando possível, quantificada, desenvolvendo parâmetros.

E incluindo nesses parâmetros o próprio terreno de aprendizagem que não é quantificado. Há sempre na aprendizagem aquilo que se chamava antigamente na filosofia, e hoje também, a intuição. A intuição é fundamental porque se aprende à sua maneira. Não é um dado formal, universal, que se possa definir da mesma maneira para todos.

P - Não se pode comparar, quantificar?

JG - Não. O que se põe agora nos parâmetros e critérios de avaliação, que se multiplicaram, é uma espécie de factores analisados, decompostos, daquilo que era o terreno da intuição. Por exemplo, mede-se a criatividade. Ora a criatividade o que é? O que é a produção do novo? Como é que se inventa? Quais são os processos de invenção?

Como sabemos, na ciência, a invenção está muitas vezes fora da escolaridade, do ensino, das regras. São as pessoas um bocado desviantes que fazem as maiores descobertas e depois tornam-se Nóbeis, etc. Isto tudo é abolido pelo controlo da avaliação. Quer dizer vai-se abolir a singularidade, a capacidade de inovação, porque se integra este terreno da intuição numa aferição da performance, do desempenho, que é quantificável.

Ameaça à criatividade

P - O que é que propicia essa mudança? É a globalização? O modo de produção?

JG - Acho que é absolutamente o modo de produção. O economicismo não é só português, é por toda a Europa. O que significa que os critérios de avaliação que vão transformar essa intuição, essas capacidades, esse acaso que há em nós, e que pode provocar cruzamentos que, de repente, fazem nascer qualquer coisa, vão ser formatados, vão ser avaliados. E como não se pode avaliar isso, as pessoas que vão ser submetidas a essa avaliação vão ser homogeneizadas, o que conduz à morte da singularidade. E isto é muito importante.

O que aconteceu foi, portanto, uma inversão a ordem de subordinação aprendizagem/conteúdos, por um lado, e, por outro lado, a avaliação .Quer dizer que a avaliação multiplicou os seus parâmetros e absorveu o terreno da aprendizagem, de tal maneira que passou a ser o critério que vai definir a aquisição de conhecimentos, os resultados da aprendizagem, etc. Antigamente era o contrário. A avaliação, por um lado, já estava integrada e subordinada à formação do indivíduo e à aquisição de conhecimentos e integrada num, terreno em que se mexia também toda uma série de factores de que nós não podemos ter, felizmente, o controlo. Que são os factores da criação.

P - As utopias políticas do século passado anunciaram um “homem novo”. A avaliação, como a descreve, aponta para um homem com uma postura de subordinação. Qual é o objectivo que está subjacente?

JG - A formação de uma subjectividade adequada às exigências da economia da globalização, da economia que vem aí, cujo eixo principal é o capitalismo, de que nós talvez ainda nem conhecemos as formas. Mas isso parece-me evidente. E o que é mais paradoxal é que nunca se falou tanto em criatividade, em inovação como agora, quando se estão a impor os meios de um controlo para que a inovação, criatividade, desapareçam.

P - Institui-se a avaliação como meio de controlo, como relação de poder?

JG - É uma questão de controlo e uma questão de poder. Isto não vai fazer desaparecer a inovação, não vai fazer desaparecer as grandes descobertas científicas. O que vai fazer é criar um hiato, uma separação cada vez maior. Vai haver uma elite hipercientífica, filosófica não sabe, hiperespecializada, e essa sim poderá inovar.

Para os outros estamos a multiplicar os parâmetros de avaliação, absorvendo essa margem de indeterminação num espaço de controlo cada vez maior. E com isso estamos a acabar precisamente com a experimentação interior, o erro possível, a liberdade interior que é possível e necessária à criação.

Há uma multiplicação extraordinária da extensão da avaliação. Hoje todos somos avaliados. Em tudo. Avalia-se as performances sexuais, as performances desportivas, psíquicas

P- Parentais

JG - Parentais, cognitivas. E tudo para um fim que é predeterminado, a produtividade. Estamos a querer cobrir toda a margem da actividade pelo conhecimento É por isso que se diz que é uma sociedade de conhecimento. Quer dizer não estamos, estamos a fazer como se devesse reduzir ao máximo, e imediatamente e rapidamente, o campo da ignorância. Ora o conhecimento vem da ignorância. É preciso que haja não conhecimento, que haja ignorância, que haja qualquer coisa que não está imediatamente lá. E isto porquê? Porque o conhecimento é relativo. Ora a julgar que estamos a esgotar todo o campo da actividade de criação, quando não é isso, é qualquer coisa que nós não sabemos o que é, e que talvez seja necessários que não saibamos para que haja criação.

Relação afectiva foi destruída

P- Pode-se dizer que o modelo de avaliação aprovado para os professores do ensino básico e secundário constitui uma exponencialização do fenómeno que descreveu?

JG – Absolutamente, porque, para empregar a sua palavra, houve uma exponencialização dos parâmetros. É incrível o número de parâmetros, das grelhas de avaliação, das propostas. Sem se saber como é possível. Em Portugal passou-se uma coisa muito má. Tudo aquilo, a avaliação que o Ministério propõe, com que não estou de acordo, pressupõe uma relação entre professor e aluno que foi destruída.

