Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sindicatos apontam adesão à greve de 94%, Governo fica-se pelos 61


CONCELHO DE CANTANHEDE: 93,32 %Agrupamento de Escolas Finisterra: 93,33 %Agrupamento de Escolas da Tocha: 88,44 %Agrupamento de Escolas de Cantanhede: 96,49 %Escola Secundária de Cantanhede: 95,00 %

CONCELHO DA FIGUEIRA DA FOZ: 89,20 %Escola Secundária Cristina Torres: 100,00 %Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho: 90,24 %Escola Secundária Dr. Bernardino Machado: 82,76 %Agrupamento de Escolas da Zona Urbana: 76,92 %Agrupamento de Escolas das Alhadas: 100,00 %Agrupamento de Escolas de Buarcos: 94,74 %Agrupamento de Escolas do Paião: 79,76 %

CONCELHO DE MONTEMOR-O-VELHO: 89,71 %Escola Secundária de Montemor: 88,24 %Agrupamento de Escolas de Arazede: 82,77 %Agrupamento de Escolas da Carapinheira: 93,33 %Agrupamento de Escolas de Montemor: 94,48 %

CONCELHO DE MIRA: 93,65 %Escola Secundária de Mira: 97,00 %Agrupamento de Escolas de Mira: 90,29 %

CONCELHO DE SOURE: 94,58 %Agrupamento de Escolas de Soure: 94,58 %

O Ministério da educação só consegue contar até aos 61% ... todos os meios de comunicação social viram que esta greve atingiu níveis nunca vistos. Parece que há lições a tirar, não é????



A Plataforma Sindical dos Professores disse que a greve dos professores registou uma adesão de 94 por cento, tendo sido "a maior" paralisação de docentes em Portugal. "É a maior greve de sempre dos professores em Portugal", disse, em conferência de imprensa, o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira.
Segundo o Ministério da Educação, a greve dos professores registou uma adesão de 61 por cento, obrigando ao encerramento de 30 por cento das escolas do país. Mário Nogueira escusou-se comentar os números avançados pelo Governo: "Nem sequer os discutimos, o que nós registamos daquilo que foi dito pelo governo foi que pela primeira vez teve a capacidade de dizer que estávamos perante uma greve significativa".