Quando se vai aferir numa grelha de avaliação a relação afectiva entre professor e aluno, porque somos muito espertos e sabe-se que a afectividade

tem uma importância enorme na cognição, na aprendizagem cognitiva. Mas a relação afectiva foi destruída.

P - Não estava já a sê-lo antes?

JG - Tem vindo a ser destruída, mas actualmente a sua destruição foi precipitada pró esta reforma. E pelo tratamento a que os professores foram submetidos. É preciso que o professor tenha uma autoridade espontânea. E idealmente não tenha que a exercer. A relação antiga do mestre e discípulo na Renascença, por exemplo, é essa. Não é uma relação de poder.

P - É uma relação de reconhecimento?

JG - Em que o discípulo vai aprendendo para chegar ao ponto em que ele vai estar no máximo das suas possibilidades. Não é uma comparação entre mestre e discípulo. Ele já não precisa do mestre e é o mestre a dizer-lhe: ‘Vai-te embora’. Isso já não existe agora, mas é um modelo de que nós precisamos, de certa maneira.

Nas crianças, na escola primária, a relação afectiva com a professora é fundamental para as aprendizagens Se se corta esse laço aquilo dá imediatamente impossibilidades. É um obstáculo.

Posso dizer, toda a gente pode dizer, que um dos efeitos da politica do Ministério da Educação foi virar todos contra todos. Virou-se os alunos contra os professores. Como é que é possível dar uma aula nas condições que me contam os meus alunos, que são hoje professores?

P- É uma característica que também já vem de trás, que não é apenas responsabilidade deste Ministério. É também da comunidade, das famílias?

JG – Sim, mas o que se fez foi precipitar uma tendência que deveria ter sido estancada. Denegriu-se ainda mais, com aspectos que nós conhecemos, que são denunciados, e que são verdadeiramente insuportáveis. Não é só a arrogância de que se fala, é o desprezo. Depois ser desprezado pelos alunos. O desprezo leva ao desprezo que os alunos podem ter e podem exprimir. Quem és tu? diz o aluno para o professor. Como é que quer que haja grelhas de aferição da aprendizagem ou que haja aprendizagem que funcione neste esquema?

P- Parece ser a vertente esquecida, quando é fundamental da escola, a aprendizagem

JG- A aferição, a avaliação, tem de dedorrer dos conteúdos e não o contrário. E isto foi feito com multiplicação amadorística, nada profissional, era quase para cobrir uma falta de pensamento sobre o que ensino, sobre o que é ensinar, sobre o que a formação. Não estou falar em velhas ideias humanista de formação. Sei que é preciso outras coisas novas. Mas disso tem que se falar. O que é que se ensina, como se ensina? Como desenvolver uma curiosidade que preexiste na criança? Hoje ninguém mostra curiosidade. Não há curiosidade. Porquê? Depois aparecem as arrogâncias da ignorância, que é o pior que há.

Você não existe

P– No seu entender, qual é o objectivo deste modelo de avaliação?

JG - Em Portugal havia uma espada de Damocles sobre o Ministério, todos os Ministérios, que é o dinheiro. Por outro lado, há um problema real de que os sindicatos não falam.

A nossa escola não estava boa. Muitos professores, ou pelo menos uma parte deles, não têm qualificações. Com a avaliação, alegadamente, matavam-se dois coelhos: reduziam-se as despesas, reduzindo o pessoal, e punha-se fora os que não eram bons.

Mas o que é que aconteceu?. Muitos dos que eram bons é que saíram. sairam. Porquê? Não aguentam. E o que é que eles não aguentam? Não aguentam não poder ensinar, não aguentam não poder ter uma relação em que precisamente se construa um grupo em que o professor age, em aprende ensinando, em que os alunos querem.

Tem que haver avaliação. Não pode é haver a inversão da subordinação da avaliação porque agora se estuda para se ser avaliado. Veja as Novas Oportunidades, para que é que serve?

P- Para fornecer um diploma?

JG- É o chico-espertismo que entrou na escola. Vamos não trabalhar para obter um diploma.

P- No seu livro alega que há como que um objectivo maior. Conjugando as políticas e omodo como o Ministério reagiu à contestação dos professores, está-se perante uma estratégia de domesticação?

JG- Isso parece-me evidente. É um projecto maior, que talvez não seja muito consciente na cabeça dos nossos dirigentes e, em particular, na do primeiro-ministro José Sócrates.

A ideia intuitiva, ele ainda tem intuições, é a de que o autoritarismo é um método económico. Resolvem-se mil coisas. Há essa ideia: funciona ser autoritário. Uma vez vendo que funciona, vamos estender. Os portugueses querem um certo autoritarismo, nós tomos, que estamos desnorteados, perdidos. O autoritarismo é um meio de governo. Não é traço qualquer. E como não há quase resposta a este autoritarismo, ele rebate-se, plasma-se, na realidade.

P- Mas existe contestação. Por exemplo, precisamente por parte dos professores ao longo de todo este ano.

JG - E qual foi a resposta do Governo? Foi uma resposta autoritária extraordinária que foi dizer: você não existe. Faz-se como se 120 mil manifestantes não existissem e isso vai paralisar, vai desmoralizar. A primeira fase é a perplexidade, depois vem o desânimo, depois vem a depressão. Certamente que muitos que pediram a reforma antecipada estavam na manifestação.

P - Ficámos com uma escola pior?

JG- Arriscamo-nos a isso. A escola já não era boa. A escola precisa de reformas, é necessário pensar uma avaliação, mas para pensar uma avaliação temos primeiro que pensar em conteúdos. A primeira das coisas a fazer é revalorizar os professores, agora. A relação geral dos alunos relativamente ao saber é de rejeição. A ideia do professor como alguém que abre as portas para o mundo acabou ou está em vias de acabar. Isto tem de ser restaurado.

Depois tem que se parar com a avaliação multiplicada a todo o instante. Estamos sempre a comparar-nos. O mal desta avaliação é que ela compara e a competitividade, a rivalidade, que existem numa escola, que são necessárias para a aprendizagem, torna-se inveja.

O chico-espertismo

P - A avaliação entre pares, defendida neste modelo, pode acentuar ainda mais esse risco?

JG- Por mais voltas que dê, não vejo como isso possa ser feito no clima actual. É muito mais propícia que toda uma série de rivalidades não saudáveis comecem a aparecer, para que novamente a esperteza arranje canais para que a avaliação seja deturpada, mascarada. Para mim. é envenenar ainda mais. A avaliação tem de ser feito por um terceiro. Alguém de fora, mas da mesma disciplina. Não pode haver professores de Educação Física a avaliar um professor de Português.

P- O chico-espertismo de que fala é uma característica dos portugueses, que encontrou agora um campo mais propício?

JG - Foi o Marcelo Rebelo de Sousa que disse que Sócrates era um meio chico-esperto. Quando há uma característica pessoal de um chefe e este tem a possibilidade de a tornar real, transformando mecanismos psíquicos em comportamentos, isso provoca patologias colectivas. Mas patologias não só das pessoas, como patologias do funcionamento dos serviços. E o que parece estar a constituir-se é um chico-espertismo, uma palavra horrível.

P – O que é espera do próximo ano lectivo?

JG – Nada. Eu estou desolado. Estou desolado com o que está a acontecer, porque esperava muito da educação.

P- Nesta legislatura?

JG- Sim, no princípio. Mas foi muito rápido ver que a coisa não ia bem. É uma oportunidade perdida. Quando ouço os economistas dizerem que Portugal pode ficar entalado, há qualquer coisa no meu ser português que vibra mesmo. Porque podíamos ser outros. Temos terrenos de afectividade em escolas que já não existem noutros lados. Considero muito grave a quebra do laço entre alunos e professores. É tudo mal feito. Há que inflectir, revalorizar os profesores.


Fonte: Publico

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Este País tem um problema... os Portugueses.