O "Jornal de Notícias" acompanhou a greve dos professores em várias escolas do país. Nos vários distritos onde passou, a situação foi calma, não houve manifestações de apoio ou repúdio, apenas o gáudio de muitos alunos com a confirmação de “um feriado” há muito anunciado. Os sindicatos falam em 95% de adesão à paralisação, decretada como protesto ao novo modelo de avaliação.
Guarda perto dos 100%
Os dados apurados pelo JN, junto de fonte sindical, situam a greve no distrito da Guarda perto dos 100%. “É uma greve histórica”, disse Sofia Monteiro, coordenadora do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC). Das 29 escolas secundárias do distrito, 19 registavam entre 99 e 100% de adesão. Entre as outras 10, os professores em greve passavam os 95%.
Entre as escolas do 1º Ciclo, a adesão à greve situa-se entre os 98 e os 100%, sendo na maioria estará mesmo parada. A título de exemplo, na escola do Bonfim, na Guarda, o sindicato diz que há apenas um professor a leccionar.
Os alunos aproveitaram o “feriado” anunciado, para gozar a manhã sem aulas, sem manifestações ou confusões. Os Conselhos Executivos já haviam informado as transportadoras, que levaram de volta a casa os alunos que, diariamente, se deslocam de autocarro das várias aldeias para a sede do distrito.
Aveiro entre os 76 e os 100%
Em Aveiro, a adesão à greve varia entre um mínimo de 76 e um máximo de 100%, números apurados pelo JN junto de fonte sindical. Na preparatória João Afonso, não houve professores para dar aulas, o que também aconteceu nos jardins de infância e escolas do 1º ciclo do agrupamento de Aveiro, onde a greve teve uma adesão total. A secundária Homem Cristo registou, também, 100% de adesão ao protesto.
Na secundária José Estêvão, também em Aveiro, a greve situou-se nos 80%, um pouco acima dos 76% registado na Mário Sacramento. Entre uma e outra, na primária da Vera Cruz, só quatro dos 18 professores é que não aderiram à greve, o que redunda em cerca de 72% de adesão ao protesto. Em Ílhavo, a greve tocou os 100%, tanto na Escola Secundária como na EB 2,3.
Viseu entre acima dos 90%
No distrito de Viseu, a greve de professores registava, ao fim da manhã, o encerramento de 39 dos 65 agrupamentos de escolas no distrito de Viseu. Os restantes apresentavam índices de adesão que oscilavam entre os 72% (escola dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de Penalva do Castelo) e os 99% (agrupamentos de escolas Ana de Castro Osório em Mangualde e S. João da Pesqueira.
Francisco Almeida, dirigente local do SPRC, considerava que no distrito de Viseu era“mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um professor a trabalhar”. O sindicalista sublinhou que, na prática, “não houve aulas em todas as escolas do distrito de Viseu”.“
“Em Mangualde, apenas uma professora a deu aulas. A adesão a greve é de 99%. Francisco Almeida lembra ainda que em Cinfães “os 83 professores do 1º ciclo do ensino básico estiveram todos em greve".
Na EB 2,3 Infante D. Henrique, em Repeses, Viseu, a ministra da Educação teve direito a uma canção muito especial. Fernando Pereira, o seu autor, fez incidir sobre o refrão a ideia geral da melodia: “está na hora de a ministra ir embora”. O docente assume que se trata de uma forma de “intervenção e protesto”. Uma maneira de mostrar à tutela que “a Educação é a grande riqueza de um país”.
Braga ronda os 95% de adesão
Em vários concelhos do distrito de Braga, a adesão à greve ultrapassa os 95% e em várias escolas só apareceram ao serviço um ou dois professores. Alguns estabelecimentos de ensino tinham as portas abertas e os serviços mínimos a funcionar, mas por todo o distrito foram raras as aulas dadas, da parte da manhã.
Na capital de distrito, na EB 2,3 Carlos Amarante, apareceram dois docentes, enquanto na Alberto Sampaio alguns docentes, sobretudo os mais jovens, apareceram para leccionar mas para um número reduzido de alunos. Nesta escola, os elementos do Conselho Executivo também fizeram greve. No Liceu D. Maria II, o presidente do Conselho Executivo, Vasco Grilo, contabilizou 90% de professores faltosos.
Na EB 2,3 de Lamaçães, com 1500 alunos, só se apresentou um professor de espanhol, numa adesão massiva que deixou os pais com a vida mais complicada. “Compreendo a luta, mas tenho três filhos e não tenho onde os deixar. Vou faltar hoje ao trabalho”, disse ao JN uma mãe que se deslocou à escola para ver se havia aulas.
Parretas, Nogueira, Maximinos, Palmeira ou Nogueira são alguns dos locais da cidade onde também não houve aulas nos vários estabelecimentos escolares. Mesmo com o peso da greve em curso, o Conservatório Calouste Gulbenkian registou 100% de adesão ao nível do primeiro ciclo. No segundo e terceiro ciclos, bem como no secundário, dos 55 docentes, 45 fizeram greve, o que situa os números da adesão nos 81%.
Em Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho há inúmeras escolas fechadas, a maioria com 100% de professores em greve.
Professores foram para a praça da Liberdade, no Porto
Na cidade do Porto, a manhã começou negra, chuvosa e sem aulas nos estabelecimentos de ensino visitados pelo JN. Às 8h30, na Escola Carolina Michaelis, os alunos subiam as escadas para poucos minutos depois as descerem já com a notícia de que não teriam aulas. A alegria de uns contrastava com a desilusão de outros. “Adormeci, mas vim à pressa porque amanhã vou ter um exame de História e afinal foi tudo para nada”, afirmou Joana Patrícia. “E não me parece que a professora adie porque ela não é de adiar”, acrescentou. À porta da escola, alheios à forte chuva, muitos alunos reuniam-se e alegremente faziam planos para o resto do dia. “Vamos para o shopping passear”, dizia a grande parte.
Às 9h00, na Escola Secundária Filipa de Vilhena, o cenário era semelhante, com todos os professores do primeiro turno da manhã a aderirem à greve. Durante o tempo que o JN passou à porta da escola apenas um docente entrou nas instalações e fez questão de dizer que vinha mas que não ia dar aulas e estava em greve. Pouco antes, um pai, depois de avisado telefonicamente pelo filho, veio buscá-lo para p levar a casa. “Já sabia e por isso estava de prevenção. Como moro perto, não me custa muito vir cá buscá-lo. Agora, vai passar o dia comigo” afirmou Paulo Sousa, salientando que concorda com as reivindicações dos professores e que dá todo o apoio à greve.
A meio da manhã, cerca de uma centena de professores estava concentrada na praça da Liberdade, no centro do Porto, em sinal de protesto contra o modelo de avaliação.
Leiria com média perto dos 90%Na região de Leiria, segundo dados do SPRC, as EB 2,3 Correia Alexandre, da Caranguejeira e dos Marrazes (em Leiria) e a de Pataias estiveram sem aulas, enquanto as duas principais escolas secundárias de Leiria (Domingos Sequeira e Francisco Rodrigues Lobo) tiveram uma adesão à greve de 91%. Os números de adesão mais baixos registaram-se no Agrupamento de Escolas da Benedita, Alcobaça, com 33,3%.A generalidade das escolas do primeiro ciclo e jardins de infância estiveram sem aulas.
Beja entre os 70 e os 99%
Em Beja, dados apurados directamente junto dos concelhos directivos, mostram alguma dispararidade na adesão à greve. O Agrupamento de Santa Marinha, com sete escolas, estava nos 99%, enquanto nas sete escolas do agrupamento Mário Beirão a greve se situava entre os 60 e os 70%. Pelo meio, 80% na secundária D. Manuel 1º, 86% na Diogo de Gouveia e 90% na Santiago Maior.
“Não faço greve porque sempre estive contra o modelo de avaliação. Mais agora, depois das alterações”, disse Conceição Casanova, uma das professoras da escola Santiago Maior que não aderiram à greve. Na de Santa Maria, Rogério Inácio também não aderiu à paralisação, simplesmente porque não podia: sendo um dos três professores do Curso de Educação e Formação, foi obrigado a leccionar.
Meio milhar nas ruas de Viana do Castelo
Em Viana do Castelo, cerca de 500 professores manifestaram-se na Praça da República. A chuva causou estragos na concentração, com os docentes algo espalhados pela praça, cartão de visita da cidade, mas não afectou a motivação.
“Queremos ser avaliados com seriedade” lia-se em alguns dos cartazes. Outros eram “Por uma escola de rigor e exigência”, com alguns professores a dirigirem os dizeres a Maria de Lurdes Rodrigues: “Senhora Ministra, queremos trabalhar com dignidade”.
A concentração começou às 10 horas na Praça da República, de onde saiu, uma hora depois, para o Governo Civil de Viana do Castelo. Em frente ao palácio, os professores acenaram com lenços brancos e pediram a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Segundo dados apurados pelo JN junto de fonte sindical, a greve situa-se bem acima dos 90%, perto mesmo dos 100%, em todo o distrito de Viana do Castelo.
18h24mDenisa Sousa, Jesus Zing, Luís Martins, Luís Oliveira, Helena Silva, Teixeira Correia, Teresa Cardoso e Tiago Rodrigues Alves