A comparação de estatísticas entre Portugal e Espanha que foi recentemente divulgada deixou-nos todos aqui na Escola um pouco perturbados. Tem coisas que não lembram ao Diabo.
A comparação de estatísticas entre Portugal e Espanha que foi recentemente divulgada deixou-nos todos aqui na Escola um pouco perturbados. Tem coisas que não lembram ao Diabo. Gastamos muito mais que os espanhóis em Protecção Social (25% do PIB, contra 20% deles), mas eles vivem mais do que nós - a esperança de vida à nascença é de 78 anos em Espanha, contra 75 cá, no caso dos homens, e 84 "versus" 81 e meio, respectivamente, nos caso das mulheres. Recuso-me a acreditar que vivemos menos por ir aos médicos e aos hospitais, portanto, a explicação lógica só pode ser nós sermos, à partida, mais fraquinhos e doentes que os espanhóis, e, portanto, termos que passar mais tempo nos médicos e ter que ter mais apoios na reforma. E mesmo assim não chega, pois não conseguimos durar tanto.Mas mais esquisito ainda, e, isso sim, totalmente impenetrável, são as diferenças na Educação.Por exemplo, a despesa pública em educação em Portugal tem sido, "per capita", superior à que se faz em Espanha: em 2005, por exemplo, atingiu 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) português, contra 4,2% em Espanha. No entanto, o nosso PIB cresceu menos que o espanhol. Até parece que gastar dinheiro em educação faz diminuir o PIB, e, portanto, que o melhor era gastarmos menos.Meus queridos leitores, antes que tentem encontrar quaisquer explicações para isto, deixem-me dizer-vos também que, em 2006, em Portugal, havia 61 indivíduos com mestrado ou doutoramento por 100 mil habitantes, enquanto em Espanha apenas havia 16 por cada 100 mil. Então como se consegue compreender que a produtividade em Espanha seja muito superior? E, já agora, se há tantos mestrados e doutoramentos feitos por tanta gente, e poucos em Espanha, como se compreende que a taxa de abandono escolar em Portugal seja de 35%, enquanto em Espanha se fica pelos 30%? E, ainda por cima, com tanta educação como é que é possível que haja 30% de empregadores com formação superior em Espanha e apenas 13% em Portugal? Isto, claro, quando no caso dos empregados as mesmas percentagens são de 34% em Espanha para 16% em Portugal? Onde é que andam todos esse indivíduos com formação superior?A primeira explicação que me veio à cabeça é que nós somos mais modestos, o que confirmará qualquer português que conheça algum número - não é necessário que seja grande - de espanhóis. E, como somos mesmo muito modestos - bons rapazes e um pouco tímidos até -, não gostamos de dizer quando nos perguntam (mesmo que seja o Instituto Nacional de Estatística) que temos um curso superior em Gestão de Restauração e Bebidas ou em Engenharia da Limpeza de Minerais Não Ferrosos, para não parecermos pretensiosos. Andamos na Universidade, mas não gostamos de falar muito nisso, à moda de Sir Peter Imbert, que um dia disse que "um curso universitário é como o adultério: podemos não nos querer envolver nisso, mas também não gostamos que os outros pensem que somos incapazes".Foi então que me dei conta de que este assunto já estava estudado, e que o especialista na matéria é o meu colega Jástás Nugouzu, da Universidade dos Camarões. No seu livro "Bonjour, Marcel, c'Est ton Ami Le Chômage", Nugouzu desenvolve as bases da TEE, a Teoria das Estatísticas Endógenas. Até aqui sempre se pensou que as Estatísticas eram a forma de conhecer a realidade - enquanto a medição fosse rigorosa, gerava conhecimento e permitia as políticas sociais, económicas, etc. Ora, a verdade é que, pelo simples facto de sabermos que vamos ser objectos estatísticos, mudamos o nosso comportamento de forma a aparecermos nas estatísticas com uma figura um pouco mais composta - como dizia Nugouzu, como a senhora que, antes do casamento da filha, ia ao cabeleireiro. À luz desta teoria, a verdade sobre as nossas estatísticas da Educação não se vê nas Escolas e nas Universidades, vê-se no mercado de trabalho e na casa das pessoas, observando os seus comportamentos.É desta forma que se consegue, de facto, começar a entender os números. Por exemplo, temos "per capita", em 2006, quatro vezes mais indivíduos com mestrado e doutoramento do que os espanhóis, 61 contra 16, pois enchemo-nos de brio e batemo-los no que é a ferramenta de competitividade hoje, a qualificação e o conhecimento. Mas temos menos produtividade. Porquê? Porque os restantes 99.939 são muito piores, uns autênticos burros. Pois é, como podem 61 fazer o que mais de 99.900 não fazem? E como é que se compreende a taxa de abandono? É na mesma linha: não gostamos de "chumbar", portanto, abandonamos a Escola logo antes do final do ano, mas voltamos no início do ano seguinte. É assim tipo resolução de Ano Novo, em que prometemos a nós próprios cada Primeiro de Janeiro que vamos ser melhores e prometemos que é desta, mas só dura até à Páscoa, quando aterramos na dura realidade, que isto de ser, por exemplo, engenheiro, não é para todos. E nas estatísticas temos assim o melhor dos mundos: poucos chumbos e todos os anos um número elevado de inscrição no ensino superior.Mas como é que há então uma percentagem maior de empregadores e empregados com curso superior em Espanha? É que, mais uma vez, o nosso comportamento ilustra bem o nosso pragmatismo: tiramos cá o curso, mas, quando podemos, vamos trabalhar para lá. E o pior não é isto, o pior é o vice--versa. Frederico Bastião é Professor de Teoria Económica das Crises na Escola de Altos Estudos das Penhas Douradas.

Quando perguntámos a Frederico o que acha que explica a alta taxa de abandono escolar em Portugal, Frederico respondeu: "É falta de Educação!"


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo


Nunca, como no último ano, a opinião pública ouviu falar tanto dos governadores dos bancos centrais. Até há um ano, para a maioria das pessoas estes banqueiros existiam apenas como os gestores dos juros. Mas a actual crise veio colocá-los no centro da política económica, devido às suas competências de supervisão e de assistência a instituições em dificuldades. A importância que assumiram volta a colocar a questão: quanto vale um governador? Para o Ministério das Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual de perto de 250 mil euros por ano, cerca de 18 vezes o rendimento nacional 'per capita'. Já para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento 'per capita' dos EUA.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ACR Seixo comemora 28 anos


No sábado dia 15 de Novembro, pelas 21h00, a Associação Cultural e Recreativa do Seixo celebra o seu 28º aniversário com um Concerto a realizar no salão Paroquial com a actuação do Grupo de Instrumentos de Sopro de Coimbra, com o apoio da C M Mira, Junta Freguesia do Seixo e Inatel.O Grupo de Instrumentos de Sopro de Coimbra (GISC) é uma formação orquestral composta por cerca de 60 jovens estudantes de música, alguns deles já professores. Fundado em 1982, para além de já ter actuado nas principais cidades e vilas de Portugal, apresentou-se em Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Itália, Polónia, Hungria e Rússia. Nos últimos anos de actividade têm-lhe sido endereçados convites para participar em eventos de relevo, designadamente, na Áustria, Alemanha, Irlanda, Escócia, Suécia, Brasil, Venezuela e Africa do Sul. Actualmente, com o Dr. Adelino Martins como Maestro, a orquestra adquiriu uma certa versatilidade que lhe permite apresentar programas dos reportórios sinfónico e coral sinfónico, ligeiro e de carácter solene ou festivo. Espera-se pois um excelente espectáculo musical. No decorrer do espectáculo irá ser prestada aos dez sócios Fundadores, e neles a todos os Associados, uma muito simples mas simbólica e merecida Homenagem. Devemos-lhes um reconhecimento pela iniciativa que tiveram em criar a associação e por serem “pais” desta numerosa família cultural e desportiva em que se veio a tornar a ACRSM que, na prática, abraçou todo o Seixo. 2008 Foi mais um ano pleno de actividades marcantes. A Direcção organizou o 2º passeio cicloturistico, co-editou com a Junta de Freguesia e organizou o lançamento do livro de poesia “Na Valsa da Madrugada”, apresentou e viu aprovada (com o apoio da Câmara) uma candidatura ao Instituto do Desporto para beneficiação dos balneários do futebol, participou, com direito a lugar no pódio (3º) no Inter associações Concelhio, lançou e distribuiu 3 Carolices e 12 Newsletters, manteve actualizado e animado o site que foi visitado 8200 vezes, envolveu 20 adolescentes e jovens nas actividades de tempos livres de Verão, celebrou a ordenação episcopal de D. João Lavrador….esteve activa. Foram 28 anos de um percurso, com alguns momentos de desânimo e de dificuldades, mas com muitos êxitos, muitas alegrias, muito envolvimento. A cultura, o desporto, a identidade das gentes, nas vertentes de competição, de formação ou de lazer no Seixo, têm a marca da Associação. Por tudo isto e para todos aqueles que nestes tempos foram timoneiros no Teatro, no Rancho ou no Futebol, muitos parabéns.
Fonte: Jornal O Principal

terça-feira, 21 de outubro de 2008

OCDE Desigualdades entre ricos e pobres aumentam em Portugal



"Será que a desigualdade de rendimentos aumentou durante os últimos tempos? Quem ganhou e quem perdeu neste processo? Este processo afectou todos os países da OCDE uniformemente? Em que medida é que maiores desigualdades de rendimentos são a consequência de maiores diferenças nos rendimentos dos trabalhadores e até que ponto são afectados por outros factores? Finalmente, como é que a redistribuição governamental através do sistema de benefícios fiscais afecta estas tendências? Estas são algumas das questões abordadas neste relatório -- e as respostas irão surpreender muitos leitores. Este relatório fornece indícios sobre um aumento razoavelmente generalizado em termos de desigualdade de rendimentos ao longo das últimas duas décadas nos países da OCDE, mas o momento, a intensidade e as causas deste aumento diferem do que é tipicamente sugerido nos meios de comunicação social."
Fonte: OCDE

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Bolo com 24 metros - Ançã


Um bolo com 24 metros de comprimento e 178 quilos de peso foi confeccionado, ontem, em Ançã, Cantanhede. As boleiras conseguiram ultrapassar as dimensões do que foi produzido em 2007, que pesava 141 quilos e tinha 16 metros.
Na fase final da confecção, Aldina Rasteiro, a boleira mais nova da vila, de 39 anos, dava conta do cansaço que atingia os que participam na tarefa. "Estamos todos a transpirar, mas quando as coisas são feitas com gosto nada é difícil", garantia, acrescentando que "tudo correu na perfeição".
O tradicional ‘bolo de cornos’, que ao final da tarde foi oferecido aos visitantes das festas de S. Tomé, "está uma verdadeira delícia", assegurava. O bolo de Ançã é um produto artesanal, característico daquela vila, e muito apreciado na região Centro. Apresenta-se nas variedades de bolo fino, de ovos e de cornos.