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Todos somos poucos


Carta aberta à ministra da Educação

2008-11-30
Yann Sèvegrand

Exma. Sra. Ministra da Educação, Pensei enviar-lhe esta carta através da morada de correio electrónico “gme@me.gov.pt”, mas como, da última vez que o fiz, a única resposta que obtive foi um recibo de recepção, optei por alterar o canal de transmissão. Gostaria de começar por manifestar alguma surpresa pelo que Vossa Excelência afirmou há algum tempo atrásnum jornal televisivo (aquando da primeira manifestação nacional de professores). De facto, disse que os professoresnão tinham motivos para reclamar, porque iriam ganhar ainda mais no topo da carreira. Tal afirmação teria mais sentidose o acesso a tais escalões não estivesse vedado à "plebe" e se anteriormente não tivesse afirmado que os professoresportugueses em final de carreira eram dos que ganhavam mais na Europa e que havia um fosso demasiado grande entreos professores com dez ou menos anos de carreira e os que se encontram no topo da mesma. Eu acrescentaria que,quanto aos salários, os professores portugueses em início de carreira estão francamente abaixo da média europeia. Ler mais aqui
Fonte: Jornal de Notícias

domingo, 16 de novembro de 2008

O PS que se cuide...


É esta a mensagem que corre nos emails dos professores e que se reenvia reenvia... será que o PS, nas pessoas do Sr Primeiro Ministro e na Sra Ministra da Educação, ainda não percebeu que deve dialogar, experimentar o modelo, analisar os resultados e só depois implementar???? Será isto difícil???? Ou haverá outra intencionalidade em todo este processo??? E isto não é chantagem de ninguém, mas "quem não se sente, não é filho de boa gente", diz o povo. E os professores são gente que trabalha, tem família, despesas como todo o cidadão deste País. Lembro que se está a cair no erro de basear os protestos na questão burocrática. A ministra dará a volta num instante a essa questão. Não é esse o verdadeiro problema. O problema é a carreira docente com a divisão em professor e professor titular, assim como as cotas para a progressão. Vou dar o meu exemplo. Como o meu departamento tem a cota fechada,(administrativamente foram preenchidas as cotas no primeiro concurso) eu, ou espero pacientemente que um colega morra e depois tenho de concorrer para essa vaga (eu e mais cinco ou seis... colegas) e esperar pela sorte... ou tenho de esperar que algum colega se reforme daqui a pelo menos 15 anos (tempo aproximado do professor que está mais próximo da reforma) para eu poder concorrer à vaga criada (eu e mais cinco, seis, sete ou mais) e esperar mais uma vez, (depois de avaliado, com aulas assistidas, com entrevistas, fichas, relatórios, portefolios, etc... e até um excelente desempenho ) ser o eleito. Os outros seis, sete ou mais, ficam não se sabe quanto tempo à espera que o processo se repita, esperando, esperando... mesmo que tenham também excelente. Mesmo que tenham um mestrado, doutoramento ou mais formação que o avaliador... dá que pensar, não dá??????

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Moção sobre o Modelo de avaliação na EB 2,3 de Cantanhede

Os docentes do Agrupamento de Escolas de Cantanhede, reunidos em Assembleia Geral, a 13 de Novembro de 2008, aprovaram uma Moção sobre o modelo de avaliação do desempenho docente imposto unilateralmente pelo Ministério da Educação: Os docentes deste Agrupamento não contestam nem recusam ser avaliados. Consideram mesmo que a avaliação do seu desempenho profissional pode e deve ser encarada como uma importante componente do seu desenvolvimento profissional, contribuindo para a melhoria da qualidade da escola. Esta avaliação deve assentar na dimensão do trabalho cooperativo, perspectivado numa lógica essencialmente formativa e contínua, cruzando a responsabilidade individual de cada docente com a responsabilidade colectiva e organizacional.