domingo, 27 de julho de 2008

Soldados mortos na Guiné- Homenagem


Pára-quedistas da Companhia 121, veteranos da guerra colonial, estiveram este sábado em Tancos, numa homenagem a três camaradas de armas que morreram na Guiné-Bissau. Os restos mortais só agora regressaram a Portugal.
Uma parada em silêncio escutou as primeiras palavras do general Hugo Borges. Comandava o pelotão - na altura jovem tenente - envolvido na emboscada que, em Guidage, Norte da Guiné, custou a vida a três pára-quedistas. Era o dia 23 de Maio de 1973.
"A bolanha abre-se, despida, enorme sem abrigo. Os páras conhecem o perigo, mas Guidage espera cercada. Avançam, chega a emboscada. Chovem morteiradas e canhoadas, RPGs cruzam os ares, dantesco fogo de artifício...". José Lourenço, António Vitoriano e Manuel Peixoto iam na primeira linha. Foram os primeiros a cair.
Mais de 35 anos depois, as urnas com os restos dos três soldados estão alinhadas junto ao Monumento Aos Mortos em Combate que domina a parada da Escola de Tropas Pára-quedistas de Tancos. Jazem sob a bandeira portuguesa, uma simbólica boina verde e o brevet dos pára- -quedistas.
Vinte e três de Maio. A data da emboscada coincide com o dia dos pára-quedistas, assumindo assim uma dimensão simbólica particular. "Ninguém fica para trás" - o lema dos pára-quedistas esperou 35 anos para ser respeitado. Na altura, as circunstâncias da guerra na Guiné impediram a evacuação dos três corpos, depositados num cemitério improvisado a pouca distância do local em que tombaram em combate.
Um silêncio comovido percorre a parada. A emoção vinca muitos rostos recolhidos. Hugo Borges continua a recordar. "O primeiro soldado caiu à minha frente". Embarga-se-lhe momentaneamente a voz. Ouve-se o toque de silêncio. O minuto de recolhimento. O Toque aos Mortos. O Toque de Alvorada, símbolo de esperança, grito daqueles "em quem poder não teve a morte".
As urnas abandonam a parada a caminho da morada definitiva. "Missão cumprida", remata o general Borges. Lourenço, Vitoriano e Peixoto regressaram ontem a Cadima (Cantanhede), Castro Verde e Gião (Vila do Conde). Terras que os viram nascer. Mas a viagem às memórias prossegue hoje. É último domingo de Julho, dia de concentração anual de pára-quedistas em Fátima.
Fonte:JN
CARLOS SANTOS PEREIRA *

* Jornalista da Agência Lusa

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Cantanhede e Mértola ganham prémio de boas práticas na Administração Local


As Câmaras Municipais de Cantanhede e de Mértola vão receber hoje o prémio de boas práticas locais, num concurso organizado pela Direcção-Geral das Autarquias.
Realizado pela primeira vez em 2006, o Concurso Nacional de Boas Práticas na Administração Local tem como objectivo identificar e premiar práticas de modernização administrativa, de desenvolvimento sustentável ou de formação, que sejam exemplares de referência e inovação; e promover a adopção das melhores práticas na administração local, tendo em vista a sua generalização. A Câmara Municipal de Cantanhede ganhou o prémio nacional na categoria "administração autárquica e modernização" com o projecto "A Auto Avaliação através da CAF - projecto Conhecer Aprender Fortalecer", um projecto baseado numa auditoria interna através de exercícios de autoavaliação dos serviços e com a participação de todos os intervenientes". A autarquia desenvolveu este projecto de análise organizacional com o intuito de avaliar o funcionamento dos vários serviços da Câmara, de forma a serem implementadas acções de melhoria. A câmara de Mértola venceu o prémio na categoria "Sustentabilidade Local" com um projecto de apoio médico social que permitiu "melhorar o acesso aos serviços sociais e de saúde". Designado "Unidade Móvel Médico Social", o projecto consiste num programa de vacinação contra a gripe, rastreio da diabetes e colesterol, informação sobre hábitos de vida saudável e práticas amigas do ambiente e atendimento social. Além dos prémios nacionais, a DGAL atribuiu várias menções honrosas a outras tantos projectos adoptados por câmaras,empresas municipais e serviços municipalizados.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

AGRESSIVIDADE


A propósito da notícia em abaixo, um livro que li à muito e recomendo.

Escolas exigem saber de doenças


Médicos e pais estão indignados com a obrigatoriedade de apresentação de um atestado de robustez física e de ausência de doenças infecto-contagiosas para efeitos de matrícula nas creches e escolas. Francisco George, director-geral da Saúde, diz mesmo que está disposto a mudar a lei: "Não deve ser exigido nenhum atestado e não pode haver discriminação. Se for preciso retocar elementos legislativos, faremos isso." Fonte: CORREIO DA MANHÃ


Este assunto intriga-me... estes direitos que todos temos. Há uns anos exigia-se a prova de tuberculina para qualquer função pública, e com isso erradicou-se a tuberculose. E estávamos seguros de que podíamos ir a qualquer sítio, por exemplo comer descansados. ( Estou , claro que a exagerar) Acabou-se com isso e o que está a acontecer? Casos de tuberculose por todo o lado. Nas escolas juntam-se centenas de crianças, convivendo entre eles e com os profissionais que trabalham nas escolas. Parece-me que toda a gente quer uma população saudável, a aprender saudavelmente, a conviver saudavelmente... não é? Pois é... os Pais e médicos deviam era andar indignados com a falta de condições higiénicas, com rastreios que não se fazem, com as crianças que não têm apoio familiar, que vivem em condições de desigualdade de oportunidades, sem higiene oral, com a gravidez das menores, a violência, etc, etc... é claro que se uma criança tem uma doença infecto contagiosa não deve nem pode frequentar a escola. Isso é discriminação? Quando tratada, em tratamento ou curada volta à escola.
A escola já é discriminadora em muitos campos e ninguém se preocupa...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Crise VI

«Dia da Raça»