domingo, 2 de novembro de 2008

Guerra à avaliação em quase cem escolas


Educação.
Cada vez mais professores de agrupamentos e escolas isoladas assumem-se contra a avaliação. A ministra disse ontem que os protestos se resumem a alguns professores, mas até a presidente da melhor pública do ano a contraria Professores dizem que estão prontos para não progredirDe norte a sul, 92 escolas e agrupamentos, segundo uma lista elaborada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), já tomaram posição, em reuniões e moções de professores, pedindo a suspensão da avaliação. E os sindicatos e movimentos independentes do sector afirmam que esta é só a ponta do icebergue. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou ontem, em Anadia, que a contestação se resume a alguns professores e não às suas escolas: "Há professores que não querem ser avaliados e já o sabemos há muito tempo, mas o País não entenderá que os professores sejam uma classe à parte, pelo que terão de estar sujeitos a regras", disse.Melhor pública do ano na lista
A verdade é que não foi preciso procurar muito para encontrar uma presidente de conselho executivo que desmentisse essa leitura dos factos. Precisamente a que lidera a Escola Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra, a melhor pública do ano segundo os rankings publicados esta semana pelo DN, e uma das 92 com moções contra a avaliação."Não é verdade que os professores não queiram ser avaliados. Querem é ter outra avaliação. Não esta, que só lhes está a tirar tempo para ensinarem", disse ao DN Rosário Gama. "Na minha escola, 90 assinaram. Só não assinaram três que não estiveram na reunião. Eu não o fiz porque, nas minhas funções, nunca poderia recusar--me a avaliar um professor que o quisesse. Mas como professora teria assinado e aplicado a decisão", disse, acrescentando "não ter dúvidas" de que muitos pedidos de aposentação na sua escola decorrem deste caso. "Prontos" para consequências
Ontem, a ministra da Educação lembrou também o que acontecerá a quem rejeitar a avaliação: "A consequência imediata é que, não sendo avaliado, o professor não reúne as condições para progredir na carreira", avisou. Mas os sindicatos e movimentos dizem que os professores estão preparados para tudo."O que a senhora ministra disse está na lei [Estatuto da Carreira Docente] e os professores conhecem-na", disse ao DN José Ricardo, vice-secretário-geral da FNE. "Os professores estão prontos a assumir esse risco, tal como sabem que quando fazem greve não vão receber esse dia. A senhora ministra é que, limitando-se a esse tipo de comentários, parece estar a assobiar para o lado, a fazer de conta que não vê", acusou . "Desde o início que avisámos que este modelo, além de injusto, é irrealizável. E isso está a verificar-se agora nas escolas, onde o descontentamento é geral, dos conselhos executivos aos próprios avaliadores. O que dirá a ministra se, daqui a alguns meses, 70% ou 80% dos professores tiverem tomado esta decisão?""Isto é uma bola de neve que está a crescer todos os dias", acrescentou Mário Machaqueiro, da Associação de Professores em Defesa da Educação, um dos vários movimentos independentes de docentes que surgiram nos últimos meses. "Não duvido que rapidamente terá dimensões nacionais. Convém lembrar que só estamos no 1.º período de aulas.Os blogues como motor da intervenção dos professoresBlogosfera. Do humor à denúncia de casos concretos, são cada vez mais as páginas criadasQuando começou a fazer cartoons protagonizados pela ministra da Educação e os seus secretários de Estado, Antero Valério, professor de Artes e Multimédia no ensino secundário, "nunca" pensou que se tornaria numa referência da classe."Comecei a fazer desenhos na escola, que mostrava aos meus colegas. Alguns foram tirando fotocópias. Quando dei por mim, estava a receber e-mails com as minhas tiras vindos de todo o País. Foi aí que decidi criar o blogue Anterozóide [antero. wordpress. com]", conta o professor, que se prepara para lançar um livro com base nestes trabalhos. "Será uma edição própria. Para já, serão mil exemplares", mas vamos ver como corre". Nos últimos anos, a blogosfera foi literalmente invadida de páginas pessoais de professores, com os problemas da educação como pano de fundo. Da denúncia (A Educação do meu Umbigo, de Paulo Guinote) à comédia leve de Antero Valério, há blogues para todos os gostos, onde um caso passado numa pequena escola pode ganhar dimensão nacional e onde se podem discutir e seleccionar previamente os temas dos cartazes e autocolantes que se vão levar à próxima manifestação.Os blogues tiveram também um papel decisivo na criação e divulgação de muitos movimentos independentes de professores que, de outra forma, teriam conhecido dificuldades em ganhar expressão. Hoje, nem os principais sindicatos dispensam a sua consulta."Se calhar, parte da explicação dos 100 mil que estiveram na manifestação [de Março] está nos blogues", diz o professor cartoonista. - P.S.T.Fenprof e movimentos juntos em manifestaçãoAvaliação. Partes puseram diferenças de lado para dar força à 'manif' de dia 8A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e três dos principais movimentos independentes do sector - a Associação de Professores em Defesa da Educação (APEDE), o Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) e a PROmove - divulgaram ontem um comunicado conjunto onde anunciaram ter posto de lado as divergências que têm marcado o seu relacionamento nos últimos tempos em nome da "necessidade de enfrentar a ofensiva sobre a escola pública", que dizem estar a ser movida pelo Governo. A principal consequência deste entendimento é a adesão destas estruturas à manifestação nacional do próximo dia 8 de Novembro, em Lisboa, convocada pela "plataforma" de sindicatos do sector. Os movimentos, que tinham agendado um protesto próprio para dia 15, não afastam a possibilidade de manterem alguma acção nesse dia, mas à partida, segundo disse ao DN Mário Machaqueiro, da APEDE, "já não deverá ser uma manifestação".Nas últimas semanas, o diálogo entre as partes chegou a extremar-se, com os movimentos a responsabilizarem os sindicatos pelo "memorando de entendimento" assinado em Abril com o Ministério da Educação, que permitiu a avaliação simplificada de 12 mil professores no último ano lectivo e a generalização do modelo este ano, embora ainda sob forma experimental. Mário Nogueira, secretário--geral da Fenprof, tinha por seu turno acusado estes grupos de promoverem um discurso "anti-sindical", que cultivava "divisões" entre os professores."Nós mantemos a intenção de apontar críticas aos sindicatos sempre que nos pareça que a sua actuação é questionável", frisou Mário Machaqueira. "Mas considerámos que, na situação actual, com o que está a acontecer nas escolas com a avaliação, é oportuno que se enfrentem as políticas ministeriais numa base de unidade", explicou.O presidente da direcção da APEDE destacou também o "o empenho que os sindicatos têm demonstrado para ouvir os problemas dos professores nas escolas".
Fonte: DN online

sábado, 1 de novembro de 2008

Conselho Nacional de Educação propõe alternativas ao chumbo dos alunos até aos 12 anos

Fonte: TSF
O Conselho Nacional de Educação tem pronto um parecer para entregar ao Governo, onde sugere que sejam encontradas alternativas aos chumbos dos alunos até aos 12 anos. A aposta deve assentar em medidas eficazes de apoio aos estudantes com maiores dificuldades.
Para o órgão consultivo do Governo para a Educação, as repetições são «um problema que tem proporções catastróficas para os alunos».
Segundo a edição esta quarta-feira do Diário Económico o Conselho Nacional de Educação recomenda ao Executivo para que encontre alternativas às repetições.
Só desta forma se pode atingir bons desempenhos por parte dos alunos e resolver os problemas de insucesso escolar, considera o parecer aprovado em plenário.
Nas propostas avançadas pelo Conselho Nacional de Educação estão estratégias de apoio aos alunos, intervenções aos primeiros sinais de dificuldades e estratégias de diferenciação pedagógica.
O Diário Económico refere que, na Finlândia, onde existe o melhor desempenho escolar do mundo, não há aluno que reprove na escolaridade obrigatória.
Já na Irlanda e na maioria dos países com bons resultados, as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos.
O Conselho Nacional de Educação quer acabar de vez com a ideia de que repetir o ano nunca fez mal e por isso recomenda ao Governo que estude as soluções adoptadas noutros países.
No parecer fica a ideia de que o passar de ano sem que se tenha aprendido não é solução, mas a repetição também não o é, especialmente quando a responsabilidade da falta de aprendizagem é atirada para o aluno ou para a família.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