O PCP exigiu esta terça-feira que o Presidente da República explique aos portugueses a utilização do termo «dia da raça» para se referir ao 10 de Junho, considerando tratar-se de «uma afirmação grave».
«É tão mais grave quanto quem faz esta afirmação é o mais alto responsável da hierarquia do Estado português», afirmou Jorge Cordeiro, membro da comissão política do PCP, declarações à Agência Lusa.
Para Jorde Cordeiro, «trata-se de uma expressão pouco compatível com os valores de Abril e o regime democrático».
«As responsabilidades que envolvem o exercício do Presidente da República recomendam um esclarecimento sobre aquilo que disse: ou se trata de um lamentável equívoco ou existe outra explicação para a utilização do termo», disse.
Também o Bloco de Esquerda já tinha exigido esclarecimentos a Cavaco Silva, considerando que o Presidente da República recuperou «terminologia racista e segregadora do Estado Novo».
Na segunda-feira, no final da inauguração de uma exposição colectiva de artistas plásticos portugueses radicados no estrangeiro inserido nas comemorações do 10 de Junho, Cavaco Silva recusou-se a comentar a paralisação dos camionistas.
«Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas», afirmou o Presidente da República.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Crise social I


A crise que todos vivemos com a paragem dos camionistas faz-me pensar em duas questões: por um lado o facto , que devemos dar importância, de um pequeno grupo social conseguir parar o País e poder provocar uma grande destabilização nacional. Não digo, com isto, que não esteja de acordo, que estou, com a posição dos "camionistas". Por aqui se vê a força que determinados grupos na sociedade têm e que bem aproveitada poderia ajudar a mudar o rumo do nosso País. Somos um País de brandos costumes? Só porque a crise ainda não chegou a todos ...

Por outro lado, muito mais importante, pensar que determinados sectores da sociedade não podem e não devem estar somente nas mãos de alguns, do privado, pois em tempo de crise poderão dominar e/ou colocar em causa o próprio estado e a democracia. Falo da educação, da justiça, da saúde, da água e dos recursos energéticos.

sábado, 31 de maio de 2008

Jornal Independente de Cantanhede



Coimbra, 29 mai (Lusa) – O jornal semanal português Independente de Cantanhede (da região de Coimbra, centro luso), que comemora o seu 14º aniversário, apresenta a sua atual edição totalmente redigida segundo o Novo Acordo Ortográfico, revelou nesta quinta-feira a equipe do periódico.Na edição que está nas bancas desde quarta-feira, "todos os textos apresentam a nova grafia do português, com base nas regras apresentadas no livro "Atual - O novo acordo ortográfico", de João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia, publicado pela Texto Editora", cita um comunicado enviado à Agência Lusa.O diretor-adjunto do Independente de Cantanhede, Lino Vinhal, disse hoje à Lusa que "é o primeiro jornal português, o primeiro documento escrito, redigido de acordo com as novas regras". "A equipe da redação teve a feliz idéia de apresentar a primeira edição de aniversário (a segunda será na próxima semana) com os textos escritos de acordo com as futuras regras de ortografia, saídas de um acordo que ocupou os tempos livres de muitos dos nossos agentes culturais e que, à luz do nosso entendimento, era de todo desnecessário", escreve o jornalista, em editorial.O diretor-adjunto - como é identificado na capa da edição desta semana - adianta não conseguir "entender porque a língua mãe deve aproximar-se das facilidades brasileiras, afastando-se da sua própria raiz latina que lhe deu vida, a suportou e cultivou durante séculos"."Não virão longe os tempos em que, escreva-se como se escreva, está tudo certo. É a própria cultura a ceder aos interesses", observa Lino Vinhal.Lino Vinhal explicou à Lusa que, ao comemorar o seu 14º aniversário, o Independente de Cantanhede, assim como as demais publicações do grupo Media Centro, procura "tratar alguns assuntos que não seriam abordados numa edição normal".Crítico do Novo Acordo Ortográfico, que considera "inútil", o empresário da comunicação social sustenta que não se trata de "uma das grandes questões nacionais"."Sendo o português uma língua latina, não nos devemos esquecer da língua mãe, se perdemos essa referência, não podemos explicar a sua evolução. Se tivesse de haver alguma adaptação", seriam os países "que se afastaram da língua que se deviam aproximar", defendeu.Na mesma nota, a equipe do jornal cita que, "no âmbito do seu 14.º aniversário, o Independente de Cantanhede decidiu igualmente tornar público o seu "Pequeno Livro de Estilo" [manual de redação] onde reúne, de forma simples e despretensiosa, algumas das regras que regem a atividade dos seus jornalistas".


terça-feira, 11 de março de 2008

Repudio

Passo a transcrever um pequeno texto com o qual me identifico no repudio ao artigo de opinião do cidadão emídio rangel, que demonstra total ignorância e senso democrático.