15 de Novembro

O Conselho Científico para a Avaliação do Desempenho dos Professores, terá concluído, de acordo com o SPGL:
. Que os avaliadores não possuem formação para avaliar os seus pares (!). Importa agora saber porque mentiram à sociedade portuguesa os responsáveis políticos ao investi-los, perante a opinião pública, de uma titularidade de competências funcionais que afinal não detinham, não detêm e que os próprios, em grande número, parecem abominar quem as detém (?);
. Que este sistema de avaliação do desempenho não tem repercussão positiva na prática pedagógica dos docentes e no sucesso efectivo dos alunos. O inverso apenas poderia ser verdade se a miopia de quem nas escolas trabalha todos os dias fosse similar à dos governantes da 5 de Outubro;
. Que o modelo de avaliação em causa é, em si mesmo, promotor de conflitos pessoais e profissionais e gerador de um indesejável clima de instabilidade nas escolas. Quem foram os estrategas de guerra que planearam até quase ao pormenor a guerrilha entre docentes? Quem são os autistas que não perceberam (não percebem?) que o conflito tribal numa escola tem por principais vítimas não os docentes mas, sobretudo, os alunos e as suas famílias?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Férias grandes levam a perder conhecimentos"


O título desta notícia (no JN) fez-me ler com mais atenção o artigo, que entre outras coisas refere que:
a)Os comportamentos anti-sociais dos jovens aumentam e os conhecimentos perdem-se durante as férias de Verão
b) As férias escolares do Básico e do Secundário são demasiado longas
c) Os jovens, em especial os de famílias mais pobres, têm demasiado tempo livre e muito pouco em que o ocupar. Um dos estudos citados revela que 80% das crianças de meios desfavorecidos afirmaram não ter nada para fazer fora da escola.
d)As férias longas podem levar os alunos a perderem competências adquiridas durante o ano lectivo, sendo que "nos piores casos estas perdas foram equivalentes a um mês de tempo escolar". Estas são mais acentuadas na matemática e ortografia e menos notórias na leitura. Também neste aspecto, os jovens de classes mais desfavorecidas são os que mais sofrem.
Ora bem, todos sabemos que as férias nos trazem algum distanciamento, e ainda bem, do trabalho que por rotina fazemos ao longo do ano. Será que alguém está convencido que durante o tempo lectivo não acontecem exactamente as questões levantadas neste estudo? Perguntem aos alunos, às pessoas em geral, no final do ano lectivo se sabem as matérias do início do ano e verão os resultados. A aprendizagem não é um saco infinito e sem fundo, está-se sempre a perder a ganhar novos conhecimentos e competências. "As perdas são reais", reconheceu Joaquim Sarmento, ao JN, acrescentando que, no entanto, se "resumem a um núcleo de competências mais ligado à memória, algo que no currículo escolar português não tem um papel central". Mas este é um aspecto que me parece saudável e até aconselhável, para que, como se costuma dizer “se reforcem as baterias”. A proposta desta instituição britânica aconselha a redução d as férias de Verão para apenas quatro semanas, distribuindo o resto do tempo de forma mais equilibrada ao longo do ano. Claro que quem faz uma proposta destas não percebe do que está a falar. Em que altura fazem os alunos os exames e as provas de acesso à universidade? Quando se fazem as reuniões de preparação do ano lectivo seguinte? Além disso, “uma solução que Joaquim Sarmento considera difícil de aplicar em Portugal, sobretudo devido às características do clima. "Com o calor, a partir de meados de Junho, é muito difícil manter as condições de aprendizagem", assegura. E com o actual calendário escolar, Sarmento acredita que uma maior distribuição do tempo de férias traria problemas às famílias, "porque a vida não está organizada para terem as crianças em casa nessas alturas".”
Questiono-me sempre porque é que na educação se parte sempre dos princípios errados para resolver “problemas” que surgem? Partamos do princípio que é verdade o que este estudo traz a lume. É á escola que cabe resolver estes problemas com prejuízos evidentes para os alunos, famílias e professores, ou à sociedade, ao Ministério da Educação e da Segurança Social, autarquias e famílias que o devem fazer? As crianças precisam cada vez mais da família, de estreitar os laços que se perdem durante o ano com a azáfama do trabalho, precisam de aprender com a família. E a responsabilidade das instituições deste País em encontrar soluções para as tais famílias de meios desfavorecidos? Para estas, que nem férias têm, provavelmente a melhor solução seria nem “fechar” a escola. Faça-se um exame de consciência, e assuma-se de uma vez por todas as responsabilidades de cada um. A escola não é um depósito e muito menos consegue resolver todos os problemas, que são cada vez mais, das nossas crianças e jovens.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Jogos Inter-Escolas do Município de Cantanhede


Organizados pela Câmara Municipal de Cantanhede, em parceria com os estabelecimentos de ensino do Concelho, os Jogos Inter-Escolas do Município de Cantanhede têm por objectivos promover o intercâmbio e o convívio entre os jovens estudantes, fomentando a competitividade saudável, o fair-play, a força de vontade, o espírito de grupo e a criatividade.
Participam na edição deste ano cerca de 1500 alunos, em representação da Escola Secundária de Cantanhede, da Escola Técnico-Profissional de Cantanhede, do Centro de Estudos Educativos de Ançã, e dos agrupamentos de escolas de Cantanhede, Finisterra e Gândara-Mar, que estão sediados, respectivamente, na EB 2,3 de Cantanhede, EB 2,3 Carlos de Oliveira de Febres e na EB 2,3/Secundária João Garcia Bacelar da Tocha.


IX JOGOS INTER-ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CANTANHEDE7 a 11 de Abril
N.º Total de alunos participantes: 1482N.º Total de docentes: 91
PROGRAMA
7 de Abril 9:15 HORAS : ABERTURA OFICIAL IX JOGOS INTER ESCOLAS:Local: EB2,3 João Garcia Bacelar Desfile dos alunos participantesDiscurso das entidades presentes: Conselho Executivo do AEGM, Representante do Comité Olímpico, Presidente da Câmara Municipal e restantes vereadores
Horas: 9.30 horas – 17.00 horas Modalidade: Voleibol Realiza-se na Escola: EB 2,3 João Garcia Bacelar- Tocha N.º alunos : 242 N.º Docentes: 16 Participantes: Centro de Estudos Educativos de Ançã, EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede.

8 de Abril de 2008:Horas: 9.30 horas – 17.00 horas Modalidade: Basquetebol Realiza-se na Escola: Escola EB 2,3 Carlos Oliveira – Febres  N.º alunos : 274 N.º Docentes: 15 Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC – Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
9 de Abril de 2008:Horas: 9.30 horas – 17.00 horas N.º alunos: 484 N.º Docentes: 28 Modalidade: Futsal Realiza-se na Escola: EB 2,3 de Cantanhede e campos da Escola Secundária de Cantanhede Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GÂNDARA-MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
Horas: 9.30 horas – 12.00 horas Modalidade: Actividades Aquáticas (Piscinas Municipais de Cantanhede) Ténis (Complexo Municipal de Ténis)
10 de Abril de 2008:Horas: 9.30 horas – 17.00 horas Modalidade: Andebol Realiza-se na Escola: Centro de Estudos Educativos de Ançã N.º alunos: 272 N.º Docentes: 14 Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
11 de Abril de 2008:Manhã: 9.30 horas – 13.00 horas Actividade: Atletismo Realiza-se na Escola Secundária de Cantanhede N.º alunos: 210 N.º Docentes: 18 Participantes: EB 2,3 de Cantanhede (Agrupamento CANTANHEDE), EB 2,3 Carlos de Oliveira (Agrupamento FINISTERRA), EB 2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento GANDARA MAR), Escola Secundária de Cantanhede, ETPC- Escola Técnico Profissional de Cantanhede e Centro de Estudos Educativos de Ançã
12h30 - ENCERRAMENTO da Vertente DesportivaEscola Secundária de Cantanhede
SARAU CULTURAL 11 de Abril – 20h30Pavilhão Marialvas
N.º Total de alunos participantes: 292N.º Total de docentes: 24
Alinhamento das Participações no Espectáculo20,30 horas: Centro de Estudos Educativos de Ançã20,55 horas: Escola Secundária de Cantanhede21.20 horas: Escola EB 2,3 Carlos de Oliveira – Agrupamento FINISTERRA 21,45 horas: Escola EB 2,3 João Garcia Bacelar – Agrupamento GÂNDARA MAR22,10 horas: Escola Técnico Profissional de Cantanhede - ETPC22,35 horas: Escola EB 2,3 de Cantanhede – Agrupamento CANTANHEDE23,00 horas : Apoteose Final - SESSÃO DE ENCERRAMENTO

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Escola IN segura

“No ano lectivo 2006/2007, a PSP fez 917 detenções, a maioria das quais em duas grandes operações no arranque e no final dos três períodos de aulas, no âmbito do programa ‘Escola Segura’. Por seu lado, a GNR foi chamada a intervir 754 vezes, na maioria em casos de furto e ofensa corporal.
Os últimos dados oficiais conhecidos da violência escolar são referentes ao ano lectivo de 2005/2006: 390 agressões a professores nas escolas e zonas envolventes, o que dá uma média de dois casos por dia em 180 dias de aulas por ano.
Só nas duas principais operações levadas a cabo pela PSP no exterior dos estabelecimentos de ensino, foram apreendidas 1682 doses de cocaína, 1883 de heroína e 3718 de haxixe, tal como 47 armas brancas e 13 armas de fogo, mostram os números actualizados no site oficial.Já a GNR foi chamada 222 vezes por furto, 26 por roubo e 40 por vandalismo. No campo das agressões, registou 60 casos de ofensa corporal, nove de ofensa sexual e cinco de assédio. As injúrias e ameaças chegaram aos 14 casos. A violência contra pessoas cresceu quase para o dobro nesse ano (em 2005 houve registo de 290 ocorrências). “ (Diana Ramos, Correio da Manhã online)

A escola, esta escola, que escola

Tem piada como o "mundito" por causa de um PEQUENO vídeo tenha descoberto a Violência Nas Escolas. Andavam todos a dormir????? De olhos fechados???? ou faziam como a avestruz???? quando descobrem outras coisas como INSEGURANÇA, A NEGLIGÊNCIA EDUCATIVA E A PEDAGÓGICA, A FALTA DE MATERIAIS E CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA OS ALUNOS, A FALTA DE FUNCIONÁRIOS, A FALTA DE UM RUMO PARA AS ESCOLAS????? ETC,ETC,ETC. Chega de dizer que a educação é um dos pilares de qualquer sociedade. Mais aqui.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Revolução das mentalidades: a educação

Só depois da família é que surge a escola no processo de formação das crianças e jovens. A escola surge na sequência e em intima relação com o processo familiar. Os problemas e as carências familiares do educando são transportadas para a escola e vice-versa. E aqui coloca-se a questão do papel da escola. A escola é um espaço que desempenha três papéis centrais: um espaço de socialização, um espaço de construção de valores e um espaço de ensino/aprendizagem. Estes três espaços funcionam de uma forma sistémica. Se um deles falhar, todos os restantes sentirão repercussões. De igual forma, se o substrato familiar falhar o sistema escolar será afectado.
Importa, pois, saber quais os valores que queremos cultivar no ambiente escolar. Importa, pois, clarificar quais as funções sociais da escola. Importa, pois, estabilizar a política educativa que tem sido construída ao sabor das mudanças de governo e de ministro.

sábado, 8 de março de 2008

Valha - nos Deus, esta Câmara está louca!