"Como é que é possível um ignorante deste calibre envergonhar e emitir opiniões absurdas destas num jornal, chegando a ofender (eu sinto-me altamente ofendido) milhares de pessoas em praça pública?? Uma opinião que começa com um relato de algo que ainda nem sequer tinha começado.... O Jornal saiu antes de se iniciar a manifestação!!! Desculpem a minha ignorância mas pergunto: é possível processar este fulano? Reparem como trata Professores, Partidos, etc. Que demonstração de raiva, de ódio desmesurado, sei lá de que mais... revelando também que não percebe nada de educação, simplesmente relatando as mentiras que têm circulado acerca desta classe que está a ser massacrada como nunca se viu em lado nenhum...NEM TENHO MAIS PALAVRAS!!!!! Quem quiser protestar para o dito cujo ou para o jornal poderá fazê-lo através do endereço cartas@correiomanha.pt[1] . Sugiro que copiem e colem o texto ou que escrevam um texto pessoal.
COMO PROFESSOR, REPUDIO, DE FORMA VEEMENTE E TRISTE, A OPINIÃO EMITIDA PELO SR. RANGEL, NA COLUNA: COISAS DO CIRCO (CM, DE 08-03-08). CASO O JORNAL NÃO EMITA, NUM DOS SEUS PRÓXIMOS EDITORIAIS, UM PEDIDO FORMAL DE DESCULPA AOS PROFESSORES, COMO FORMA DE PROTESTO PELAS BARBARIDADES Aí ESCRITAS E PELAS OFENSAS NELA CONTIDAS, EU, QUE SOU LEITOR ASSÍDUO DO JORNAL, VOU DEIXAR DE O ADQUIRIR PARA SEMPRE E EXERCER A MINHA INFLUÊNCIA PARA QUE OUTROS FAÇAM O MESMO. ESPERO TAMBÉM QUE TODOS OS MEUS COLEGAS TOMEM IGUAL POSTURA... AFINAL, FOMOS MAIS DE 100.000, NÃO CONTANDO COM MUITOS OUTROS QUE, POR RAZÕES DIVERSAS, NÃO PUDERAM ESTAR PRESENTES."

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Complexo desportivo da Tocha


CANTANHEDE
Complexo Desportivo da Tocha com balanço “muito positivo”

Um ano depois de ter sido inaugurado, o Complexo Desportivo da Tocha já foi palco de diversas realizações. A (prometida) piscina não está esquecida e António Pinheiro mostra-se ambicioso em relação ao futuro.Faz amanhã um ano que Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, inaugurou o Complexo Desportivo da Tocha, no concelho de Cantanhede. Agora, passados 365 dias, António Pinheiro, faz um balanço “muito positivo” do primeiro ano de funcionamento. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o vereador da autarquia de Cantanhede destacou as várias realizações que já decorreram naquele espaço. Desde o torneio de inauguração, “que juntou as melhores escolas de futebol do país”, a realização do “estágio de uma equipa da 1.ª Liga”, o torneio de Natal, a presença de uma selecção nacional na Tocha, que permitiu que “pela primeira vez se tocasse e cantasse o Hino Nacional” e, mais recentemente, uma prova de orientação, são várias as realizações que o espaço já acolheu. A estas juntam-se os jogos da União Desportiva da Tocha, bem como vários torneios inter-selecções levados a cabo pela Associação de Futebol Coimbra.Tudo isto, e outras iniciativas, fazem com que António Pinheiro realce o facto do Complexo Desportivo ser “dinâmico, com várias valências”, e que a grande preocupação é que possa ter “uma utilização intensa”.Ciente de há “um longo caminho a percorrer”, o vereador não esquece que os objectivos passam por “cimentar a realização de eventos importantes” na vila da Tocha. Sem esquecer que o espaço é “do concelho, para o concelho e para o exterior”, António Pinheiro afirma: “neste primeiro ano, o Complexo Desportivo da Tocha respondeu ao que era esperado, apesar de, neste momento, continuarem a fazer-se alguns ajustes”. Para o futuro, o vereador pretende “criar novas valências” no Complexo. Prova disso é o facto de estar a ser estudada a criação de um ginásio, “para todo o público, e que pode vir a ser realidade a curto prazo”. Também a piscina não está esquecida. Se em dia de inauguração, Laurentino Dias deixou essa promessa, o vereador espera que a mesma “seja cumprida”. Ter mais de 2.000 utilizadores por mêsAntónio Pinheiro não esquece o elevado número de crianças e jovens que, diariamente, passam pelo local. “A União Desportiva da Tocha teve um aumento de crianças na formação e, actualmente, possui todos os escalões da formação, o que antigamente não acontecia”, sublinhou. Porque se trata de um projecto desenhado para “ir além dos limites do concelho”, algo que, aliás, “já acontece em termos distritais”, António Pinheiro eleva a fasquia para o segundo ano do espaço. “O objectivo é passar a barreira dos dois mil utilizadores mensais”, uma vez que, “quanto mais praticantes houver na área da formação, e não só, melhor”. Outro dos objectivos passa por “projectar o Complexo Desportivo para o exterior”, dinamizando iniciativas, e não só, que atraiam “equipas do topo nacional”, de futebol e outras modalidades.Além do torneio de futebol que assinala o 1.º aniversário, outro evento está previsto para Junho. “Pretendemos realizar um torneio semelhante ao que decorreu no dia da inauguração, que tem como principal objectivo ser um local de encontro de jovens na prática do futebol”, acrescentou António Pinheiro.