Por acaso já tinha ouvido falar deste projecto e até pensei que era brincadeira de um amigo para me provocar - coisas de amigos... mas afinal é mesmo verdade! E ainda por cima dizendo que é direccionada às escolas... valha - nos Deus, esta Câmara está louca. E quer o governo delegar competências nos municipios - vai dar nisto. As escolas precisam é de materiais pedagógicos, aquecimento, computadores, papel para as fotocopiadoras e fotocopiadoras, acção social efectiva, materiais desportivos, auxiliares de acção educativa, segurança, etc, etc... e até papel higiénico.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Palestras sobre educação


Caros Pais e Encarregados de Educação, Docentes e não Docentes Em nome da Comissão Dinamizadora do II Ciclo de Palestras de Cantanhede " DESAFIOS... ", organizado pelas 20 Associações de Pais e Encarregados de Educação do concelho de Cantanhede, em parceria com o Município de Cantanhede, gostaríamos de convidá-lo a estar presente na primeira Palestra deste Ciclo, no próximo dia 7 de Março, pelas 21h, no Centro Paroquial de S. Pedro, subordinada ao tema EDUCAR PARA A SEXUALIDADE . A SEXUALIDADE continua a ser um assunto muito premente da nossa sociedade, sobre o qual suscitam ainda muitas dúvidas sobre o papel dos pais e da escola na Educação da sexualidade. Enviamos em anexo o desdobrável com o programa geral, com os grupos musicais, os palestrantes, as actividades simultâneas no "SERÃO DO MUSEU" destinado aos filhos de todos os participantes (sujeito a inscrição) e momento de convívio. Certos da melhor compreensão, apresentamos os nossos cumprimentos. P/la Comissão Dinamizadora ASS.PAIS/ENC.EDUCAÇÃO DO CONCELHO DE CANTANHEDE Rogério Marques

quarta-feira, 5 de março de 2008

Educação-um parecer de quem sabe

do jornal de notícias de 04/03 vinha esta entrevista:

Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação
Fernando Basto

Chegou a integrar um grupo que fazia propostas para um novo sistema de avaliação, mas saiu. É professor coordenador com agregação da Escola Superior de Educação de Santarém. Tem 53 anos de idade e 33 de profissão docente. Já publicou 32 livros, edita um "website" sobre Pedagogia e tem três blogs na rede, sendo dois sobre Educação. É consultor da Fundação Calouste Gulbenkian.Classifica o actual sistema de avaliação do desempenho dos professores como "injusto" e "demasiado burocrático". Ramiro Marques não tem dúvidas mais do que penalizador dos professores, o modelo vai, no seu entender, prejudicar os alunos.
JN Fez parte da equipa técnica do Ministério da Educação (ME) encarregada de estudar as mudanças a introduzir na avaliação de desempenho dos professores?
Ramiro MarquesCheguei a fazer parte de um pequeno grupo de trabalho que elaborou alguns princípios orientadores do modelo de avaliação. Participei apenas em duas reuniões, a convite do secretário de Estado Valter Lemos, de quem fui colega e a quem reconheço inteligência e grande capacidade de trabalho.
E abandonou a equipa porquê?
Porque reparei que a intenção era criar um mecanismo que obrigasse dois terços dos professores a ficarem a meio da carreira, ainda por cima sem a garantia de que os que iriam ter acesso ao topo da carreira fossem os melhores. Reparei também que havia a intenção de criar um processo extremamente burocrático e consumidor de tempo e de energias, que andaria associado a um processo de perda de autonomia e de liberdade pedagógica dos professores.
O ME alega que a avaliação de desempenho existente até aqui não passava de um processo de progressão automática. Concorda?
Não é inteiramente verdade. Durante alguns anos, os professores tiveram de se submeter a uma prova pública de avaliação curricular, perante um júri constituído por três personalidades exteriores à escola. Chamava-se a esse exame a prova pública para acesso ao 8.º escalão. Era isso que o estatuto da carreira docente exigia. A prova era dura demorava duas horas, o professor tinha de entregar um portefólio crítico e era interrogado sobre o seu curriculum profissional. Presidi durante mais de um ano a um desses júris. Quem não fosse aprovado nessa prova pública não passaria do 7.º escalão e, portanto, estaria impedido de chegar ao topo da carreira. Mas não havia quotas. Foi precisamente o Governo do PS que acabou com essa prova, instituindo, em consequência, um processo meramente administrativo de acesso ao topo da carreira. O senhor José Sócrates era, creio eu, nessa altura, ministro do Ambiente do Governo que acabou com essa prova pública. Foi cúmplice.
Os professores contestam o actual modelo, dizendo que é demasiado burocrático. Concorda?
É um modelo injusto e demasiado burocrático. É injusto porque, em consequência de um concurso, igualmente injusto e mal conduzido, de acesso à categoria de professor titular, coloca licenciados a avaliar doutorados e professores com menos anos de experiência e menor formação académica a avaliar colegas com mais formação académica e mais anos de experiência. Por outro lado, com a criação de mega-departamentos curriculares, este sistema de avaliação coloca professores de Biologia a avaliar professores de Matemática (e vice-versa) e professores de Informática a avaliar professores de Física, destruindo e espezinhando toda a lógica dos saberes constituídos.E é burocrático porquê?Porque obriga os professores à elaboração e preenchimento de um número desmesurado de fichas. Sem querer ser exaustivo, aponto apenas algumas ficha de objectivos individuais, ficha de auto-avaliação, ficha de avaliação do coordenador de departamento, ficha de observação de aulas, portefólio do professor avaliado, ficha de análise de conteúdo do portefólio, ficha de avaliação a cargo do presidente do Conselho Executivo, etc.
Quais são os aspectos mais negativos deste sistema?
São tantos que é difícil enumerar. Os prazos estabelecidos são completamente insensatos; a ausência de formação em supervisão para os avaliadores que irão observar as aulas é inaceitável; a possibilidade de o professor avaliado ter aulas observadas e ser avaliado por um professor de outra área curricular e de outro grupo de recrutamento é simplesmente uma aberração; a periodicidade da avaliação (de 2 em 2 anos) obrigará os professores a dedicarem grande parte do seu tempo, energia e os recursos à avaliação dos colegas, em vez de se concentrarem na preparação das aulas e na relação pedagógica. É por isso que eu digo que os principais prejudicados com este modelo de avaliação serão os alunos.
E vantagens?
Como ele está a ser montado, não reconheço nenhuma vantagem. O Decreto Regulamentar 2/2008 tem de ser profundamente alterado. Os prazos devem ser alargados, a observação das aulas deve fazer-se apenas quando os avaliadores tencionarem dar a classificação de Irregular ou, nos outros casos, a pedido do avaliado; a avaliação deve ser feita de 3 em 3 anos; os dados sobre a progressão dos alunos e as taxas de abandono escolar não devem ser tidos em conta no processo de avaliação dos professores.
Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A propósito da Educação Artística

António Damásio é um exemplo que há portugueses de grande qualidade, que com as condições de trabalho e mentalidade que temos em Portugal nunca chegariam a mostrar o que valem. Devemo-nos orgulhar que em Português também há vozes que são ouvidas universalmente (menos em Portugal). Falou na Conferência Mundial de Educação Artística, no CCB, e referiu-se a um ponto inquietante e que é «as aptidões cognitivas das novas gerações se desenvolverem muito mais rapidamente do que as suas capacidades emocionais» A verdade é que a emoção, o seu desenvolvimento, o seu controlo, mas também o seu correcto cultivo é essencial para um equilíbrio da personalidade. E, por muitas e variadas causas, esse cultivo da emoção tem sido descurado na escola e na relação pais-filhos. A criança é estimulada nas suas áreas cognitivas, ou seja a aprender, aprender, aprender, mas não a conhecer os seus sentimentos. A Arte é o desenvolvimento estimulante para este equibrio saudável das nossas crianças. Diz António Damásio, "as crianças afectadas nos seus sistemas emocionais, nos primeiros anos de vida, não vão conseguir aprender as convenções sociais dos adultos e, como consequência disso, temos o facto de as patologias sociais, nomeadamente a dependência de drogas, estar a aumentar nas escolas". Isto não acontece é só em Portugal, é certo, mas se não aprendemos agora com os erros dos outros, "ontem" já é tarde. Temos TODOS de repensar a educação. E o principal de "TODOS" é o Ministério da Educação. Pense Educação, Pense Educação Artística, pense em Futuro. Pense em Pessoas não em Números.


Wikipédia
Arte-educação ou ensino de Arte é a educação que oportuniza ao indivíduo o acesso à Arte como linguagem expressiva e forma de conhecimento.
A educação em arte, assim como a educação geral e plena do indivíduo, acontece na sociedade de duas formas: assistematicamente através dos meios de comunicação de massa e das manifestações não institucionalizadas da cultura, como as relacionadas ao folclore (entendido como manifestação viva e em mutação, não limitado apenas à preservação de tradições);
e sistematicamente na escola ou em outras instituições de ensino.
A arte-educação tem um objetivo maior que a formação de profissionais dedicados a esta área de conhecimento, no âmbito da escola regular busca oferecer aos indivíduos condições para que compreenda o que ocorre no plano da expressão e no plano do significado ao interagir com as Artes, permitindo sua inserção social de maneira mais ampla.A criatividade é um dos recursos intelectuais mais preciosos para nosso dia-a-dia. No entanto, é na sala de aula que, permanentemente, ela precisa estar presente, pois dela depende o interesse e a dedicação de nosso aluno.

O educador criativo é também um artista, pois instiga o aprendizado de seus alunos utilizando recursos que vão além do livro didático: a importância da arte na educação cumpre com esta função.
"Na minha opinião, existem dois tipos principais de justificações para o ensino da arte. O primeiro tipo sublinha as consequências instrumentais da arte no trabalho e utiliza as necessidades concretas dos estudantes ou da sociedade como base principal para confirmar os seus objectivos. Este tipo de justificação denomina-se contextualista. O segundo tipo de justificação destaca o tipo de contribuição à experiência e ao conhecimento humanos que só a arte pode oferecer; acentua o que a arte tem de próprio e único. Este tipo de justificação denomina-se essencialista ." Elliot W. Eisner, "Educating artistic vision"

"O objectivo da educação pode ser apenas o de desenvolver, ao mesmo tempo que a singularidade, a consciência social ou a reciprocidade do indivíduo." Herbert Read, "A educação pela arte"

"Estou seguro de que o que está errado no nosso sistema educativo é precisamente o nosso hábito de estabelecer territórios separados e fronteiras invioláveis; e o sistema que proponho (...) tem por único objectivo a integração de todas as faculdades biologicamente úteis numa única actividade orgânica. Afinal não faço distinção entre ciência e arte, excepto no que respeita aos métodos, e julgo que a oposição criada entre elas no passado se deveu a uma visão limitada de ambas as actividades. A arte é a representação, a ciência a explicação - da mesma realidade." Herbert Read, "A educação pela arte"